Criminal Love
6 Time to Act
Audrey foi recobrindo sua consciência devagar. Seu pescoço doía, a parte de trás de sua cabeça latejava. Tudo rodava. Ele não reconhecia o lugar em que estava, era uma sala pequena e apenas uma lâmpada fraca iluminava o lugar. Ele queria levantar a mão até a cabeça, onde a dor o incomodava, mas ele não conseguiu a mover. A mesma coisa com a outra mão, e as pernas. Ele se viu sentado em uma cadeira desconfortável, com cada mão amarrada em cada braço da cadeira, e os pés amarrados juntos. O desespero tomou conta dele de repente. Ele começou a se debater, mas os movimentos bruscos fizeram a dor em sua cabeça aumentar, quase o levando para a inconsciência novamente. E então a porta se abriu. Ele avistou um rapaz entrando e andando em sua direção. Esse mesmo se ajoelhou em sua frente e o olhou.

(Audrey Mankiewicz)
– Finalmente. Achei que você iria ficar desacordado para sempre. – o rapaz disse e ficou encarando Audrey.
– Quem é você? – Audrey percebeu que até falar era incômodo. Tudo em seu corpo doía.
– Você não precisa saber quem eu sou, não vai fazer diferença nenhuma. Tudo que você tem que fazer é cooperar. – ele respondeu, se levantando. O mais velho tentou levantar a cabeça e acompanhá-lo, e com muita dificuldade, conseguiu. Audrey se lembrou do treinamento rápido que recebeu antes de entrar para o FBI. Como agir na hora do perigo. Bem, até analistas precisavam saber como se defender.
– E eu posso saber o porquê de estar aqui? – Audrey foi ignorado, pois o rapaz já havia saído da sala. Em seu lugar, entrou outro rapaz. Audrey arregalou os olhos. O quê?
– Não. Não agora, quero dizer. Logo você saberá. Tudo o que tem que fazer agora é ficar quieto, ninguém pretende fazer nada contra você, contanto que você fique onde está e não tente nada para fugir.
Audrey não teve tempo para responder. O rapaz o largou novamente sozinho. Mas ele já tinha visto o suficiente. Ele já sabia com quem estava lidando.
Headquarter of FBI, Washington D.C – 9 a.m
– Bom dia, Betty! – Lauren passou ao lado da secretária e se dirigiu a sua sala. Só percebeu que Betty a acompanhava quando entrou em sua sala.
– Bom dia, Lauren. – Lauren não sabia como Betty podia estar sempre tão disposta. Ela nunca a tinha visto de mau humor. Lauren se sentou e olhou para a secretária. Ela carregava um pequeno pacote. Betty, ao perceber o olhar da patroa para o pacote, o estendeu.
– Chegou faz uns dez minutos. – Lauren pegou o pacote, apreensiva. Respira, Lauren, não é nada disso.
– A senhorita Kate me procurou para ver se a senhora já tinha chego. Digo a ela que está aqui?
– Diga a ela que eu já cheguei. E que é pra ela aguardar alguns minutos que eu já a chamo. – Betty assentiu e se retirou. Lauren voltou toda sua atenção para o pacote, que dessa vez não tinha remetente. Ao abri-lo, suas expectativas foram confirmadas. A mesma caixinha rosa. Ao abrir, se deparou com a mesma rosa branca. Mas dessa vez, havia um pequeno papel dobrado no fundo da caixinha. Ao abrir e ler seu conteúdo, Lauren viu que as coisas começaram a ficar sérias.
Lauren se levantou e foi atrás de Betty.
– Betty, você falou com Audrey hoje? – Lauren perguntou, assustando a secretária.
– Hum...não. Hoje ainda não. Por quê? Aconteceu alguma coisa? – Betty se levantou.
– Eu quero que você reúna os agentes do Bram lá em baixo agora. Diga que foi minha ordem,e que eu já estou descendo.
– Sim, senhora. – Lauren virou as costas e deixou Betty fazer o que havia mandado. Ela se dirigiu a sala de Kate. Entrou sem bater na porta.
– Kate, eu preciso que você rastreie o celular do Audrey. É urgente. – Lauren entrou e parou na frente da mesa da amiga.
– Aconteceu alguma coisa? – Kate arregalou os olhos. Lauren esticou o bilhete que tinha recebido dentro da caixa. Kate de momento ficou confusa com os dizeres: “Já deu bom dia para seu melhor amigo hoje, capitã? Acho melhor começar a procurá-lo. O tempo está passando.”
– O que é isso? – Kate perguntou. Lauren recolheu o bilhete.
– Faça o que eu pedi, por favor. Quando tiver resultados, me encontre no primeiro andar. – assim Lauren saiu da sala de Kate e se dirigiu ao primeiro andar. Ao chegar lá, avistou Bram e seus agentes reunidos.
– O que houve, Lauren? – Bram perguntou indo de encontro com a mulher.
– Olha o que eu recebi. – Lauren esticou o bilhete para Bram. – Dentro daquela mesma caixa rosa, e junto com o bilhete veio outra rosa branca. – o homem leu o conteúdo e olhou assustado para Lauren. – Alguém está com Audrey. E é a mesma pessoa que está me mandando essas rosas. Nós precisamos achá-lo. – Bram assentiu e começou a dar as coordenadas para seus homens, enquanto Kate aparecia do primeiro andar, correndo até Lauren.
– Lauren, más notícias. A localização do celular de Audrey é essa. – Kate esticou um pedaço de papel com um endereço para Lauren. – Eu não conhecia o lugar, e então fui procurar saber onde era. – ela deu outra folha, dessa vez inteira, nas mãos de Lauren. As imagens que ali estavam não eram nada encorajadoras. Uma estrada comprida de terra, com alguns barracos na beira da estrada.Fora isso, tudo era mato. – É ali que Audrey está. Alguém está com ele, Lauren.
– Obrigada, Kate. Trarei Audrey de volta. Vai ficar tudo bem. – Lauren afagou o braço da amiga e voltou a atenção aos agentes de Bram.
– Aqui está o endereço. O lugar é mais ou menos esse. – Lauren deu os papeis para Bram enquanto entrava no carro e sentava no banco do passageiro, e o companheiro se acomodava no banco do motorista. Bram comunicou o endereço a todos os companheiros e então, a corrida contra o tempo começou.
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