Covenant of Risk

6 PRODÍGIOS - Parte 2


Notas iniciais
Olá pessoal, Dessa vez eu demorei um pouco, mas é que teve semana de provas e pré semana de provas, que é aquela semana onde você fica desesperada tentando lembrar a matéria do bimestre para não ir mal na prova. O capitulo de hoje é bem especial e eu espero que gostem.

Base dos PRODÍGIOS em um lugar incerto de Seattle

Os guardas levaram uma garota branca, de cabelos cacheados e olhos castanhos para uma sala e a algemaram à uma mesa, em seguida, Jason entrou na sala e se sentou para conversar com a garota.

— Olá Amanda. — Jason disse para a garota que não respondeu nada. — Pela sua tentativa de fuga, você sabe o que deveríamos fazer, não sabe?

— E por que não fazem? — Amanda questionou.

— Porque te daremos uma chance, para se redimir com a família. — Jason respondeu despertando o interesse de Amanda na proposta.

— O que eu tenho que fazer? — Amanda perguntou interessada.

— Na verdade, são duas missões. A primeira é procurar por alguns documentos que suspeitamos que estava com uma pessoa que faleceu recentemente. — Jason explicou.

— E a segunda?

— Precisamos que mate alguém, ela tem dado bastante prejuízo. — Jason disse.

— E quem é? — Amanda perguntou.

— Não sabemos, mas ela sabe bastante sobre nós. — Jason respondeu. — A sua missão é descobrir a identidade dela, e matá-la. O que me diz?

— Se eu aceitar, poderei sair? — Amanda perguntou.

— Se merecer, sim. — Jason respondeu.

***

Era uma tarde nublada e estavam todos reunidos no enterro de Emily. Carrie não saía do lado das amigas e nem conseguia conter as lágrimas, ela ainda torcia para que aquilo fosse apenas um sonho do qual acordaria logo. O cortejo seguiu até o local onde a mulher seria enterrada, após o caixão ser colocado no túmulo, Carrie jogou uma rosa junto com um pedaço de terra e abraçou Ally. Tudo o que ela queria era acordar.

— Meus pêsames, Carrie. — Bell disse para a menina que estava triste demais para responder. No caminho para sair do cemitério, sem querer, Kat esbarrou em uma garota loira e de olhos verdes.

— Me desculpa. — Kat pediu.

— Tudo bem. — a garota respondeu.

— Você é a…

— Chloe.

— Que estranho, você conhecia a Emily? — Kat questionou.

— Na verdade, eu vim para outro enterro, mas eu sinto muito por vocês, seja lá o que tiver acontecido. — Chloe respondeu.

***

Por não ter mais uma família, Carrie iria ficar sob a responsabilidade do pai de Amy, que seria o tutor dela temporariamente. Após o enterro, Carrie foi até o apartamento de Amy e entrou no quarto que dividiria com a amiga, onde havia uma nova segunda cama.

— Amy, eu posso ficar sozinha por um tempo? — Carrie pediu para a amiga.

— Tudo bem. — Amy foi até a sala, onde Ally e Kat a esperavam.

— Como ela está? — Ally perguntou.

— Mau. — Amy respondeu. — Ela está completamente arrasada.

— Quem faria algo assim? — Kat perguntou indignada.

— A Carrie acha que foi o pai dela, mas não dá para ter certeza. — Amy respondeu.

— O que será dela agora? — Ally perguntou, Carrie ficaria um tempo com o pai de Amy, até a justiça achar algum familiar ou manda-la para a adoção. Após duas semanas de luto, Carrie voltou a ir para a escola, todos que a encontravam diziam coisas como “Sinto muito pelo o que aconteceu”, mas Carrie não respondia, ela continuava com a cara triste e olhando para o nada. Após o fim das aulas, Amy foi buscar a amiga na escola e as duas foram juntas para casa.

— Você quer conversar? — Amy perguntou, mas Carrie continuava sem falar nada. Quando as duas chegaram ao apartamento, Carrie se deitou em sua nova cama, colocou os fones de ouvido e começou a escutar “Castle of Glass”.

Mais tarde, na hora do jantar, Amy, Josh e Carrie comiam calados à mesa.

— Carrie, amanhã eu vou buscar algumas coisas suas no seu antigo apartamento, você vai querer ir comigo? — Josh perguntou.

— Não. — Carrie respondeu cabisbaixa, ela nem havia tocado na comida. — Se me dão licença, eu não estou com fome. — Carrie foi para o quarto onde dormiria, deixando Amy e Josh sozinhos na mesa.

***

Mais tarde, por volta das 2hs00min da madrugada, Carrie se levantou e Amy a seguiu sorrateiramente até o antigo apartamento da mais nova. Ao chegarem lá, Carrie começou a procurar algo pelo apartamento.

— Carrie, o que você está fazendo? — Amy questionou surpreendendo Carrie.

— O que você está fazendo aqui? — Carrie perguntou assustada.

— Eu fiz essa pergunta primeiro!

— Eu vim procurar por alguma pista de quem pode ter feito aquilo com a minha mãe. — Carrie explicou.

— Mas a polícia não encontrou nada. — Amy argumentou.

— Eles podem ter deixado algo passar. — Carrie argumentou e Amy ouviu um barulho estranho.

— Carrie, isso não vai trazer a sua mãe de volta. — Amy explicou enquanto procurava o que havia causado o barulho.

— Não, mas vai me possibilitar acabar com a raça do maldito que a tirou de mim. — Carrie respondeu.

— Mesmo que ele seja o seu pai? — Amy questionou pegando uma frigideira na cozinha.

— Mesmo que ele seja o meu pai. — Carrie respondeu seguindo a amiga até a cozinha. — O que você está fazendo?

— Fica quieta. — Amy mandou e as duas ficaram em silêncio por alguns segundos, o que permitiu que elas escutassem alguns passos. — Tem alguém aqui.

As duas foram até o lugar de onde havia sido originado os passos, o antigo quarto de Carrie, e procuraram por toda a parte, mas não havia ninguém ali.

— Carrie, tranque a porta de entrada. — Amy pediu.

— Tem certeza que é uma boa ideia? — Carrie questionou.

— Podemos encurrala-lo se ainda estiver aqui dentro. — Amy explicou e então Carrie a obedeceu e trancou a porta. Ao ver que não teria como sair de lá, Amanda saiu de seu esconderijo e tentou acertar Amy com uma faca, mas esta foi mais rápida e conseguiu acertá-la usando uma frigideira. — Quem é você?

Amanda fez uma rasteira no chão, fazendo com que Amy caísse e em seguida, ela pegou uma arma e apontou para Carrie, que estava com a chave.

— Me dá a chave! — Amanda ordenou ameaçando atirar em Carrie, ao ver que a mais nova não lhe daria a chave, Amanda apontou a arma para Amy. — Me dá a chave! — Ao ver que não teria escolha, Carrie entregou a chave para Amanda que destrancou a porta e fugiu do local.

***

Amanda voltou para um apartamento onde Jason a esperava para que tivesse um relatório da missão.

— Conseguiu achar os documentos? — Jason interrogou.

— Não, eles não estavam lá. — Amanda respondeu.

— Houve algum imprevisto? — Jason interrogou novamente.

— Não. — Amanda respondeu escondendo sobre o que havia acontecido entre ela, Amy e Carrie. Ela não queria condenar duas crianças à perseguição dos PRODÍGIOS.

***

No dia seguinte, assim que Ally chegou da escola, sem Kat dessa vez, Carrie e Amy foram até o apartamento da garota para pedirem a ajuda dela.

— Então você acha que essa garota está relacionada à morte da sua mãe? — Ally questionou.

— Se não tiver sido ela, provavelmente há alguma ligação entre ela e o assassino. — Carrie explicou.

— E como descobriremos se isso é verdade? — Ally perguntou. — Ela pode estar em qualquer lugar.

— Essa é a parte complicada. — Carrie explicou.

— Poderíamos pedir ajuda à Kat, ela pode ser meio doida, mas depois da Carrie, ela é a mais inteligente entre nós quatro. — Amy sugeriu.

— Eu vou tentar falar com ela. — Ally disse pegando o celular e enviando uma mensagem para a amiga.

[Ally]: precisamos da sua ajuda‼!

[Kat]: to dentro!

Após uma hora, Kat chegou ao apartamento de Ally, e as meninas explicaram o que estava acontecendo e as suspeitas de Carrie.

— Tem uma coisa muito estranha nisso. Ao invés de fazer toda aquela ameaça, ela poderia simplesmente ter matado vocês duas e desaparecido com os corpos, Seria só mais um caso de crianças desaparecidas no mundo. — Kat estranhou.

— Ela não queria nos matar. — Amy deduziu.

— Mas por quê? — Ally questionou.

— Isso é o que temos que descobrir. — Carrie respondeu.

— Mas como faremos para vê-la novamente, ou para descobrirmos algo sobre esses “PRODÍGIOS”? — Amy questionou.

— Nós podemos atraí-la. — Kat sugeriu.

— Como? — Ally perguntou.

— Podemos usar uma isca. — Kat sugeriu.

— Como assim? — Amy perguntou confusa.

— Lembra quando nos falou sobre o Soldado Invernal, que um fórum inteiro foi apagado por causa de uma postagem sobre ele?

— Sim, isso provavelmente atraiu quem estava por trás dele. — Amy disse.

— Então nesse caso, plantaríamos uma isca parecida, só que nesse caso atrairíamos alguém relacionado aos PRODÍGIOS. — Ally deduziu. — Mas precisaremos de um plano muito bem bolado.

— Sim e eu tenho um, que usará a minha genialidade, as habilidades hacker da Amy e a habilidade ninja da Carrie. — Kat explicou.

— Do que precisaremos? — Amy perguntou.

— Dos prints que você tirou dos e-mails do Liberdade Sem Fronteiras, de uma conta fake em um fórum, um texto chamativo, um local público, outro local abandonado, dois notebooks, um bom disfarce e um veículo. — Kat respondeu.

— Acho que eu consigo um veículo. — Ally disse.

— Ah sim, o seu carro misterioso. — Kat deduziu ao se lembrar das chaves que Ally não lhe deixava pegar.

— Não é um carro. — Ally explicou.

— Amy, você sabe redirecionar o local de uma postagem? — Kat perguntou.

— Na teoria eu sei, mas eu nunca tentei. — Amy respondeu.

***

Amanda estava analisando as poucas imagens de câmeras de segurança que tinha da tal encapuzada, em busca de uma pista ou algo que os levasse à pessoa por trás do capuz.

— Achou alguma coisa? — Jason perguntou.

— Não há nada que nos leve à um nome específico e o jeito dela agir e lutar, parece até uma de nós. — Amanda respondeu escondendo a sua fascinação por aquela figura misteriosa, que sozinha conseguia ser uma ameaça para uma organização inteira. Fascinação e uma pitada de inveja, aquela encapuzada tinha tudo o que Amanda mais queria, liberdade.

— Uma de nós? — Jason perguntou.

— Ela nunca mostra o rosto quando está em ação e provavelmente tem um disfarce acima de qualquer suspeita. Ela não parece ser muito forte fisicamente, mas é esperta o suficiente para derrotar alguém no mínimo três vezes superior a ela. — Amanda explicou.

— Se eu não tivesse certeza que ela está morta, diria que é a Anastasia. — Jason comentou.

— Anastasia, a garota que não sentia dor. Já ouvi histórias sobre ela no treinamento, ela era uma lenda, rebelde, mas uma lenda. Eu nunca soube como ela morreu.

— Ela se matou. — Jason explicou.

— Por que ela fez isso? — Amanda perguntou. Anastasia era uma lenda entre os PRODÍGIOS, a garota poderosa e rebelde que ousou desafiar a organização. Amanda não contava à ninguém, mas Anastasia era uma espécie de heroína para ela, mesmo que elas nunca tivessem se visto.

— Medo, ela tinha medo da própria família. — Jason respondeu.

***

Carrie e Amy entraram em um prédio abandonado, o mesmo onde haviam encontrado o Soldado Invernal um tempo antes. Elas foram até o pátio e Amy abriu o notebook e começou a escrever uma postagem para um fórum. Ela estava usando o nome de usuário “Frontline” em uma conta fake que criara horas antes no apartamento de Ally.

[Frontline]: Crianças sequestradas, contrabandeadas, torturadas e treinadas para serem assassinas. Isso existe e é feito pelos PRODÍGIOS. Tenho provas e arquivos e posso vaza-las a qualquer momento.

[Feige]: Balela! História sem pé nem cabeça.

[Whedon]: Creepypasta

[Favreau]: Se você tem mesmo essas provas, por que não as posta logo?

[RDJR]: Mais um maluco criando mais uma creepypasta :p

— Hora de iniciarmos a parte dois. — Carrie avisou e então Amy postou a segunda parte do texto e dessa vez com os prints que escondiam o nome do Roger.

[Frontline]: Nós invadimos as contas de e-mail do Liberdade Sem Fronteiras que estava investigando, mas eles pararam após a morte de uma das blogueiras que estava investigando, a Denise. Acho que vocês devem ter ouvido falar da morte dela, aqui estão alguns prints. E de onde vieram esses têm muito mais.

“Caro [ocultado],

A denúncia que está fazendo é extremamente grave e envolve muitos órgãos de governos de vários países. Precisamos marcar um encontro para que você me mostre as provas encontradas.

Atenciosamente

Harriet Hornett, especialista em direitos humanos”

“Caro [ocultado],

Eu estou juntando provas para iniciar uma investigação sobre o que me informou, pensei em informar ao Senador [ocultado], mas acabo de perceber que ele não é confiável.

Atenciosamente,

Senador Oshland.”

“[Ocultado],

Não consegui encontrar nada nas minhas pesquisas sobre os PRODÍGIOS, mas um nome ficou se repetindo muito: Anastasia. A garota não tem um sobrenome, mas se a acharmos, ela poderá ser a resposta de muitas perguntas.

Da sua colega de blog,

Denise.”

Todos os três morreram de maneira misteriosa.

[Favreau]: WOW! Que treta! :o

[Feige]: Assustaram o Liberdade Sem Fronteiras! A PORRA É SÉRIA!

[Whedon]: VAZA O RESTO!

[RDJR]: VAZA O RESTO²

[AC]: Mandem as provas para o Wikileaks ou para a Maré Crescente antes que te matem!

[Hell’s Kitchen Guy]: Do que diabos vocês estão falando?

[snave sihrc]: Leia o resto do post para entender Hell’s Kitchen Guy.

[Hell’s Kitchen Guy]: Esses PRODÍGIOS lembram um pouco o Projeto russo Viúva Negra.

Em seguida todo o fórum saiu do ar, exatamente como Amy havia previsto.

— E agora? — Carrie perguntou.

— Agora, nós esperamos. — Amy respondeu.

***

Kat estava em um shopping com uma peruca preta channel, uma roupa com o estilo desleixado e um óculos. A garota estava sentada em uma mesa fingindo que estava mexendo no notebook quando Amy enviou uma mensagem no celular da garota.

[Amy]: Se prepara!

Kat fechou o notebook e se levantou. Ela olhou para os lados por um momento e viu uma garota, Amanda, indo na direção dela. O que a fez correr e ser perseguida pela Amanda. No meio da perseguição, Kat pegou o celular e começou a mandar mensagens para a Ally.

[Kat]: Ally, onde você está?

[Ally]: Me encontre no estacionamento!

Kat correu o quanto pôde pelo shopping e cortou caminho pelas lojas enquanto jogava obstáculos pelo cainho, como mesas, manequins e outras coisas. Ao chegar nas escadas, ela correu o máximo que conseguia até chegar ao estacionamento, onde foi cercada pela Amanda, que lhe apontou uma arma. Ally, montada em uma moto, invadiu o estacionamento e parou na frente de Kat.

— Vem logo! — Ally gritou e Kat montou na moto e as duas partiram. Amanda foi até uma das motos que estavam no estacionamento e deu a partida usando ligação direta.

— Uma moto? — Kat perguntou impressionada na garupa.

— Eu disse que não era um carro. — Ally respondeu enquanto dirigia e em seguida ela conseguiu ver pelo retrovisor que Amanda estava as perseguindo.

— Hora da parte quatro. — Kat avisou e Ally dirigiu a moto até o prédio abandonado onde Carrie e Amy as esperavam devidamente uniformizadas. Amanda parou a moto roubada na frente do prédio e em seguida entrou e começou a perseguir Ally e Lat até chegar à uma sala, onde foi trancada junto com Carrie, que estava com o seu uniforme rosa e uma máscara.

— Se tentar alguma coisa, eu explodo o prédio abaixo. — Carrie ameaçou mostrando um acionador falso, mas que era convincente o suficiente para fazer Amanda acha que havia uma bomba no prédio.

— O que você quer? — Amanda perguntou.

— Que você responda algumas perguntas. — Carrie respondeu.

— E por que eu faria isso? — Amanda questionou.

— Porque você não quer morrer. — Carrie respondeu.

— O que te faz achar isso? — Amanda questionou.

— Você ainda não tentou tomar o acionador da minha mão, o que demonstra que você tem algum amor à sua vida. — Carrie respondeu.

— O que quer que eu fale? — Amanda perguntou.

— O que você sabe sobre Caleb Morgan? — Carrie interrogou.

— Que ele é um cientista. — Amanda respondeu.

— Qual a sua relação com ele? — Carrie perguntou.

— Nenhuma, eu não sou uma cobaia e nem um dos superiores. — Amanda respondeu.

—Cobaia? — Carrie perguntou confusa.

— Apenas nossos superiores e algumas cobaias tinham contato com ele. — Amanda respondeu.

— “Tinham”? No passado? — Carrie perguntou.

— Sim, ele foi preso pela SHIELD. — Amanda explicou. — Acho que você já sabe disso.

— Eu não tenho tanta certeza de que ele continua preso. — Carrie disse.

— Você realmente explodiria o prédio? — Amanda questionou.

— E o que te faz duvidar? — Carrie perguntou.

— Suas amigas estão aqui, se explodir o prédio elas também morrerão. — Amanda respondeu.

— Acho que já deixamos bem claro que não nos importamos em arriscar. — Carrie respondeu.

— De fato, mas ainda assim, as pessoas não costumam colocar o que amam ou o que acham que amam em risco, por mais doidas que sejam. — Amanda disse. — Você as ama, não ama? Você realmente arriscaria elas? — Amanda aproveitou um momento de distração de Carrie e tomou o acionador da menina descobrindo que ele era falso.

— É falso! — Amanda constatou jogando o acionador no chão, em seguia, Kat, Ally e Amy, que estavam uniformizadas, invadiram a sala e apontaram as armas para Amanda, mas esta conseguiu tomar as armas das garotas com alguns chutes e em seguida ela ameaçou atirar em Carrie.

— Não faça isso! — Anastasia apareceu encapuzada atrás de Amanda e apontou uma arma para ela e Amanda fez o mesmo contra Anastasia. — Olá, Amanda.

— Você sabe o meu nome? — Amanda perguntou assustada.

— Acredite, eu sei mais sobre você do que qualquer um dos seus superiores. — Anastasia respondeu. — Eu sei que você nasceu em Sokóvia, sei que te capturaram quando tinha apenas cinco anos, sei que você tentou fugir várias vezes, mesmo recebendo as piores punições por tentar, sei que eles te consideram rebelde demais e a única razão pela qual eles ainda não terem te matado, é por você ter uma das melhores estrategistas, talvez a melhor. Eu também sei que você vê essa missão como a sua passagem para a liberdade. — Anastasia disse. — Sinto muito em dizer isso, mas ela não é. Eles mentiram para você.

— Eu não vou cair nesse jogo. — Amanda disse.

— Isso não é um jogo Amanda, é a verdade. — Anastasia respondeu. — Por que eles a libertariam? O que ganhariam com isso? Eles vão usa-la enquanto for útil, e quando deixar de ser, eles vão se livrar de você na primeira oportunidade.

— Eles são a minha família, jamais fariam isso. — Amanda argumentou.

— Não, eles não são, e você sabe disso. — Anastasia respondeu.

— E você é um anjinho disposto a me ajudar? — Amanda ironizou.

— Não, eu apenas estou fazendo por você o que ninguém fez por mim quando precisei. Estou te ajudando a escapar.

— Quem é você? — Amanda perguntou abalada.

— Não é isso o que importa. O que importa é o que você quer ser, uma pessoa realmente livre, ou apenas uma marionete que pensa que é livre? — Anastasia questionou e Amanda ficou olhando para os lados sem saber o que fazer, ela estava confusa. Tudo o que Anastasia dizia fazia sentido, Amanda já sabia de tudo aquilo, mas não queria admitir a si mesma a verdade. Ela pegou o rastreador que tinha no braço, o jogou no chão e pisou em cima dele o quebrando. Confusa, Amanda jogou a arma no chão e saiu correndo do local, se continuasse a correr, ela seria livre. Mas livre para o quê? Ela não se importava, qualquer coisa era melhor que os PRODIGIOS.

— Quem é você e por que a sua voz é tão familiar? — Kat perguntou para Anastasia.

— Prestem atenção, não se metam mais nisso, ou eu não poderei mais protege-las. — Anastasia alertou e saiu do local deixando Kat, Carrie, Ally e Amy chocadas.

***

Enquanto isso do outro lado da cidade…

Uma garota de 1,58 de altura entrou em um prédio cheia de computadores, disfarçada, e foi até uma das salas sem ninguém perceber. Ela se trancou na sala e conectou um pen-drive à um dos computadores e começou a extrair o máximo de informações possível. Mas em uma outra sala, alguém percebeu que alguém estava invadindo os sistemas.

— Senhor, alguém está invadindo os sistemas daqui de dentro. — um jovem que trabalhava no local alertou.

— Localize este alguém e o traga aqui. — o superior do jovem ordenou. Vários soldados ocuparam o corredor da sala que havia sido invadida e um deles arrombou a porta, mas ao entrarem na sala, eles não encontraram ninguém lá.

***

Ally, Amy, Carrie e Kat chegaram ao apartamento de Ally ainda sem acreditar no que aconteceu.

— Precisamos descobrir mais sobre eles. — Carrie disse.

— Você está de brincadeira, né? — Ally questionou.

— Não. Seja lá quem eles forem, eles podem nos levar até quem matou a minha mãe. — Carrie respondeu.

— Ou podem acabar nos matando. — Ally interferiu.

— Um risco que terei que correr. — Carrie respondeu.

— Então você terá que correr sozinha. — Ally respondeu.

— Como é? — Carrie perguntou.

— Eu não vou mais arriscar a minha vida assim, nós quase morrermos hoje e essa não foi a primeira vez que isso aconteceu. Eu já perdi muita e não quero perder ainda mais. — Ally respondeu.

— Ela está certa. — Kat disse.

— Até você? — Carrie questionou.

— Carrie, nós estamos arriscando demais, invadimos sistemas, ferimos pessoas, invadimos propriedade particular, causamos desordem pública. Nós tentamos ajudar as pessoas e ao mesmo trazemos ainda mais problemas. Com tudo isso, o que nos diferencia dos bandidos? — Kat questionou.

— Você quer mesmo que eu responda? — Carrie perguntou de maneira irônica.

— Carrie, a qualquer momento alguém da SHIELD, NSA, FBI, CIA pode descobrir quem somos e vir atrás da gente. — Amy explicou.

— Isso se já não souberem. — Ally completou. — Carrie, antes de morrer tudo o que a sua mãe queria era que você tivesse uma vida normal, e a primeira coisa que você fez, foi exatamente o contrário.

— Ally…

— Você sabe que eu estou falando a verdade. — Ally interrompeu Carrie.

— Mas, mataram a minha mãe. — Carrie tentou argumentar.

— E você acha que ela ficaria feliz em ver o que você está fazendo? — Ally questionou.

— Não, ela não ficaria. — Carrie concluiu.

***

Jason estava na sala de computadores que havia sido invadida ainda sem acreditar no que haviam lhe contado.

— Ela entrou e saiu sem sequer chamar a atenção? — Jason perguntou sem acreditar.

— Sim senhor, como uma sombra. — um homem respondeu e então uma mulher se aproximou com um notebook.

— Senhor, antes do rastreador da Amanda ser destruído, ele gravou um áudio que o senhor precisa ouvir. — a mulher avisou.

— É algo que revele as identidades daquelas malditas heroínas de Seattle? — Jason perguntou.

— Infelizmente não. Parece que elas sabem sobre o Caleb e sobre nós, mas o final do áudio é que é realmente importante. — a mulher abriu o notebook e começou a rodar o áudio gravado.

— Eles são a minha família, jamais fariam isso.

— Não, eles não são, e você sabe disso.

— E você é um anjinho disposto a me ajudar?

— Não, eu apenas estou fazendo por você o que ninguém fez por mim quando precisei. Estou te ajudando a escapar.

— Quem é você?

— Não é isso o que importa. O que importa é o que você quer ser, uma pessoa realmente livre, ou apenas uma marionete que pensa que é livre?

— De alguma forma, acredito que esta encapuzada que vem nos dando bastante prejuízo já foi uma de nós. — a mulher deduziu.

— Não, é pior que isso. Ela já foi a mais perigosa de nós. — Jason corrigiu.

— Como é? — a mulher perguntou confusa.

— O jeito dela lutar, a maneira como age, nunca deixando pistas, nos encurralando. É igual a Anastasia. — Jason disse.

— Mas, a Anastasia morreu. Ninguém sobreviveria a um tiro na cabeça e depois a um afogamento. — a mulher disse sem acreditar.

— Aparentemente, ela sobreviveu. — Jason respondeu, ele finalmente havia percebido o que parecia óbvio, Anastasia havia voltado e estava disposta a destruir todos eles.

Notas finais
Tenso esse capitulo, né? Então tenho o prazer de avisar que o próximo capítulo será praticamente um flashback onde vocês conhecerão um pouco mais do passado da Anastasia. Referências e coisas do tipo: #1: Chloe, fiquem de olho nessa garota, ela aparecerá nos próximos capítulos. . #2: O Soldado Invernal apareceu no capítulo 4, para quem não se lembra. . #3: Anastasia, a suicida que não sente dor. , #4: Frontline, quem leu Guerra Civil entendeu a referência :3 mas pra quem não leu, Frontline eram as HQs da Guerra Civil que eram narradas a partir do ponto de vista de dois jornalistas do Clarim Diário que no final abrem um site chamado Frontline (pelo menos é o que eu me lembro, faz tempo que eu não leio Guerra Civil, me corrijam se eu estiver errada.) . #5: Feige> Kevin Feige, aquilo foi um easter egg. . #6: Favreau> Jon Favreau, outro easter egg. . #7: RDJR> Robert Downey Jr. > sim, esse chat no fórum tá cheio de easter eggs . #8: AC: AdoroCinema, essa foi para um leitor da fic no Spirit. . #9: snave sihrc, que ao contrário é Chris Evans . #10: Hell's Kitchen Guy "Do que diabos vocês estão falando?", a referência ao Demolidor está bem forte ali! . #11: Creepypasta, vocês sabem o que é uma creepypasta . #12: E era uma moto! Agora voltem ao capítulo e releiam aquele díalogo entre a Kat e a Ally no começo do cap. 2, quando a Kat acha uma chave. . #13: Olha a SHIELD sendo citada ai! . #14: Alguém está querendo concorrer com a Anastasia ao título de personagem mais "Suprise mother fucker!" . #15: SHIELD, NSA, FBI, CIA, esse parágrafo foi foda. . #16: Caleb, o pai da Carrie que também é um cientista do mal, caso alguém ai tenha esquecido. . #17: "Como uma sombra", lembram que eu disse para vocês guardarem essa frase? . #18: E finalmente, descobriram que a Anastasia está viva.