Covenant of Risk
10 Shadows Everywhere - Parte 1
Notas iniciais
Assim que acordei eu imaginava que aquele dia seria completamente igual aos outros, eu iria para a escola, faria algo no grupo de dança. E após tudo isso eu combateria o crime como a Fortis, exatamente como sempre. Mas eu estava completamente errada.
Depois de me arrumar, minha mãe me deixou na escola. Após as aulas e o ensaio com o grupo de dança que dessa vez até que foi bem rápido, eu vesti o uniforme e fiz a patrulha. Até que não encontrei nada muito interessante, Seattle não é tão movimentada quanto Nova Iorque no quesito crimes, mas no final acabei encontrando um babaca que tinha tentado assaltar uma casa e ficou preso na cerca quando tentou sair. Que droga! Será possível que as Heroína de Seattle (nome bem bosta, aliás) tenha ficado com todos os vilões interessantes? Isso não é justo!
As coisas pareciam que não iam melhorar em nada até que eu recebi uma mensagem um tanto interessante no celular.
[Desconhecido]: Quer um caso digno dos melhores seriados de super-heróis? Siga as minhas instruções.
Eu não sei quem mandou aquela mensagem e é claro que fiquei desconfiada, mas a minha curiosidade falou mais alto.
[Bianca]: Quem é você? O que você quer? É uma armadilha, não é?
Eu mandei a mensagem e logo a pessoa me respondeu.
[Desconhecido]: Acredite, se eu quisesse fazer algum mal à você, eu já teria feito!
Quem diabos é essa pessoa?
[Bianca]: Não me convenceu!
.
[Desconhecido]: Tenho certeza de que o seu pai deveria ser tão desconfiado quanto você!
Como… Como ele sabe sobre o meu pai? Isso… Não é possível!
[Bianca]: Quem diabos é você? O que você quer?
.
[Desconhecido]: Você terá a resposta para todas as suas perguntas se seguir as minhas instruções
Se ele sabia sobre o meu pai, significava que eu podia não escapar dele, seja lá quem fosse. O jeito seria jogar esse maldito jogo.
[Bianca]: O que eu tenho que fazer?
.
[Desconhecido]: Apenas vá ao local indicado
Em seguida eu recebi uma mensagem com um endereço, eu o segui e acabei chegando a um prédio antigo e abandonado, o que era estranho para uma cidade como Seattle. Eu andei pelo prédio tentando achar algo ou alguém que deveria ser achado até que encontrei o seguinte cartaz:
Andar 21 – Sala 2
Eu deveria mesmo fazer isso? Talvez indo até a tal sala eu descobrisse, ou fosse morta. Mas foda-se, eu não tinha nada a perder mesmo. Eu subi as escadas e fui até o andar 21. Quando cheguei lá, eu escutei algumas vozes vindas da tal sala 2 e entrei lá empunhando uma arma e para a minha surpresa eu não encontrei a tal pessoa lá e sim a Ally, a Kat, uma menininha bem pequena, uma que parecia uma pré-adolescente e um cara negro que me parecia bastante familiar.
— Bianca, o que você está fazendo aqui? — A Ally perguntou ainda mais confusa que eu.
— O que todos vocês estão fazendo aqui? — Eu questionei.
~*~
Eu acordei e a primeira coisa que eu fiz foi olhar o notebook e verificar como estava o programa, eu consegui melhora-lo, mas acho que ainda não é o suficiente para silenciar um sistema como o JARVIS por pelo menos quinze minutos. O jeito era continuar tentando, afinal tínhamos apenas mais dois meses.
Depois das aulas eu fui buscar a Carrie na creche e para a minha surpresa, ela estava se socializando, isso é tão estranho para a Carrie.
— Até mais Judy — a Carrie se despediu da menina ao lado dela em um tom de voz que nem parecia o dela, parecia mais o de uma criança normal de cinco anos de idade.
— Até amanhã Carrie — a outra menina se despediu e eu e Carrie tomamos o rumo de casa.
— Acho que estou em algum tipo de realidade paralela — comentei.
— Não exagera Amélia! — A Carrie respondeu para me irritar de propósito. Odeio que me chamem de Amélia! Ô nomezinho sem graça!
— Amy — corrigi irritada.
— Conseguiu alguma coisa com o programa? — A Carrie perguntou sobre aquele programa que eu estava tentando aperfeiçoar, mas como eu sou apenas uma criança de doze anos que é bem levemente acima da média em computação e matemática, as coisas ainda não haviam andado muito.
— Quase nada? — Eu respondi. — Descobriu o local exato de onde a Kat guarda o traje invisível?
— Essa foi fácil, estava na quarta gaveta da direita do guarda-roupas da Ally — pelo menos a Carrie havia conseguido alguma coisa. — Mas eu preciso frequentar o apartamento da Ally com mais frequência.
— Agora com o retorno da equipe isso já é meio caminho andado — pelo menos para alguma coisa aquela tal de Shadow havia prestado. — Agora só precisamos arrumar um jeito da Kat nos levar.
Quando chegamos em casa, eu consegui convencer o meu pai a deixar eu e a Carrie irmos ao apartamento da Ally. Chegando lá, eu percebi que a tia dela não estava lá (de novo!). É estranho como convenientemente ela quase nunca está lá.
A Ally e a Carrie estavam na cozinha enquanto eu e a Kat ficamos na sala. Quando eu ia entrar no assunto da FGI, a Kat fez isso primeiro e falou sobre o quão animada ela estava para o evento.
— Bem que eu queria ir — eu soltei fazendo a cara mais fofa e triste que eu conseguia, eu não era tão boa quanto a Carrie, mas não custa tentar.
— Sabe, eu posso levar três pessoas comigo, e como a Ally já vai como convidada da Escola por causa do jornal e eu com certeza não vou levar os meus pais, talvez eu possa levar você e a Carrie — era tudo o que eu precisava.
— Sério? — Eu fingi surpresa.
— Sim, mas como vocês são crianças e eu e os outros somos menores de idade, provavelmente o pai de vocês terá que ir com a gente e ocupar a terceira vaga — a Kat explicou. Aquilo poderia ser um problema, mas talvez eu só precisasse fazer a mesma cara que eu fiz para a Kat e tudo daria certo.
— Ok, depois você me ajuda a convencê-lo? — Eu pedi.
— Eu vou tentar — a Kat respondeu e então a Ally e a Carrie saíram da cozinha um tanto assustadas. — O que aconteceu?
— Apenas ouçam — a Ally colocou o celular dela no viva-voz.
— Olá! — Uma garota disse do outro lado da ligação. Eu reconheci aquela voz na hora, era a Shadow!
— O que você quer? — A Kat perguntou irritada.
— Nossa Kat, sabia que stress faz mal? — A Shadow debochou, que criaturazinha irritante!
— Fala logo o que você quer! — A Carrie insistiu.
— É simples, resolvam o enigma e me encontrem — a Shadow disse e eu não entendi merda nenhuma!
— Que enigma? — Eu perguntei.
— O lugar onde a Ally colocou uma arma na cabeça do passado e a invenção da Kat quase não foi o suficiente para salvar a Amy — em seguida ela desligou a ligação. Eu me lembrei de quando o Soldado Invernal apareceu e jogou alguma coisa em mim que fez o traje invisível desligar. Quando eu achei que ia morrer, a Ally apareceu e apontou uma arma para a cabeça do mesmo cara que havia matado os pais dela.
— Acho que a resposta para esse enigma é bem óbvia — eu conclui.
Fomos até o tal prédio abandonado e fomos andando sem rumo por lá até encontrarmos um cartaz com os escritos:
Andar 21 – Sala 2
— Acha que é para irmos lá? — A Ally perguntou.
— Eu não me lembro desse cartaz na última vez que estivemos aqui, então é provável que sim — a Carrie respondeu e então subimos as escadas até chegarmos ao vigésimo primeiro andar. Chegando lá, nós fomos até a tal sala dois e quando entramos não havia ninguém lá. Não havia nada lá, a sala estava completamente sozinha.
— Merda! — Eu gritei, a tal de Shadow havia feito todas nós de idiotas.
— Qual o objetivo disso tudo? — A Ally não conseguia entender aquilo.
— Nos deixar ainda mais doidas do que já somos! — A Kat respondeu visivelmente irritada.
— Legal, estamos andando em círculos em um jogo no qual não sabemos merda nenhuma, tudo porque uma doida cismou com uma equipe que nem temos mais, ou temos, sei lá! — Eu não aguentava mais aquilo!
— Então, vocês são as heroínas de Seattle? — Roger perguntou saindo sabe-se lá de onde? Ele estava lá? Ele ouviu tudo? É sério isso?
— Roger? — Nós quatro estávamos completamente surpresas e sem ação.
— O que você está fazendo aqui? — A Ally questionou.
— Agora tudo faz sentido! Vocês estavam na lanchonete na primeira aparição delas, quer dizer, na de vocês. E ainda teve aquela conversa da Ally de dar cobertura as amigas. Até mesmo o cabelo da Kat e a personalidade da Carrie deixavam tudo óbvio! Como eu não vi? — O Roger se questionava, com certeza estávamos ferradas!
— Sempre achei que se alguém nos descobrisse, seria por causa do cabelo da Kat — a Carrie fez o comentário mais fora de hora da história.
— Isso ainda não explica como veio parar aqui — a Kat interviu e do nada uma garota negra e alta entrou na sala. É sério, hoje é o dia onde tudo dá merda?
— Bianca, o que você está fazendo aqui? — A Ally perguntou bastante confusa.
— O que todos vocês estão fazendo aqui? — A tal de Bianca perguntou também confusa. Quem era Bianca e o que ela estava fazendo lá?
— Meu deus, quanto drama! — A Shadow também apareceu e eu realmente desisto de entender essa merda.
~*~
O começo do dia de hoje não foi grande coisa. Eu acordei, me arrumei e fui para a creche (não vejo a hora de crescer e ir para uma escola de verdade!). Quando eu cheguei lá, sentei em dupla com a Judy e colorimos um desenho. Cara, a pré-escola é chata para cacete!
Como tenho que pelo menos aparentar ser uma criança normal e fazer algo do qual a minha mãe se orgulharia, estou sendo uma boa aluna e sendo simpática com a Judy. Ser simpática com a Judy até que não é tão ruim já que ela me ensina a como ser uma criança normal, fora que é interessante notar o quão inocente ela consegue ser.
Judy passou a aula inteira falando que queria ir brincar lá em casa e ela falou que os pais dela deixariam, ela realmente pensa que sou a melhor amiga dela. Como lidar? Após as aulas terminarem, eu encontrei a Amy do lado de fora e a Judy se despediu de mim e a Amy parecia espantada.
Por que toda vez que faço algo aparentemente normal, todo mundo age como se fosse a coisa mais extraordinária que já aconteceu?
— Acho que estou em algum tipo de realidade paralela — a Amy comentou.
— Não exagera Amélia — eu devolvi na mesma moeda.
— Amy — ela respondeu visivelmente irritada, tenho que admitir, Amélia é um nome meio ‘meh’ mesmo.
— Conseguiu alguma coisa com o programa — eu perguntei antes que ela respondesse.
— Quase nada? — Ela respondeu. — Descobriu o local exato de onde a Kat guarda o traje invisível?
— Essa foi fácil, estava na quarta gaveta da direita do guarda-roupas da Ally — isso não foi nada difícil, afinal, como os adultos não sabem, nós crianças, somos ótimas observadoras quando queremos. — Mas eu preciso frequentar o apartamento da Ally com mais frequência.
— Agora com o retorno da equipe isso já é meio caminho andado — pelo menos para isso a doida da Shadow havia servido, o retorno da equipe era um ato estratégico e desesperado, afinal, estamos jogando com uma maluca que diz que está nos treinando. — Agora só precisamos arrumar um jeito da Kat nos levar.
Quando chegamos na casa da Amy, ela conseguiu convencer o pai dela a nos deixar ir ao apartamento da Ally. Chegando lá, a Amy e a Kat ficaram conversando na sala enquanto eu fiquei na sala observando a Ally terminar o dever de casa dela. Percebi logo de cara que ela é ótima em Ciências Sociais.
Como tudo estava bastante quieto, deu para mim ouvir quando a Amy conseguiu convencer a Kat a nos levar para a FGI, tenho que admitir, ela é boa!
Mas a calmaria não durou muito tempo e logo fomos interrompidas por uma ligação que a Ally recebeu e que a deixou, no mínimo, aflita.
— O que foi? — Eu perguntei preocupada ao ver a cara de susto da Ally.
— Você não vai acreditar em quem está ligando — a Ally respondeu impressionada.
— Quem? — assim que a Ally me disse que quem estava ligando era a Shadow, eu não consegui acreditar. Como aquela doida havia conseguido o número novo da Ally?
Fomos até a sala e colocamos o celular no viva-voz, aquilo era no mínimo, surreal.
— Olá! — A Shadow disse do outro lado da ligação.
— O que você quer? — A Kat perguntou irritada.
— Nossa Kat, sabia que stress faz mal? — É mesmo Shadow? Que gracinha!
— Fala logo o que você quer! — Eu insisti.
— É simples, resolvam o enigma e me encontrem — o Mestre dos Mag… Quer dizer, a Shadow respondeu.
— Que enigma? — A Amy perguntou.
— O lugar onde a Ally colocou uma arma na cabeça do passado e a invenção da Kat quase não foi o suficiente para salvar a Amy — em seguida ela desligou a ligação. Tudo o que eu consegui lembrar foi daquela vez que o Soldado Invernal tentou nos matar.
— Acho que a resposta para esse enigma é bem óbvia — A Amy concluiu e eu fiquei sem entender direito até ela explicar.
Fomos até o tal prédio abandonado e fomos andando sem rumo por lá até encontrarmos um cartaz com os escritos:
Andar 21 – Sala 2
— Acha que é para irmos lá? — A Ally perguntou.
— Eu não me lembro desse cartaz na última vez que estivemos aqui, então é provável que sim — Eu respondi esperando que aquilo não fosse uma cilada. Subimos as escadas até chegarmos ao vigésimo primeiro andar. Chegando lá, nós fomos até a tal sala dois e quando entramos não havia ninguém lá. Não havia nada lá, a sala estava completamente sozinha.
— Merda! — A Amy gritou ao perceber que, para variar, a Shadow havia nos feito de idiotas.
— Qual o objetivo disso tudo? — A Ally não conseguia entender aquilo.
— Nos deixar ainda mais doidas do que já somos! — A Kat respondeu visivelmente irritada.
— Legal, estamos andando em círculos em um jogo no qual não sabemos merda nenhuma, tudo porque uma doida cismou com uma equipe que nem temos mais, ou temos, sei lá! — A Amy despejou e eu tive que concordar com ela.
— Então, vocês são as heroínas de Seattle? — Roger perguntou saindo sabe-se lá de onde ele estava. Obrigada Amy, você acabou de nos entregar.
— Roger? — Nós quatro estávamos completamente surpresas e sem ação.
— O que você está fazendo aqui? — A Ally questionou.
— Agora tudo faz sentido! Vocês estavam na lanchonete na primeira aparição delas, quer dizer, na de vocês. E ainda teve aquela conversa da Ally de dar cobertura as amigas. Até mesmo o cabelo da Kat e a personalidade da Carrie deixavam tudo óbvio! Como eu não vi? — O Roger se questionava, e tenho que admitir, até que estava óbvio até demais. E que história é essa da Ally nos dar cobertura?
— Sempre achei que se alguém nos descobrisse, seria por causa do cabelo da Kat — eu comentei e recebi um olhar de desaprovação da Kat, acho que ela não gostou muito do comentário.
— Isso ainda não explica como veio parar aqui — a Kat interviu e do nada uma garota negra e alta entrou na sala. Quem será o próximo a descobrir a nossa identidade secreta? Talvez seja o Obama. Talvez seja a porra do mundo inteiro.
— Bianca, o que você está fazendo aqui? — A Ally perguntou bastante confusa.
— O que todos vocês estão fazendo aqui? — A tal de Bianca perguntou também confusa. Quem é Bianca mesmo?
— Meu deus, quanto drama! — A Shadow também apareceu e eu não ficaria surpresa se tudo explodisse e acordássemos em Nárnia!
— Tá de brincadeira, né? — E eu que achava os filmes do Michael Bay sem sentido.
— Na verdade, eu não estou — A Shadow respondeu, ela estava sendo irônica ou realmente não entendeu que era uma pergunta retórica.
— Ok, o que está acontecendo aqui? — A tal da Bianca perguntou.
— Vou agilizar a conversa, Roger, Bianca, essas são as tais ‘Heroínas de Seattle’ — PUTA QUE PARIU SHADOW! QUAL É O SEU PROBLEMA? — Heroínas de Seattle, sei que odeiam esse nome, então sugiro arrumem um melhor, mas enfim, a garota que estão vendo ali, é a tal heroína sem nome que vem agindo em Seattle, ou como ela gosta de se chamar, ‘Fortis’.
Ok… O quê? Então, a tal de Bianca é uma heroína se chama a si mesma de Fortis? Acho que a minha cabeça deveria explodir agora, certo?
~*~
Acordei e me arrumei para ir à escola, como eu sempre faço. Logo que eu terminei de me arrumar, a Kat apareceu por lá para irmos juntas. Tenho a leve impressão de que ela me usa como muleta moral ou algo assim, mas eu a compreendo, não deve ser fácil morar na mesma casa que as pessoas que mataram os seus pais e ainda tiveram a coragem de te adotar como uma espécie de prêmio.
Fomos juntas para a escola e assim que chegamos, nós nos separamos já que hoje não teríamos nenhuma aula juntas. Depois fiquei tirando fotos para o jornal da escola, quando tive a surpresa de ver a Riley só de toalha correndo atrás da Kat. Quando ela se deu conta do que estava fazendo e que todos estavam rindo dela, ela começou a ficar vermelha de vergonha e se cobriu ainda mais com a toalha. Não entendi direito o que estava acontecendo, mas ela e a Kat estavam ferradas.
Tentei ver o que estava acontecendo, mas a diretora não me deixou falar com a Kat. Eu passei o resto do dia aflita no Jornal da Escola enquanto escolhia as fotos que seriam publicadas e as que não seriam e assistia os vídeos novamente. Tinha até o vídeo da Riley correndo atrás da Kat, é óbvio que aquilo não iria para o documentário. Eu realmente torcia para a Kat não ter sido expulsa.
No final das aulas, eu fui procurar pela Kat e para a minha surpresa, ela e a Riley estavam rindo de algo, JUNTAS! As duas estavam se dando bem, como se tivessem sido melhores amigas a vida inteira.
— O que está acontecendo? — Eu perguntei sem entender nada.
— Eu e a Kat somos amigas agora — a Riley explicou e continuei sem entender nada.
— O quê? — Eu estava completamente confusa.
— Percebemos que temos mais motivos para sermos amigas do que inimigas, então deixamos todas as nossas rixas de lado — a Kat respondeu, mas eu ainda não entendia.
— E vocês fizeram isso em menos de três horas? — Aquilo definitivamente estava esquisito.
— Sim — a Kat respondeu. — Ela tem bom gosto e gosto do cabelo dela. Além dela ser uma ótima dançarina.
— E ela é alta, fala um monte de idiomas que eu nem sabia que existiam e é a pessoa mais inteligente que eu já conheci — a Riley completou.
— Eu sou? — A Kat perguntou.
— Você levou a nossa escola para a FGI, então sim, você é — a Riley completou e eu realmente não estava entendendo nada.
— Enfim, temos mais motivos para sermos amigas do que para brigarmos — cara, não consigo acreditar que aquilo partiu da Kat.
— Então vocês são mesmo amigas? Tipo de verdade, verdade mesmo? Sem armação ou pegadinha, certo? — Perguntei só para ter certeza.
— Sim Ally, nós viramos amigas — a Kat respondeu com a maior naturalidade do mundo.
— É sério mesmo, né? — Isso realmente está acontecendo.
— Sim Ally, é sério! — A Kat respondeu. Com certeza, o dia de hoje já estava estranho, mas eu não imaginava que as coisas fossem piorar mais tarde. Depois da escola eu fui para casa e a Kat foi comigo (para variar), lanchamos e logo em seguida a Amy e a Carrie foram lá. Era meio estranho o quão mais próximas elas estavam nos últimos tempos, especialmente da Kat. Eu fiquei na cozinha fazendo dever de casa com a Carrie do meu lado enquanto a Kat e a Amy ficaram conversando na sala. Até que eu recebi uma ligação de um número desconhecido e quando eu atendi, era a doida da Shadow.
— Olá Ally — a Shadow disse com a maior naturalidade do outro lado da ligação.
— O que foi? — A Carrie perguntou.
— Você não vai acreditar em quem está ligando — aquilo era inacreditável.
— Quem? — A Carrie perguntou.
— A Shadow! — Eu respondi. Fomos até a sala e colocamos o celular no viva-voz. O QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO COM AQUELE DIA?
— Olá! — A Shadow disse do outro lado da ligação.
— O que você quer? — A Kat perguntou irritada.
— Nossa Kat, sabia que stress faz mal? — Cara, a Shadow é a alma gêmea da Kat, é incrível como as duas são doidas, a diferença é que a Shadow é mais doida.
— Fala logo o que você quer! — A Carrie insistiu.
— É simples, resolvam o enigma e me encontrem — A Shadow respondeu.
— Que enigma? — A Amy perguntou.
— O lugar onde a Ally colocou uma arma na cabeça do passado e a invenção da Kat quase não foi o suficiente para salvar a Amy — em seguida ela desligou a ligação. Para mim a resposta era bem óbvia, mas como ela sabia do Soldado Invernal e do meu passado?
— Acho que a resposta para esse enigma é bem óbvia — A Amy concluiu.
Fomos até o tal prédio abandonado e fomos andando sem rumo por lá até encontrarmos um cartaz com os escritos:
Andar 21 – Sala 2
— Acha que é para irmos lá? — Eu perguntei.
— Eu não me lembro desse cartaz na última vez que estivemos aqui, então é provável que sim — a Carrie respondeu. Aquilo era uma cilada? Sim ou com certeza? Subimos as escadas até chegarmos ao vigésimo primeiro andar. Chegando lá, nós fomos até a tal sala dois e quando entramos não havia ninguém lá. Não havia nada lá, a sala estava completamente sozinha.
— Merda! — A Amy gritou.
— Qual o objetivo disso tudo? — Eu perguntei sem entender nada.
— Nos deixar ainda mais doidas do que já somos! — A Kat respondeu. Bem, está funcionando.
— Legal, estamos andando em círculos em um jogo no qual não sabemos merda nenhuma, tudo porque uma doida cismou com uma equipe que nem temos mais, ou temos, sei lá! — A Amy desabafou.
— Então, vocês são as heroínas de Seattle? — Roger perguntou, nem sabia que ele estava lá! Com certeza era uma cilada!
— Roger? — Nós quatro perguntamos espantadas ao mesmo tempo, o que ele tinha a ver com aquilo.
— O que você está fazendo aqui? — Eu questionei.
— Agora tudo faz sentido! Vocês estavam na lanchonete na primeira aparição delas, quer dizer, na de vocês. E ainda teve aquela conversa da Ally de dar cobertura as amigas. Até mesmo o cabelo da Kat e a personalidade da Carrie deixavam tudo óbvio! Como eu não vi? — O Roger se questionava, eu não deveria ter falado que estava dando cobertura para as minhas amigas.
— Sempre achei que se alguém nos descobrisse, seria por causa do cabelo da Kat — a Carrie comentou.
— Isso ainda não explica como veio parar aqui — a Kat interviu e do nada a Bianca entrou lá dentro. O QUÊ QUE ELA TEM A VER COM ISSO?
— Bianca, o que você está fazendo aqui? — Eu perguntei.
— O que todos vocês estão fazendo aqui? — A Bianca perguntou confusa.
— Meu deus, quanto drama! — A Shadow também apareceu e eu definitivamente não fazia mais ideia do que estava acontecendo.
— Tá de brincadeira, né? — A Carrie soltou.
— Na verdade, eu não estou — A Shadow respondeu.
— Ok, o que está acontecendo aqui? — A Bianca perguntou.
— Vou agilizar a conversa, Roger, Bianca, essas são as tais ‘Heroínas de Seattle’ — MERDA! MERDA! — Heroínas de Seattle, sei que odeiam esse nome, então sugiro arrumem um melhor, mas enfim, a garota que estão vendo ali, é a tal heroína sem nome que vem agindo em Seattle, ou como ela gosta de se chamar, ‘Fortis’
Espera um pouco, a Bianca é aquela garota do restaurante?
— Espera! Você é a garota do restaurante? — A Amy não parecia acreditar.
— Eu sou sua fã! — A Kat também soltou, sabia que ela não resistiria.
— Qual é o motivo disso tudo? — Eu perguntei já cansada daquela situação. —Por que nos trouxe aqui? Que jogo é esse? E o que a Bianca tem a ver com isso?
— Vocês querem mesmo todas essas respostas?
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