Criminal Case: District 1
3 Body In The Garden - Parte I
Notas iniciais
Havia se passado uma semana desde que Anne chegara em Grimsborough e até então, não ocorrera mais nenhum assassinato.
A moça já estava mais acostumada com a rotina da cidade e seu novo emprego, e pelo o que lhe parecia, Georgia também. Ela até tinha feito algumas amizades no colégio, o que deixava Anne um pouco mais tranquila. No passado, Georgia teve problemas com algumas colegas de classe, chegando até a apanhar de uma delas. Depois do ocorrido, a mais velha a trocou de colégio e a barra aliviou, apenas com algumas intrigas aqui e ali, mas nada tão preocupante. Se as coisas começassem a dar certo naquela cidade, talvez elas ficassem ali um bom tempo.
Ao acordar naquela manhã, Anne estava sozinha.
–Geo! Levanta pra gente sair! — chamou Anne. A moça estava terminando de passar o lápis ao redor dos olhos quando viu que não obteve resposta. — Georgia!?
Estranhando, Anne foi até o quarto da irmã, que se encontrava vazio. A cama estava desarrumada, algumas roupas foram tiradas do closet e jogadas em cima da cama ou deixadas no chão. A moça levantou uma sobrancelha, séria. Não era do feitio de Georgia ficar se arrumando muito para ir ao colégio.
Anne não sabia o porquê, mas sentia que algo estava muito errado. A caçula nunca fora para a escola sozinha desde que os pais faleceram. A mais velha temia algo ter acontecido com a irmã, então antes de sair para o trabalho, ligo desesperadamente no celular de Georgia. A menina atendeu e disse que já estava no colégio.
Apesar de ter pela confiança na irmã, Anne passou em frente à escola para ter certeza de que ela estava lá, e realmente estava. Sentiu-se uma idiota por desconfiar de Georgia, que talvez só quisesse um pouco mais de autonomia. Anneliese sempre fora super protetora com a irmã, mas depois de perderem os pais, ela adquiriu um medo gigante de perder Georgia, pois era sua única família.
Como todas as manhãs, Anne parou na cafeteria para comprar café e desde o dia seguinte à morte de Rosa, ela levava para Jones também. Durante a semana, eles ficaram muito próximos e se tornaram bons amigos. Jogavam conversa fora enquanto faziam nada na sala ou ronda na rua. Ele até mencionara uma vez que apesar dos poucos dias que trabalhavam juntos, ela era a melhor parceira que ele já teve.
–Bom dia, Carrie. — disse Anne ao chegar no DP e subindo direto para a sala que dividia com Jones.
–Bom dia, Detetive Maddox! — respondeu a Oficial escandalosamente para que ela pudesse ouvi-la.
A sala de Anne e Jones, que ficava no quinto andar, era razoavelmente grande. Ocupada por uma mesa de madeira, daquelas para escritório, uma estante cheia de livros, algumas gavetas de metal onde eles guardavam arquivos e outros pertences dos dois. Era pintada do mesmo tom de cinza azulado que o resto do prédio, mas ainda sim era bonitinha.
–Hey, Jones! — cumprimentou Anne ao entrar na sala. Jones estava lendo algo e guardou rapidamente ao ouvir a voz da colega.
–Hehe, bom dia, moça! — disse ele, dando um sorriso tímido.
–Trouxe café. — a moça colocou o suporte com os copos em cima da mesa e percebeu que o amigo estava um pouco corado. — Você tá vermelho. Aconteceu alguma coisa? — ela levantou uma sobrancelha, pegando seu copo de café.
–Ah, obrigado! — ele sorriu e deu um gole em seu café. — O que? Não, nada!
–Tá bom. — ela deu de ombros bebendo seu café. — Hoje a Georgia foi pra escola mais cedo. É estranho porque... ela nunca fez isso. — o rosto de Anne adquiriu uma expressão confusa. — Será que ela anda aprontando?
–Bom, estranho é. — Jones concordou enquanto terminava o café. — Mas talvez ela se queira se divertir mais, conhecer gente nova, sei lá... Dá um voto de confiança pra ela.
–É... você tem razão.
O silêncio pairou no ar por uns minutos. Anne realmente estava preocupada com essa atitude de Georgia, mas quando lembrava disso, se sentia uma imbecil por não confiar na irmã. Ela estava na escola com as colegas, apenas.
–Ok, estou entediada. — falou Anne, sentando-se na cadeira ao lado de Jones e colocando os pés em cima da mesa.- Vai pegar uma aguinha pra mim, vai Jones.
–Ah, pronto! — resmungou ele, bufando e revirando os olhos. — Virei seu escravo agora?
–Não, mas você é um parceiro muito legal que vai buscar um copo d'água para a mulher que traz café todos os dias pra você. — ela fez um beicinho.
–Chantagista. — murmurou ele, levantando-se e indo até a porta.
–Não reclama!
Ao girar a maçaneta, Jones deu de cara com Ramirez, que estava parado em frente à porta. O rapaz levou um susto e deu um pulo pra trás.
–Puta que pariu! — exclamou ele, respirando fundo. — Ramirez, quando você quiser entrar, bata na porta.
–Desculpe, senhor. — falou o mexicano, coçando a nuca. — Só vim avisar que o Chefe King quer você e a Detetive Maddox na sala dele agora.
–Já estamos descendo. — disse Anne enquanto se levantava da cadeira e Ramirez se retirava. — Você se assusta muito fácil, Jones. Parece um gatinho assustado.
–Vai se ferrar.
Anne deu um sorriso sarcástico e os dois desceram até a sala do Chefe King, que os aguardava.
–Nos chamou, Chefe King? — perguntou Jones ao entrarem.
–Sim, Inspetor Jones. — afirmou King, colocando os braços para trás e se postando em frente a dupla. — Detetive Maddox, um homem chamado Dave Simmons alega ter visto partes de um corpo no pátio do ferro-velho. Gostaria que você e o Inspetor Jones investigassem a respeito.
–Claro, agora mesmo, Chefe. Com licença. — obedeceu a moça, que se retirou, seguida pelo colega. — Adeus, tédio! Vamos trabalhar.
Os dois foram para a viatura e depois se dirigiram até o pátio do ferro-velho. Ao chegarem, Anne começou a duvidar se iam encontrar algo lá. O local tinha uma casa com o aspecto de abandonada no meio, onde o quintal tinha todos os tipos de objetos possíveis, todos destruídos ou jogados. Nas janelas da casa tinham tábuas de madeira muito mal pregadas, a pintura já desgastada e suja. A grama do lado de fora estava seca, como se não tivesse visto nem sombra de água há séculos, assim como árvore que tinha um pneu pendurado por uma corda, como se fosse um balanço.
Atentamente, Anne e Jones procuravam as partes do corpo que diziam ter ali. Depois de minutos buscando e sem resultado, a moça já estava nervosa.
–Desisto! Não tem merda nenhuma aqui, só um monte de tralha! — reclamou Anne, tirando o cabelo da frente do rosto e pondo as mãos na cintura.
Jones revirou os olhos ao ouvir a colega e colocou a mão em seu ombro.
–Minha cara, Detetive Maddox, já pensou que se a gente desistisse, nunca resolveríamos um caso?
–Ok, tudo bem. — bufou Anne. Ela se aproximou de uma tábua de madeira que estava apoiada em uma pilha de tijolos. Abaixando-se e olhando embaixo da tábua, a moça notou uma coisa estranha. O objeto tinha um formato arredondado, era meio gorducho e lembrava dedos, mas não dava para distinguir pela quantidade de sujeira. — Jones, me dá minhas luvas. — o rapaz entregou as luvas à colega que vestiu-as e com um pouco de dificuldade, tirou o objeto estranho debaixo da tábua. O rosto da moça adquiriu uma expressão de horror. — Isso é...
–Uma mão. — completou Jones, sério. A mão estava coberta de terra e o sangue dela estava seco, o que significava que já fazia um tempo que estava ali.
–Que tipo de pessoa faria uma coisa dessas? — Anne engoliu em seco, ainda segurando a mão. Apesar de ter estômago forte para trabalhar com todo o tipo de coisa mórbida, não aguentava olhar para a parte do corpo em suas mãos.
Antes de Jones responder, eles ouviram passos se aproximando. Um homem de uns 50 anos, de cabelos e olhos castanhos, usando um terno marrom e uma gravata azul, vinha na direção dos policiais. Ele também tinha um band-aid no rosto.
–Olá. — disse o homem, com uma expressão amedrontada. — Meu nome é Dave Simmons. Eu chamei a polícia assim que vi a mão no pátio.
–Fez bem, senhor Simmons. — disse Anne, guardando a mão em um saco plástico.
–Fique por perto... Detetive Maddox e eu vamos lá dentro ver se encontramos o resto do corpo. — Jones fez um gesto com a cabeça indicando a casa.
A dupla aproximou-se da casa e Anne retirou sua pistola do coldre, certificando-se de que estava carregada. Posicionou-se ao lado da porta e fez sinal para Jones abri-la. Ambos entraram, um seguido do outro. Dentro da casa, tudo estava revirado e as luzes apagadas.
–Cuidado. — sussurrou Anne para o parceiro, enquanto apontava a arma para frente. Jones assentiu.
Ao andarem mais para o fundo da casa, uma porta estava entreaberta e um feixe luz passava. Em silêncio, os dois entraram no cômodo que julgavam ser um banheiro e foram recebidos com um cheiro forte de podridão. Anne e Jones adquiriram uma expressão de nojo e terror.
O banheiro, imundo, lotado de roupas velhas, utensílios quebrados e sangue pelo chão. Na banheira, encontrava-se o cadáver de um homem, nu, e aos pés dela, uma garrafa com líquido inflamável. Ele estava sem a mão esquerda, sua garganta, braços e a perna direita tinham sido cortadas. Em cima do corpo, uma pilha de roupas sujas de sangue.
–Que horror. — murmurou Anne, olhando fixamente para o corpo do homem. — E-eu vou ligar pra emergência pra levarmos ele pro laboratório. — ela se retirou do local e indo até a viatura.
Quando voltou, Jones havia encontrado algo.
–Achei a identidade. — disse o rapaz, mostrando-a para a companheira. — Ele se chama Ned Dillard e era um corretor hipotecário. Acho melhor verificarmos as roupas dele e essa garrafa com líquido inflamável.
–Concordo. — a expressão de Anne estava séria enquanto guardava a serra em um saco plástico. — Não acho que tenha necessidade de ver se essa é mesmo a arma do crime. Duvido que outro instrumento seria capaz de separar a mão de um corpo.
–Deve ter outro, mas no nosso caso é esse. Vamos indo.
Chegando no DP, o corpo foi enviado ao laboratório para a autópsia. Anneliese ficou lá com Jones ao seu lado para decifrar o código de barras do líquido inflamável. Experiente no ramo, ela conseguiu fazê-lo em poucos minutos.
–Prontinho, honey. — falou a morena, entregando o papel com o código de barras anotado ao parceiro.
–Ok, parei de subestimar você. — ele riu. — A venda de tais produtos químicos é regulada por lei. Agora que temos o código, vamos ver onde a garrafa foi comprada.
–Beleza. — assentiu Anne. — Verifica isso enquanto eu vou ver as roupas do cara.
A moça levantou-se da cadeira onde sentava e pegou o saco com as roupas de Ned. Ela jogou-as em cima de uma mesa de aço e começou a procurar algo nelas.
–Hey, Anne. — cumprimentou a chefe do Laboratório Forense, Grace Delaney. Era uma mulher bonita, com cabelos ruivos e olhos verdes, e rostinho de boneca. Olhando para ela, era impossível dizer que tinha 32 anos. — Como anda o caso?
–Ei, Grace. — Anne sorriu para amiga, ainda concentrada na busca. — Estamos progredindo. Não temos muita certeza de nada até o momento, acho que só quando o Nathan terminar com a autópsia.
–Tenho certeza de que vão conseguir terminar isso logo. — estimulou a amiga, sorrindo. — Até depois!
–Até, Grace! — depois de muito examinar as roupas, Anne encontrou um dente de ouro no meio delas.
A morena se perguntou o que o dente estaria fazendo ali, quando Jones se aproximou.
–Descobri onde a garrafa foi vendida, num minimercado aqui perto. — disse Jones para a moça. — Conheço o dono do lugar, Joe Stern.
–Ótimo. — concordou Anne, respirando fundo. — Encontrei esse dente de ouro nas roupas de Ned. O que acha que é?
–Não sei. — falou o rapaz, olhando o dente nas mãos da companheira. — Mas tenho certeza que nos ajudará a avançar no caso. Leva isso pra Grace analisar e vamos falar com o Joe.
Anne atravessou o laboratório e foi até a amiga.
–Grace, pode analisar isso pra mim? — perguntou a morena, entregando o dente de ouro.
–Claro! Não vai demorar muito. — afirmou a ruiva, dando um sorriso e observando-o.
–Perfeito. Vou interrogar um suspeito com o Jones e volto logo. — disse Anne, retirando-se do laboratório seguida pelo colega.
Como o minimercado ficava no final da rua, os colegas decidiram ir a pé. Entrando, eles avistaram o dono do local repondo alguns produtos nas prateleiras. Era um senhor magricela, com cabelo castanho acinzentado com um aspecto rabugento.
–Com licença, senhor Stern. — chamou Anne, colocando os polegares nos passadores da calça. — Queríamos informações sobre uma garrafa de líquido inflamável que veio de sua loja.
–Sim, essa garrafa saiu da minha loja, e daí? — respondeu Joe de forma estúpida, como se estivesse a presença dos dois ali fosse uma perda de tempo.
–Nós precisamos saber quem a comprou. Essa pessoa cometeu um assassinato. — falou Jones seriamente.
–Olha, cara, você realmente acha que eu presto atenção nos clientes? É um entra e sai de gente aqui todo dia! — disse comerciante dando um sorriso sarcástico, querendo desafiar os dois.
Anne percebeu que Jones estava perdendo a paciência e sussurrou apenas para que ele ouvisse:
–Calma, Jones.
O rapaz respirou fundo, controlando-se, ainda assim nervoso.
–É mesmo? Muito bem. A Detetive Maddox vai dar uma verificada na sua loja. Quem sabe você não prestou atenção em mais alguma coisa. — a voz de Jones era séria e fria, seus olhos estavam semicerrados e seu punho fechado.
Ao passar por Joe, Anne deu uma esbarrada proposital em seu ombro. A moça era pavio curto, e sua paciência se esgotava fácil, mas quando ela chegava ao limite, deixava Jones falar, pois ele era mais simpático do que ela quando expressava raiva. Eles olharam meticulosamente cada canto do minimercado, e ao examinarem o caixa, encontraram um saco de lixo.
–As coisas mais suspeitas sempre acabam indo parar no lixo. — murmurou Anne ao companheiro, que deu um leve sorriso.
–Vamos dar uma olhada nisso. — disse Jones.
Usando luvas de látex (que Anne sempre levava para qualquer lugar que ia), eles começaram a revirar o saco de lixo. Joe estava encostado numa prateleira, bufando e revirando os olhos, achando aquilo inútil.
–Olhar o lixo é com certeza o que eu mais odeio. — reclamou a moça, fazendo uma careta. — Espera ai. — ela mexeu mais no fundo do saco e encontrou um recibo de compras.
–Bingo! — exclamou Jones. — Encontramos o pote de ouro!
–É um recibo, Jones, não o final do arco-íris.
–Foda-se. — disse ele tomando o recibo da mão da colega. — Veja, ele registra a compra de uma garrafa de líquido inflamável... — a expressão de Jones se tornou de surpresa. — A compra de uma serra, igual a que encontramos no banheiro. E ainda melhor: o recibo também mostra que a pessoa também comprou band-aids!
–Ele com certeza não comprou para o Ned. Nosso assassino usa band-aid. — terminou Anne, dando um leve sorriso de satisfação.
Jogaram as luvas no saco de lixo e o fecharam. Apenas com um olhar duro como aviso, eles se retiraram da loja de Joe Stern e voltaram para o DP. Ao chegarem, Carrie os avisou que Nathan aguardava por eles no laboratório.
–Novidades, Nathan? — perguntou Jones quando entraram no laboratório.
–Olá, pessoal! — cumprimentou Nathan com um leve sorriso. — Vou direto ao assunto: a mão que encontraram no pátio corresponde ao corpo encontrado na banheira. Fora isso, só tenho uma certeza: apenas um homem é forte o suficiente para livrar-se de um corpo cortando-o com uma serra.
–Estou morrendo de vontade de perguntar como uma mulher faria para se livrar do corpo, mas o que importa é que o nosso assassino é um homem. — riu Jones. — Valeu, Nathan!
–Você acha que nós mulheres não somos fortes o bastante? — Anne levantou uma sobrancelha e cruzou os braços.
–É... Vejo vocês depois pessoal! — Nathan saiu rapidamente dali para evitar se envolver. Eles não admitiam, mas Anne dava um pouco de medo.
–Eu nunca disse isso, moça. Eu disse que... — defendeu-se o inspetor.
–Tá, tá. — interrompeu a morena, agitando a mão como um sinal de basta. — Vou fingir que não ouvi esse seu comentário machista e focar no nosso assassino. — ela virou-se e foi até Grace.
–Mas eu não disse nada! — exclamou Jones, bufando. — Mereço.
A ruiva finalizava a análise do dente de ouro encontrado por Anne e sorriu ao ver a moça se aproximar.
–Anne! Terminei de analisar o dente como me pediu. — disse Grace. — Acontece que o dente coincide com as marcas de mordida na garrafa. — ela pegou a garrafa de líquido inflamável. — Estavam no mesmo lugar. O assassino deve ter tentado abri-la com os dentes e perdeu este na tentativa.
–Obrigado, Grace! — sorriu Anne. — Ou essa tampa é muito forte ou o nosso assassino tem os dentes podres. — ela fez uma careta. — De qualquer forma, ele está com um dente faltando. Obrigado novamente, Grace.
–Imagine! — respondeu a ruiva.
Jones tinha saído do laboratório, então a moça deduziu que o parceiro deveria estar na sala deles. No caminho para o quinto andar, Anne lembrou-se que a testemunha do caso, Dave Simmons, tinha um dente faltando e usava band-aid no rosto. Ela entrou na sala e Jones estava lá, sentado, mexendo no celular, com as pernas em cima da mesa.
–Temos mais um suspeito! — contou a morena, sentando-se em cima da mesa e olhando para o parceiro.
–Quem? — perguntou ele, afrouxando a gravata e colocando os braços atrás da cabeça.
–Dave Simmons. Descobri que quem procuramos tem um dente faltando e Dave estava sem um dos dentes. Também usava um band-aid, igual nosso assassino. — ela prendeu o cabelo em um coque mal feito e balançou as pernas, que não tocavam o chão.
–É, verdade. Vamos chamar ele aqui e interrogá-lo.
Depois de contatarem o suspeito, Dave foi à delegacia e o encaminharam para a sala de interrogação. Como sempre, Anne deixava para Jones fazer as perguntas, exceto quando estava sem paciência.
–Senhor Simmons, poderia nos dizer como perdeu esse dente? — perguntou o inspetor seriamente, cruzando os braços.
–Perdi meu dente quando era jovem. — respondeu Dave, entrelaçando os dedos sobre a mesa. — E olha, eu não tenho mais nada a dizer sobre esse caso, exceto que eu estava lá para vender a casa.
–Já que estava lá para vendê-la, sabe a quem pertence?
–Claro! — o rosto de Dave ganhou uma expressão preocupada. — A propriedade pertence ao Sr. Marconi e foi abandonada a anos. Faria bem livrar-se dela.
–Marconi? — Jones espantou-se ao ouvir o nome e virou-se, encarando Anne. — Detetive Maddox, creio que devemos informar isso ao Chefe King.
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