Criminal
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Viu nem demorou tanto. :D
Esse capítulo não ficou tão grande, mas ele é importante.
Boa leitura!
Freddie morava num pequeno apartamento à sete quadras da delegacia. Era um prédio pequeno, com apenas quatro andares e oito apartamentos. Os moradores dos outros apartamentos eram tranqüilos, Freddie presumia. Ele não os conhecia muito bem, porque quase não os via. Um ou outro encontro na lavanderia ou no elevador, porém ele nem tinha tanta certeza se aquelas pessoas realmente moravam lá.
O apartamento dele ficava no terceiro andar, era o 3B. O apartamento era antigo, assim como todo o edifício, e não havia nada de luxuoso. A porta principal dava para a sala, que era integrada com a cozinha formando um só grande ambiente. Na parede oposta a porta de entrada haviam duas portas. A primeira, da direita para esquerda, era o quarto e a segunda era o banheiro. Havia outra porta no fundos do apartamento, era onde ficava a despensa de alimentos. A sala-cozinha só tinha uma janela que dava para a escada de incêndio. Todas as manhãs quando saía do seu quarto, Freddie espiava a cidade pela janela e desejava poder conseguir voltar em segurança para casa.
O prédio também tinha um pequeno elevador central, que mal cabiam quatro pessoas dentro. Geralmente, para manter a forma — já que não ia para academias devido ao tempo que gastava trabalhando — Freddie subia pelas escadas. Entretanto, naquela noite estava muito cansado para isso. Ele chegou praticamente se arrastando até o elevador e repassando ainda mentalmente tudo que havia acontecido naquela noite. Perguntas e mais perguntas passavam pela sua cabeça. Como fora tão estúpido de deixá-la escapar? Ele sabia que deveria tê-la revistado. Sabia que ela havia se esquivado por algum motivo. Então, porque ele deixou para lá?
Quando o elevador chegou ao terceiro andar, Freddie continuou se arrastando a caminho da sua porta. O seu chefe, Delegado Warren Ford, havia lhe dado o dia de folga, em virtudes dos acontecimentos da noite. O maior desejo de Freddie era dormir, afinal já eram quase duas horas da manhã, e esquecer tudo que havia acontecido, como se tudo não passasse de um horrível pesadelo.
Freddie foi tomar um banho para poder se deitar. A água quente escorria pelo seu rosto e trazia consigo as memórias do reencontro com Sam. Mesmo depois de tantos anos sem vê-la, seu olhos ainda eram exatamente como ele se lembrava, porém não tão brilhantes como antigamente. "A vida dela não deve ter sido nada fácil depois que o colégio acabou.", Freddie pensou.
Ele terminou o banho e se vestiu para dormir, mas não obteve nenhum sucesso em conseguir esquecê-la. Lembrava do seus lábios, da sua voz e até do reflexo de seu sorriso pelo retrovisor. Cada segundo daquela noite passava como um filme interminável lentamente pela sua cabeça. E com a mente ainda dominada por Sam, tentou em vão adormecer. Depois que se virou inúmeras vezes na cama tentando parar de pensar em Sam e dormir, Freddie desistiu do sono, se levantou e foi pegar um ar na escada de incêndio.
A escada de incêndio era o lugar perfeito para se pensar em Sam. Foi numa escada de incêndio parecida com essa que eles trocaram o seu primeiro beijo. Quando estudavam no Ridgeway, após Freddie pregar uma pegadinha nela e algemá-la com um garoto chamado Gibby, Sam, sedenta por vingança, escreveu na primeira página do jornal da escola que Freddie nunca havia beijado uma garota. Por semanas, toda a escola zombou dele, inclusive alguns professores. Depois que Freddie faltou na escola por dois dias, porque estava muito envergonhado para sair de casa, Carly conversou com Sam e pediu para ela se ir desculpar com ele. Sam foi até onde Freddie estava na escada de incêndio do Bushwell, prédio que Freddie e Carly moravam na adolecência, e confessou para ele que também nunca havia beijado ninguém. E para colocar um ponto final na história, eles se beijaram.
Ei, você! É, você mesmo que está lendo isso e ainda não desistiu de ler essa história. Eu queria te pedir um favor. Tudo que você está lendo aqui é estritamente confidencial. Super secreto. Eu nem deveria estar te contando isso. O favor que eu quero lhe pedir é que não conte sobre essa história para mais niguém. É preciso sigilo absoluto. Não a mencione para amigos, familiares e, muito menos, para desconhecidos. Se alguém te perguntar sobre essa história, finja que não conheça. Por que o menor envolvimento com o que está lendo pode custar a sua vida. Você pode continuar a ler, mas não diga depois que não foi avisado. Entretanto se você ainda quiser se arriscar, vamos continuar então...
Freddie estava sentado num pequeno banco de madeira na saída de incêndio. O velho banco de madeira já fazia parte da decoração do lugar. Para falar a verdade, o banco nem era assim tão velho. Porém, um dia, depois de um expediente muito extressante — assim como o daquele dia- Freddie o levou para a escada e o deixou esquecido por lá. E depois de tanto pegar chuva, sereno, ventos e mormaços, o pequeno banco de madeira ficou com a aparêcia de velho que tem hoje.
Mas o que importa realmente para a nossa história não é um banco com aparência de velho, é o homem sentado em cima do banco com aparência de velho. O homem que, por mais que tente, não conseguia esquecer uma mulher. Uma mulher que ele amava e que fora esquecida por sua mente, mas nunca pelo seu coração.
Tão absorto nos seus pensamentos, — Nesta hora, ele estava lembrando dos grandes cachos loiros de Sam — Freddie estava desconectado do mundo. Era como se estivesse dormindo de olhos abertos. Sonhando acordado. Não sei ao certo se ele estava muito cansado ou muito concentrado para reparar no que estava acontecendo ao seu redor. O fato é que, quando Freddie deu por si, já era tarde de mais. Alguém já o agarrava por trás e apontava uma faca para seu pescoço.
Notas finais
Obs2: Não esqueça de votar em #seddie no especial Loucos de Amor no MundoNick
Obs: Vocês gostaram das figuras? Está aparecendo? Isso é só um esboço, então se ficou muito feio me desculpa XD
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