Crazy in love - CaptainSwan
16 Capítulo 16
Notas iniciais
POV Emma////////////
No processo de me esticar, eu acabara expondo a pele dele um pouco acima do quadril. Sua box acabou mostrando uma coisa que eu nunca tinha “parado” para perceber.
Mas o quê...?
Aquilo era uma tatuagem?
–Isso aqui é...? –Eu mal podia formar palavras. Afastando-o levemente, olhei em seus olhos azuis antes de voltar a encarar a marca. Logo abaixo de sua cintura havia uma linha de tinta preta, palavras escritas naquilo que eu achava ser francês. Como diabos eu não tinha visto isso antes?
–É uma tatuagem –Ele disse, confuso, afastando-se um pouco e passando os dedos por minha barriga.
–Isso eu sei né, Killian, mas...o que está escrito aí? –E lá se vai o outro pedaço do Killian que eu achava conhecer.
–Está escrito Je ne regrette rien.
Meus olhos dispararam na direção de seu rosto, e meu sangue ferveu ao som de sua voz se dissolvendo em uma perfeita pronúncia do francês.
–O que você disse?
Ele soltou um sorriso no canto da boca.
–Je ne regrette rien, eu não tenho arrependimentos. –Pronunciou as palavras lentamente, enfatizando cada sílaba. Era a coisa mais sexy que eu já tinha ouvido na vida. E por fim falou a tradução.
–Isso não é uma música?
–Sim, é de uma música –Ele assentiu, e riu um pouco. –Você pode achar que eu me arrependo daquela noite, minha primeira viagem a Paris, bêbado e há milhares de quilômetros distante de casa, sem um único amigo na cidade, quando decidi fazer uma tatuagem. Mas não, nem mesmo disso eu me arrependo.
–Diga de novo. –Sussurrei.
Ele se aproximou, encaixando os quadris ainda mais em meu corpo, sua respiração quente em meu ouvido, e sussurrou novamente.
–Je ne regrette rien.
–Diga mais alguma coisa.
Eu respirava com dificuldade. E ele me olhava nos olhos o que não estava ajudando.
Inclinando-se ligeiramente, ele beijou minha orelha e disse:
–Je suis à toi, Eu sou seu. –Oh meu Deus!
Olhei em seus olhos azuis que me encaravam e me encostei em seu peito.
–Será? –Disse mas não esperava que ele escutasse, apenas saiu, como se um pensamento tivesse fugido enquanto em abrira a boca para suspirar.
–Você ainda tem dúvidas, Emma? –Sua voz grave me fez estremecer, mas será que ele queria mesmo que eu respondesse? Eu SÓ tinha dúvidas, vamos ressaltar a parte do “só”.
Revirei os olhos.
Minhas mãos deslizaram por seus ombros e desceram até o peito, passaram pela barriga e pelos músculos dos quadris. Meu polegar acariciou sua tatuagem.
–Eu gostei disso.
Ele me puxou e me deitou ao seu lado, seu braço forte se transformara no mais perfeito travesseiro de todos. Percebi que ele me encarava, e quando nossos olhos se encontraram eu não pude desviar o olhar. Perdi minhas esperanças de que quando eu voltasse para casa isso não passaria de uma boa lembrança, eu não estava começando um relacionamento com Killian, não, isso não é a minha intenção, mas se continuássemos agindo assim não seria só minha carreira que ficaria em pedaços, o meu coração também. Essa “trégua” não ajudara em nada. Eu já queria me aproximar mais ainda e beijar sua barba mal feita. Enquanto o encarava, ficou claro para mim que iria doer bastante quando isso acabasse.
O medo tomou conta do meu coração e o pânico da noite anterior retornou, trazendo um desconfortável silêncio. Eu me sentei puxando os lençóis até meu queixo.
–Oh, merda.
A mão dele disparou e agarrou meu braço.
–Emma, eu não posso...
–Eu provavelmente preciso me arrumar –Interrompi o que poderia ser o começo de um milhão de formas para partir meu coração.
Ele pareceu confuso por um momento antes de falar:
–Acho que seu vestido está no tapete.
Senti meu rosto corar ao relembrar o quão rápido tudo acontecera na véspera.
–Certo, eu vou tomar um banho e vou buscá-lo, a propósito, seu banheiro fica ali não é?
Ele sorriu e assentiu com a cabeça.
–Quer companhia no banho?
–Obrigada, eu sei me ensaboar sozinha. –Ouvi sua risada divertida enquanto eu fechava a porta do banheiro.
Entrei no banheiro de seu quarto, seus perfumes, sua toalha de rosto azul escuro ao lado do espelho. Tudo cheirava e lembrava o Killian, era ele banheiramente falando.
Tomei um banho rápido e enrolei uma toalha ao redor do meu corpo, pensando que devria ter trazido meu vestido antes. Merda Emma, essas coisas só acontecem com você! Respirei fundo, abri a porta e voltei para o quarto. Ele estava sentado na cama e seus olhos se ergueram para meu rosto.
–Eu só preciso...-Fiz um gesto na direção de meu vestido que agora estava na cama, provavelmente ele havia procurado e o colocado ali.
Ele assentiu mas continuou calado. Eu geralmente não sinto vergonha do meu corpo, mas ali, de pé usando apenas uma toalha e sabendo que ele me observava, eu me senti estranhamente tímida.
Peguei meu vestido e passei apressada por ele, parando apenas na segurança do banheiro. Eu me vesti o mais rápido do que achava ser possível, decidindo deixar o cabelo solto do jeito que estava e voltei para o quarto.
Ele não saiu do lugar. Sentado na ponta da cama com os cotovelos apoiados nas coxas, parecia perdido em pensamentos. O que ele estaria pensando? Pela manhã toda eu estive um apilha de nervos, minhas emoções mudando ferozmente de um extremo a outro, mas ele parecia tão calmo. Tão seguro. Mas seguro do quê? O que ele teria decidido?
–Você viu meus sapatos?
–Sim, estão no corredor. –Ele falou levantando a cabeça, parecia levemente surpreso, como se um pensamento não tivesse ocorrido em sua mente.
Saí do quarto e avistei meus sapados no final do corredor. Peguei os sapatos e voltei ao quarto para pegar minha bolsa. Dei dois passos para dentro do quarto e congelei.
Ele estava de pé em frente á janela, onde só uma pequena fresta de luz acentuava cada linha daquele corpo perfeito. O corpo de Killian era aquele parque de diversões que você fica louca para experimentar todos os brinquedos existentes nele. E eu era a criança histérica.
Ele estava de costas, uma toalha estava indecentemente enrolada em sua cintura, deixando aparentes as benditas palavras da tatuagem.
–Viu alguma coisa que gostou?
Eu relutantemente voltei minha atenção para seu rosto.
–Eu..
Meus olhos baixaram mais uma vez para sua cintura como se fossem atraídos por um imã.
–Eu disse: você viu alguma coisa de que gostou? –Ele atravessou o quarto, parando bem na minha frente.
–Eu ouvi da primeira vez –Eu disse, sentindo meu rosto corar. –E não, eu estava apenas perdida em pensamentos.
–E o que exatamente você estava pensando? –Ele esticou o braço, movendo uma mecha do meu cabelo para trás da orelha. Apenas esse simples toque me fez estremecer.
–Preciso pegar minha bolsa e ir embora.
–Por que eu não acredito em você?
–Porque você é um cretino? -Eu disse, encarando-o de volta.
Ele ergueu uma sobrancelha e ficou me observando por um momento. Antes que eu pudesse me mexer, ele tirou a toalha da cintura e a jogou para o lado. Meu Deus do céu. Se existisse no planeta um homem melhor que este, eu pagaria para vê-lo.
Ele pegou sua cueca que estava em cima da cama e começou a vesti-la, mas parou e voltou a me olhar.
–Você não acabou de dizer que ia procurar sua bolsa? –Ele perguntou, olhando para mim como se estivesse se divertindo. –A não ser, é claro, que tenha visto alguma coisa de que gostou.
Filho da...
Apertei meus olhos e me virei rapidamente, voltando a procurar minha bolsa.
Se houvesse opção, ele escolheria continuar ali comigo?
Achei minha bolsa em um cabide preto atrás da porta.
–Obrigado por guardar minha bolsa e não me contar onde colocou. –Ele estava terminando de colocar a camisa, uma polo preta. Calça jeans e o mesmo cabelo perfeitamente bagunçado de antes. Mas que agora quem tinha bagunçado era eu.
Ele se virou, andou até mim e colocou suas mãos quentes no meu rosto, encarando-me intensamente.
–Emma, eu preciso que você ouça uma coisa.
Eu engoli em seco.
–Certo.
–Eu não quero que quando você sair por aquela porta, eu perca o que encontramos aqui neste quarto.
Suas palavras simples me abalaram. Ele não estava se declarando nem prometendo nada, mas disse exatamente o que eu precisava ouvir.
–Eu também não, mas não quero que sua carreira acabe com a minha.
–Eu também não quero isso.
Eu concordei, sentindo as palavras emaranharem em meus pensamentos, fui incapaz de pensar em algo articulado para acrescentar.
–Certo –Ele disse me olhando e sorrindo. –Vamos tentar fazer isso do jeito certo.
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