Crazy for love

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Vamos descobrir porque Maura gritou!

— Chamem uma ambulância, essa criança ainda está viva. Ela está com a temperatura muito baixa, mas ainda está viva. Alguém me dê um casaco para tentarmos aquecê-la rápido. — Frank tirou o blazer entregou a Maura que envolveu a criança e a colocou sobre o peito.

— Precisamos de uma ambulância na 5 avenida, próximo a cafeteria Joe’s, temos um bebê que precisa de atendimento urgente. Diz Korsak pelo rádio. Alguns minutos depois, ao longe, se ouvia o som das sirenes. Quando os paramédicos chegaram Maura deu todas as informações necessárias para eles. — Daqui a pouco estarei no hospital, só preciso liberar o corpo dessa mulher. — Virou para sua equipe que estava no local e disse para irem começando todos os preparativos que depois ela iria para fazer a autópsia. — Jane, vamos ao hospital primeiro, nos certificamos que a criança está bem, depois voltamos para o BPD.

Jane concordou e saíram de lá rapidamente em direção ao Hospital Geral de Boston.

O trânsito agora parecia que queria irritar a morena. — Maura, vou ligar a sirene para conseguirmos chegar mais rápido ao hospital. — Maura concordou e assim a detetive fez, ligou a sirene do carro e saiu em disparada em direção ao hospital. Levaram cerca de 10 minutos para chegar lá. Estacionaram e desceram do carro e foram em direção à recepção.

— Detetive Rizzoli — Jane se identificou e mostrou o distintivo. Eles encaminharam as duas para a emergência onde o bebê estava sendo atendido. Esperavam os médicos falarem algo sobre a situação do bebê. Jane olhou para Maura e disse: — Maura, vai lá ver o que está acontecendo, eles estão demorando demais.

— Jane, meu amor, calma, deixa os médicos trabalharem, eles precisam se concentrar pra salvar a vida desse pequeno. — Jane apertava as cicatrizes, sem perceber o movimento que fazia. Quando a loira percebe esse movimento, segura a mão da namorada e sorri.

Do final do corredor surgiu um médico que veio em direção a elas. — Vocês são as detetives que estão acompanhando o caso do bebê? — Jane balançou a cabeça que sim.

— Detetive Rizzoli e esta é a Dra Isles, nossa médica legista — completou Jane.

— Prazer, eu sou o Dr Juan Mark. Vim explicar as condições do bebê. Ele teve um quadro de hipotermia devido a ter ficado muito tempo ao relento.

Jane olhou para Maura como se pedisse uma explicação melhor. — Jane, a hipotermia em bebês é comum, eles perdem calor com muita facilidade, a hipotermia pode causar tremores, resfriamento das mãos e dos pés, dormências nos membros, pouca energia, dificuldade de respirar e pulsação lenta entre outras coisas, como ele é muito pequeno não tinha como se proteger do frio. Se tivéssemos demorado mais uns 20 minutos ele teria morrido. A loira explicou e completou: — Ele foi deixado lá para morrer, Jane.

O médico concordou com a cabeça e Jane não podia acreditar no que estava ouvindo, quem teria sangue frio suficiente para deixar um bebê ao relento para morrer? — Dr Mark, ele está fora de perigo? — Jane pergunta.

— Então, Detetive, ele chegou muito mal aqui, mas deu tempo de salvá-lo. Ele foi aquecido e se encontra em observação na UTI.

— Como ninguém percebeu que ele estava vivo? — Pergunta Jane olhando para a legista.

— Jane, como ele estava com um quadro de hipotermia grave, o coração estava bombeando sangue pros órgãos vitais para tentar mantê-lo vivo por mais tempo. — A morena balançou a cabeça em compreensão. — Dr Mark, quanto tempo acha que ele ficará internado?

— Detetive Rizzoli não consigo te dar uma previsão, precisamos ter certeza de que ele não corre risco nenhum antes de liberá-lo, mas não se preocupem manterei vocês informadas. — Jane entregou ao médico um cartão com os dados para que ele pudesse falar com ela.

— Qualquer coisa não hesite em ligar. — Jane se vira pra Maura e diz: — Vamos Maura, temos muitas coisas a fazer. — E elas vão em direção ao estacionamento.

Entraram no carro e se dirigiram para o BPD para que a legista pudesse começar a autópsia da moça que foi encontrada morta e Jane ajudar nas investigações. Levaram cerca de 30 minutos do hospital até lá. Quando Jane estacionou o carro, Maura ia abrir a porta, mas a morena segurou em sua mão a impedindo de sair do carro. — Amor espero que esse caso não enrole, quero voltar logo pra casa e ficar bem juntinho com você.

Maura sorriu e se aproximou de sua namorada lhe dando um beijo que deixou ambas sem ar. Jane olhou para a legista e disse: — Maura, não tínhamos combinado que não contaríamos a ninguém?

—Não falei nada com ninguém, só beijei minha namorada. — Maura disse ironicamente. Jane olha para ela e pergunta:

— Com quem você está aprendendo a ser irônica?

— Com uma certa detetive muito durona que eu conheço.

— Preciso ter ciúmes dessa tal detetive?

— Acho que não. Ela não oferece riscos. Maura solta uma gargalhada e a morena a olha desacreditada com o que tinha acabado de ouvir. — What???? Espera pra ver então Dra.

Jane começou a rir e ao saírem do carro, disse: — Espero que ninguém tenha visto, senão o falatório será enorme.

Passaram pelas portas do BPD, Maura foi para o necrotério e Jane para sala dos detetives passar as informações sobre o bebê. Jane entra na sala dos detetives e vê Frank organizando o quadro e Korsak, pra variar, estava comendo uma de suas rosquinhas açucaradas.

— Acabei de voltar do hospital, o bebê se encontra em observação na UTI. O médico disse que por pouco ele não morreu. Ele foi deixado lá para morrer, mas como agimos rápido é bem provável que se recupere totalmente. — Jane falou orgulhosa — Maura foi para o necrotério iniciar a autópsia da nossa desconhecida. Korsak, alguma novidade na identificação da moça? — Pergunta Jane se virando para olhá-lo.

— Até o momento ainda não, Jane, estamos aguardando as digitais para ver se tem algo no sistema.

— Nenhuma denúncia de desaparecimento? — Ela olha para Frank que sacode a cabeça em negativo.

— Nada até agora. Teremos que esperar a Dra. Isles nos dizer alguma coisa.

— Vou até o necrotério ver se temos alguma novidade então.