Notas iniciais
Como prometido capitulo no domingo, bem esse quase que não saía pq hoje perdi meu gatinho e fiquei muito triste, sem ânimo pra nada, mas a vida não para não é, meus caros? então aqui está, do jeito que prometi, sem atrasos, o capitulo está dividido em 2 e a segunda parte eu posto na próxima semana, ouuu, ainda essa semana se houver bastante comentários! Boa leitura a todos.

“jeito certo”

Apertei mais minhas mãos contra o volante do carro e respirei fundo.

Bom, em nenhum momento eu disse que queria um relacionamento com Killian, até porque, todos os jeitos pareciam ser errados. Ou nós, éramos os errados, e algo me dizia que a última alternativa era exatamente correta. Mas eu só sabia que não queria ser a pessoa que decidiria que aquilo entre nós não funcionaria, porque, lá no fundo, eu queria que funcionasse.

Cheguei em casa, uma bela tarde de sábado, casais passeando de mãos dadas na praça, o sol quase se pondo, eu juraria que a noite passada foi um sonho, se não houvesse marcas para comprovar o contrário. Só me restava dormir, e foi o que eu fiz.

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Na manhã seguinte fui arrastada por Belle para uma aula de Ioga, que ela praticava todos os domingos. Cabelo preso em um rabo de cavalo, calça de malhar preta e uma camiseta cinza. Ela me garantiu que a aula me deixaria “super calma, ajuda a esquecer todos os problemas” isso, segundo ela. Durante a aula, considerei confessar tudo para Belle. Antes eu me sentia razoavelmente segura de que poderia lidar com tudo isso sozinha, mas, após uma noite inteira encarando o teto e ficando completamente maluca, percebi que precisava conversar com alguém.

Poderia ser com Regina, e mais do que ninguém ela entenderia a tentação que era meu chefe, ou melhor, nosso chefe bonitão. Mas ela também trabalhava na delegacia e eu não queria colocá-la numa posição constrangedora lhe pedindo para manter um segredo desses.

Era em situações assim que eu realmente desejava morar perto de minha mãe. Ela me entendia como ninguém, e os melhores conselhos vinham de sua boca, palavras doces e que sempre me confortavam, e me faziam seguir em frente. Viver longe dos meus pais e dos meus amigos era difícil, mas eu sabia que tudo acontece por uma razão. Eu só queria que essa razão surgisse logo e se revelasse.

Será que eu poderia contar para Belle? Tenho de admitir que estava morrendo de medo do que ela pensaria de mim. Porém, mais do que isso, eu estava morrendo de medo de dizer as palavras em voz alta para alguém.

–Certo, porque você está me encarando assim? –Ela perguntou – Ou você tem alguma coisa para dizer ou eu estou suada de um jeito horrível e embaraçoso.

Tentei dizer que não era nada, que ela estava vendo coisas. Mas não consegui. O peso e a pressão das últimas semanas me esmagaram de tal forma que, antes que eu pudesse me controlar, meu queixo começou a tremer e eu comecei a chorar.

–Foi o que eu pensei. Vem – Ela ofereceu a mão e me ajudou a levantar, pegando nossas coisas e me levando para fora da sala.

Vinte minutos, duas batidas de champanhe e uma crise nervosa depois, eu fiquei observando a expressão chocada da Belle em nosso restaurante favorito. Contei tudo: as blusas sem botões, eu gostar das blusas sem botões, os vários amassos, as sessões de beijos-eu-te-odeio, minha culpa por estar pegando meu chefe e completamente ignorando os princípios éticos que meu pai me ensinou, Nick investindo em mim, as declarações trogloditas de Killian e, finalmente, meu medo de estar no meio da relação mais disfuncional da história do mundo, sem ter qualquer controle sobre isso.

Quando levantei a cabeça para encontrar seu olhar, eu estremeci. Ela parecia ter acabado de assistir um acidente de carro.

–Certo, deixa eu ver se eu entendi.

Assenti e esperei ela continuar.

–Você está dormindo com o seu chefe.

Eu me encolhi ligeiramente.

–Bom, tecnicamente...

Ela levantou a mão, me impedindo de continuar.

–Sim, sim. Isso eu entendi. E esse é o mesmo chefe que você chama tão amavelmente de “cretino”?

Respirei fundo e assenti novamente.

–Mas você odeia ele.

–Exatamente, quer dizer não exatamente –Murmurei, desviando lentamente os olhos dela. –Odeio. Odeio muito mesmo.

–Você tem medo de ficar com ele, mas não consegue se afastar.

–Meu Deus, isso soa ainda pior vindo da boca de outra pessoa. –Soltei um grunhido enquanto mergulhava o rosto nas mãos. –Eu pareço uma ridícula.

–Mas e as transas? São boas –Ela disse, com um toque de humor na voz.

–Isso não chega nem perto de descrever como é Belle, fenomenal, intenso, maluco, orgasmavelmente não chega nem perto de descrever.

–Orgasmavelmente nem é uma palavra.

Esfreguei o rosto e suspirei novamente.

–Cala a boca.

–Bom –Ela respondeu, pensativa, e então limpou a garganta -, acho que pau pequeno não é o problema dele, afinal...

–Não. Definitivamente esse não é o problema dele –Olhei levemente para cima ao ouvir sua risada abafada. –Belle! Isso não é engraçado!

–Eu tenho de discordar. Você precisa admitir o quanto isso é maluco. Quer dizer, de todas as pessoas que eu conheço, você é a última que eu imaginaria caindo numa situação dessas. Você sempre é tão séria, com cada passo da sua vida cuidadosamente planejado. Vamos lá, você teve só alguns namorados sérios, e com todos eles você passou um tempão antes de finalmente transar. Esse seu chefe deve ser realmente uma coisa de outro mundo.

–Eu sei que não tem nada de errado em ter uma relação puramente movida por sedução com alguém...eu consigo lidar com isso. E sei que preciso controlar a mim mesma quando estou com ele. Quer dizer, eu gosto dele, mas mesmo assim...eu continuo caindo em joguinhos superficiais.

Belle tomou um gole da sua batida e eu pude praticamente ver as engrenagens girando em uma mente enquanto pensava no que eu falei.

–O que é mais importante para você?

Olhei de volta, entendendo onde ela queria chegar.

–Meu emprego. Minha vida depois disso. Meu valor como policial. Saber que minha contribuição é importante.

–Você consegue se sentir bem quanto essas coisas e continuar trepando com ele?

–Belle! Que linguajar horroroso. –Ela ri – Eu não sei. Se eu sentisse que as coisas estavam separadas então, talvez sim.

–Então se você não quer acabar com sua carreira você precisa acabar com isso, manter distância.

–Não é tão simples –Respondi, balançando a cabeça e começando a tagarelar. – Eu trabalho com ele. Não é fácil evitar todas as vezes em que ficamos sozinhos. É ridícula a quantidade de vezes que eu jurei que nunca mais cederia as investidas dele, só para depois ceder, horas mais tarde. E ainda por cima há possibilidades de irmos fazer uma investigação em um hotel, por uma semana. No mesmo hotel, no mesmo espaço, o tempo todo. Com camas para todo lado!

–Emma, o que há de errado com você? –Perguntou Belle, mostrando surpresa na voz. –Você quer continuar com isso?

–Não! Claro que não!

Ela me olhou desconfiada.

–Quer dizer...é, talvez eu queira.

Continua...

Notas finais
E aí? gostaram? o próximo sai ainda essa semana SE houver cometários. Mas mudando de assunto, como vocês acham que eu me chamo e quantos anos eu tenho? Vamos ver se alguém acerta?!