Creepy Project
4 Capítulo 1.4 - O Nascimento de Scarlie
Notas iniciais
Sábado
No dia seguinte, Lili acordou com batidas na porta ordenando que era hora do trabalho. Ela acordou mais disposta do que nunca resolvendo trabalhar e encarar tudo isso com garra e fibra. Pulou de sua cama, se espreguiçou e foi direto para o trabalho.
Chegando em seu grupo, Willian estava muito ocupado para dar as ordens, então deixou o trabalho com sua irmã. Íris foi até ela e entregou os mesmos materias.
– Mais rápido naquela região. — Apontou para o local perto de uma parede.– Outra coisa, não pense que sou sua amiga porquê te entrego suas coisas. — Íris cuspiu no rosto de Lili e deu um tapa nela. – Você é só um peso morto e pior do que os outros. — Disse a garota se afastando e continuando o trabalho.
Lili limpou seu rosto com as mãos sentindo um pouco de raiva, mas mesmo assim, disposta a continuar o trabalho. De modo bem rápido e eficaz, Lili fez seu trabalho. Seus companheiros viram o desempenho dela e sentiram raiva, porém, não fizeram nada com ela.
Logo o almoço chegou e todos foram comer. Ela comeu sem problemas a comida horrível daquele lugar e então, o sino toca novamente e um dos grupos segue até a sala de Bulgareth. Enquanto esperava o tempo acabar, Lili ouvia gritos de dor e agonia das crianças. Ouvindo esses gritos, Lili sentia pena destas crianças.
Após isso, o sino toca novamente indicando que é hora do trabalho. Todas as crianças trabalhavam duro. Lili percebeu que as crianças de um grupo estavam bastante feridas. Ela teve a obrigação de ignorar e continuar seu trabalho.
Logo o dia terminou. Lili descansou, tomou seu banho e então foi dormir.
Os dias de Lili eram essa mesma rotina. Acorda, apanha das crianças, trabalha, almoça, ouve gritos de tortura, volta a trabalhar, toma banho e dorme.
Segunda-feira
Estava de noite e Lili já tinha acabado de tomar banho. Saindo do banheiro, ela dá de cara com Bulgareth encarando a mesma. Lili se assusta enquanto a mesma encarava.
– Escute bem o que vou te dizer. Amanhã é terça-feira, dia de visita. Chad Vyers vem te visitar. Eu estarei ouvindo toda a sua conversa, então... — Bulgareth se aproxima do rosto de Lili. - Se você ousar dizer alguma coisa para ele, nós vamos matá-lo! Entendeu? — Lili acente com a cabeça olhando para baixo.– Vá dormir. — Lili sai andando de lá.
Terça-feira
Era terça de manhã, Lili acorda por conta própria e olha para fora. Não tinha ninguém trabalhando, só crianças conversando entre elas. Devido ao trabalho duro, elas amadureceram bem rápido. Graças a todo o sofrimento que Lili teve durante sua vida, Lili foi obrigada a amadurecer mais rápido. Ela volta ao seu quarto com medo de arranjar confusão e descansa à espera de Chad.
Um tempo depois, ela ouve uma pequena batida na porta e uma voz masculina perguntando se pode entrar. Lili abre a porta e vê que era Chad.
– Olá Lili. Como vai? — Perguntou Chad. Lili de um modo triste, acente com a cabeça. – Já fez alguns amigos por aqui? — Dessa vez ela acentiu negativamente.– Não se preocupe, você vai achar. — Disse sorrindo para a menor. Lili se aproxima de Chad e o abraça deixando o mesmo surpreso. — Lili...
– Me tira desse lugar... — Disse de modo muito triste quase chorando. Chad apenas abraça a garota.
– Me desculpe, eu não posso. Eu não posso te adotar e você está aqui por lei. — Lili fica abraçada com Chad chorando enquanto ele tenta confortá-la.
Depois de muito tempo juntos, Chad saiu de lá se despedindo de Lili e foi embora.
A rotina se repetia por muito tempo. Era sempre a mesma coisa. Sempre que Chad visitava Lili, ela sempre fazia isso, e sempre Chad respondia da mesma forma.
3 anos se passaram. Lili estava maior, seu corpo se desenvolveu. Crianças saíram, novas crianças chegaram e Lili sempre foi o “Bode Expiatório” de todos. Sempre foi a mesma coisa e Lili não estava aguentando mais.
Em uma segunda-feira, Lili estava trabalhando e duas garotas se aproximaram dela rindo.
– Ei você. — Lili olha para as garotas.– Você deve se achar a tal para não falar com ninguém durante todo esse tempo né? Você é tão idiota... — Lili volta a fazer o seu trabalho ignorando as duas.– Não dê as costas para mim! — Gritou a garota chamando a atenção de Lili e desferindo um tapa no rosto da garota. Lili olhou com raiva para as duas.– Aposto que seus pais te largaram por causa deste comportamento e... — Lili olhou para baixo e a garota parou de falar.
– Então te magoamos né? — Desta vez foi a outra garota que falou e as duas começaram a rir. Antes que elas pudessem fazer alguma coisa, Lili desferiu um soco no meio do nariz de uma delas, fazendo sangrar e cair. Lili se jogou encima da outra garota batendo com muita raiva e chamando a atenção de todas as crianças. Sem pensar em nada, Willian foi até lá e deu um chute na cara de Lili fazendo ela cair para o lado.
– Você não deveria ter feito isso. — Disse Willian se afastando e todas as crianças do orfanato se aproximando dela.
Então, todas as crianças começaram a bater muito forte em Lili. Socos, chutes, golpes sujos, derrubando e levantando a mesma. Muitos golpes foram dados em Lili sem parar e nem dar um segundo de descanso para ela.
Depois de muito tempo, eles pararam. Lili sangrava muito no chão e estava desacordada. Apenas deixaram ela ali e foram voltar ao trabalho. Ninguém tocou mais nela.
Era de noite e Lili acordou. Não tinha mais ninguém acordado. Lili se levanta devagar e começa a andar até seu quarto, até que ela ouve um barulho vindo de fora. Era alguém, um vulto preto se aproximando.
Lili não sabia quem ou o que era, então resolveu seguir. Ele se aproximava devagar até o quarto de Bulgareth e abre bem devagar. A velha dormia calmamente. O vulto se aproximava devagar e Lili já conseguia ver direito. Era um homem de blusa e calça preta, ele estava de costas então não deu para ver nada do rosto. Ele pegou uma faca e começou a esfaquear o rosto e o corpo de Bulgareth. O sangue rubro escorria pelo quarto inteiro enquanto o mesmo esfaqueava e esfaqueava e esfaqueava. Quando acabou, ele olhou para Lili revelando seus cabelos negros de tamanho médio e olhos igualmente negros era um garoto uns anos mais velha que ela. Ele se aproximava devagar da garota e ela começou a andar para trás.
– N-Não me mate, por favor. Não me mate! — Dizia Lili enquanto ele se aproximava. Lili se ajoelha e suplica por sua vida.– Por favor, eu só quero viver para me vingar! — Ele parou ouvindo algumas palavras. Com um olhar interessado ele disse de modo calmo.
– Escreva... Sou um pouco surdo... — Apontando para o sangue perto deles. Surpresa ela pega o sangue e começa a escrever pelo chão e pela parede sua história de vida e tudo o que passou. Ele entendeu tudo e disse.– Se você quer se vingar... Eu te ajudarei... — Disse dando uma faca para Lili.– Mas antes, mate todos aqui.
Sem hesitar, ela pegou a faca e foi ao quarto de Willian enquanto o garoto seguia ela. O quarto era igual ao de Lili. A garota vê um martelo encima da mesa e pega juntando com a faca. Ela segura mirando no meio da testa de Willian e dá uma única martelada na faca que perfura a testa dele. Então ela continua se sujando de sangue até matá-lo. O garoto viu e sorriu.
Lili passou para o próximo quarto e lentamente abriu a porta se aproximando de Íris que dormia calmamente. Ela pegou apenas a faca e começou a esfaquear o corpo dela fazendo-a agonizar mas sem gritar. E foi esfaqueando até a morte.
E então foi em cada quarto acabar com o sofrimento de todas elas. Todas as crianças foram assassinadas sem dó.
Eles voltaram ao quarto de Bulgareth. O garoto viu o que ela fez e olhou nos olhos escarlates de Lili e perguntou.
– Qual é o seu nome? — Perguntou o garoto. Ela foi até o sangue de Bulgareth, mergulhou seu dedo no sangue e escreveu na parede “Scarlie”. O garoto sorriu e fez a mesma coisa escrevendo embaixo “Olá Scarlie, meu nome é The Heart Attack”. — Mas pode me chamar de Heart, parceira. — Completou com essas palavras e se aproximando devagar do corpo morto de Bulgareth. Ele abriu um buraco no peito dela com uma faca e arrancou seu coração fora. Lili não reagiu de nenhuma forma, apenas viu. Ele guardou o coração em uma sacola e botou no bolso.– Venha comigo. — Estendeu a mão até Scarlie, que segurou e foi embora saindo de vez daquele lugar.
Lili está morta... E nasceu Scarlie...
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