Crônicas de Uzumaki Naruto:
10 Decisão:
Imediatamente, eu usei o meu Hiraishin no Jutsu para ir até Hinata. Acho interessante ressaltar que quando eu marcava o meu chakra em alguém com nível de chakra inferior ao meu, a marca energética ficava para sempre, afinal, o meu chakra era o próprio selo do Hiraishin no Jutsu. Enfim, era óbvio que o Clã Hyuuga pretendia se livrar de Hinata, pois por qual outro motivo ela teria que sair da vila? Vejam, ela ia supostamente treinar para ser melhor na Academia, mas eu recebi detalhes de que ela era uma das melhores alunas de lá, outro detalhe era que o plano era muito bom: algum encarregado ia se livrar dela através de treinamento e ele poderia voltar para Konoha e relatar que, "infelizmente", ela morreu de tanto se esforçar.
"Tudo porque eles querem que a Hanabi seja a herdeira", eu pensei com desgosto, ao aparecer ao lado de Hinata. Prestei atenção no local e era uma floresta, ainda no País do Fogo. Olhei para a minha doce amiga e percebi que ela estava desmaiada no gramado, respirando com dificuldade.
– O moleque-raposa!? — uma voz questionou de maneira incrédula. Imediatamente olhei para a direção. O encarei com ódio. Era um homem de pele clara, um cabelo curto e castanho e olhos perolados, com certeza era um Hyuuga e o responsável por tal "treinamento".
Depositei a mão no peito da Hinata, para ver se o coração ainda batia, me aliviei com a resposta positiva e suspirei.
– Você me enoja — eu disse para o homem, me virando para ele novamente. — Como ousa tentar matar a minha grande amiga!? — era tudo que eu dizia.
– Não entendo o que você está dizendo, moleque-raposa — o homem me dizia, num tom sarcástico. — Eu apenas estava a treinando.
Não suportei tamanha falsidade e, com minha velocidade, corri até ele e lhe acertei um soco, o fazendo cair alguns metros para trás. Eu sentia um enorme poder dentro de mim, uma enorme ódio, mas eu percebi que aquilo era coisa da Kyuubi, então eu não deveria deixar isso me dominar. Respirei fundo e procurei adquirir um vazio mental momentâneo, voltando ao normal.
– Seu demônio! O que pensa que está fazendo!? — o homem indagou, irado, se levantando e fazendo sua pose de luta.
– A Hinata realmente é incrível, sobreviveu por duas semanas e apenas está inconsciente, mas ela não vai durar muito. Então vou ter que te matar e levá-la para um hospital — foi o que eu disse, tentando parecer despreocupado.
"Esse cara parece ter um nível de chakra bom, provavelmente não vou poder usar o meu Hiraishin nele, ou melhor, eu não preciso usar nele, então...", eu pensei e cheguei numa decisão. Comecei a concentrar toda a tensão do meu corpo e forçá-lo a se tornar mais forte, abrindo o primeiro portão. Senti um poder alaranjado surgir em mim, era pura força física, só isso seria o bastante para eu acabar com aquele Hyuuga.
Ele correu até a mim, tentando me acertar um golpe, mas me agachei rapidamente, escapando do golpe e saltei, lhe dando um chute no pescoço, o quebrando. Ele ainda ficou vivo por alguns instantes, ele realmente era bem resistente.
– Há um motivo para me chamarem de Raposa Homicida de Konoha quando eu estava na ANBU, afinal — eu disse.
Me dirigi até Hinata, eu tinha que ser rápido, então me transportei ao único lugar que me vinha a mente, o País da Grama, com Hinata em meu colo, claro. Ativei o segundo portão e comecei a correr até uma vila próxima, em alta velocidade, mas eis que vi algo curioso: vários homens encapuzados e com bandanas de Otogakure cercando uma garota da minha idade. Eles me pararam, pois estavam em meu caminho, então eu não perdi tempo e os matei, um por um, eram uns cem e isso levou uns vinte e sete segundos, foi tempo demais para matar aquelas escórias.
– Droga, eu perdi tempo! Obrigado, garota! — eu disse, me virando para ela, havia desativado o portão. Era uma garota de óculos e pele clara, assim como um cabelo muito vermelho.
– V-você... m-me salvou! — ela disse.
– Que seja, você vai salvar a minha amiga? Acho que não — foi o que eu disse, ironicamente.
– Na verdade, vou sim. É o mínimo que posso fazer — foi o que ela disse, a garota. — Por favor, coloque a garota no chão — ela pediu. Eu estranhei, mas como não tinha opção, pois tinha que salvar a Hinata, eu obedeci.
A garota estranha se dirigiu até a mim e a Hinata e pegou o braço dela, o mordendo. Eu senti vontade de gritar, não entendi nada, mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa — como trucidar a garota por ter mordido a Hinata -, eu notei que os ferimentos da minha amiga estavam se desfazendo, estavam desaparecendo.
– M-mas... o-o que você fez!? — eu perguntei.
– Eu salvei sua amiga — a garota estranha de óculos disse, se virando pra mim -, essa é uma habilidade minha.
Notei que Hinata estava querendo acordar, com os olhos fechados trêmulos, até que os abriu.
– N-Naruto-kun? — ela perguntou, me olhando fracamente. Prontamente fui até ela, me agachando.
– Você está bem!? — eu perguntei, assustado.
– Sim, Naruto-kun, obrigada por estar aqui — Hinata disse, fracamente, eu abaixei a cabeça.
– Não me agradeça, eu não fiz nada — uma fina lágrima escorreu pela a minha face. — Eu não quero que nada de ruim aconteça a você, é simples assim — eu disse, tentando parecer frio. Fiquei olhando para ela por alguns vários instantes, até que me lembrei da dívida eterna que tinha para com a garota de óculos.
– Ei, garota — eu disse para a garota de cabelo vermelho -, qual é o seu nome? E por que os ninjas de Otogakure estavam atrás de você? — eu perguntei.
– O meu nome é Karin e eles estavam atrás de mim porque sou parte de um clã extinto — ela disse, eu arqueei uma sobrancelha e, então, me lembrei dos cabelos de Satoshi, aquele espírito que conversei anos atrás.
– Por acaso o seu clã não é o Uzumaki, é? — eu questionei.
– C-como você sabe!? — Karin perguntou, visivelmente assustada. Eu sorri.
– Prazer, me chamo Uzumaki Naruto — eu finalizei a conversa necessária para aquele dia.
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