Covenant of Risk

10 Shadows Everywhere - Parte 1


Notas iniciais
Olá pessoal, olha só quem finalmente deu sinal de vida! o/ Então, desculpem a demora, é que esse capítulo foi bem complicado e vocês já vão entender o porquê. Para começar, teve o rotineiro bloqueio criativo, mas este vocês já conhecem, e então o meu Word deu problema e tive que passar o arquivo onde a fic está para o Google Drive e depois eu voltei a escrever o capítulo, só que desse vez no Google Docs e demora um tempo para se acostumar. E então, teve um novo bloqueio criativo e agora finalmente consegui escrever esse capítulo. Só que ele ficou muito grande, tipo, MUITO GRANDE MESMO! Geralmente, os capítulos de Covenant of Risk são grandes, mas este em especial ficou com mais de 9.000 FUCKING PALAVRAS, e eu sabia que não seriam todos vocês que conseguiriam ler tudo isso de uma vez, então decidi postar o capítulo em duas partes, a primeira hoje e a segunda parte eu vou programar para postar na semana que vem. Enfim, aproveitem e se puderem comentar ao menos um continue, façam, pois estarão deixando uma autora muito feliz e ainda a incentivará a escrever e melhorar cada vez mais :D PS: O capítulo é todo em primeira pessoa e em pontos de vista diferentes, o ~*~ significa que mudou o ponto de vista

Assim que acordei eu imaginava que aquele dia seria completamente igual aos outros, eu iria para a escola, faria algo no grupo de dança. E após tudo isso eu combateria o crime como a Fortis, exatamente como sempre. Mas eu estava completamente errada.

Depois de me arrumar, minha mãe me deixou na escola. Após as aulas e o ensaio com o grupo de dança que dessa vez até que foi bem rápido, eu vesti o uniforme e fiz a patrulha. Até que não encontrei nada muito interessante, Seattle não é tão movimentada quanto Nova Iorque no quesito crimes, mas no final acabei encontrando um babaca que tinha tentado assaltar uma casa e ficou preso na cerca quando tentou sair. Que droga! Será possível que as Heroína de Seattle (nome bem bosta, aliás) tenha ficado com todos os vilões interessantes? Isso não é justo!

As coisas pareciam que não iam melhorar em nada até que eu recebi uma mensagem um tanto interessante no celular.

[Desconhecido]: Quer um caso digno dos melhores seriados de super-heróis? Siga as minhas instruções.

Eu não sei quem mandou aquela mensagem e é claro que fiquei desconfiada, mas a minha curiosidade falou mais alto.

[Bianca]: Quem é você? O que você quer? É uma armadilha, não é?

Eu mandei a mensagem e logo a pessoa me respondeu.

[Desconhecido]: Acredite, se eu quisesse fazer algum mal à você, eu já teria feito!

Quem diabos é essa pessoa?

[Bianca]: Não me convenceu!

.

[Desconhecido]: Tenho certeza de que o seu pai deveria ser tão desconfiado quanto você!

Como… Como ele sabe sobre o meu pai? Isso… Não é possível!

[Bianca]: Quem diabos é você? O que você quer?

.

[Desconhecido]: Você terá a resposta para todas as suas perguntas se seguir as minhas instruções

Se ele sabia sobre o meu pai, significava que eu podia não escapar dele, seja lá quem fosse. O jeito seria jogar esse maldito jogo.

[Bianca]: O que eu tenho que fazer?

.

[Desconhecido]: Apenas vá ao local indicado

Em seguida eu recebi uma mensagem com um endereço, eu o segui e acabei chegando a um prédio antigo e abandonado, o que era estranho para uma cidade como Seattle. Eu andei pelo prédio tentando achar algo ou alguém que deveria ser achado até que encontrei o seguinte cartaz:

Andar 21 – Sala 2

Eu deveria mesmo fazer isso? Talvez indo até a tal sala eu descobrisse, ou fosse morta. Mas foda-se, eu não tinha nada a perder mesmo. Eu subi as escadas e fui até o andar 21. Quando cheguei lá, eu escutei algumas vozes vindas da tal sala 2 e entrei lá empunhando uma arma e para a minha surpresa eu não encontrei a tal pessoa lá e sim a Ally, a Kat, uma menininha bem pequena, uma que parecia uma pré-adolescente e um cara negro que me parecia bastante familiar.

— Bianca, o que você está fazendo aqui? — A Ally perguntou ainda mais confusa que eu.

— O que todos vocês estão fazendo aqui? — Eu questionei.

~*~

Eu acordei e a primeira coisa que eu fiz foi olhar o notebook e verificar como estava o programa, eu consegui melhora-lo, mas acho que ainda não é o suficiente para silenciar um sistema como o JARVIS por pelo menos quinze minutos. O jeito era continuar tentando, afinal tínhamos apenas mais dois meses.

Depois das aulas eu fui buscar a Carrie na creche e para a minha surpresa, ela estava se socializando, isso é tão estranho para a Carrie.

— Até mais Judy — a Carrie se despediu da menina ao lado dela em um tom de voz que nem parecia o dela, parecia mais o de uma criança normal de cinco anos de idade.

— Até amanhã Carrie — a outra menina se despediu e eu e Carrie tomamos o rumo de casa.

— Acho que estou em algum tipo de realidade paralela — comentei.

— Não exagera Amélia! — A Carrie respondeu para me irritar de propósito. Odeio que me chamem de Amélia! Ô nomezinho sem graça!

— Amy — corrigi irritada.

— Conseguiu alguma coisa com o programa? — A Carrie perguntou sobre aquele programa que eu estava tentando aperfeiçoar, mas como eu sou apenas uma criança de doze anos que é bem levemente acima da média em computação e matemática, as coisas ainda não haviam andado muito.

— Quase nada? — Eu respondi. — Descobriu o local exato de onde a Kat guarda o traje invisível?

— Essa foi fácil, estava na quarta gaveta da direita do guarda-roupas da Ally — pelo menos a Carrie havia conseguido alguma coisa. — Mas eu preciso frequentar o apartamento da Ally com mais frequência.

— Agora com o retorno da equipe isso já é meio caminho andado — pelo menos para alguma coisa aquela tal de Shadow havia prestado. — Agora só precisamos arrumar um jeito da Kat nos levar.

Quando chegamos em casa, eu consegui convencer o meu pai a deixar eu e a Carrie irmos ao apartamento da Ally. Chegando lá, eu percebi que a tia dela não estava lá (de novo!). É estranho como convenientemente ela quase nunca está lá.

A Ally e a Carrie estavam na cozinha enquanto eu e a Kat ficamos na sala. Quando eu ia entrar no assunto da FGI, a Kat fez isso primeiro e falou sobre o quão animada ela estava para o evento.

— Bem que eu queria ir — eu soltei fazendo a cara mais fofa e triste que eu conseguia, eu não era tão boa quanto a Carrie, mas não custa tentar.

— Sabe, eu posso levar três pessoas comigo, e como a Ally já vai como convidada da Escola por causa do jornal e eu com certeza não vou levar os meus pais, talvez eu possa levar você e a Carrie — era tudo o que eu precisava.

— Sério? — Eu fingi surpresa.

— Sim, mas como vocês são crianças e eu e os outros somos menores de idade, provavelmente o pai de vocês terá que ir com a gente e ocupar a terceira vaga — a Kat explicou. Aquilo poderia ser um problema, mas talvez eu só precisasse fazer a mesma cara que eu fiz para a Kat e tudo daria certo.

— Ok, depois você me ajuda a convencê-lo? — Eu pedi.

— Eu vou tentar — a Kat respondeu e então a Ally e a Carrie saíram da cozinha um tanto assustadas. — O que aconteceu?

— Apenas ouçam — a Ally colocou o celular dela no viva-voz.

Olá! — Uma garota disse do outro lado da ligação. Eu reconheci aquela voz na hora, era a Shadow!

— O que você quer? — A Kat perguntou irritada.

— Nossa Kat, sabia que stress faz mal? — A Shadow debochou, que criaturazinha irritante!

— Fala logo o que você quer! — A Carrie insistiu.

— É simples, resolvam o enigma e me encontrem — a Shadow disse e eu não entendi merda nenhuma!

— Que enigma? — Eu perguntei.

— O lugar onde a Ally colocou uma arma na cabeça do passado e a invenção da Kat quase não foi o suficiente para salvar a Amy — em seguida ela desligou a ligação. Eu me lembrei de quando o Soldado Invernal apareceu e jogou alguma coisa em mim que fez o traje invisível desligar. Quando eu achei que ia morrer, a Ally apareceu e apontou uma arma para a cabeça do mesmo cara que havia matado os pais dela.

— Acho que a resposta para esse enigma é bem óbvia — eu conclui.

Fomos até o tal prédio abandonado e fomos andando sem rumo por lá até encontrarmos um cartaz com os escritos:

Andar 21 – Sala 2

— Acha que é para irmos lá? — A Ally perguntou.

— Eu não me lembro desse cartaz na última vez que estivemos aqui, então é provável que sim — a Carrie respondeu e então subimos as escadas até chegarmos ao vigésimo primeiro andar. Chegando lá, nós fomos até a tal sala dois e quando entramos não havia ninguém lá. Não havia nada lá, a sala estava completamente sozinha.

— Merda! — Eu gritei, a tal de Shadow havia feito todas nós de idiotas.

— Qual o objetivo disso tudo? — A Ally não conseguia entender aquilo.

— Nos deixar ainda mais doidas do que já somos! — A Kat respondeu visivelmente irritada.

— Legal, estamos andando em círculos em um jogo no qual não sabemos merda nenhuma, tudo porque uma doida cismou com uma equipe que nem temos mais, ou temos, sei lá! — Eu não aguentava mais aquilo!

— Então, vocês são as heroínas de Seattle? — Roger perguntou saindo sabe-se lá de onde? Ele estava lá? Ele ouviu tudo? É sério isso?

— Roger? — Nós quatro estávamos completamente surpresas e sem ação.

— O que você está fazendo aqui? — A Ally questionou.

— Agora tudo faz sentido! Vocês estavam na lanchonete na primeira aparição delas, quer dizer, na de vocês. E ainda teve aquela conversa da Ally de dar cobertura as amigas. Até mesmo o cabelo da Kat e a personalidade da Carrie deixavam tudo óbvio! Como eu não vi? — O Roger se questionava, com certeza estávamos ferradas!

— Sempre achei que se alguém nos descobrisse, seria por causa do cabelo da Kat — a Carrie fez o comentário mais fora de hora da história.

— Isso ainda não explica como veio parar aqui — a Kat interviu e do nada uma garota negra e alta entrou na sala. É sério, hoje é o dia onde tudo dá merda?

— Bianca, o que você está fazendo aqui? — A Ally perguntou bastante confusa.

— O que todos vocês estão fazendo aqui? — A tal de Bianca perguntou também confusa. Quem era Bianca e o que ela estava fazendo lá?

— Meu deus, quanto drama! — A Shadow também apareceu e eu realmente desisto de entender essa merda.

~*~

O começo do dia de hoje não foi grande coisa. Eu acordei, me arrumei e fui para a creche (não vejo a hora de crescer e ir para uma escola de verdade!). Quando eu cheguei lá, sentei em dupla com a Judy e colorimos um desenho. Cara, a pré-escola é chata para cacete!

Como tenho que pelo menos aparentar ser uma criança normal e fazer algo do qual a minha mãe se orgulharia, estou sendo uma boa aluna e sendo simpática com a Judy. Ser simpática com a Judy até que não é tão ruim já que ela me ensina a como ser uma criança normal, fora que é interessante notar o quão inocente ela consegue ser.

Judy passou a aula inteira falando que queria ir brincar lá em casa e ela falou que os pais dela deixariam, ela realmente pensa que sou a melhor amiga dela. Como lidar? Após as aulas terminarem, eu encontrei a Amy do lado de fora e a Judy se despediu de mim e a Amy parecia espantada.

Por que toda vez que faço algo aparentemente normal, todo mundo age como se fosse a coisa mais extraordinária que já aconteceu?

— Acho que estou em algum tipo de realidade paralela — a Amy comentou.

— Não exagera Amélia — eu devolvi na mesma moeda.

— Amy — ela respondeu visivelmente irritada, tenho que admitir, Amélia é um nome meio ‘meh’ mesmo.

— Conseguiu alguma coisa com o programa — eu perguntei antes que ela respondesse.

— Quase nada? — Ela respondeu. — Descobriu o local exato de onde a Kat guarda o traje invisível?

— Essa foi fácil, estava na quarta gaveta da direita do guarda-roupas da Ally — isso não foi nada difícil, afinal, como os adultos não sabem, nós crianças, somos ótimas observadoras quando queremos. — Mas eu preciso frequentar o apartamento da Ally com mais frequência.

— Agora com o retorno da equipe isso já é meio caminho andado — pelo menos para isso a doida da Shadow havia servido, o retorno da equipe era um ato estratégico e desesperado, afinal, estamos jogando com uma maluca que diz que está nos treinando. — Agora só precisamos arrumar um jeito da Kat nos levar.

Quando chegamos na casa da Amy, ela conseguiu convencer o pai dela a nos deixar ir ao apartamento da Ally. Chegando lá, a Amy e a Kat ficaram conversando na sala enquanto eu fiquei na sala observando a Ally terminar o dever de casa dela. Percebi logo de cara que ela é ótima em Ciências Sociais.

Como tudo estava bastante quieto, deu para mim ouvir quando a Amy conseguiu convencer a Kat a nos levar para a FGI, tenho que admitir, ela é boa!

Mas a calmaria não durou muito tempo e logo fomos interrompidas por uma ligação que a Ally recebeu e que a deixou, no mínimo, aflita.

— O que foi? — Eu perguntei preocupada ao ver a cara de susto da Ally.

— Você não vai acreditar em quem está ligando — a Ally respondeu impressionada.

— Quem? — assim que a Ally me disse que quem estava ligando era a Shadow, eu não consegui acreditar. Como aquela doida havia conseguido o número novo da Ally?

Fomos até a sala e colocamos o celular no viva-voz, aquilo era no mínimo, surreal.

Olá! — A Shadow disse do outro lado da ligação.

— O que você quer? — A Kat perguntou irritada.

— Nossa Kat, sabia que stress faz mal? — É mesmo Shadow? Que gracinha!

— Fala logo o que você quer! — Eu insisti.

É simples, resolvam o enigma e me encontrem — o Mestre dos Mag… Quer dizer, a Shadow respondeu.

— Que enigma? — A Amy perguntou.

O lugar onde a Ally colocou uma arma na cabeça do passado e a invenção da Kat quase não foi o suficiente para salvar a Amy — em seguida ela desligou a ligação. Tudo o que eu consegui lembrar foi daquela vez que o Soldado Invernal tentou nos matar.

— Acho que a resposta para esse enigma é bem óbvia — A Amy concluiu e eu fiquei sem entender direito até ela explicar.

Fomos até o tal prédio abandonado e fomos andando sem rumo por lá até encontrarmos um cartaz com os escritos:

Andar 21 – Sala 2

— Acha que é para irmos lá? — A Ally perguntou.

— Eu não me lembro desse cartaz na última vez que estivemos aqui, então é provável que sim — Eu respondi esperando que aquilo não fosse uma cilada. Subimos as escadas até chegarmos ao vigésimo primeiro andar. Chegando lá, nós fomos até a tal sala dois e quando entramos não havia ninguém lá. Não havia nada lá, a sala estava completamente sozinha.

— Merda! — A Amy gritou ao perceber que, para variar, a Shadow havia nos feito de idiotas.

— Qual o objetivo disso tudo? — A Ally não conseguia entender aquilo.

— Nos deixar ainda mais doidas do que já somos! — A Kat respondeu visivelmente irritada.

— Legal, estamos andando em círculos em um jogo no qual não sabemos merda nenhuma, tudo porque uma doida cismou com uma equipe que nem temos mais, ou temos, sei lá! — A Amy despejou e eu tive que concordar com ela.

— Então, vocês são as heroínas de Seattle? — Roger perguntou saindo sabe-se lá de onde ele estava. Obrigada Amy, você acabou de nos entregar.

— Roger? — Nós quatro estávamos completamente surpresas e sem ação.

— O que você está fazendo aqui? — A Ally questionou.

— Agora tudo faz sentido! Vocês estavam na lanchonete na primeira aparição delas, quer dizer, na de vocês. E ainda teve aquela conversa da Ally de dar cobertura as amigas. Até mesmo o cabelo da Kat e a personalidade da Carrie deixavam tudo óbvio! Como eu não vi? — O Roger se questionava, e tenho que admitir, até que estava óbvio até demais. E que história é essa da Ally nos dar cobertura?

— Sempre achei que se alguém nos descobrisse, seria por causa do cabelo da Kat — eu comentei e recebi um olhar de desaprovação da Kat, acho que ela não gostou muito do comentário.

— Isso ainda não explica como veio parar aqui — a Kat interviu e do nada uma garota negra e alta entrou na sala. Quem será o próximo a descobrir a nossa identidade secreta? Talvez seja o Obama. Talvez seja a porra do mundo inteiro.

— Bianca, o que você está fazendo aqui? — A Ally perguntou bastante confusa.

— O que todos vocês estão fazendo aqui? — A tal de Bianca perguntou também confusa. Quem é Bianca mesmo?

— Meu deus, quanto drama! — A Shadow também apareceu e eu não ficaria surpresa se tudo explodisse e acordássemos em Nárnia!

— Tá de brincadeira, né? — E eu que achava os filmes do Michael Bay sem sentido.

— Na verdade, eu não estou — A Shadow respondeu, ela estava sendo irônica ou realmente não entendeu que era uma pergunta retórica.

— Ok, o que está acontecendo aqui? — A tal da Bianca perguntou.

— Vou agilizar a conversa, Roger, Bianca, essas são as tais ‘Heroínas de Seattle’ — PUTA QUE PARIU SHADOW! QUAL É O SEU PROBLEMA? — Heroínas de Seattle, sei que odeiam esse nome, então sugiro arrumem um melhor, mas enfim, a garota que estão vendo ali, é a tal heroína sem nome que vem agindo em Seattle, ou como ela gosta de se chamar, ‘Fortis’.

Ok… O quê? Então, a tal de Bianca é uma heroína se chama a si mesma de Fortis? Acho que a minha cabeça deveria explodir agora, certo?

~*~

Acordei e me arrumei para ir à escola, como eu sempre faço. Logo que eu terminei de me arrumar, a Kat apareceu por lá para irmos juntas. Tenho a leve impressão de que ela me usa como muleta moral ou algo assim, mas eu a compreendo, não deve ser fácil morar na mesma casa que as pessoas que mataram os seus pais e ainda tiveram a coragem de te adotar como uma espécie de prêmio.

Fomos juntas para a escola e assim que chegamos, nós nos separamos já que hoje não teríamos nenhuma aula juntas. Depois fiquei tirando fotos para o jornal da escola, quando tive a surpresa de ver a Riley só de toalha correndo atrás da Kat. Quando ela se deu conta do que estava fazendo e que todos estavam rindo dela, ela começou a ficar vermelha de vergonha e se cobriu ainda mais com a toalha. Não entendi direito o que estava acontecendo, mas ela e a Kat estavam ferradas.

Tentei ver o que estava acontecendo, mas a diretora não me deixou falar com a Kat. Eu passei o resto do dia aflita no Jornal da Escola enquanto escolhia as fotos que seriam publicadas e as que não seriam e assistia os vídeos novamente. Tinha até o vídeo da Riley correndo atrás da Kat, é óbvio que aquilo não iria para o documentário. Eu realmente torcia para a Kat não ter sido expulsa.

No final das aulas, eu fui procurar pela Kat e para a minha surpresa, ela e a Riley estavam rindo de algo, JUNTAS! As duas estavam se dando bem, como se tivessem sido melhores amigas a vida inteira.

— O que está acontecendo? — Eu perguntei sem entender nada.

— Eu e a Kat somos amigas agora — a Riley explicou e continuei sem entender nada.

— O quê? — Eu estava completamente confusa.

— Percebemos que temos mais motivos para sermos amigas do que inimigas, então deixamos todas as nossas rixas de lado — a Kat respondeu, mas eu ainda não entendia.

— E vocês fizeram isso em menos de três horas? — Aquilo definitivamente estava esquisito.

— Sim — a Kat respondeu. — Ela tem bom gosto e gosto do cabelo dela. Além dela ser uma ótima dançarina.

— E ela é alta, fala um monte de idiomas que eu nem sabia que existiam e é a pessoa mais inteligente que eu já conheci — a Riley completou.

— Eu sou? — A Kat perguntou.

— Você levou a nossa escola para a FGI, então sim, você é — a Riley completou e eu realmente não estava entendendo nada.

— Enfim, temos mais motivos para sermos amigas do que para brigarmos — cara, não consigo acreditar que aquilo partiu da Kat.

— Então vocês são mesmo amigas? Tipo de verdade, verdade mesmo? Sem armação ou pegadinha, certo? — Perguntei só para ter certeza.

— Sim Ally, nós viramos amigas — a Kat respondeu com a maior naturalidade do mundo.

— É sério mesmo, né? — Isso realmente está acontecendo.

— Sim Ally, é sério! — A Kat respondeu. Com certeza, o dia de hoje já estava estranho, mas eu não imaginava que as coisas fossem piorar mais tarde. Depois da escola eu fui para casa e a Kat foi comigo (para variar), lanchamos e logo em seguida a Amy e a Carrie foram lá. Era meio estranho o quão mais próximas elas estavam nos últimos tempos, especialmente da Kat. Eu fiquei na cozinha fazendo dever de casa com a Carrie do meu lado enquanto a Kat e a Amy ficaram conversando na sala. Até que eu recebi uma ligação de um número desconhecido e quando eu atendi, era a doida da Shadow.

Olá Ally — a Shadow disse com a maior naturalidade do outro lado da ligação.

— O que foi? — A Carrie perguntou.

— Você não vai acreditar em quem está ligando — aquilo era inacreditável.

— Quem? — A Carrie perguntou.

— A Shadow! — Eu respondi. Fomos até a sala e colocamos o celular no viva-voz. O QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO COM AQUELE DIA?

Olá! — A Shadow disse do outro lado da ligação.

— O que você quer? — A Kat perguntou irritada.

Nossa Kat, sabia que stress faz mal? — Cara, a Shadow é a alma gêmea da Kat, é incrível como as duas são doidas, a diferença é que a Shadow é mais doida.

— Fala logo o que você quer! — A Carrie insistiu.

É simples, resolvam o enigma e me encontrem — A Shadow respondeu.

— Que enigma? — A Amy perguntou.

O lugar onde a Ally colocou uma arma na cabeça do passado e a invenção da Kat quase não foi o suficiente para salvar a Amy — em seguida ela desligou a ligação. Para mim a resposta era bem óbvia, mas como ela sabia do Soldado Invernal e do meu passado?

— Acho que a resposta para esse enigma é bem óbvia — A Amy concluiu.

Fomos até o tal prédio abandonado e fomos andando sem rumo por lá até encontrarmos um cartaz com os escritos:

Andar 21 – Sala 2

— Acha que é para irmos lá? — Eu perguntei.

— Eu não me lembro desse cartaz na última vez que estivemos aqui, então é provável que sim — a Carrie respondeu. Aquilo era uma cilada? Sim ou com certeza? Subimos as escadas até chegarmos ao vigésimo primeiro andar. Chegando lá, nós fomos até a tal sala dois e quando entramos não havia ninguém lá. Não havia nada lá, a sala estava completamente sozinha.

— Merda! — A Amy gritou.

— Qual o objetivo disso tudo? — Eu perguntei sem entender nada.

— Nos deixar ainda mais doidas do que já somos! — A Kat respondeu. Bem, está funcionando.

— Legal, estamos andando em círculos em um jogo no qual não sabemos merda nenhuma, tudo porque uma doida cismou com uma equipe que nem temos mais, ou temos, sei lá! — A Amy desabafou.

— Então, vocês são as heroínas de Seattle? — Roger perguntou, nem sabia que ele estava lá! Com certeza era uma cilada!

— Roger? — Nós quatro perguntamos espantadas ao mesmo tempo, o que ele tinha a ver com aquilo.

— O que você está fazendo aqui? — Eu questionei.

— Agora tudo faz sentido! Vocês estavam na lanchonete na primeira aparição delas, quer dizer, na de vocês. E ainda teve aquela conversa da Ally de dar cobertura as amigas. Até mesmo o cabelo da Kat e a personalidade da Carrie deixavam tudo óbvio! Como eu não vi? — O Roger se questionava, eu não deveria ter falado que estava dando cobertura para as minhas amigas.

— Sempre achei que se alguém nos descobrisse, seria por causa do cabelo da Kat — a Carrie comentou.

— Isso ainda não explica como veio parar aqui — a Kat interviu e do nada a Bianca entrou lá dentro. O QUÊ QUE ELA TEM A VER COM ISSO?

— Bianca, o que você está fazendo aqui? — Eu perguntei.

— O que todos vocês estão fazendo aqui? — A Bianca perguntou confusa.

— Meu deus, quanto drama! — A Shadow também apareceu e eu definitivamente não fazia mais ideia do que estava acontecendo.

— Tá de brincadeira, né? — A Carrie soltou.

— Na verdade, eu não estou — A Shadow respondeu.

— Ok, o que está acontecendo aqui? — A Bianca perguntou.

— Vou agilizar a conversa, Roger, Bianca, essas são as tais ‘Heroínas de Seattle’ — MERDA! MERDA! — Heroínas de Seattle, sei que odeiam esse nome, então sugiro arrumem um melhor, mas enfim, a garota que estão vendo ali, é a tal heroína sem nome que vem agindo em Seattle, ou como ela gosta de se chamar, ‘Fortis’

Espera um pouco, a Bianca é aquela garota do restaurante?

— Espera! Você é a garota do restaurante? — A Amy não parecia acreditar.

— Eu sou sua fã! — A Kat também soltou, sabia que ela não resistiria.

— Qual é o motivo disso tudo? — Eu perguntei já cansada daquela situação. —Por que nos trouxe aqui? Que jogo é esse? E o que a Bianca tem a ver com isso?

— Vocês querem mesmo todas essas respostas?

Notas finais
Referências e outras coisas: #1: O prédio em que toda a treta se desenrola é o mesmo em que o Soldado Invernal quase matou o Roger e as meninas e também o mesmo daquele onde elas encontraram a Amanda no capítulo 6. #2: Lembrando que a Carrie e a Amy estão planejando hackear o JARVIS para invadirem os sistemas da SHIELD (é uma ideia de Jerico, mas só no capítulo 12 para saberem o que acontecerá). #3: A Judy apareceu na primeira versão da fic e lá ela também era amiga da Carrie. #4: O Traje invisível que foi usado no capítulo 4 pela Amy e foi feito pela Kat, em breve ele fará um retorno triunfal :D #5: Lembrando que a Shadow apareceu no final do capítulo passado #6: No capítulo 4, a Ally apontou uma arma para a cabeça do Soldado, mas não conseguiu mata-lo. E ele quase matou a Amy. #7: Andar 21 - Sala 2, se você colocar em uma ordem você tem 212 ou 21/2, e duas pessoas que vocês conhecem ou já ouviram falar fazem aniversário nesse dia: Elen Page e eu, a autora dessa fic, e não, eu não sei porque eu coloquei essa referência, eu precisava de um andar e número de sala aleatórios e isso me veio na cabeça. #8: No segundo capítulo a Ally disse para o Roger que ela estava dando cobertura para as amigas, mas ele não levou isso no sentido literal e achou que era uma piada #9: Mestre dos Magos é um personagem do desenho Caverna do Dragão que foi baseado em um jogo de RPG, e a Shadow aparece e desaparece do nada e ainda vem com uns enigmas estranhos, então ela é o Mestre dos Magos dessa fic #10: A Kat tem uma mecha vermelha no cabelo, não é incomum, mas é incrível que ninguém tenha ao menos pensado que ela parece uma das Heroínas de Seattle #11: Barack Obama é o presidente dos Estados Unidos e acho que todos já sabem disso. #12: Nárnia é um país fictício e fantástico criado pelo escritor britânico-irlandês C. S. Lewis para As Crónicas de Nárnia, uma série de sete livros infantis (alguns foram adaptados para os cinemas). Ali alguns animais podem falar, e também abundam bestas mitológicas; por último, a magia é algo comum. #13: Michael Bay dirige os filmes dos transformers e é o produtor da nova versão das tartarugas ninjas, ele é conhecido por seus filmes serem bastantes superficiais em que a trama é apenas um pretexto para as cenas de ação, algumas cheias de explosões, ele também dirigiu Pearl Harbor, e cada um tem uma opinião pessoal dele para deixar bem claro, e como eu sei que provavelmente alguém aqui pode ser fã do Michael Bay, então lembrem-se, Carrie é uma personagem ficticia, o que ela diz pode não representar a minha opinião. #14: Kat e Riley melhores amigas (não se preocupem, o próximo capítulo explicará isso melhor, eu prometo! Preparados para as respostas? Aguardem as emoções do próximo capítulo :D