Criminal Case: District 1

4 Body In The Garden - Parte II


Notas iniciais
heeey, eu menti quando disse que postaria ontem, mas infelizmente não deu. aqui está outro capítulo, como sempre, com alterações nas falas e etc. eu particularmente amei o meio disso. espero que gostem.

Jones correu da sala de interrogação e Anne foi atrás. Ele entrou na sala do King sem bater, o que surpreendeu um pouco o Chefe.

–Desculpe pela forma de entrar, Chefe. — desculpou-se Anne, respirando fundo e se apressando em dizer antes do colega. — Nosso suspeito, Dave Simmons, disse algo sobre um tal de Marconi, mas eu não faço ideia de quem seja.

–Marconi? — King levantou-se da cadeira e sua face assumiu uma expressão séria. — Ouça, Detetive Maddox: Tony Marconi é um mafioso envolvido em todo tipo de negócios escusos. Não temos sido capazes de descobrir nada até então. — disse King, suspirando. — Agora, este caso pode ser nossa oportunidade de descobrir mais sobre ele.

–Está claro agora. Não o desapontaremos, Chefe. — prometeu a moça, assentindo com a cabeça.

Jones a olhava de canto, sem que Anne percebesse e deu um sorriso despercebido. Estava orgulhoso de sua parceira. Sabendo onde encontrá-lo, eles foram até a viatura e dirigiram até a boate de Marconi, chamada Blue Flamingo.

Como suspeitavam, o mafioso estava lá. Anne caminhou até Marconi com Jones logo atrás.

–Boa tarde, senhor Marconi. — cumprimentou a morena com a voz calma, mas séria. — Gostaria de saber se você ouviu falar sobre um homem chamado Ned Dillard.

–Não me lembro. — respondeu ele usando um tom autoritário e dando um sorriso, que causou nojo em Anne. — Isso é tudo? Sou um homem muito ocupado.

–Tomaria cuidado com esse, Tom. — retrucou a moça fazendo uma cara de desgosto. — Encontramos o cadáver dele numa casa que lhe pertence.

Tony respirou fundo e passou a mão nos cabelos, dando um leve riso. Jones colocou a mão sobre o coldre, um tanto irritado e sem que o suspeito notasse, Anne colocou a mão sobre a do companheiro, acalmando-o.

–Sabe de uma coisa? Eu acho que você deveria ter uma pequena conversa a respeito disto com meu advogado. Realmente não tenho tempo para assuntos tão triviais. — Marconi aproximou-se um pouco de Anne para falar e levantou uma sobrancelha, dando um sorrisinho irônico.

–E sabe o que eu acho? — ela se aproximou mais do mafioso, que molhou os lábios. — Que você deveria ter um pouco mais de respeito pela autoridade, porque qualquer coisa que disser pode ser um passe para eu te colocar na cadeia, seu velho gordo e nojento. — a voz dela era cortante como uma navalha e a expressão de desejo dele se transformou em raiva.

Antes que Marconi respondesse, ela e Jones saíram da boate. Anne foi pisando duro até a viatura, onde entrou e bateu a porta com força.

–Ei, ei! — exclamou Jones, sentando-se e fechando a porta. — Se acalma! Aquele filho da puta me irritou também, mas não precisa quebrar o carro! -o rapaz segurou a mão da parceira, que respirou fundo e se controlou aos poucos.

–Desculpe. — falou Anne passando a mão pelos cabelos. -É que eu não admito que falem comigo desse jeito. Homem asqueroso. -a morena franziu o cenho e fez uma cara de nojo ao falar do mafioso.

–Vamos fazer o seguinte: você me conta seus problemas emocionais hoje a noite enquanto me acompanha num café, o que acha? — perguntou ele, dando um sorriso leve, ainda segurando a mão da parceira.

–Hm, tudo bem. — respondeu ela pausadamente, soltando sua mão da de Jones com cuidado e olhando para frente com uma expressão confusa.

–Ótimo. — assentiu Jones, dirigindo de volta para o DP.

Chegando lá, Carrie avisou-os que o Chefe King os aguardava na sala dele. Jones bateu na porta e entrou junto de Anne quando King permitiu.

–Bem, Detetive Maddox, Inspetor Jones, como anda o caso de Ned Dillard? — perguntou King dando um sorriso curioso. — Encontraram algo para incriminar o Marconi?

A moça ia responder, mas o colega falou primeiro.

–Infelizmente, não temos nada contra ele, Chefe. — os dois olharam para o chão, um tanto desapontados com eles mesmos.

–Oh! — o sorriso de King se desmanchou e seu rosto formou uma expressão um tanto raivosa. — Isso é lamentável. Bem, vocês sabem o que fazer.

Anne se sentia uma péssima profissional por ainda não ter resolvido o caso. Odiava levar bronca e decepcionar o Chefe.

–Hã... sim...? — a voz de Jones tinha um que de pergunta e ele estava nervoso.

–A única que coisa que PODEM fazer! — gritou o Chefe, furioso. Anne engoliu em seco e respirou fundo. — Voltas as cenas do crime e procurar algo para avançar neste caso! AGORA!

Os dois saíram da sala de King e sem perder tempo foram para a viatura. Jones dirigiu apressadamente até o pátio do ferro-velho, como se todo segundo fosse precioso.

–Eu procuro aqui fora e você lá dentro. Assim ganhamos mais tempo! — ordenou Anne, começando a revistar o pátio. Jones entrou na casa e procurou pistas no banheiro sujo.

Anneliese buscou em cada canto do pátio, determinada a passar horas lá até achar alguma evidência. Começara a ficar com raiva conforme não encontrava nada, até que passou pela tábua onde achara a mão de Ned. Ao lado, havia uma pilha de folhas totalmente organizada, estranho demais para um lugar abandonado e bagunçado. A moça mexeu no monta de folhas, espalhando-as para os lados e no meio delas, encontrou um cartão pertencente à vítima.

–Hey! — chamou Jones, correndo em direção a Anne. — Encontrei isto. — ele mostrou um prendedor de gravata praticamente intocado. — Como esse prendedor de gravata imaculado foi parar naquele banheiro imundo?

–Vamos descobrir. — falou a moça, olhando o prendedor. — Achei este cartão que pertencia ao Ned.

–Boa. — Jones pegou o cartão e analisou-o. Na parte de trás, encontrava-se um nome e número de telefone. — Olha. Aqui diz "chamar Maria" e tem um número de telefone, que foi atingido pela chuva.

–Consigo decifrar. Vamos pro laboratório. — disse Anne e os dois retornaram ao DP.

No laboratório, a moça conseguira rapidamente descobrir o número de telefone atrás do cartão de Ned e entregou-o a Alex, para que pudesse encontrar o proprietário no banco de dados. Depois achou uma impressão digital no prendedor de gravata encontrado por Jones e deixou Grace encarregada de encontrar algo. Um tempo depois, a ruiva voltou com informações para a amiga.

–As digitais que você encontrou no prendedor de gravata não correspondem a nenhum dos nossos arquivos. — informou Grace, pensativa. — Mas elas correspondem com as na arma do crime! -Anne sorriu ao ouvir essas palavras. Finalmente estavam avançando. — Significa que o prendedor pertence ao nosso assassino.

–Obrigado, Grace! — a morena sorriu e foi até Alex. — Ei, senhor deus Digital! — Anne riu e Alex piscou para ela. — Alguma novidade?

–Sim, Anne. — Alex sorriu e encostou no balcão, cruzando os braços. — A proprietária do número de telefone que você achou chama-se Maria Sanchez. Ela é uma empregada doméstica.

–Valeu, Alex. Até depois. — a moça despediu-se e foi até o quinto andar encontrar Jones.

Ela surpreendeu-se ao achar a sala vazia e perguntou-se onde o parceiro teria ido. Sentou-se em sua cadeira e respirou fundo, cansada. Naquela correria, Anne esqueceu-se de Georgia. Como decidiu esperar para ver se Jones aparecia, ligou para a irmã. A menina atendeu no segundo toque.

–Geo, está tudo bem? Já chegou em casa? — perguntou a morena com a voz suave.

–Ah, oi Anne! Tá, tá sim. H... é cheguei. — ouvia-se barulho por baixo da voz de Georgia, o que deixou a mais velha desconfiada. — Estou muito cansada, mana. Te ligo depois! Amo você, beijo!

–Espera, Georgia! — mas a menina já havia desligado. Intrigada, Anne coçou a nuca. Será que a irmã mentira sobre estar em casa?

Estava pensando nisso quando Jones entrou pela porta com duas embalagens de papel e um suporte com refrigerantes. Elas cheiravam a hambúrguer e batatas-fritas.

–Almoço. — disse Jones, colocando as embalagens e os sucos em cima da mesa. — Algum problema?

–Nenhum. — respondeu a moça, pegando uma batata e comendo-a. — Temos informações novas: o assassino usa gravata e o Alex encontrou a dona do número, uma tal de Maria Sanchez.

–Vou mandar o Ramirez convocá-la e interrogamos ela depois de comermos. — Jones telefonou para a recepção e pediu para Carrie mandar Ramirez convocar a empregada.

Durante o almoço, eles não conversaram coisas muito produtivas. Apenas as besteiras que fizeram ou tinham vontade de fazer na vida. Jones gostava de conversar com Anne pois ela era uma boa ouvinte e ela porque ele a fazia sentir-se bem. O rapaz não reparara antes, mas a morena era realmente bonita.

Ramirez bateu na porta avisando que Maria já se encontrava na delegacia. A dupla desceu para a sala de interrogação.

–Sra. Sanchez, gostaríamos de saber se tem alguma informação sobre a morte de Ned Dillard. — falou Jones, dirigindo-se à empregada.

–Ned Dillard está morto? Há!- riu Maria, levantando uma sobrancelha. — Portanto há alguma justiça depois de tudo!

–Sério? Por que a vítima tinha seu número de telefone? — ele ficou sério e cruzou os braços, encarando a mulher. Anne observava tudo encostada na porta.

–Porque sou sua empregada. Ou melhor, era. O desgraçado me mandou embora dois dias atrás! — falou ela, estressada.

–Bom, agora ele está morto e a senhora viva e com saúde. Sua demissão seria um bom motivo para tê-lo matado... — falou Jones, com uma das sobrancelhas levantadas.

A senhora levantou-se e bocejou, depois virou-se para o inspetor com cara de poucos amigos.

–Faça como quiser. — disse a empregada num tom debochado. — Se eu fosse você, eu falaria com o Dennis Brown. Ele é um guarda-costas, que ofereceu seus serviços ao sr. Ned Dillard recentemente.

–Obrigado, Sra. Sanchez. Está dispensada. — finalizou o inspetor.

Após muito procurar por ele, Anne e Jones conseguiram localizar Dennis Brown e o encontraram na boate de Marconi. Era um homem alto, com feições duras, cabelos escuros e olhos azuis, usando terno e gravata.

–Sr. Dennis Brown. — anunciou Anneliese ao chegar perto do guarda-costas. — Somos da Polícia de Grimsborough e gostaríamos de fazer algumas perguntas.

–Maria Sanchez contou-nos que você ofereceu seus serviços de guarda-costas a Ned Dillard um pouco antes de sua morte. Isso é verdade? — falou Jones, seguido das palavras da colega.

–Sim. — respondeu Dennis com sua voz grave. Anne não pode deixar de notar que havia um dente faltando em sua boca enquanto o suspeito falava. — Ned Dillard era um vigarista. Ele vendeu merda para muitas pessoas, então era óbvio que precisava de proteção.

–Sr. Brown, vejo que perdeu um dente. Acidente de trabalho? — perguntou Anne, cruzando os braços sobre o peito.

–Sim, sim. Com o trabalho difícil, as vezes as coisas terminam do jeito errado. — ele deu de ombros como se já estivesse acostumado. — Olha, sobre o Ned, eu não o matei. Mas tenho uma lista de quem poderia tê-lo matado: todas as pessoas que já tiveram suas casas tomadas por ele!

–Isso nos ajuda muito, obrigado. — a moça mantinha a voz calma e séria. Quando o assunto era trabalho, ela nunca era simpática ou legal.

–Mas como eu achei que não ia mais precisar da lista, já que o cara morreu... — riu Dennis com um leve olhar de crueldade, deixando Jones e Anne intrigados. — Então eu rasguei. Pode juntar os pedaços se quiser. — o guarda-costas tirou do bolso do paletó pedaços de papel e colocou em cima do balcão do bar, depois se afastou.

Anne e Jones se entreolharam, com o mesmo brilho de raiva nos olhos. A moça pegou os pedaços e eles retornaram ao DP. No laboratório, ela reconstituíra a lista com calma e rapidez.

–Acho estranho o Dennis ter nos entregado a lista tão fácil. — comentou Jones, encostado na mesa ao lado da colega e analisando a lista. — Espera... Joe Stern está na lista. Isso significa que Ned Dillard o enganou também. — os dois franziram as sobrancelhas e encararam-se.

–Precisamos fazer uma visitinha ao mercado do Joe. — disse Anne.

A morena estava furiosa e começando a cansar-se do caso. Sem paciência para aguardar o elevador, ela desceu as escadas correndo com Jones em seu encalço, quase tropeçando em um dos degraus e caindo, mas o parceiro a segurou pela cintura. Anne agradeceu e os dois foram até o minimercado.

Escancarando a porta, a morena foi até o caixa onde se encontrava Joe Stern.

–Por que não nos contou que sua propriedade tinha sido tomada por causa do Ned!? — perguntou Anne de agressivamente.

–E daí? Não fui o único que aquele filho da puta passou pra trás. — respondeu o comerciante rispidamente.

–Tá, mas você ainda é um suspeito, querido. — ironizou a morena, fuzilando Joe com o olhar. — Agora com licença, que precisamos olhar a sua loja mais uma vez.

–Não, não vai ver nada! — o homem colocou-se na frente de Anne, impedindo-a de passar. Jones passou pela amiga e ficou cara a cara com o comerciante.

–Sai da frente agora, Stern, ou quem vai sair daqui é você direto pra cadeia! — ameaçou Jones, com os punhos fechados. A raiva era resplandecente no rosto do inspetor, que segurava-se para não voar no pescoço de Joe.

–Não quero uma vadia e o viadinho do colega dela revirando a minha loja por besteira. — murmurou Joe com ódio.

Ao ouvir isso, Anne tomou a frente de Jones novamente e sacou a pistola, encostando a ponta do cano no rosto do homem, com os olhos esverdeados brilhando de fúria. O colega deu um passo para trás ao ver a atitude da companheira, assustando-se. Joe ficou paralisado no lugar, sem coragem de se mover.

–Eu não estou afim de te levar pra cadeia hoje, seu merdinha. Então vamos fazer o seguinte. — a voz ríspida e rouca de Anne causou tremores no comerciante. — Você deixa a gente revistar o mercado em paz e ir embora, ou ao invés de te levar preso, eu meto uma bala no meio da sua cara. O que acha?

O desgosto no rosto da morena era perceptível e sabia-se que ela não hesitaria em fazer isso. Apesar de ter coragem o suficiente para desacatar a autoridade, Joe era inteligente o bastante para não enfrentar uma mulher (muito bem treinada) armada. Afastando-se da perita, o homem deixou Jones e Anne revistarem a loja.

Influenciados pela raiva, eles mexeram em todas as prateleiras, olharam todos os cantinhos. Jones revistou o estoque também. No final, não encontraram nada. Desapontada, Anne passou a mão pelos cabelos e sem querer, acabou avistando uma câmera de vigilância no teto.

–Vamos levar sua câmera de vigilância para análise, Sr. Stern. — avisou Jones ao irem até a saída da loja.

–Primeiro o lixo, agora a câmera... É muita falta do que fazer.... — reclamou Joe Stern, com a expressão rabugenta de sempre.

–É melhor se calar, Joe. E fingiremos também que não desacatou a autoridade. Tenha uma boa noite. — falou Anne dando um sorriso sarcástico e retirando-se do local com o companheiro.

No DP, entregaram a câmera para Alex analisá-la e seguiram para sua sala. Cansada, a moça se jogou na cadeira e fechou os olhos. Jones encostou-se na mesa e observou a colega. Detestava vê-la estressada.

Mesmo com um pouco de receio, o rapaz foi para trás da cadeira de Anne e começou a massagear seus ombros. A morena abriu os olhos surpresa, mas não reclamou.

–Relaxa um pouco. — disse ele, afastando os cabelos do pescoço dela. — Você está muito tensa.

–Tenho motivos para estar. — respondeu Anneliese, fechando os olhos novamente e concentrando-se em relaxar. As mãos fortes de Jones apertavam seus ombros com leveza e carinho, deslizando para as costas e subindo novamente.

Desde que se conheceram, os companheiros nunca tiveram muito contato físico e isso da massagem fora um ato muito inesperado para os dois. O rapaz não sabia o que lhe ocorrera quando decidiu fazer a massagem em Anne, mas depois que tocou-a, sentiu que poderia ficar fazendo aquilo por muito tempo.

A morena prendeu os cabelos em um coque mal feito e molhou os lábios, sem que o inspetor percebesse. Jones passou os polegares na parte de trás do pescoço de Anne, onde a pele ficara exposta e apertou seus ombros um pouco mais forte. Ela não conseguiu deixar de soltar um suspiro audível de satisfação com isso.

Onde o parceiro a tocara, a pele arrepiara-se. Anneliese não sabia porque estava daquele jeito. Nunca gostara de ninguém e até o momento não sentia atração nenhuma por Jones. Ou sentia? Ela não sabia explicar e muito menos queria buscar o motivo para a estranha sensação de prazer.

–David... — sussurrou a moça para pedir que parasse, mas o resto da frase não saiu.

Ao ouvidos de Jones, a voz rouca da morena chamando seu primeiro nome foi como música. Ele tinha notado a beleza e a sensualidade não proposital de Anne. Seu jeito meio marrento e arrogante conseguiam deixá-la ainda mais sexy.

Por que essas coisas estavam se passando na mente dele?

O rapaz postou-se ao lado da cadeira da morena e ouviu-a suspirar novamente. Aqueles lábios umedecidos eram convidativos e ele mordeu o lábio inferior levemente.

Tentando voltar a realidade, Anne abriu os olhos, levantou-se e respirou fundo.

–A gente devia... — sussurrou a moça, mas travou novamente ao encontrar os olhos azuis do colega que brilhavam de desejo. Aqueles eram os olhos mais lindos que ela havia visto na vida.

–Shh... — interrompeu Jones, colocando as mãos em seus ombros novamente e encostando devagar a parceira na parede. Seus dedos acariciaram a lateral do rosto de Anneliese, tirando da frente uma mecha de cabelo que caia. Ele aproximou seu rosto do dela, fazendo assim as respirações se fundirem.

A perita parecia embriagada pelo cheiro do inspetor e sem muita noção do que fazia, levou uma das mãos até a camisa do colega e puxo-o para mais perto de si. As mãos de Jones deslizaram pelo corpo dela parando em sua cintura e a respiração forte do mesmo fazia Anne ficar enlouquecida. Sem resistir, ela levou a mão livre até a nuca do rapaz e deu-lhe um beijo intenso.

Os lábios do inspetor eram macios e, estranhamente, se encaixavam perfeitamente nos da moça. Um frenesi espalhava-se pelo corpo dos dois. Jones apertou a cintura de Anne, que colocou mais intensidade no beijo e entrelaçou seus dedos no cabelo do rapaz.

Ela não queria parar.

Ele não queria parar.

Mas quando o ar lhes faltou, eles quebraram o beijo ofegantes, mas sem se afastarem um do outro. Seus olhos encontraram-se novamente e ela acariciou a nuca de Jones, que deu-lhe mais um selinho.

–Acho melhor ir vermos se o Alex já terminou. — murmurou ela.

–Uhum. — concordou ele, acariciando o rosto de Anne.

No caminho para o laboratório, não trocaram uma palavra.

Ela estava processando o que acabara de acontecer. Tinha mesmo beijado Jones? Seu companheiro de trabalho que conhecia a apenas uma semana?

Fazia uns anos que não sentia desejo por nenhum homem e nem sonhara em beijar ninguém nessa nova cidade. Sentimentos novos e confusos surgiam dentro de Anne e pela primeira vez não tinha certeza de nada.

–Oi, gente! Eu terminei aqui e... — começou Alex animado, mas parou de falar ao olhar as caras estranhas dos amigos. — Vocês estão bem? Aconteceu alguma coisa?

–O que? Alguma coisa? Magina! — Anne fingiu que não fazia ideia do que ele estava falando e Jones acompanhou a amiga.

–É, você tá vendo coisas, cara. — Jones riu sem graça e coçou a nuca. — Mas, você ia dizendo...

–Hm, ok. — Alex uniu as sobrancelhas não comprando a conversa dos dois e sorrindo de canto. — Bom, assim que dei uma analisada no vídeo da câmera de vigilância, baseando minha pesquisa no tempo marcado pelo recibo do assassino, a câmera nunca se girou, mas comparando a altura com a da estante do lado... — ele fez um pequeno mistério, olhando para os olhos curiosos de Anne e Jones. — Senhoras e senhores, o assassino mede exatamente 6 pés de altura! — ele sorriu largamente.

–Obrigado, Alex! — a moça sorriu pela pista final e virou-se para Jones. — Está pronto para prender o assassino, meu caro Jones? — ela sorriu para o rapaz que piscou.

Depois de seguirem para sua sala, eles compararam a lista de suspeitos com as evidências que tinham e chegaram a uma conclusão. Ao localizaram o assassino, mandaram uma equipe trazê-lo até a delegacia onde o levaram para a sala de interrogação.

–Dennis Brown, você está preso pelo assassinato de Ned Dillard! — disse Jones seriamente ao entrar na sala com Anne.

–O que!? Não pode estar falando sério! Vocês não tem nada contra mim! — gritou Dennis, exalando fúria e insatisfação.

–Ah, pelo amor de Deus, poupe-nos! — retrucou Anne dando um tapa na mesa. — Você tentou esquartejar sua vítima! Quando isso falhou, decidiu queimá-lo, mas Dave Simmons chegou na casa e você fugiu! Tá me achando com cara de idiota?

–N-não tenho ideia do que está falando. — gaguejou o homem, começando a suar frio ao perceber que não tinha escapatória.

–Não precisa. Guarda essa desculpa pro juiz. Tirem ele daqui. — ordenou Jones, cruzando os braços. Os oficiais algemaram Dennis e o levaram para a cela. O inspetor virou-se para a perita que estava encostada na parede, aparentemente cansada. Caminhou até ela, que olhou-o. — Que tal tomarmos aquele café agora? — ele sorriu para a moça que retribuiu.

Os dois deixaram o DP e dirigiram-se até a cafeteria no centro de braços dados. Jones comprou dois cafés expressos e eles sentaram-se numa mesa do lado de fora do local, onde começaram a conversar sobre coisas aleatórias, até que Jones resolveu comentar sobre o que ocorrera naquele dia.

–Escuta, Anne, sobre hoje... — começou ele e Anne mordeu disfarçadamente o lábio, dando um gole no café. — Me desculpe, eu realmente não queria te pressionar ou algo assim. Nem sei o que me deu na verdade... — ele riu sem graça.

–Quer saber? — ela olhou para ele descontraída. — Eu nunca tive vontade de beijar ninguém como hoje. Não vou te dizer que não gostei. Você é lindo, é legal e me trata bem, então não me arrependo de nada. Não precisa se desculpar.

Surpreso com a resposta dela, Jones ficou perplexo por uns segundos, depois sorriu.

–Também faz tempo que não tinha vontade de beijar ninguém, muito menos sentido atração por alguém. — ele pegou uma das mãos de Anne por cima da mesa. — Não me arrependo de nada também.

Eles riram e ficaram em silêncio bebendo o café de mãos dadas. Quando terminaram, eles foram caminhando pela rua até o estacionamento do serviço e do nada, o rapaz puxou a moça pela mão e deu-lhe um beijo carinhoso, que ela retribuiu na mesma intensidade. Sorrindo entre seus lábios, Anne finalizou o beijo com alguns selinhos antes de se afastar de Jones.

–Boa noite. — disse ela, despedindo-se dele.

–Boa noite.

Anne entrou em seu carro e ficou sorrindo feito uma idiota, antes de se recompor e dirigir para casa. Ao entrar em casa, subiu para o quarto de Georgia, onde a menina dormia serenamente. A mais velha ficara mais feliz ao saber que a irmã não havia mentido sobre ir para casa mais cedo e fora para seu quarto tomar um banho.

Após trocar-se, a morena ligou o notebook e acessou sua página no Facebook. Olhando as besteiras que apareciam em seu feed, viu uma publicação do parceiro de trabalho e sorriu. Como nunca tinha visto seu perfil direito, decidiu dar uma de stalker e fora ver as publicações do rapaz. Sabendo que as fotos mais vergonhosas e engraçadas eram as que os amigos marcavam, Anne clicou na página de fotos e seu sorriso desapareceu ao vê-la.

Jones fora marcado em várias imagens com uma mulher loura de olhos verdes, onde se abraçavam-se, beijavam-se e estavam aparentemente felizes. Ela engoliu em seco ao ver aquilo e clicou na foto da mulher para ver seu nome. Charlotte Lewis.

Ela fechou o notebook e ficara processando um bom tempo o que acabara de ver.

David Jones era comprometido.

Notas finais
heeeeeeey gostaram? eu realmente não consegui me segurar e tive que fazer isso! espero que tenham gostado, beijo na alma!