Crônicas de Uzumaki Naruto:
11 Trato:
Karin era uma pessoa estranha — ela ficava sempre olhando para mim e para Hinata, como se nos avaliasse. Em pouco tempo, descobri que ela tinha habilidades interessantes, como não só a primeira que vim a conhecer, que é a de curar ferimentos de alguém com uma mordida na pessoa, como também a habilidade de sentir e rastrear chakra. Era incrível. Decidimos, então, que ela seguiria viagem comigo por tempo indeterminado para ficar segura das garras de Orochimaru. Hinata já estava muito melhor, praticamente normal, e já caminhava conosco. Lembro-me de que eu e as duas garotas estávamos em um hotel — eu tive que voltar para o meu quarto em Konoha usando o meu Hiraishin no Jutsu e pegar todo o meu dinheiro guardado.
Não iria voltar para Konoha, Hinata estaria em perigo lá. Eu paguei um quarto para mim, mas como o hotel estava cheio, pois aparentemente aquela era uma área rica em turismo, a vila, eu paguei um quarto para mim e Hinata e um para Karin. A Karin falava pouco, mas me revelou algumas coisas de suas habilidades, achei interessante, mas enfim, o serviço do hotel era de altíssima qualidade e éramos bem tratados e alimentados. Era fantástico, muito luxo.
O lado constrangedor era que Hinata insistia para que eu não dormisse no chão, que ela poderia fazê-lo, então concordamos, com muito custo, em dividirmos a cama, que era bem grande (de casal). O lado bom do lado constrangedor é que tivemos muito tempo para conversarmos ali, em que Hinata me contou os horrores do seu treinamento mortal. Decidi que a treinaria depois, assim que executasse o meu último plano para reerguer o meu clã e descobrir mais sobre o meu passado. Hinata concordou em não voltar a Konoha, me senti aliviado, pois não me imaginava mais sem sua companhia, frieza a parte.
Quando Hinata já estava dormindo, naquela noite, me sentei na cama em posição de lótus, fechei os olhos e meditei profundamente, talvez por horas, não sei. Então acordei, novamente, fora do meu corpo, naquele mesmo quarto. Estava na cama, perto do meu corpo físico, então me levantei, procurando a pessoa que queria com os olhos. Notei que ali estava Satoshi, de pé na frente da cama.
– Você é bem perspicaz, garoto — Satoshi disse.
– Ah, boa noite, Satoshi, era contigo mesmo que queria falar — eu disse. — Queria ter mais informações sobre o Clã Uzumaki, sei que eles faziam parte de uma vila chamada Uzushiogakure, mas essa informação que consegui por aí é muito rasa.
– Realmente, criança, não é mesmo o suficiente a se saber. Pois bem, eu posso lhe propor algo que pode ser bem proveitoso — Satoshi disse.
– O que é quer propor? — questionei.
– Eu posso me acoplar em sua aura e, assim, ter uma voz ativa em sua consciência, podendo lhe ajudar a encontrar Uzushio e até lhe ensinar técnicas. Em troca, não vou descansar até que você reconstrua a vila, posso até mesmo te assombrar pra isso — foi o que ele disse.
– Tsc — eu fiz em desdém -... não seja idiota! Se você ficar em minha aura, eu posso te expulsar com o poder da Kyuubi e me livrar de você — eu respondi.
– De fato, mas não me impediria de te assombrar — ele me falou, com um sorriso macabro. Eu suspirei.
– Ok, trato feito — foi o que eu disse. — E agora, o que devo fazer?
– Volte para o seu corpo e deixe o resto comigo — Satoshi disse. — Como você é perito em meditação, reconhecerá facilmente a minha voz — ele finalizou. Eu obedeci, me concentrando em meu corpo e voltando a ele. Em seguida, senti uma energia alheia a mim ao meu redor, grudando em mim. — Está feito — ouvi a voz de Satoshi em minha mente.
Como a minha ligação com ele era rasa, ele não poderia tomar controle do meu corpo, nem mesmo quando eu estivesse dormindo, pois para isso acontecer, ele deveria substituir a minha consciência pela a dele, o que seria impossível naquelas condições. Pensando nisso, eu decidi ir dormir, pois teria um longo dia de buscas pela a frente.
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