Criminal Case: District 1

1 Welcome To Grimsborough


Notas iniciais
Isso é apenas uma intro antes do primeiro caso.Eu andei mudando algumas coisinhas, mas nada demais.Espero que gostem.Beijo na alma.

A fita foi colocada e a última caixa fora fechada. Anneliese passou o braço na testa e suspirou, cansada.

–Geo, já tá pronta? — disse a moça, levando a caixa até o carro e guardando-a no porta-malas — Anda logo que a gente vai se atrasar!

Anne entrou novamente na casa e viu sua irmã mais nova, Georgia, descendo as escadas com seu iPod na mão.

As duas eram muito parecidas, era difícil negar que eram irmãs. Os mesmos cabelos castanhos escuros, a mesma pele morena, os mesmos olhos castanho-esverdeados. Basicamente, Georgia era Anne um pouco mais nova. A menina olhou ao redor, observando os cômodos da casa vazios, lembrando de como passou uma infância feliz naquele lugar.

–Temos que ir mesmo? — perguntou a mais nova, com uma voz um pouco chorosa.

–Infelizmente sim. Mas vai ser bom pra gente, você vai ver. — dando um sorriso animador, Anne abraçou a irmã e as duas saíram da casa, trancaram a porta e entraram no carro.

A moça parou um pouco para olhar a fachada da casa e se esforçou para não chorar. Detestava ter que ir embora, mas era melhor assim. Desde que os pais das meninas haviam falecido, a casa nunca mais foi a mesma. Desapegar talvez fosse o melhor remédio para acabar com as lembranças ruins.

Ela respirou fundo e começou a dirigir, sem olhar para trás.

Anneliese era uma detetive policial de 29 anos que havia sido transferida de seu departamento para outro na cidade de Grimsborough, que ficava próximo ao litoral do estado de Maryland. Foi uma surpresa quando ela descobriu que tinha sido promovida, pois o prazo para se mudar era curto e ela organizou tudo em cima da hora. Era impossível recusar a proposta, já que ela ganharia O mais difícil foi dizer isto a Georgia, que se negou a ir nos primeiros dias porque não queria deixar a casa e seus amigos.

A menina aceitou depois de um tempo. Anne entendia a irmã, já que as duas passaram a vida inteira morando naquela casa em New Jersey. Cinco anos atrás, Georgia e Anneliese perderam os pais num assalto quando ambos voltavam de um restaurante. Depois disso, a mais velha decidiu seguir a carreira investigativa para poder colocar em seu devido lugar as pessoas cruéis que tinham coragem de tirar uma vida.

Grimsborough tinha a fama de ser uma cidade misteriosa e Anne ansiava para descobrir seus segredos. Durante os quatro anos em que seguia a profissão de detetive, ela gerou uma paixão muito grande por mistérios e a vontade de desvendá-los era maior ainda.

–Não sei por que temos que ir pra esse fim de mundo. Você não já ganhava bem e via gente morta o suficiente? — perguntou Georgia, trocando de música no iPod e colocando os pés no painel do carro.

–Sim, mas agora eu vou poder guardar mais dinheiro pra você ir pra faculdade e teremos mais conforto. Tira o pé dai! — falou Anne, dando um tapinha nas pernas da irmã, ainda prestando atenção na estrada.

–Mas eu já tenho 16 anos, daqui a pouco você não vai mais ter que se preocupar comigo.

–Até você sair da minha casa, mocinha, e mesmo depois, sempre irei me preocupar com você. — Anne sorriu para a irmã. A estrada estava tranquila então demorariam para chegar em Grimsborough. — Eu amo você, Georgia.

–Também amo você. Mas nunca vou me adaptar nesse lugar, já aviso. — a menina resmungou.

–Veremos.

Uma meia hora de silêncio depois, Georgia ligou o som do carro e começou a cantar junto com as músicas. Anneliese entrou na onda da irmã, fazendo assim a viagem ficar divertida. Depois dessa "festinha" que as duas deram no carro, o caminho até Grimsborough ficou aparentemente mais curto e em duas horas estavam próximas à entrada da cidade.

–Olha ai. Grimsborough. — disse Anne, olhando ao redor pelo retrovisor. A entrada da cidade dava para uma rua de concreto coberta por uma camada de areia. Do lado esquerdo, uma fileira de casas com varandas amplas e um tanto envelhecidas, que lembravam casas de fazenda, e do lado direito da rua, um pasto onde se encontravam algumas vacas.

–Por favor, me diz que a gente não vai ficar aqui. — Georgia olhava pela janela com uma leve cara de desgosto.

–Não, não vamos ficar aqui. — respondeu Anne. Quando chegou ao final da rua, chegaram até um bairro cercado de prédios e fábricas, conhecido como Área Industrial. No lado oeste, se encontrava a parte residencial do bairro, cheia de casas, prédios e alguns comércios. — Chegamos. — a moça parou o carro na garagem de uma casa de dois andares, com a fachada pintada de verde e um jardim na frente. — Fala se não lembra um pouco a nossa casa em New Jersey.

Georgia suspirou e saiu do carro. Ela ainda não havia se conformado com a mudança. Anne optou por não discutir isso naquele momento com a irmã as duas começaram a levar as coisas para dentro da casa, já com a mobília que tinham enviado dois dias antes. Apenas seus pertences precisavam ser colocados no lugar.

Não demorou muito para se instalarem e como não estava tarde, Anneliese decidiu ir naquele mesmo dia ao Departamento de Polícia de Grimsborough se apresentar.

–Vou sair. Já que ainda não conhecemos nada e sabemos da fama desse lugar, tranca tudo e não abre pra ninguém, nem se for Jesus aqui vestido de branco! — disse Anne, pegando a bolsa e beijando a testa da caçula.

–Você fala como se eu tivesse cinco anos. — resmungou Georgia, jogada no sofá.

–Mentalmente você tem, então não duvido nada. Tchau. — Anneliese trancou a porta ao sair de casa, entrou no carro e dirigiu até o DP que não ficava muito longe dali, apenas alguns quarteirões.

Parando o carro na frente do prédio, a moça entrou e foi se identificar com a mulher que estava no balcão.

–Oi, eu sou Anneliese Maddox, a detetive que foi transferida pra cá. — ela falou dando um sorriso simpático.

–Ah, então é você! — exclamou a moça, um tanto exaltada, levantando-se. Anne se assustou um pouco, mas riu. — Eu sou a Carrie! Vou avisar o Chefe King que você está aqui! — Carrie saiu apressada para a sala do Chefe, deixando cair um pote com lápis — Desculpe!

–Tudo bem... — sussurrou Anne, achando aquilo um tanto quanto estranho, dando um leve riso. Ela olhou ao redor, vendo as paredes pintadas de um cinza azulado e tudo devidamente organizado.

–PODE VIR! — gritou Carrie, colocando a cabeça entre a curva do corredor, fazendo Anneliese pular de susto — Me desculpe de novo! O Chefe King está te aguardando!

–O-obrigado. — gaguejou Anne, ainda em choque pelo grito da moça. Ela seguiu Carrie pelo corredor até uma sala ampla, muito bem decorada e limpa, com as paredes pintadas de um laranja suave. Atrás de uma mesa de madeira com coloração escura, se encontrava um homem de aparentemente 60 anos, mas em boa forma, com os cabelos de um cinza quase branco, bigode e olhos azuis, muito bem posto em seu terno preto da polícia. Apoiado na mesa de costas para a porta, havia outro homem, que se virou para observar a entrada de Anne. Ele aparentava ter uns 32 anos, tinha cabelos castanhos, olhos azuis e um bom porte físico, que caia muito bem com o uniforme.

–Você deve ser Anneliese! — disse o senhor se levantando e indo até a moça — Eu sou o Chefe do Departamento de Polícia de Grimsborough, Samuel King. — ele esticou a mão e Anne a apertou, dando um sorriso. — Ouvi falar muito bem de você e fico feliz que venha se juntar a nossa equipe.

–Sou eu mesma, muito prazer Chefe, mas pode me chamar de Anne. Eu que fico feliz, ouvi falar muito da cidade e espero que eu possa ser útil.

–Tenho certeza que vai. — disse o Chefe King, dando um leve riso — Gostaria de lhe apresentar seu parceiro, Anne, o Inspetor David Jones. Ele vai te ajudar durante os casos para que você conheça melhor a cidade e se adapte fácil a nossa rotina. Espero que os dois se deem bem.- o Chefe apontou para o homem que estava junto dele na sala.

–Seja bem vinda, Detetive Maddox. — ele se aproximou e cumprimentou a moça, que sorriu de forma simpática.

–Anne. Já que vamos ser parceiros, acho que devemos dispensar formalidades. — ela disse de forma descontraída.

–Tudo bem, Anne. Nesse caso, pode me chamar de Jones. — o rapaz riu e cruzou os braços.

–Ok, Jones!

Ela não sabia como, mas Anne sentia que se daria bem com o novo parceiro.

–Bom, já que se conheceram, tudo certo. Anne, você começa amanhã. — falou o Chefe King.

–Obrigado, Chefe. Vou indo agora, amanhã estarei aqui no horário. — Anne era sempre pontual, mas não se daria ao luxo de atrasar justo no primeiro dia no novo emprego. — Até amanhã, Jones. — ela deu um leve sorriso ao parceiro, que retribuiu.

–Até amanhã.

A moça se retirou do prédio e foi até a escola local para fazer a matrícula de Georgia, em seguida foi para casa. Ao chegar, viu a irmã dormindo no sofá e sem querer acordá-la, pegou um edredom e a cobriu. Antes de subir para tomar banho, deu um beijo na testa de Georgia e apagou a luz.

Depois de tomar banho, Anne foi deitar-se. Apesar de ainda ser cedo, ela e Georgia estavam muito cansadas da jornada até ali. Ela nem ficou horas pensando se o dia seguinte seria proveitoso ou não, apenas deitou e dormiu rapidamente.

Notas finais
Gostaram, não? Comentem e favoritem -q Beijo na alma, até a próxima.