Creepy Project
3 Capítulo 1.3 - Prisão de Órfãos.
Notas iniciais
10 minutos se passaram e Lili já tinha acabado de arrumar suas coisas. Como Bulgareth mandou e sem escolha, ela foi para fora trabalhar com os outros garotos.
A cada passo que ela dava, ela via um grupo diferente de crianças olhando para ela. Muitos delas pareciam nervosas. Logo ela vê um grupo de aproximadamente 8 crianças, todas elas trabalhando. Tinha um garoto um pouco maior que ela, seus cabelos eram castanhos como seus olhos. Seu porte físico era um pouco acima do peso e ele usava roupas que não tinham muito preço, mas era o melhor vestido dentre as crianças. Uma garota estava ao lado dele. Ela se parecia muito com o primeiro garoto, só que mais nova e de menor porte físico, sendo então bem magra.
Lili vai até o grupo e o garoto começa a olhar a mesma. Todos os outros param seu trabalho para observá-la. Largando suas ferramentas, ele vai até Lili em passos lentos com um pequeno sorriso em seu rosto.
– Ora ora, a garota nova decidiu se juntar ao meu grupo. — Disse o garoto se aproximando.– Willian, e você seria? — Nada respondeu a garota, apenas encarava Willian. - É o seguinte. Eu lídero este grupo. Está vendo aquela garota ali? Ela é minha irmã Íris. — Apontou para a irmã que olhava ao lado de outras crianças.– Ainda bem que você nos escolheu. Poderia ter grupos que... — Fez uma pausa olhando Lili de cima a baixo. – Que fariam coisas bem piores. — De repente todos as crianças deram uma pequena risada. O mesmo se aproximou dela e sussurrou em seu ouvido.– Antes de começar o seu trabalho, deixe seus companheiros te conhecer melhor. — E rapidamente, Willian desfere um soco muito forte no estômago da morena que ajoelha no chão com as mãos sobre o local atingido. Ele estala os dedos e se afasta devagar.– Bem vinda à prisão. — Então, todas as crianças começaram a agredi-la. Mais físicamente do que verbalmente.
Depois de um tempo, Willian para tudo ordenando as crianças à voltarem ao trabalho. Íris pegou um martelo e uma estaca de metal e joga no chão perto da garota, que estava sangrando e ferida no chão, tentando se recompor.
– Pegue. — Diz a garota.– Seu trabalho é retirar as rochas cravadas, pedaços de piso antigo e trabalho feito errado do chão e paredes. Hoje você fará isso. — De modo frio ela apenas disse isso e mostrou uma rocha visualmente dura. Lili levanta pegando seu material e começou seu trabalho martelando a estaca na pedra.
O trabalho durou a tarde inteira. O sangramento de Lili havia parado, mas ainda estava completamente suja do sangue e trabalho
Ela se dirigiu ao seu quarto, onde seria o seu local de paz e descanso. Fechando a porta e deitando em sua cama, ela começou a pensar em tudo o que ela vai passar se continuar nesse local grotesco.
Alguns minutos depois, ela ouve batidas na porta. Ela devagar foi até lá e viu que era Íris segurando algumas roupas de cor bege e uma toalha branca.
– Vá tomar banho. Vista essas roupas e coloque as sujas no número 9. — Com a mesma expressão, entrega as roupas para ela e vai embora. Lili pega tudo e vai ao banheiro.
Felizmente, era um banheiro para cada grupo. Todos do seu grupo já tinham usado o banheiro, então ela pôde usá-lo sem problemas.
Era apenas uma privada, um chuveiro, sabonete, bucha e cestos com números. A pequena viu o número 9 e entendeu. Ela tirou suas roupas, as jogou no cesto 9 e entrou no chuveiro tomando seu banho.
Pouco tempo depois, ela sai do chuveiro, coloca as roupas novas, que era uma camisa e calça, com sandálias de pouca qualidade. Ela vai até seu quarto e entra para dormir logo.
Sexta-feira.
Era de manhã, Lili acorda com batidas na porta e grito de Willian dizendo que começou o trabalho. Ela levanta com algumas dores nas costas, mas ainda sim com disposição para aguentar o trabalho.
Deixando seu quarto, ainda com as mesmas roupas que dormiu, ela vai até seu novo local de trabalho e vê a maioria das crianças de seu grupo trabalhando, incluindo Willian e Íris. O garoto vai até ela e entrega os mesmos materiais.
– Faça o mesmo trabalho, só que melhor. — E então, desfere um soco no estômago de Lili, porém, ela continua em pé.– Vá. — Disse o mesmo se separando da garota.
Ela começou a trabalhar mais do que trabalho naquele outro dia. Íris estava vendo o trabalho dela enquanto martelava alguns pregos na parede, em sua visão Lili estava fazendo seu trabalho bem, mas para seu irmão, ela estava pior do que antes. Então ele para seu trabalho e grita “Mais rápido!”, então ela começa a ir mais rápido.
Depois de horas de trabalho, um sinal agudo toca. Todos param de trabalhar e vão indo para uma sala. Íris foi até Lili e disse.
– Hora do almoço. Siga-me. — Então elas vão para um tipo de refeitório quebrado. Uma outra criança servia a comida, que não parecia muito boa. Eles fazem uma fila para serem servidos. Elas pegam a comida e vão junto de seu grupo comer, sem dizerem uma única palavra.
O gosto era tão ruim quanto a aparência. Todos ali não faziam nada, a não ser comer. Aquele seria o momento seguro para eles, ou pelo menos para alguns deles.
40 minutos se passaram e o sinal toca de novo. Apenas aquele grupo tinha saido de seus lugares e indo com uma expressão vazia para fora daquele lugar.
Eles estavam indo na direção do quarto de Bulgareth.
– Hoje é sexta-feira, é dia do nosso grupo... Ser punido. — Disse Íris com um tom melancólico. Lili ficou assustada e com medo. Sem opções de fuga, ela resolveu seguir e encarar a punição.
Chegando na sala, Bulgareth olha cada criança de modo severo.
– Relatório. — Willian entrega algumas folhas para Bulgareth que lê tudo. - Só isso nesse tempo? — Diz com uma expressão séria. As crianças abaixam a cabeça e Bulgareth aponta para Lili. – Você... Vai ser a primeira. Venha aqui. — Lili muito assustada estava paralisada de medo. Uma das crianças empurra ela. Bulgareth estava apenas olhando o rosto da menor.– Seja bem vindal garota tola... — Ela dá um tapa muito forte no rosto da menor fazendo a mesma cair de lado no chão. Sentindo muita dor, ela apenas vê Bulgareth se aproximando. Ela manda ela se levantar e então um outro tapa que faz ela cair ajoelhada. Então ela tira um tipo de chicote preto de tamanho médio e disfere uma chicotada nas costas da pequena fazendo-a gritar de dor. Isso aconteceu por mais 4 minutos.
Quando acabou, Lili apenas caiu no chão. Tudo o que ela pôde ouvir foram os gritos de agonia de das crianças.
Então, depois disso, elas foram liberadas da sala e obrigadas a voltar ao trabalho.
Lili terminou seu trabalho, tomou banho e foi dormir imediatamente, mas acabou não conseguindo, pois chorou bastante naquela noite.
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