Crazy for love
2 Capítulo 2
Notas iniciais
A morena apertou as coxas da loira que soltou um gemido de aprovação, mas Jane travou e se afastou novamente. A loira a olhou confusa, sem entender o que estava acontecendo, elas estavam tão felizes, tão bem. O que será que havia acontecido para a morena se afastar dela dessa vez?
— Jane o que foi? Eu fiz algo que você não gostou?
— Não Maura, é que... como vou explicar? — a morena olhava para o próprio pé. – É que... eu… — Jane não conseguia concluir sua frase, estava sem graça.
— Jane, amor, olha para mim. Maura tentava acalmar a amada. — Se você estiver com medo por nunca ter ficado com uma mulher antes, não se preocupe, porque o máximo que eu cheguei perto disso foi um selinho. Jane arregalou os olhos – Como assim você já beijou uma mulher, Maura?
— Foi na época da faculdade e não teve importância nenhuma, tanto que foi só um selinho, não seja boba, Jane. Não precisamos ir em frente se você não estiver segura. Podemos ir com calma e quando acontecer, iremos aprender juntas. As palavras de Maura fizeram Jane esquecer o receio e avançar sobre ela novamente.
Jane beijou sua loira com toda a intensidade, passando a mão pelos seus braços, sua cintura, seu abdômen. Maura se arrepiou inteira e apertou os braços mais forte em volta da morena. Jane pegou Maura no colo e a loira abraçou sua cintura com as pernas e foi caminhando em direção as escadas com Maura em seu colo.
Elas esbarraram em vários móveis e paredes até alcançarem o quarto da loira. Jane colocou Maura no chão, já puxando a loira pra mais perto de seu corpo, não conseguia ficar longe dela.
Jane olhou para Maura e perguntou — Você tem certeza que quer dar esse passo? Tenho medo de fazer algo e te machucar...
Maura colocou o dedo nos lábios de Jane, fazendo ela se calar. — Jane eu quero tudo que esse relacionamento pode nos oferecer, mas não quero que você se sinta mal. Vamos até onde você se sentir confortável, está bem assim?
Jane balançou a cabeça em sim e pensou... Como Maura podia ser tão aberta nesses assuntos, ela falava sobre sexo sem nenhum pudor. Para ela era tudo muito natural, já para Jane era difícil falar sobre esse assunto. Ela estava com medo e nervosa, mas queria conhecer Maura por inteiro. Quando foi beijar a loira o telefone deles tocou. — Droga, acho que teremos que esperar meu amor.
—Rizzoli… mande o local por mensagem por favor.
— Dra Isles… estamos a caminho.
Elas foram até o local do crime no carro da morena. Enquanto passavam pelas ruas de Boston, que nessa noite, por um milagre, estavam tranquilas, elas se olhavam e sorriam. Jane colocou a mão na coxa de Maura e apertou de leve. — Maura, acho melhor mantermos nosso relacionamento em segredo, tenho medo do que as pessoas vão falar.
A loira olha pra ela e diz: — Você não quer me assumir pra sua família e pros nossos amigos Jane? Ela fala brincando, mas a morena se preocupa e tenta se explicar. — Não é nada disso Maura, é só que tudo ainda é muito novo, começamos a namorar hoje, temos muito o que conversar.
A legista cai na gargalhada e Jane vira rapidamente para olhar a namorada. — Estou brincando meu amor, no momento certo a gente conta para todo mundo. Só não sei se vou conseguir ficar longe de você e quando estiver perto não sei como farei para não te tocar. Jane sorriu e disse que também não sabia como seria, mas elas teriam que manter o profissionalismo perto dos outros detetives.
Chegaram ao local do crime que já estava cheio de policiais e curiosos. Passaram por baixo da fita amarela que estava isolando o local. Frank se aproximou delas, olhou para Jane e disse — O que aconteceu com você? Está diferente.
— Frank, para de olhar para mim, não sou a vítima aqui — Tentou desconversar. — O que temos?
— Você não vai gostar… Mulher branca, sem identificação até o momento e…
— Desembucha de uma vez Frank, não tenho a noite toda, amanhã é meu dia de folga e quero resolver logo isso e voltar para casa... e para minha namorada — Essa última parte ela não falou em voz alta, foi somente um pensamento que fez um sorriso bobo aparecer em seus lábios o que não passou despercebido por Frank, que somente guardou a informação, ele iria descobrir o que estava acontecendo.
— Janie, você está me ouvindo??? Acorda! Você não quer saber o que mais tenho a dizer? — Pergunta o irmão já impaciente.
— E o que mais Frank, fala logo. — esbravejou Jane
— Então como eu estava dizendo. Mulher branca, sem identificação e… — respirou fundo e continuou- Um bebê… — baixou a cabeça.
Jane arregalou os olhos e olhou para o irmão. — Odeio quando há criança envolvida. — Vem Maura, vamos ver o que você pode nos adiantar. — Olhou para Maura e balançou a cabeça em negativo. Já sabia que ela iria dizer que só poderia confirmar alguma coisa após a autópsia. Mas a loira somente baixou o olhar e caminharam até onde os corpos estavam. Nesse momento avistaram Korsak.
Maura se ajoelhou perto da mulher e fez um exame preliminar. — Pela rigidez do corpo ela está morta a aproximadamente 8 horas, tem marcas nos pulsos e tornozelos, e uma contusão no crânio, mas preciso de mais exames para determinar a causa da morte.
— E o bebê? — Perguntou a detetive.
Maura foi para junto do corpo da criança. Arregalou os olhos, olhou para os três detetives que a olhavam apreensivos e gritou...
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