Creatures Of The Midnight Sun

4 Chapter Three – Uma Garota Estranha.


Notas iniciais
Ahhhhh não me matem pleeeeease @__@ Eu tinha terminado faz mto tempo, mas aí fui viajar uma semana, tinha até levado meu laptop para terminar a hist... e aí, esse maldito pifou -.-" fiquei uma semana sem net, imaginem meu sofrimento '-'

Chapter Three – Uma Garota Estranha.

Sentia-se todo quebrado, exausto, e não conseguia se mexer. Estava caído em um campo de flores brancas, dando uma sensação incomum.

Mas a sensação de queda ainda continuava. Pensava que seria apenas mais uma de diversas ilusões que vira ao cair no abismo. Ilusões, assim ele pensava, mas eram imagens do passado daquele livro amaldiçoado.

Guerra, fome, miséria, tristeza... Sangue. Cenas de batalhas grandiosas, um homem, sozinho, vencia todos. Quem era...?

Tentara se levantar, mas os ferimentos externos teimavam em continuar limitando seu corpo.

Desistiu, e pôs-se a descansar ali mesmo, já que não conseguia sequer mexer-se. Sentia muito frio, e o céu estava escuro.

“O... que foi que eu fiz?”

Pensou.

Pensou.

E pensou.

“Abandonei tudo... A que preço?”

Pensou.

Pensou.

E pensou.

“Covardia...”

E a resposta?

-Por que eu existo...? – murmurou baixinho.

E apagou-se de vez.

***

O que pensava nesse tempo que ficava inconsciente? Pensava em dor? Pensava no viver? Pensava no que deixou para trás?

Uma luz ofuscava seus olhos feridos, e sentia-se quentinho. Despertou, e olhou em volta. Via um quarto totalmente branco, não via outra cor além dessa. Havia uma janela, e ao vento esvoaçava lindas cortinas transparentes, mas esbranqueadas. Saía uma luz da janela, iluminando cuidadosamente os detalhes do quarto.

Ficou maravilhado diante de tanta beleza em apenas um quarto. Nunca tivera luxo.

De repente, lembrou-se da sensação de queda. Olhou para si mesmo, e viu-se coberto de ataduras, sendo que uma delas tapava seu olho esquerdo, e suas roupas lembravam um pijama, porém suas calças eram mais largas e sua blusa era mais aberta, deixando à mostra suas clavículas.

Tentou se sentar, mas suas costas doíam. Desistiu.

Do nada, a maçaneta da porta girou, fazendo a porta ranger levemente à medida que abria. Fechou seus olhos, pois imaginava que seriam alienígenas horrendos querendo transformá-lo num zumbi, para obedecer cegamente à destruição do mundo. “Acho que estou vendo filmes demais”, pensou.

Ouviu o som de algo se arrastando, pensou que seria seus tentáculos, quando na verdade era apenas uma cadeira sendo arrastada para mais perto de sua cama.

“Esperou” por um momento, pensando na possibilidade de atacar o alienígena e sair vivo, mas calculou e viu que as chances seriam quase zero...

Sentiu que o “alienígena” havia posto uma toalha fria em sua testa o mais gentil possível.

Involutariamente, abriu seu olho direito, e avistou uma linda mulher de cabelos loiros, pele branca, olhos castanhos, e estava acompanhada de uma jovem garota que parecia ter sua idade.

-Mestre, o estranho acordou. – comenta a jovem garota.

A linda mulher olhou em sua direção, e o jovem fica envergonhado por imaginar uma situação maluca sobre alienígenas, mas não disse nada. Ela botou sua mão para medir sua temperatura.

-Ele ainda está febril, mas acredito que está tudo bem agora. Ele não corre mais risco de vida.

-Devo fazer um relatório para o Rei sobre este estranho, mestre?

-Não precisa, minha querida. Eu mesma me encarregarei disso. Fique aqui e tente arrancar alguma informação a respeito dele.

-Entendido.

A linda mulher foi-se embora, e apenas a jovem garota ficou. Seus cabelos eram curtos e espetados, porém eram mais negros que o normal. Seus olhos verdes jasmim chegavam a destacar totalmente. Seus lábios pareciam cereja, e sua pele era tão branca quanto marfim que parecia uma boneca.

-Ei, você consegue falar alguma coisa?

De repente havia esquecido que estava ali. Ficara tão absorto sobre elas que nem lembrava mais o que estava fazendo. Tentou dizer algo, mas nada saiu. Porém, olhou para a bacia de água que jazia ao seu lado, como que indicando um sinal para o que queria.

- Água...? É isso que você quer?

Noiret acenou, pois estava com muita sede.

A jovem garota então fora buscar a água, e voltou com um copo. Como não conseguia se movimentar muito, a jovem levantou com muito cuidado sua cabeça e o fez beber a água.

-Se sente melhor?

Noiret afirmou lentamente, com o que ainda estivesse cansado.

-Cada um que me aparece, hein! Tinha que cair justamente no meu jardim de flores que me esforcei tanto para a minha mestra...

Notas finais
Reviews? ;-;