Criminal Love
7 Race against Time
Joseph Spielberg e Lucas Helsing observavam o pequeno celular em cima da mesa.
– Você acha que já rastrearam? – Joseph perguntou.
– Tenho certeza. Já devem estar a caminho. – Lucas comentou.
– Então já podemos fazer contato. – Joseph levantou o olhar para Lucas – Eu ligo, ou você quer ter esse prazer? – ele abriu um sorriso debochado.
– Não. Não posso correr o risco. – Lucas respondeu.
– Ora, Lucas! Você acha que ela vai reconhecer sua voz? Provavelmente ela nem lembra mais de você! Tenho certeza que ela está muito feliz com aquele policial. Ela mataria você sem pensar duas vezes. – Joseph esticou o celular para Lucas.

(Joseph Spielberg)
– O tempo está passando, Joseph. Você não vai querer decepcionar seu pai. – Lucas sorriu irônico, e se levantou, deixando a pequena sala e se dirigindo para onde Audrey se encontrava. Ele podia observar, através do vidro, que o homem amarrado tinha uma expressão serena. Ele não tentava se soltar, ou gritar por ajuda. Eles são bem treinados, pensou Lucas.
Enquanto Lauren organizada tudo em sua mente, seu celular tocou. Audrey Mankiewicz.
– São eles. – Lauren olhou para Bram. Ela atendeu e colocou no viva voz.
– Presumo que já estejam a caminho. – a voz do outro lado da linha fez Lauren estremecer de raiva.
– Vocês não sabem com quem estão lidando. Nem pensem em machucar Audrey. – Lauren sentiu Bram pegar sua mão que tremia involuntariamente. Uma risada soou do outro lado da linha.
– Não seja estúpida, querida. Nós sabemos sim com quem estamos lidando. Quem não sabe nada é você. Mas logo saberá. E olhe, seu amigo está se comportando muito bem, um ótimo cão domesticado, Lauren. – ela sentiu seu sangue ferver.
– Encostem um dedo no Audrey e eu farei questão de acabar com vocês eu mesma. – Lauren esbravejou.
– Espero que já esteja chegando. Seu amigo está precisando de você. – e então a linha ficou muda. Lauren desligou o celular e engoliu em seco. Ela apertou a mão de Bram que segurava a sua.
– Vai ficar tudo bem, Lauren. Ele está bem. – Bram a acariciou – Nós já estamos chegando. – Lauren assentiu e permaneceu em silêncio.
Lauren abriu a porta do pequeno barraco em um estrondo. Naquela sala só havia duas cadeiras e uma mesa de centro.
– Alguém esteve aqui, as cadeiras estão desalinhadas. – Bram comentou ao andarem pela sala.
– O perfume masculino também não engana ninguém. Vocês são tão previsíveis. – Lauren piscou para Bram, que revirou os olhos.
Lauren seguiu até a única porta do estabelecimento, e a abriu em outro estrondo. E lá estava ele. Amarrado a uma cadeira.
– Audrey! – Lauren exclamou, suspirando logo em seguida. Ela correu e desamarrou tudo que segurava o amigo a cadeira.
– Eu achei que vocês nunca chegariam. – o mais velho disse enquanto dois policiais o ajudavam a levantar.
– Cala a boca, você não sabe o que está falando. – Lauren o repreendeu. E depois o abraçou. – Você está bem? Eles não te machucaram, não é? – o mais velho riu com o desespero da amiga.
– Está tudo bem, Lauren. Eu acho que eu não era o objetivo deles. Eu não sei, eu...
– Tudo bem, Audrey. Nós vamos ter tempo pra recolher seu depoimento. – Lauren o tranquilizou e observou o amigo ser carregado para fora e Bram entrar em seu lugar.
– Viu, eu disse que ele estaria bem. – Bram passou a mão pelos cabelos da mulher.
– Ai, Bram. Eu não consigo nem pensar, se acontecesse qualquer coisa...
– Ele está a salvo, Lauren! Não fica pensando no pior. – Bram deixou um beijo em sua testa e os dois saíram do estabelecimento, voltando para a sede do FBI.
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