Esconderijo dos Guardiões

—Muito bem, rapaz. Fez a coisa certa ao nos contar dessa arma. Será bem recompensado. – falava Crocell para uma pessoa a sua frente, que ia saindo da parte da sombra do local, podendo-se ver melhor o seu rosto. Era a face de um pérfido, era James.

De volta ao galpão

Gen estava decepcionada e com muita raiva por saber que James era o traidor. Ainda na delegacia, ela esperou os Guardiões procurarem uma coisa que não existe.

O local estava todo escuro e vazio. Kammel, Laverne e Bartoryz passaram pela primeira porta, procurando qualquer detalhe que pudesse estar escondido a arma, seguiram até a segunda e terceira porta. Gen podia muito bem aparecer ali e começar uma briga, mas como ela era muito vingativa, armou todo um plano para se vingar de James. Se ela ficasse escondida esperando os Guardiões irem embora, ninguém saberia que foi um plano e sim que eles só não acharam a arma, assim ela poderia enganar seu caporegime, que não iria nem desconfiar de nada.

Quando os Guardiões saíram de lá, Gen esperou uns minutos e saiu também, indo para a casa. Lá estavam reunidos todos os Sete, que tinham acabado de chegar.

—É o desgraçado do James. – disse a espectro.

—Nunca confiei naquele garoto. Vamos matá-lo – respondia Valentin.

Genevieve explicou para os outros seis o que ela queria fazer com seu caporegime, e eles concordaram em ajudar, começando a dar ideias.

—Podemos trancá-lo numa jaula e tacar fogo nele para sempre, já que ele não deve morrer facilmente. – Aodh dava sua ideia

—Que cruel, homem. – comentava Oliver.

—Acho que ele deve sofrer muito. Ele não enganou qualquer pessoa, enganou a nós, e não vamos deixar isso passar. – esclareceu Mikhail

A que ela preferiu foi a de Valetin, que era atrair o rapaz para um galpão abandonado perto do hospital, e de lá os Sete o torturavam até que ele conte informações sobre os Guardiões.

Para levar James para o galpão abandonado, Gen inventou que era o arsenal dos caçadores antigos, e que lá possuíam armas para matar os Guardiões. Ela sabia que ele iria para destruir essas supostas armas.

O espectro Guardião foi imediatamente para o local, usando seu poder para abrir o cadeado que o trancava, e quando abriu teve uma surpresa, na qual já o assustava um pouco. Apareceu logo de frente Mikhail com uma cadeira e dos lados Aaron e Valentin. Quando o traidor vira para trás, para ver se tinha uma saída aparecem Gen, Aodh, Taylor e Oliver. Ele fica sem entender o que está acontecendo e pensa até que é brincadeira, mas para de pensar isso quando Mik joga uma cadeira e o rapaz cai sentado. Ele tentou escapar se transformando em fantasma, mas Gen também se transformou, apertou sua mão no pescoço dele e o forçou a ficar sentado novamente. Logo após isso todos os sete se aproximaram, o bruxo começou a citar um feitiço para que James não consiga usar seus poderes de espectro.

—Onde estão os outros Guardiões? – Gen começou com perguntas simples, mas o rapaz ria delas, não respondendo. O demônio, que ainda estava atrás do garoto, usou um poder muito forte que não usava a milênios, o aprisionamento de almas. Ele colocou suas duas mãos na cabeça dele, fechou os olhos e se concentrou bastante, e quando os abriu, estavam totalmente negros, e na mesma hora o traidor começou a gritar bastante, já que seu espírito estava sendo torturado numa gaiola com espinhos.

—Vou perguntar de novo. Onde estão os outros Guardiões?- perguntava Gen novamente, e quando ele não respondeu, ela olhou para Mik, que já entendia o recado e fazia a tortura novamente.

Enquanto isso, o anjo surgia com sua espada e começava a passar no pescoço do traidor, que gritava ainda mais.

—Ultima chance, James. – falava a espectro uma ultima vez.

—No cemitério. Tem um túmulo com o nome de Lúcia Fery, que é falso. É uma escada que vai descer até uma sala. – respondia James todo machucado e cansado.

—Lúcia Fery? Lúcifer? Você está de brincadeira comigo? Esse povo até que é criativo. – Brincava Aodh.

Os Primeiros saíram do galpão e forçaram o James a levá-los lá. Foram todos andando de lá até o cemitério, beirando a floresta. Estava de noite, então não havia quase ninguém nas ruas da cidade. Quando chegaram lá, ficaram procurando pelo túmulo, que foi achado por Aaron. Ele puxou a tampa de pedra e viu a escada.

— É aqui. – falava o sereiano. Colocaram o pérfido para ir à frente, caso tenha alguma armadilha, e foram andando um curto caminho, parando numa grande porta com uma bandeira do lado. Essa bandeira tinha uma imagem bem estranha, pareciam ser duas cabeças de lobo espelhadas de cores amarelas, e no meio um par de asas vermelhas. Atrás delas estava uma espada bem grande que passava por trás de todo o desenho, e por fim tinha escrito “Guardians De Gehennam”.

—Tem alguma coisa errada. – falava Furcalor de dentro da sala. Assim que disse a última palavra, a porta se abriu e apareceram os oito.

—Sabe Zummach, o ruim de ter um traidor como membro de uma equipe, é que é um traidor. E nunca devemos confiar num traidor. – dizia sabiamente Valentin.

—Como ousam entrar nessa propriedade? – se levantava Zummach com um olhar raivoso, seguido de Crocell e Furcalor. Logo, apareciam mais três, que eram Kammel, Laverne e Bartoryz.

—TRAIDOR- gritava Kammel. – E vocês sete ainda estão juntos? – continuava ela indignada.

—Vivemos juntos por milênios, não vai ser um misero demoniozinho que vai nos separar. – falava Oliver com desprezo. Quando os Sete iam para perto dos Guardiões, não conseguiram, parecia ter uma barreira. Ficaram confusos e Zummach soltou um sorriso, logo explicando a situação. -Vocês estão no nosso templo e não podem ultrapassar de onde estão, já que são seres de Deus, a não ser que permitamos. – Eles então recuaram e James correu para perto de Kammel, tentando atravessar a barreira. Como os Guardiões tinham total poder sobre o local, os Sete foram expulsos e apareceram de volta no cemitério, não conseguindo mais encontrar o túmulo.

Os Primeiros podiam muito bem ficar com raiva e fazer alguma atrocidade, mas pelo contrário, estavam bem felizes. Mesmo não conseguindo matar James ou alguns dos Guardiões, foi uma noite de muitas descobertas. Eles resolveram que mereciam uma folguinha, e como já estava amanhecendo, foram tomar café no Noctis Gourmet.

Aodh começou a farejar, e todos pensaram que havia algo errado.

—Não podemos descansar um minuto?- falava Aaron.

—Esse cheiro, desde a floresta não consigo identificá-lo. – falava Aodh procurando o cheiro, que ia se aproximando cada vez mais. Quando estava bem próximo, o vampiro finalmente lembrou o que era, ou melhor, de quem era.

—Peter – falou assim que lembrou, e logo apareceu alguém do seu lado, soltando um sorriso.

—Peter Walsh, tava com saudades? – brincava Aodh.

—Aodh Boyd, meu amigo. Sua cidade está bem famosa em Paris e me mandaram investigar. – respondia Peter, que logo olhava para Mikhail e o cumprimentava, fazendo isso com todos.

—Como assim famosa? – perguntava Oliver, com dúvida.

—Estão chamando de Noctis City, a cidade da noite.

—Mas é isso que significa “Noctis City”, não entendi o apelido ainda. — brincava Aaron, arrancando risos de todos.

—Falaram que aqui tem criaturas sobrenaturais, e tem até uma foto de um lobisomem. Tenho que dizer Valentin, aquela sua posição estava ótima. – brincava também Peter e seguia. – Como sei que vocês não gostariam nada de alguém investigando a cidade, eu vim para dar uma história ao meu chefe, mesmo que não seja verdadeira.

Depois de algumas horas de conversa, os Sete foram para casa. Assim que chegaram, acabando de fechar a porta, alguém os chama, e Taylor atende revirando os olhos. Quando abriu, viu ElliotGriffiths, que os deu uma nova carta.

“Saudações!

Os membros do Conselho os convidam para uma nova reunião. Já conseguimos nos reerguer e foi encontrado um novo local para nos encontrarmos.

Igreja de Noctis, terceira porta a direita. Amanhã, 18 horas.”