Já eram quase 15 horas e Aaron era o último a acordar. Os Sete tinham descansado bastante e já tinham recuperado as energias perdidas do dia, mesmo dormindo por somente oito horas, já que chegaram em casa do Noctis Goumert às sete da manhã.

Eles reservaram o dia para ficarem mais fortes, sejam se alimentando de sangue humano, ou nadando na praia. Aodh foi para o centro da cidade caçar sangue fresco, quando chegou lá começou a escolher seus alvos. Enquanto isso, Aaron ia para a praia, se hidratar e relaxar na água.

Na casa dos Sete, também estavam seus caporegimes, bem, os que sobraram. Amber olhava para os lados e via somente cinco, dos seis.

—Onde está James?- pergunta ela, ainda procurando.

—Espero que esteja no inferno, Amber. – responde Aaron, deixando a menina mais confusa ainda.

—Acho que vocês ainda não sabem, mas James era o traidor. Ele é um dos guardiões. – explicava Oliver. Abel ficou um minuto pensativo. – Então foi por isso que não funcionou. – depois de ver a cara de confuso das pessoas, ele explicou sobre o dia que James foi ferido na floresta por Anthony, e o poder dele não funcionou. Segundo ele, tinha tantas trevas dentro do espectro que era quase impossível combater com sua luz, e por isso que ele só foi curado da forma humana. Com isso ele concluiu que as armas dos caçadores não eram mais fortes do que a dos Guardiões, e que estava errado sobre isso. Logo, todos saíram da casa e se espalharam pela cidade.

Chloe e Ravena estavam na praia. Mesmo a caçadora vampira ficando fraca no sol, ela adorava o local, a água, a areia, tudo. Nisso que estavam sentadas, Abel passou e cumprimentou Chloe de longe, que retribuiu. Quando Ravena viu a cena ficou impressionada.

—Sério Chloe? O anjo? Desde quando?- perguntava ela, ansiosa para saber.

—O que? Ele é só meu amigo. Ele me ajudou e me levou ao hospital no dia que lutamos com os Guardiões, e ficou cuidando de mim lá. – respondia Chloe, sem graça.

—Sei. Ele gosta de você, tenho certeza. – completava a vampira, pensando ter ouvido alguma coisa. – Acho que tem alguém se afogando.

Chloe saiu correndo para a água, dando um mergulho para ver quem estava se afogando. Ficou uns 50 segundos procurando, até achar uma criança no fundo da água e ir lá salvar. Era um menino que ainda estava acordado, e a sereia foi lá e o levou para a superfície.

—Ei, você tem cauda. – disse o menino.

—Acho que você engoliu muita água. – respondia ela escondendo a cauda e andando com ele nos braços até a areia. Correndo em sua direção, vinha a mãe dele que estava desesperada.

—Ai meu Deus, Dave. Você está bem, meu filho? – falava ela enquanto pegava a criança no colo.

—Ele é um bom menino, só não pode ir para o meio do mar de novo. – brincava Chloe.

—Obrigada moça, será recompensada. – respondia a mulher. Ravena estava ouvindo toda a conversa. – Será recompensada com um belo anjo. – falava a vampira baixo, brincando com a sereia.

Os Sete decidiram treinar na floresta junto com seus caporegimes e alguns membros das espécies. Nenhum dos Primeiros tinham transformado mais ninguém desde a ultima vez, então na floresta não tinha muita gente. Noah foi ajudar os outros lobos a ficarem mais forte durante a transformação, então ficaram numa parte separada das outras espécies. Os betas iniciantes estavam com dificuldade e ficavam muito bravos quando transformados, saindo correndo e fugindo da vista do caporegime, que foi atrás deles. Ele conseguiu encontrá-los depois de correr bastante, e quando chegou os lobos estavam rosnando para os caçadores, que também estavam treinando no local.

—Ai droga, Valentin vai me matar. – dizia ele bem baixo e tentando afastar os lobos. Os caçadores estavam com suas armas apontadas para os animais, prontos para atirar, achando que não fariam nada, mas partiram para o ataque. De todos, somente um foi atingido, sendo jogado para trás e soltando um uivo.

Os Primeiros estavam com Peter e não estavam longe dos outros, onde estavam contando tudo o que estava acontecendo no momento. No meio da conversa ouvindo o uivo e Valentin logo pensou que não fosse boa coisa, e todos foram seguindo o ruído do lobo imediatamente. Quando chegaram, estavam brigando lobos, vampiros e bruxos com os caçadores, e os caporegimes tentavam separar a briga, mas sucesso.

—Parem de brigar. Vocês não pensam que unidos são mais fortes? Vocês também têm poderes, caçadores, não faz nenhum sentido tentar matar criaturas que não são tão perigosas assim. Agora, sabem quais são as criaturas perigosas? Os Guardiões, e são esses quem vocês devem matar. – Gritava Peter para que todos se unissem. Ele pensou que seria atacado por ter atrapalhado a briga, mas muito pelo contrário, acabou dando certo. Cada um deles sabia que os Guardiões eram muito fortes e imortais, e juntando as duas forças, poderiam ter uma chance maior de ganhar, e até matá-los.

— Ele tem razão. – Falava Oliver e Valentin seguia. – Não tem motivo estarmos lutando agora, os verdadeiros vilões são os Guardiões.

—Eu concordo. – dizia Anthony, que logo ia conversar com o restante dos caçadores. Dominic, Megan e Amy não gostaram da ideia da união, mas sabiam que iria ajudá-los também.

—Lembrem-se, não precisamos confiar neles, só lutar. – comentava Ravena e eles então concordaram.

Todos se desarmaram voltaram para forma humana, e Anthony foi andando em direção a Oliver, indo apertar sua mão.

—Sem mais ataques. – falava o caçador.

—Sem mais ataques. – Repetia o anjo, firmando a união.

—Parabéns, Peter. Seria um ótimo chefe do Conselho. Quem sabe você não vira um? – Dizia Aaron dando uma esperança ao historiador.

Chegava o dia da reunião e Valentin convidou os caçadores para ir, tendo o convite aceitado. Foi passado toda a informação, local e hora, e marcaram de se encontrar do lado de fora da igreja.

Todos se vestiram, se arrumaram e estavam prontos para sair. Quando já estavam na porta, Gen voltou para seu quarto, pois tinha esquecido seu sobretudo.

—Voltou por um casaco? – Perguntou Taylor, tentando entender a situação. E agora sim conseguiram ir. Como a igreja não era longe foram andando bem devagar, já que saíram um pouco cedo de casa. Quando chegaram, os caçadores já estavam lá bem como combinado, e então entraram.

O local era bem grande e também muito bonito. Eles passaram por meio das cadeiras e pelo altar também, entraram numa sala que tinha à direita, desceram uma pequena escada e se depararam com três portas.

—É a terceira porta à esquerda. – Aaron os guiava. Ainda assim ficaram pensando qual porta seria.

—Não é difícil, é aquela porta. – Oliver apontava para a do canto esquerdo.

—Essa é a primeira porta da esquerda, então é a do outro canto. – respondia Dominic.

—É a terceira porta que fica do lado esquerdo, portanto é essa que o Oliver apontou. – comentava Aaron. Enquanto eles discutiam qual era a porta, Elliot abria a que Dominic tinha falado, e falava para todos entrarem.

—Eu disse que era essa porta. – dizia o caçador, feliz.

Essa sala não era tão grande quanto a outra, mas tinha um tamanho considerável e era do mesmo jeito. Uma grande mesa redonda no meio e várias cadeiras por volta, sendo três cadeiras maiores onde sentavam os que comandavam o Conselho. Todos ali já conheciam os caçadores, o que dispensou apresentações.

Dessa vez na reunião tinham poucas pessoas, George ficou com medo de mais ataques. Não havia nem seguranças, só os Sete, os caçadores e os cinco membros do Conselho, tirando George, Aurora e Christopher.

A reunião iria continuar de onde havia parado. George iria falar os nomes que tinha sobre as pessoas que faziam parte dos Guardiões, mas que já eram de conhecimento dos Sete.

—Tem uma abreviatura aqui também. J.C. – falava Aurora.

—James Campbell – respondia Gen, e George anotava o nome do lado da abreviatura.

A reunião não teve muitos assuntos variados, era mais sobre os Guardiões em geral, no caso quantos existiam que, segundo Christopher, eram mais de cem, e quantas pessoas os Sete pretendiam transformar para o exército.

—Sinto que a guerra está por vir. – Falava Taylor encerrando a reunião.

No esconderijo dos Guardiões

—Bela encenação, acredito que eles caíram nessa. Bom trabalho. Prepararam um ótimo corpo para mim. – Falava James para os Guardiões, que ajoelhavam perante ele.

—Pai, não sabe a quanto tempo te aguardamos. – respondia Zummach, de cabeça baixa.

—Sim, eu sei. Estou nesse corpo a algum tempo. Temos que concordar que minha encenação também foi magnífica. – comentava.