Notas iniciais
Não revisei esse capítulo, peço desculpas se houverem grandes erros ortográficos. Boa leitura.

Sexismo é o termo que se refere ao conjunto de ações e idéias que privilegiam entes de determinado gênero em relação a entes de outro gênero.

08 de março de 1857, operárias de uma das fábricas de tecidos americana iniciaram uma grande greve, reivindicando melhores condições de trabalho e equiparação salarial com os homens. As mulheres chegavam a receber até menos da metade do salário masculino mesmo executando a mesma tarefa. As grevistas ocuparam uma parte da fábrica, e este local foi incendiado ocasionando na morte de 130 operárias, esse dia ficou conhecido como o dia internacional da mulher.

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O silvo estrondoso da banda me despertou, olhei para o meu velho relógio, agora marrom devido as ferrugens que dominava toda sua superfície, "Já são quatro horas" exclamei enquanto me levantava rapidamente do colchão sujo e empoeirado. Como todo dia oito de março, a banda oficial do exercito/nação desfilava na larga Rua Joana D’Arc, uma especie de celebração e exaltação da raça humana. Entrei no banho para dar inicio a minha rotina matinal.

Eu era diferente do resto dos outros, não compreendia bem o formato do meu corpo e minha anomalias, não possuía curvas como os outros e meus seios nunca se desenvolveram, isso sem mencionar os irritantes cabelos que floresciam em meu rosto toda manhã. Tal fato sempre me impedira de formar relações, nunca tive um namoro ou amizade, se a solidão fosse personificada, com certeza teria a aparência parecida ou a mesma que a minha. Nunca frequentei uma escola, minha mãe não acreditava na educação pública e privada, ensinava-me todas as tarde enquanto era viva e mal sabia ela o quanto aquilo só me isolava mais. Acho que minha mãe sempre tivera vergonha de mim, gastava horas tentando me fazer parecer com os outros, litros e litros de maquiagem e cintas que machucavam todo meu corpo. Desprendi-me de meus devaneios e comecei a me prepara para sair de casa.

Dei uma última olhada em meu apartamento bagunçado e suguei uma quantidade notável de ar antes de sair, precisava ir ao mercado. “Mais um dia” pensei.

– Bom dia, Nora! – exclamou quase aos gritos Mariana, minha vizinha, enquanto tentava fechar a porta de carvalho

– Oi. — respondi com desânimo

– Está indo ao mercado? — dizia enquanto me olhava com o mesmo irritante que me alvejavam quando saia de casa, pensei que um dia me acostumaria com isso.

– Não.

– Você é engraçada. Sempre curta e grossa – diz rindo e se aproxima.

– Desculpe

– Não precisa se desculpar

– Não me parece muito agradável.

– Vou indo.

– Tudo bem. Não quero importunar-la mais.

– Tchau

– Até mais.

Mariana era uma jovem, pela aparência na casa dos 20 anos, realmente muito gentil, qualquer outra pararia a conversa na minha segunda resposta. Gostaria de responder melhor, seria mais gentil como ela é, mas acho que não conseguiria manter minha voz fina por longas sentenças, preferia não arriscar, minha voz era nitidamente mais grave que as outras vozes, mas um fato sobre a bizarrice que sou.

A banda ainda desfilava. Como eu odiava essas músicas militares. Entrei no mercado e abasteço o carrinho rapidamente, legumes, verduras, carnes, um dos poucos hobbies que eu mantinha era o de cozinhar. Ir ao mercador era sempre uma terapia.

– Setenta reais, senhora.

Entrego rapidamente algumas notas amassada enquanto embrulho algumas notas amassadas.

– Desculpa por não conter o comentário, mas a sua perna está tão cabeluda. Se quiser, temos ótimos cremes para depilação no setor 12.

"MERDA!" gritei em silêncio enquanto meus lábios formulava um "muito obrigado"

Corri rapidamente até a saída tentando esquecer do momento constrangedor e conter a minha raiva.

– Ei! — gritou a atendente — Seu troco!

– Pode ficar – disse forçando um sorriso.