Crônicas de um Marido Bruxo

1 Prólogo - Uma Rotina Tediosa


Notas iniciais
Olá, leitores. Espero que apreciem o começo de uma nova história. Espero que sintam-na da mesma forma que a escrevo, e que reflitam. Desde já, desejo uma ótima leitura a todos.

Como todo bom inglês, Rickard era extremamente pontual. Gostava de apreciar um bom chá. Praticava rugby aos fins de semana. Trabalhava em um bom escritório. Tinha um carro bonito. Tinha uma casa bonita. Uma esposa bonita. Escondia ser um bruxo de todos os trouxas.

Escondia inclusive de sua mulher, Cristhine, uma legítima trouxa, com sangue trouxa a pelo menos 15 gerações. Um prodígio como engenheira, fazendo aqueles milhares de cálculos desnecessários de trouxa. Uma exímia cozinheira nas horas vagas, utilizando até mesmo suas mãos para cozinhar (um fato que divertia muito a mãe de Rickard).

Mas, como toda trouxa, não poderia saber a real natureza de Rickard. Afinal, leis são leis, e ele não era o tipo que gostaria de ser preso – Azkaban não era um lugar onde quisesse estar, ainda mais com seus ternos e sapatos de camurça. O jeito era esconder, mesmo de sua esposa, o fato de ser um bruxo.

Para todos os efeitos, Rickard trabalhava como bancário em um banco. Na verdade, trabalhava para o Ministério da Magia, no Departamento de Transportes Mágicos, encarregado do Controle de Aferição de Vassouras. Um trabalho monótono e sem graça, mas bem remunerado.

Apesar da rotina insossa de seu trabalho, o ofício lhe concedia certos benefícios. Vez por outra recebia vassouras de presente das maiores empresas do ramo. E, embora detestasse seuemprego, era fã de receber coisas de graça. Fosse o que fosse. Tinha até mesmo construído uma ala secreta em sua casa, feita para guardar suas parafernalhas, uma sala repleta de itens mágicos de pouca importância e uma parede toda adornada com as vassouras que colecionava (o trabalho lhe propiciara um certo gosto por vassouras, ainda que detestasse admitir isso).

Fora um desafio para si criar tal sala, uma vez que nunca fora um exímio estudante. Tivera de pedir ajuda de Nolan, seu velho amigo de Hogwarts, para ajudá-lo a escondê-la. Moravam nessa casa há pelo menos dois anos, feita sob medida pelo casal, planejada mesmo antes do casório, e Cristhine sempre teimava com o fato de a casa não seguir corretamente a sua planta, uma vez que lhe faltava um cômodo – fora preciso que Nolan ajudasse-o também com isso, tentando alterar a memória da esposa do amigo, afinal, não iria Rickard enfeitiçá-la correndo o risco de transformar seu cérebro em um cérebro de trasgo.

Todos os dias Rickard tomava seu café preto com salsichas, ovos e bacons, lendo seu jornal. Despedia-se de sua mulher com um curto beijo. Almoçava no Ministério. Fazia a mesma piada sobre vassouras e mulheres para sua secretária. Voltava para casa sempre no mesmo horário. Tomava um banho. Jantava sempre tomando uma xícara de chá.

Mas, eventualmente, aventurava-se.

Notas finais
Obrigado por ler este capítulo! Se gostou, continue lendo! Espero que a história os cative.