Criminal

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi, pessoal!
Eu começei a escrever esta fic, é ela é um pouco diferente das fics daqui e de outras que eu escrevi. Ela se passa num universo alternativo onde o iCarly nunca existiu, mas a amizades deles sim.
Eu não tenho muito tempo para escrever, então a fic provavelmente não será atualizada com muita freqüencia. E como existe toda uma história por trás desta história, com crimes, mortes etc, eu queria que ela ficasse perfeita.
Mas eu acho que eu já falei demais. É melhor vocês lerem.

Era uma noite tão escura que os postes não conseguiam dar conta de iluminar toda a cidade. Os sons característicos dos veículos em movimento faziam desta noite uma típica noite na cidade grande. Podia ser um dia comum para qualquer outra pessoa em Seattle, mas não para Samantha Puckett e Fredward Benson.

A esta hora, em um dia comum, Freddie já haveria chegado em casa, tomado banho e já estaria dormindo, pronto para acordar para trabalhar no dia seguinte. Porém, como eu já disse a você, querido leitor, esta não foi uma noite qualquer. Foi a noite em que os dois se reencontraram e onde tudo começou. Tecnicamente, tudo começou há dois dias atrás. Todavia, o que realmente nos interessa — mesmo que muitos reluntem em admitir — é a história de Sam e Freddie, como costumam ser chamados.


– Ora, ora! Olha só quem nós temos aqui! Se não é a grande Samantha Puckett. — Ele disse, a agarrando por trás e a imobilizando.


– Pode tirar esse sorriso do rosto, Benson.


– Você não está em posição de fazer reivindicações. -Freddie colocou os braços de Sam para trás e a algemou.


Ele a havia encontrado dentro de uma velha loja de FatCakes abandonada, a FatShop. Mal dava para reconheçer o lugar com tanta poeira que havia cobrindo o letreiro da loja, outrora sempre iluminado, e sem a decoração rosada que havia nos áureos tempos. Se Fredward não tivesse ido antingamente muitas vezes com Samantha para aquela loja, ele nem saberia reconhecer o local exato do estabelecimento. Porém, por ter visitado o local tantas vezes, ele sabia exatamente onde ela ficava. Foi um espanto para ele ver tábuas de madeira pregadas nas janelas e na porta, lixo por toda a calçada e pichações por todo o muro. A pequena loja estava muito diferente de como era antes. Lá era o lugar favorito de Sam. E Freddie sabia bem disso. Ele saiba todos os pontos fracos de Sam. É até possível dizer que Freddie sabia tudo sobre Sam. Talvez até mais que ela mesma.


– Você a pegou? — Um homem alto, loiro e com uma veste de policial, igual a que Freddie usava, chegou correndo perguntando.


– Quem é esse bocó? — Sam educadamente perguntou.


– Ele é meu parceiro de patrulha. — Freddie a respondeu. – Policial Brad Shephard.


– Parece que suas intuições estavam certas, Benson. Leve-a para a viatura e eu avisarei ao delegado que a capturamos. — Brad saiu fuzilando com o olhar a loira, pelo comentário feito sobre ele, em direção ao carro de polícia estacionado a poucos metros de distância.


– Eu procurei por você a noite inteira. — Freddie disse a empurrando para que ela andasse. – Estava com a impressão que nos reencontrariamos hoje.


Essa não era a primeira vez que Samantha Puckett e Fredward Benson se encontravam. Não, eles já se conheciam há muito tempo. Como eu já lhe disse antes, este foi o momento do reencontro dos nossos protagonistas. Não foi um reencontro comum como os dos grandes romances. Até porque, se tem algo que Sam e Freddie não são bons é em serem comuns.

Eles se conheciam desde de crianças. Estudaram juntos por muitos anos no colégio Ridgeway. Na escola, eram melhores amigos. Chegaram até a namorar por um tempo quando adolecentes.
Os dois tinham também uma outra amiga, chamada Carly Shay. Uma menina doce e bem popular, mas não do tipo metida. Carly era a única garota que não dava nojo em Sam com a sua doçura feminina. Ela também era vizinha de Freddie, quando eles ainda moravam no edifício Bushwell Plaza. Resumindo toda essa história, os três eram inseparáveis. Sempre faziam tudo juntos. Não, eles não tinham um webshow famoso. O que você acha que isso é? Alguma série da Nickelodeon?

Apesar de serem muito unidos quando pequenos, depois que terminaram o colégio, cada um seguiu um rumo diferente. Carly, que sempre adorou ficar na frente de uma câmera, virou repórter do jornal local; Freddie, se tornou policial do Estado de Seattle, assim como seu pai fora um dia; E Sam? Ninguém sabia muito bem ao certo o que havia acontecido com ela. Até Carly, depois que começou a faculdade, pouco a via. Mas a dois dias atrás, foi uma surpresa, principalmente para Freddie, quando ela apareceu no noticiário como uma criminosa procurada, condenada pelo incêndio um prédio na Nona Avenida e pelo assassinato do jovem Marcus Pace.

Entretanto tudo isso são águas passadas. Eles não tem mais 15 anos. Tem 28. E a vida se tornou muito diferente de como era antigamente. Agora que eu já contei para você um pouco da história deles, vamos voltar para a verdadeira história antes que você desista de ler. Aonde nós estavamos? Ah, sim! Freddie havia acabado de capturar Sam.

Freddie a carregou para onde a viatura estava estacionada. Brad falava ao telefone com a delegacia para avisar da captura e saber qual seria o destino de Sam. Ao chegar perto do veículo, Freddie ainda conseguiu ouvir o final da conversa deles.


– Vamos levá-la imediatamente, senhor. Positivo. Até mais, senhor. — Brad falou desligando o telefone.


– O que vamos fazer com ela? — Freddie perguntou ao seu companheiro.


– Você pode me chamar pelo nome, querido. — Sam o provocava.


– Vamos levá-la para a delegacia. Por hoje, ela irá ficar trancafiada numa cela nos fundos e amanhã irá ser removida para uma prisão de segurança máxima até o dia do julgamento. — Brad respondeu Freddie, ignorando o comentário da garota.


– Você não pode fazer isso comigo. Freddie, por favor não deixe que façam isso comigo. — Ela implorava ao antigo amigo desesperada.


– Você tem o direito de permanecer calada. Tudo que falar poderá ser usado contra você no tribunal. — Esta foi a resposta de Freddie as súplicas de Sam.


Você consegue imaginar isso? Ser presa por alguém que você amava e que você jurava que te amava também. Mesmo que os anos tenham passado, será que já se passou tempo suficiente para que fosse expurgado todo amor que existia por Sam no coração dele?


– Coloque-a logo no banco de trás e vamos sair daqui. Este lugar me dá arrepios. — Brad falou indo sentar no banco do carona.


– Que idiota! Você tem que aturar ele todo dia? — Sam o questionava. – Eu já teria surtado se tivesse que trabalhar com ele.


Freddie, sem responder, a colocou encostada na viatura e começou a passar as mãos nos braços dela e tatear em direção a sua cintura. Sam foi para o lado se esquivando dele.


– O que você está fazendo? — Ela o perguntou.


– O meu trabalho. — Ele deu um passo a frente. Isso fez com que Sam desse um passo para trás. – Eu tenho que te revistar, Puckett.


– Acho que você está se aproveitando da oportunidade, Benson.


Freddie a encarrou por alguns segundos. Sam o lançava um olhar desfiador e ele não tinha certeza que deveria, ou até queria, voltar a revistá-la.


– Entre no carro, por favor. — Disse Freddie abrindo a porta da viatura.


Sam abaixou a cabeça e entrou no banco de trás do carro. Freddie fechou a porta do banco traseiro e se dirigiu para a porta do motorista. Ele abriu a porta, sentou no banco e colocou o cinto de segurança. Freddie ainda deu uma espiada em Sam pelo retrovisor interno. Ela sorria levemente. "Como ela pode estar sorrindo numa hora dessas?", Freddie pensou enquanto discretamente a olhava.

Com Sam devidamente presa no banco de trás e Brad acomodado no asento do carona, Freddie partiu como carro. Os primeiros trinta segundos de silêncio já foram suficientes para entediar Sam. Ela tentou de todos os modos captar a atenção dos rapazes no banco da frente, porém não obteu sucesso nas sete primeiras tentativas. Os dois policias não lhe davam nenhuma atenção. Entretanto, depois de várias tentativas fracassadas, ela disse algo que chamou a atenção de um deles.


– Fredduttini, você tem prendido muitas das suas outras ex-namoradas também?


– Vocês namoraram? -Brad perguntou surpreso ao ouvir o que ela dissera.


– Não acredito que você nunca contou isso para ele, querido. — Sam disse com um tom de ofendida.


– Ele só sabe que eu te conheço porque é o meu parceiro de patrulha e nós estavamos te procurando. Porque se não fosse por isso, ele nem iria saber de nada. Aliás, isso foi a muito tempo atrás. Qual seria a importância agora? — Freddie perguntou e a amaldiçoou mentalmente Brad por ter dado atenção para Sam começar um assunto.


– Muita, talvez. Mas você ainda não respondeu a minha pergunta. Tem capturado muitas ex-namoradas ultimamente?


– Só as que aparecem no noticiário.


– A Carly aparece toda hora.


– Ela é repórter. Isso é bem diferente de ser uma criminosa procurada. — Freddie notou pelo retrovisor interno o sorriso de Sam desaparecer. Ele parou de olhar para ela. Seria melhor não olhá-la para não se distrair do caminho.


– Benson, não vá pelo parque porque vai demorar mais. — Brad falou, tirando Freddie dos seu pensamentos sobre a loira. – Vá pela Avenida.


– O fluxo na Avenida deve estar intenso, pelo parque vai estar mais tranqüilo porque tem menos carros. — Freddie explicou o motivo de pegar aquela rota.


Brad tinha razão. Mesmo com o fluxo intenso, pegar a Avenida era uma opção melhor que ir pelo parque. Porém, por alguma razão, Freddie decidiu que iria pegar a rota do parque. Ele não estava com pressa de chegar na delegacia. Ele não via Sam há muitos anos e, apesar de não ser uma coisa fácil de admitir, era bom estar perto dela novamente.


– Quando você disse que estaria tranqüilo quis dizer deserto, não é? — Brad falou para Freddie.


A rota do parque estava deserta e escura. A viatura era o único veículo por ali. Não devia haver uma alma viva por quilômetros. A estrada não tinha um bom pavimento e nem uma boa iluminação. Freddie acendeu o farol alto e diminuiu a velocidade. Ele estava começando a achar que pegar o caminho pelo parque não foi uma boa idéia. Mas, ao contrário dele, uma certa loira estava vendo este caminho como sua melhor oportunidade.


– Freddie! — Sam o chamou.


– Agora não, Sam. Estou dirigindo.


– Eu só quero te perguntar uma coisa. Você tem visto a Carly?


– Nós últimos três anos só pela televisão. Antes disso, também, eu só a via uma vez por ano quando ela fazia aniversário, mas acho que depois que ela fez 25, ela parou de comemorar.


– Obrigada. Era só o que eu queria saber antes de ir embora.


Freddie mal teve a chance de perguntá-la sobre o que ela se referia quando disse "ir embora". O barulho da porta traseira da viatura se abrindo já havia respondido a sua pergunta. Sam havia aberto a porta e se jogado para fora do veículo em movimento. Freddie quase perdeu o controle do carro quando freiou bruscamente. Quando ele e Brad desceram da viatura para perseguí-la já era tarde demais. Sam já havia sumido no breu da noite.


– Ela devia ter alguma coisa no bolso. — ressaltou Brad. – Benson, você a revistou?


– Claro! — Freddie mentiu. – Ela não tinha nada.


– Mesmo que procurássemos por aí a noite toda seria em vão. Já é tarde demais. Ela fugiu. — Brad continuava a olhar de um lado para o outro, tentando enxergar alguma coisa através do nevoeiro negro. – Vamos voltar para delegacia e avisá-los. Por hoje, é só. Já trabalhamos o bastante por um dia. Agora eu só quero ir para casa.


– É, eu também. — Freddie disse, ainda olhando para o local onde Sam havia caído quando se jogou do carro.


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Notas finais
Por favor não desista de ler!!
Se tiver algum comentário, mande um review, um tweet(para @AddictToiCarly ) ou um sinal de fumaça.
Os personagens apresentados nesse capítulo são:
- Fredward Benson;
-Samantha Puckett;
- Policial Brad Shephard;
- Carly Shay;
- Marcus Pace;
Obrigada por ler o primeiro capítulo!!