Crazy for love

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Vamos lá pra mais um capítulo da nossa aventura.

Vou até o necrotério ver se temos alguma novidade então.

Jane sai da sala dos detetives e na mesma hora Frank vira pra Korsak e fala: — Você notou como elas estão estranhas hoje? Cheia de olhares e sorrisos uma pra outra.
Korsak balança a cabeça em negativo e diz: — É melhor você ficar fora do caminho da sua irmã, senão não demora e ela mete uma bala na sua cabeça. — solta uma gargalhada.
— Aposto com você duzentos pratas como elas estão juntas, fala Frank.
— Apostado. — afirma, Korsak.
Ao entrar no necrotério a detetive olha pelo vidro da porta e vê Maura debruçada sobre o corpo da mulher, já havia feito a incisão em “Y” e agora retirava o fígado e colocava na balança. Jane não cansava de admirar a legista, como ela podia ser tão linda. Como ela conseguiu esconder esse sentimento por tantos anos? Agora um sorriso bobo povoou seus lábios e ela só pensava em beijar novamente a namorada. Sacudiu a cabeça afastando esses pensamentos e entrou na sala onde Maura fazia a autópsia.
— Oi — diz Jane timidamente.
Maura levanta um pouco a cabeça, sorri e responde — Oi!
— Tem algo pra mim? — Pergunta Jane sem conseguir tirar os olhos de cima da legista.
— Sim, Jane, mas pare de me olhar desse jeito, senão não consigo me concentrar. Bem, o bebê é filho dela, já foi feita a confirmação pelo DNA. Olhe aqui. — Jane se aproxima mais do corpo e olha para parte de trás da cabeça da mulher, onde Maura aponta. — Ela recebeu uma pancada muito forte na parte de trás do crânio o que causou uma hemorragia cerebral. Essa foi a causa da morte. — Jane olha para Maura esperando por mais informações e a loira continua. — Pelo formato da parte que afundou no crânio dela, parece que utilizaram algo como um bastão, mas ainda não sei dizer qual material seria. — Concluiu a legista.
— Maura posso falar com você na sua sala? — A legista retira as luvas e segue Jane até sua sala sem entender o que está acontecendo.
Quando ela entra na sala, Jane fecha a porta e pressiona o corpo da loira contra o seu e a porta. Para surpresa de Maura, a morena a beija de forma intensa deixando ambas sem ar.
— Jay. — Maura geme o nome da morena que se arrepia inteira. Elas se afastam em busca de ar.
— Pronto, Maura, agora eu consigo prestar atenção no que você estava dizendo. — A loira olha para ela desacreditada. Não era possível que ela não tinha prestado atenção em nada.
— Jane, você não prestou atenção em nada que eu disse?
— Sim, Maura, eu sei exatamente o que você disse, mas não estava conseguindo me concentrar, sua boca tirou minha concentração. — Antes que a legista desse alguma explicação sobre aquilo, Jane a beijou novamente.
— Jay… — Maura empurra a morena. — Precisamos concluir esse caso logo, quero ir pra casa com você. — Jane se afastou e concordou com ela.
— Ok, então recapitulando, o bebê realmente é filho dela, foi deixado ao relento para morrer, sorte que chegamos a tempo. Ela morreu em decorrência de uma hemorragia cerebral, causada por uma pancada muito forte na parte posterior do crânio. Ela estava amarrada a algo certo? — Completou Jane.
— Sim — responde Maura. — Coletamos uma cola nas marcas dos pulsos e tornozelos, possivelmente deixadas por uma fita. Já mandamos para análise.
Depois de pegar todas as informações possíveis a detetive volta para a sua sala e quando ela entra Frank fica a encarando.
— O que você perdeu em mim? — Esbravejou Jane. Neste momento o computador de Korsak apita, avisando que tinham uma combinação para as digitais.
— Sabrina Nolan, 24 anos, já foi soldado do exército americano, por isso temos suas digitais. Voltou por conta da gravidez. Esclareceu Korsak.
Jane se vira pra ele e diz — Então o pai também é um soldado. Vou falar com a Maura pra ver se pelo DNA conseguimos identificar o pai.
— Jane, o bebê nasceu no hospital geral de Boston no dia 23 de julho, então ele tem somente 4 meses. Falou Frank.
— Como alguém tem coragem de fazer isso com um bebê tão novinho… vamos descobrir quem fez isso e colocar esse animal atrás das grades, vou descer ao necrotério e passar essas informações para Maura e ver se conseguimos através da amostra de sangue do bebê saber quem é o pai. Jane sai da sala dos detetives em direção aos elevadores, aperta o botão e aguarda o elevador chegar. Quando chega, ela entra e aperta o botão do andar do necrotério. Chegando lá ela vai direto conversar com a legista.
— Maur, tenho algumas informações que podem nos ajudar a resolver esse caso. Nossa vítima se chama Sabrina Nolan, 24 anos, ela era soldado do exército americano, voltou da guerra por conta da gravidez. O bebê tem quatro meses e nasceu no hospital geral de Boston. A legista ouve todas as informações que a detetive passou e logo conclui… — Jay, o pai da criança também deve ser do exército americano, vou cruzar a amostra de sangue do bebê com nosso banco de dados, acho que assim conseguiremos saber quem é o pai dele. Jane olha para Maura e diz: — Era exatamente isso que eu vim te perguntar, se poderia ser feito, pois o pai agora passa a ser nosso principal suspeito.
Maura vai até o computador e inclui os dados necessários para iniciar a pesquisa. — Jane agora temos que esperar até que a pesquisa seja concluída, isso pode levar horas. A legista pontua. — Já está tarde, e não temos nenhuma pista até o restante dos resultados saírem e também o resultado de nossa pesquisa. Vamos pra casa descansar um pouco e voltamos amanhã cedo, diz Maura.
— Vou avisar os outros que vamos embora e voltamos amanhã bem cedo. Quer subir comigo ou esperar no carro? Pergunta Jane. — Vou com você amor… Jane sorri e juntas elas pegam o elevador para subir até a sala dos detetives, chegando lá avistam somente Frank fazendo algumas anotações. — Frank, estamos de saída e voltamos amanhã pela manhã, ainda faltam alguns resultados para que possamos seguir com as investigações, então vamos descansar e acho melhor você ir também porque amanhã o dia promete.
— Já estou de saída também, só estou terminando minhas anotações. Boa noite Pra vocês duas. — Boa noite Frank elas falam em uníssono. As duas se dirigiram para o elevador e aguardaram até que as portas se abrissem. Quando finalmente elas entraram e as portas se fecharam Jane puxa Maura para junto de seu corpo e lhe dea um beijo cheio de segundas intenções. O elevador parou no térreo e elas se separaram rapidamente e andaram em direção ao carro.
Depois de 15 minutos Jane estacionou na frente da casa de loira. Entraram juntas e Maura trancou a porta, mas não conseguiu dar nem um passo, pois a morena já havia prendido seu corpo entre ela e a porta. A legista foi surpreendida por um beijo de tirar o fôlego.

Notas finais
Espero não demorar muito pra voltar!