Crazy
3 Pensamentos
Notas iniciais

POV – Scorpius Malfoy
Bati em minha própria testa, como não percebi os sobrenomes?
A mãe de Alvo se chamava Ginevra Weasley Potter e os primos que eu conhecia por causa de James, O Fred e a Roxanne.
– Sua mente está trabalhando rapidamente, não está? – perguntou ele com um sorriso idiota no rosto e uma das sobrancelhas erguidas.
– Como não percebi o sobrenome? – perguntei revirando os olhos.
– É a cor de seus cabelos – disse ele bagunçando meus fios e eu bati em sua mão.
– Não enche – respondi e ele parou de tentar mexer no meu cabelo – Sua prima também é loira!
– Ela é um caso a parte – disse ele dando de ombros.
– Sei – resmunguei e fui até o bar pagar a bebida que eu havia tomado.
– E então, rapaz? – perguntou o Carlo – Vai vir mais vezes?
– Com certeza.
POV – Rose Weasley
– Nós arrasamos! – disse Dominique assim que saímos do palco.
– Arrasamos! – concordei rindo.
Fomos até um camarim improvisado que tinha ali e trocamos de roupa.
– Se eu pudesse não tirava esses vestidos brilhosos, nunca! – disse a loira, já com seus jeans e abraçando o vestido preto.
– Na vida anterior você deve ter sido um vagalume – disse revirando os olhos e tirando aquela tiara da cabeça.
– Não enche, Weasley! – ela disse revirando os olhos e eu sorri.
– Te digo o mesmo, Weasley! – ela bufou e jogou o vestido dentro da mochila, junto com as bijuterias e os saltos altos.
Fechei os botões do calça jeans e abri minha mochila colocando o vestido ali dentro, com a tiara e os saltos.
– Eu odeio ter que ir embora daqui! – disse ela e eu concordei com a cabeça.
– Digo o mesmo.
Saímos do camarim e descemos os cinco degraus que davam para o salão da boate, algumas pessoas vieram falar conosco e depois de cumprimenta-las saímos de lá.
– Quer uma carona? – perguntou Dominique e eu revirei os olhos.
– Adivinhe? – perguntei cruzando os braços. Pergunta besta, ela me levava e buscava em casa todos os dias.
– Entre, ruiva.
– Obrigada – disse ironicamente e ela deu um sorrisinho falso, eu abri a porta do carro e joguei minha mochila no banco traseiro, assim como ela.
Dominique ligou o rádio e uma das músicas que nós mais gostávamos.
– Ai, meu Deus! – disse sorrindo e joguei a cabeça para trás.
– Você começa! – mandou ela e eu respirei fundo e concordei com a cabeça.
Oh, baby, baby – comecei a cantar junto com a cantora e Dominique riu -
Como eu poderia saber
Que alguma coisa por aqui não estava bem
Oh, baby, baby
Eu não deveria ter deixado você partir
E agora você está longe de mim, yeah
Mostre–me como você quer que seja
Diga–me, baby, porque eu preciso saber agora
Oh porque
Minha solidão está me matando – Domi começou a cantar e eu gargalhei, me responsabilizando pela segunda voz (E eu)
Eu tenho que confessar, ainda acredito – novamente fiquei com a segunda voz (Ainda acredito)
Quando não estou com você eu perco a cabeça
Dê-me um sinal, baby,
Venha para mim, baby, mais uma vez
Ela continuou cantando e fez sinal para que eu cantasse também.
Oh, baby, baby
Você é minha razão de viver
Garoto, você me cegou
Lindinho,
Não há nada que eu não faria por você
Não foi assim que eu planejei
Mostre-me como você quer que seja
Diga-me, baby, porque preciso saber agora
Oh porque
Comecei a cantar sozinha e foi a vez dela de se responsabilizar pela segunda voz.
Minha solidão está me matando (E eu)
Eu tenho que confessar, ainda acredito (Ainda acredito)
Quando não estou com você eu perco a cabeça
Dê-me um sinal, baby,
Venha para mim, baby, mais uma vez
Oh, baby, baby
Oh, baby, baby
Oh, baby, baby
Como eu poderia saber
Oh, lindinho
Eu não deveria ter deixado você ir
Apontei para ela que começou a cantar sozinha.
Eu tenho que confessar que minha solidão
Está me matando agora
Você não sabe que eu ainda acredito
Que você vai estar aqui
E me dê um sinal
Venha para mim, baby, mais uma vez
Minha solidão está me matando (E eu)
Eu tenho que confessar, ainda acredito (Ainda acredito)
Quando não estou com você eu perco a cabeça
Dê-me um sinal, baby,
Venha para mim, baby, mais uma vez
Começamos a cantar juntas nos revezando na segunda voz.
Eu tenho que confessar (minha solidão)
Que minha solidão (está me matando)
Está me matando agora (eu tenho que confessar)
Você não sabe que eu ainda acredito (ainda acredito)
Que você vai estar aqui (quando eu não estou com você eu perco a cabeça)
E me dê um sinal.
Venha para mim, baby, mais uma vez!
Caímos na gargalhada e ela bateu na minha mão.
– Isso foi horrível! – disse rindo e ela concordou com a cabeça.
Depois de uns dez minutos chegamos a minha casa e eu suspirei.
– Chegamos – disse ela parando em frente a minha porta.
– É, eu sei – disse concordando com a cabeça.
– Quer dormir lá em casa? – perguntou ela com as sobrancelhas arqueadas.
– Não – disse me estendendo para pegar a mochila no banco traseiro – Eu estou bem.
– Qualquer coisa, manda uma mensagem e eu te busco para gente fugir – disse ela rindo.
– Fugir para casa de Nicholas, você quer dizer.
– Exatamente! – disse ela e eu me permiti rir novamente.
– Melhor eu entrar – disse olhando para porta.
– Tudo bem, até amanhã! – ela me abraçou e eu a abracei de volta.
– As quatro? – perguntei saindo do carro e me apoiando na janela.
– As quatro.
Parei em frente a porta e a observei dando partida. Peguei a chave na mochila e abri a porta.
Nada do meu pai.
Guardei a chave na mochila novamente e fui em direção à cozinha.
– Onde estava? – perguntou uma voz meio arrastada e eu virei para trás. Meu pai estava largado em uma poltrona com uma garrafa de Wiskey pela metade a sua frente e um copo na mão.
– Com Dominique.
– Com Dominique – ele me imitou e eu franzi as sobrancelhas me encostando na parede – Não foi essa a minha pergunta, eu perguntei onde você estava!
– Como se você se importasse muito – devolvi secamente, minha voz não estava exaltada como a dele.
– Tem razão – disse ele tomando o conteúdo que sobrava no copo de uma só vez e o enchendo novamente – Quem se importa com você?
– Do que você está falando? – perguntei sem ter certeza de que queria saber.
– Sua mãe mesmo te largou – disse ele dando de ombros – É tudo culpa sua!
– Não é tudo culpa minha! – respondi com minha voz não tão tranquila quanto eu esperava, passei as duas mãos no cabelo e respirei com força.
– Por qual outro motivo ela teria nos largado? – perguntou ele e deu um gole – Ahn? Qual outro motivo?
– Talvez por você ser um bêbado! – respondi e fui para cozinha.
– Eu não sou bêbado! – ele gritou do lugar que estava.
Revirei os olhos e peguei uma garrafa d’água, passei pela sala o deixando falar sozinha e subi as escadas para o meu quarto.
Joguei a mochila com brutalidade ao lado da minha cama e me joguei na mesma, tapando o rosto com as mãos.
– Rose, você precisa de um banho – disse para mim mesma e me levantei, indo em direção ao banheiro do corredor.
POV – Scorpius Malfoy
Eu não vi mais Rose, ela já deveria ter indo embora sem que eu percebesse ou algo assim.
– Então quer dizer que você vai voltar? – perguntou Alvo sorrindo quando paramos em frente a casa dele.
– É, o lugar é bem legal – disse dando de ombros.
– O lugar ou minha prima?
– Não sei do que você está falando.
– Rose – cantarolou ele.
– Não enche – disse revirando os olhos – Eu e Annie terminamos hoje! Não sei nem se a gente vai voltar e você já quer jogar sua prima, para cima de mim?
– Só uma observação – disse Alvo abrindo a porta do carro – Annie não chega nem aos pés de Rose.
– Tudo bem – disse levantando o polegar – Anotado.
Ele saiu do carro e eu acenei uma última vez antes de dar partida, cheguei em casa e tentei abrir a porta o mais silenciosamente o possível.
Entrei e não havia ninguém na sala, fui para o meu quarto tomando cuidado para que aquelas escadas não rangessem. Não rangeram.
Abri a primeira porta do corredor lentamente, meus pais dormiam tranquilamente. Fechei a porta do quarto deles com cuidado e fui para o meu próprio quarto.
Me joguei na cama e apaguei no mesmo momento.
Naquela noite dormi como a muitas não dormia.
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