Cristais de Sangue
7 Poder
Notas iniciais
Cristais de Sangue
Capitulo 7: Poder
A lua nova pendia no céu como um amuleto assombro, iluminando as árvores em que estávamos escondidos e lançando sombras aterrorizantes no chão. Mesmo preso meu cabelo açoitava meu rosto com ajuda do vento, por fim puxei o capuz do moletom preto que Linor havia me emprestado. A pistola estava no cós da minha calça e eu tinha uma navalha em um dos bolsos do casaco caso fosse melhor esfaquear que atira. Ambas alternativas me pareceram indiotas, considerando que eu era uma maquina de destruição em massa, mas aparentemente eles estavam se ferrando para o meu argumento.
O prédio a nossa frente não tinha si quer uma luz acesa, ou dava alguma indicação de que alguém estivesse ali, tudo estava no mais profundo breu. Eu estava começando a me questionar se havia algum Filho de Van reuse ali dentro quando um homem na faixa etária dos trinta surgiu no terraço.
Ele usava um casaco de veludo azul-marinho, luvas de couro preto e segurava com força um machado cintilante. Ele caminhou até o limite do terraço olhando a entrada da escola, depois circundou o terraço vigiando as laterais e voltou a encarar a entrada da escola.
Eu me virei para avisa-los, mas todos já estavam cientes da presença do Filho de Van reuse com o machado sob o ombro.
–Vai!- Otávio empurrou o braço de Jack, que correu em passos silenciosos até pega impulso e se lança para cima.
Ele pousou no meio do terraço, virou um borrão por alguns instantes e quando eu voltei a vê-lo o corpo do Filho de Van reuse estava caindo inerte aos seus pés. Jack acenou para que nós subíssemos, Otávio colocou Linor nas costas como se ela fosse uma boneca de pano e levitou com espirais negras e brilhantes girando ao redor das suas pernas, magia conclui. Eu não tive a graciosidade que eles tiveram, corri fazendo barulho, quase torci meu tornozelo direito quando me impulsionei para cima e cai em cima de Jack, que foi a melhor parte, verdade seja dita.
Ele tinha uma das sobrancelhas arqueadas e os lábios começavam a se abri, no entanto fui mais rápida, levantei usando toda minha velocidade rezando pra não perde o equilíbrio e estendi a mão para ajuda-lo a se levanta.
–Você pode pular em cima de mim quando quiser, sabe disso. –ele piscou caminhando em direção a Otávio e Linor.
–Foco Marina. – tentei monopolizar meu cérebro pra bloquear cenas de salto em cima de vocês sabem quem.
Otávio estava ajoelhado atrás da cabeça do Filho de Van reuse com as duas mãos em cada lado do seu rosto, Linor e Jack estavam a sua volta o observando pronunciar palavras em latim arcaico o que dificultou na tradução, mas duas soaram nítidas pra mim, eu deveria esta prestando atenção a aula nesse dia. “soar perecível” o que mal traduzido significa sono mortal. As mãos de Otávio ficaram cinza momentaneamente ate tingirem o corpo inconsciente do Filho de Van reuse.
–Isso foi um feitiço? –as palavras fugiram da minha boca antes que eu pudesse filtra-las.
Otávio levantou d chão e limpou os joelhos da calça.
–Foi uma praga é mais fácil que um feitiço e menos... Complexos. -ele explicou.
–São desejos ruins se tornando realidade, por isso o nome. –Linor falou enquanto se agachava e batia no rosto do Filho de Van reuse. –Qual foi à praga? -Ela perguntou
–Ele vai dormi por um bom tempo se você para de incentiva-lo a acorda. –Otávio olhou feio pra ela.
–E agora? – perguntei.
–Nos dividimos. – Jack explicou. -Quem a acha primeiro vem direto pra cá. Daqui à uma hora nos encontramos aqui. –seu corpo estava tenso assim como sua mandíbula.
–Eu vou com Otávio, você vai com Marina. –Linor dividiu. –Vamos!
POV Jayles:
Perdi a conta de quanto tempo eu estava sentada nessa cadeira, com uma fronha na minha cabeça e as mãos algemadas que deviam esta em carne viva de tanto eu força para me livrar dela em tentativas inúteis.
Minha bunda estava dolorida, eu tinha a impressão de que me quebraria toda de me mexesse e certamente vomitaria se os meus últimos dunot’s estivessem no meu estomago.
–Eu estou com fome! –gritei, mas não houve respostas, eu só conseguia ouvir sons de respirações a minha volta de quem não queria falar comigo.
Senti as lágrimas molharem meu rosto e também senti medo, medo de nunca ver minha mãe, medo de não volta para o meu trabalho que eu amava e odiava em dias alternados e medo de nuca conversa novamente com a minha única melhor amiga.
POV. Marina:
Esse era o terceiro corredor em que nós passávamos, Jack caminhava à frente com minha arma engatilhada na mão direita. Cada passo que ele dava era com de um gato, completamente silenciosos, diferente dos meus que parecia que eu estava fazendo barulho de proposito.
–Você sabe onde fica o ginásio, não é? –perguntei impaciente.
–humm... — ele coçou a testa com o cano da arma.
–O que você quer dizer com “humm”? –cruzei os braços respirando fundo, aparentemente as pessoas fazem isso pra se acalmar, mas nuca funcionou comigo, não sei por que tentava.
–Eu sei onde fica, relaxa. – ele sorriu da minha cara e volto a caminhar.
–Então o porquê do “humm”?- fiz aspas com os dedos me colocando na frente dele.
–Você fica linda irritada. – ele respondeu. Mas não me importei em responder, duas sombras estavam ganhando forma no fim do corredor vindo em nossa direção.
Abri com o pé uma porta mais próxima de nós, agarrei o ombro dele e desapareci do corredor, fechei a porta atrás de nós e o lancei contra o quadro negro. Minha visão ficou turva momentaneamente, pela velocidade que eu usei, mas conseguia sentir as mãos dele na minha cintura me puxando para perto do seu corpo, o hálito de menta conta o meu rosto e sua respiração eriçando os pelos da minha nuca. Minha visão foi ganhando foco aos poucos, nossos rostos estavam próximos de mais, cada ponto nervoso meu lançava descargas elétricas para o meu corpo quanto mais ele me tocava, até nos meus braços embora estivesse cobertos pelo moletom. Jack jogou meu capuz para traz, pressionou as mãos dos dois lados do meu rosto e aproximou os lábios dos meus.
Alguém limpou a garganta atrás de nós, Jack mudou nossas posições em uma fração de segundos se pondo na minha frente e me deixando de costas para o quadro.
Estiquei-me para ver sobre o ombro dele. A professora Nayara estava sentada atrás do birô, as roupas sofisticadas haviam sido trocadas por uma calça jeans escura, coturnos pretos e um sobre tudo azul-marinho igual ao do Filho de Van reuse no telhado. Ela alisava com o dedo indicador a lâmina de um punhal, cintilante.
–Você é um deles! –Jack rugiu.
–Não estamos aqui por você, viemos pela garota. – ela apontou o punhal em minha direção sem ao menos me olhar.
–Eu?- perguntei confusa.
–Desculpe Sr. Walker, mas essa conversa é particular. –ela levantou da cadeira e jogou o punhal em nossa direção, mas ele se quer se aproximou de mim. Jack estremeceu caindo no chão.
O punhal estava cravado do lado contrario ao coração, ajoelhei diante seu corpo e tentei tira-lo, mas uma descarga elétrica- de verdade- me arremessou contra o quadro.
Nayara começou a sorrir e tirar do bolso interno do sobre tudo um chicote negro.
–Toda vez que tentar tira o punhal, você vai receber 500vz de potência e o veneno da lâmina vai impregnar cada vez mais o corpo dele até chegar ao coração. –ela deu a volta no birô e sentou em cima dele, como se estivesse dando aula. –Então... Como você foi transformada? –perguntou me olhando com desdém.
– Fui mordida e largada em um cemitério, nada que faça minha biografia vender. –dei o sorriso mais sínico que eu consegui.
Eu já tinha matado alguém e me arrependido por isso, mas algo em me anseia vá por tira a vida de Nayara. Ela balançou a cabeça e estralou a língua, como se eu tivesse fazendo mal criação e lançou o chicote em minha direção, o movimento foi tão rápido que eu mal consegui desviar, resultando em um corte na minha bochecha esquerda. Ardeu como se eu tivesse jogado sal em uma ferida aberta, talvez fosse mística, aparentemente eles adoravam essa planta. Recusei-me a demostra dor, passei o polegar na ferida e lambi meu sangue.
–Como você matou Gabriel? –a expressão dela não era mais indiferente, quem quer que tenha sido Gabriel devia ter sido importante para ela.
–Eu nunca matei um Gabriel, corrigindo eu não pergunto nomes. –ela apertou o cabo do chicote e voltou a lança-lo em minha direção. Dessa vez eu consegui pega-lo antes que me atingisse, o enrolei no meu pulso e tirei do alcance dela jogando-o no canto da sala.
Nayara não fazia o mínimo esforço para esconder sua raiva, busquei minha arma, no entanto minhas mãos encontraram o nada. Jack estava com a pistola, mas eu não ariscaria pega-la e machuca-lo ainda mais.
Nayara tirou outro punhal do sobre tudo, me fazendo odiá-lo por poder guarda tantas armas, eu não tinha arma, quer dizer havia a navalha que ainda estava comigo, mas minha mira era péssima então voltamos para zero arma novamente. Velocidade abaixo a dos outros vampiros e força sobrenatural teriam que me servi para alguma coisa.
–Eles a querem viva. –ela gemeu estralando a língua. -Será uma pena decepciona-los. –ela segura com força o novo maldito punhal, sua mandíbula estava travada e as pernas afastadas uma da outra, como alguém se preparando para receber um grande impacto.
Meu corpo tremia pela adrenalina e minhas mãos estavam fechadas em punho, mentalizando o pescoço dela.
Justo quando eu ia investi, Nayara abandonou a posição defensiva e caio sobre os joelhos, ofegando. Eu não conseguia ter pena dela só queria que ficasse pior e isso aconteceu. Nayara usou os braços para manter o equilíbrio enquanto golfava sangue criando uma poça asquerosa a sua frente.
Ao me encara sua mascara de superioridade tinha caído, o rosto estava pálido, alguns fios prateados que se desprenderam do coque se empoleirava na frente do seu rosto, tinha sangue em seu queixo, mesmo assim os olhos me fitavam como facas.
Demorou a eu ter consciência de que aquilo estava vindo de mim, ou melhor, saindo de mim. Eu sentia o poder correndo pelas minhas veias ao ponto de eu achar que ele pudesse rasga-las, ele inundava meu corpo com uma sensação de prazer inexplicável, e para continuar com esse frenesi Nayara ia morrer.
Minha mão direita abriu quase involuntariamente como se meu corpo soubesse o que fazer, Nayara grunhi-o de dor no mesmo estante, esticando todo corpo de joelhos e pende-o a cabeça para traz. Ela respirou com dificuldade e cuspiu mais sangue, a cena se assemelhava a um chafariz bizarro.
Voltei a fechar a mão em punho. Ela abriu a boca buscando ar, mas continuou a cuspi mais sangue.
–Você é igual a ela. –Nayara sorriu mostrando os dentes sujos. -Por isso a obsessão por você. –ela falou como se matasse uma charada, foram suas ultimas palavras antes que ela se engasgasse com o próprio sangue e desabasse no chão.
Me aproximei checando se ela realmente estava morta, eu não ouvia nenhum órgão funcionando, coração, pulmão, nada. Seus olhos estava abertos e sem foco, mas não me dispus a fecha-los, eu não queria pensar nela como se estivesse dormindo, pelo contrario, eu queria manter a confirmação da sua morte.
Suas ultimas palavras ressoaram nos meus ouvidos como se ela estivesse repetindo de novo. A sensação de bem-estar foi diluindo até não sobra nenhum resquício. Respirei fundo e me virei pra Jack, ajoelhei diante dele e tomei ar mais uma vez antes de fechar minhas mãos no cabo. Quando os 500vz me arremessaram para traz o punhal veio junto.
A ferida em seu peito ainda estava aberta e veias azuis se destacavam ao se redor como se quisessem saltar pra fora da pele. Rasguei o resto da sua camisa e cravei as presas em cima da ferida sugando o sangue infectado por mística. Minha boca ardia quando o sangue passava por ele e descia garganta abaixo, o que eles tinham contra soníferos?
–Só eu acho isso meio erótico? –Jack perguntou com a voz rouca.
–Eu não te molestaria inconsciente. –respondi, limpando minha boca com as costas da mão.
–Mas consciente... –ele parou de falar, se sentando com as costas apoiada na parede olhando sob meu ombro. –Você a matou? –ele franziu a testa.
“Sim eu matei e também gostei de fazer isso”, meu subconsciente gritou, mas não permiti que as palavras se formassem e saíssem da minha boca. Eu não queria confirma ou relembrar o quanto monstruosa eu havia sido monstruosa, mesmo Nayara tento o que mereceu.
–Não. -menti, ultimamente era o que eu fazia de melhor. –Ela começou a vomitar sangue de repente. –continuei.
–Ela falou mais alguma coisa?- ele perguntou massageando as pálpebras.
–Me acusou de ter matado um tal de Gabriel. –falei.
–Você não o matou. – a convicção dele me deixou curiosa.
–Como você pode ter tanta certeza? –questionei.
–Porque eu o matei. –ele falou. –Foi o mesmo que você viu no beco e que atirou em você no dia seguinte. –ele levantou estendendo o braço pra me ajudar.
–Nós podemos continuar de onde paramos antes de sermos interrompidos. –ele sugeriu, sorrindo.
–Claro você é o único que sabe o caminho para o ginásio. –caminhei até a porta e o esperei na soleira. –Você vem? –pergunte estendendo a mão.
Ele soltou um suspirou cansado e caminhou descontente em minha direção.
Continua....
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