Covenant of Risk

2 Efeito Borboleta


Notas iniciais
Olá, por favor não me matem, eu sei que eu demorei, mas como vocês devem saber vida de escritora é bastante complicada, principalmente quando a escritora em questão além de provas, também teve que fazer 120 questões de matemática, ficou sem dinheiro, deprimida, desesperada, entre outras coisas! Mas aqui está o capitulo e eu me empolguei de novo e ele ficou meio grande, mas espero que gostem e esse foi um mês complicado para mim, então espero que possam perdoar a minha demora. Agora deixe eu deixa-los em paz para que possam ler o capitulo e nos vemos nas notas finais ;) PS:Explicando o título---> Efeito Borboleta é basicamente um acontecimento simples que pode mudar tudo.

Seattle – Washington – EUA

Quatro anos atrás...

Já estava quase na hora do jantar, enquanto Josh fazia uma macarronada, Josie resolvia um problema do trabalho no notebook e Amy estava jogando videogame.

— O que você acha de viajarmos para Boston neste feriado? — Josie perguntou tentando puxar assunto com Amy que estava muito entretida com o jogo. — Amélia... — chamou Josie conseguindo fazer com que a filha pausasse o jogo.

— O que foi mãe?

— Eu estava falando sobre viajarmos para Boston nesse feriado, para passarmos o dia de ação de graças na casa da sua avó.

— Ou nós podemos passar ele aqui mesmo. — Amy não gostava muito de viajar, especialmente quando essa viagem era para a casa da avó dela.

— Amélia!

— Foi só uma sugestão!

— O jantar está pronto! —Josh avisou fazendo com que Amy corresse para a cozinha enquanto Josie desligava o notebook.

— Já lavou as mãos? —Josh questionou enquanto Amy tentava pegar o prato.

— Minhas mãos estão limpas! — Amy argumentou.

— Vai lavar as mãos! —Josh mandou.

— Que raiva, você tem que ficar mesmo me tratando como uma criancinha? Isso é muito chato! — Amy resmungou enquanto ia lavar as mãos. — “Vai lavar as mãos! ” — Amy debochava enquanto lavava as mãos.

— Eu ouvi isso! — Josh avisou.

— Essa era a intenção! — Amy respondeu terminando de lavar as mãos e logo em seguida ela fechou a torneira da pia e foi pegar um prato.

— Sobre o que vocês estão conversando? — Josie perguntou entrando na cozinha.

— A Amélia acha que estamos tratando ela como se fosse uma criança. — Josh brincou.

— Ah meu Deus! Será que eu estou errada e a minha querida Amélia não tem mais oito anos? — Josie brincou enquanto pegava um prato.

— Ha, ha, ha, muito engraçado! — Amélia debochou e logo em seguida Josie começou a se sentir mal e deixou o prato cair.

— Josie, está tudo bem? — Josh perguntou preocupado.

— Eu... — antes que Josie terminasse de falar ela caiu desacordada deixando o marido e a filha desesperados.

— Mãe! —Amy gritou desesperada se ajoelhando ao lado do corpo da mãe. — Mãe! Por favor, fala comigo! Mãe!

***

Dias atuais...

Nove Horas da noite de um típico domingo. Após um dia bem feliz, um jovem casal sai de uma pizzaria junto com sua filha de quatro anos e se preparam para ir embora, mas quando eles vão entrar no carro, três bandidos armados os abordam.

— Perdeu! Perdeu! — um dos bandidos gritou apontando uma arma.

— Nós não temos dinheiro! — o rapaz respondeu.

— Mamãe, tô com medo! — a filha do casal disse que estava bastante assustada.

— Então dê a chave do carro! — o outro bandido disse.

— Tudo bem, tudo bem! – respondeu o rapaz que entrega a chave do carro para os bandidos, mas antes deles fugirem com o carro, vários policiais apareceram e os cercaram.

— Vocês estão cercados, larguem as armas e rendam-se! — um policial avisou em um megafone.

— Merda, e agora? – perguntou um dos bandidos preocupados enquanto o outro pegou a menina de quatro anos sem avisar e apontou uma arma para ela.

— Se alguém fizer alguma gracinha, ela morre! — o bandido ameaçou apontando uma arma para a cabeça da menina.

— Mamãe! — a menina chorou fazendo com que a mãe tivesse uma reação precipitada.

— Larga a minha filha! — gritou a mulher partindo para cima do bandido que em um impulso pegou uma arma e atirou na mulher.

— Não! — gritou o rapaz que correu até o corpo de sua mulher que agora estava caído no chão em volta de uma poça de sangue.

— Mãe! Mamãe! — a menina chorou vendo o corpo da mãe no chão.

— Merda! — disse o bandido vendo o que fez, os policiais começaram a atirar, mas não conseguiram acertar nenhum dos bandidos que entraram no carro e foram embora levando a menina como refém.

***

No dia seguinte...

— Nós estávamos pensando em fazer um uniforme com detalhes rosa para Carrie, só pela ironia. —Kat disse enquanto caminhava pelo corredor da escola junto com Ally.

— Legal... — Ally respondeu sem esboçar uma reação certa.

— Sabe... Ainda não é tarde para você entrar na equipe. Eu tenho até um uniforme em mente para você. — Kat disse em mais uma tentativa de convencer Ally a entrar na equipe.

— Kat, eu não vou participar dessa loucura. — Ally avisou, ela achava que aquilo era loucura demais.

— Mas você participou naquele dia. — Kat respondeu.

— Isso já faz um mês e estávamos em um assalto, eram eles ou nós. — Ally respondeu.

— Mas o que fizemos foi um ato heroico, e por mais que os vingadores façam um bom trabalho, eles não podem salvar uma velhinha de ter a sua bolsa roubada. — respondeu Kat.

— É para isso que temos a policia. — Ally argumentou. Ela não achava que vestir um uniforme e combater o crime era uma boa ideia, principalmente por achar que a vida não é como uma HQ ou um filme onde no final tudo acaba bem para o mocinho. Aquela era a vida real, onde as chances disso dar errado eram muito grandes e sem a vantagem dos filmes onde o protagonista não pode morrer, até porque, não há protagonistas na vida real.

— Mas nem sempre eles são o suficiente. — Kat respondeu.

— Kat, eu sei que você está empolgada com a ideia de que é uma heroína e isso pode ter dado certo quando paramos aqueles bandidos ou quando vocês impediram aquele assalto na semana passada, mas isso é arriscado e vai chegar uma hora em que isso vai chegar a um ponto em que as suas vidas estarão em risco e eu não quero fazer parte disso. —Ally explicou.

— É você quem sabe... — Kat respondeu, mas ela ainda não havia desistido totalmente.

***

Kat e Ally saíram do elevador e andaram pelo corredor até chegarem à porta do apartamento de Ally.

— Saiba que o convite continua valendo. — Kat insistiu enquanto Ally destrancava a porta.

— Sério que vamos voltar a esse assunto? — Ally questionou e logo em seguida as duas viram Bell, a nova vizinha de Ally, saindo do apartamento ao lado e trancando a porta.

— Oi! — Bell cumprimentou.

— Olá, vizinha!

— Oi! — Kat disse após Ally e então Bell entrou no elevador. — Acho que eu estou apaixonada pelo cabelo da sua vizinha.

— Por que você não pinta o cabelo que nem o dela então?

— Eu já fui loira uma vez. Ficou até legal, mas nada como ela. Quer dizer… Ela é uma mistura de Top model e filha de Afrodite. — As duas entraram no apartamento e encontraram Carrie no sofá.

— Como você entrou aqui? – Ally questionou espantada.

— Sua tia me deixou entrar antes de ir trabalhar. Ela me disse para esperar você chegar e para te avisar que tem comida no forno. — Ally foi até a cozinha deixando Kat e Carrie na sala. — Quem é uma mistura de top model e filha de Afrodite?

— A vizinha da Ally.

— Ah! A Tagaryen-Stark.

— Tagaryen-Stark?

— É que o cabelo dela é de uma Tagaryen e os olhos são de um Stark. — Ally voltou para a sala e Kat encontrou o que parecia ser a chave de um veículo em cima do criado.

— Você tem um carro? — Kat perguntou curiosa ao pegar a chave.

— Tenta não pegar nisso de novo, ok? — Ally disse pegando a chave e guardando no bolso.

— A Alyssa tem um segredo. Interessante! — Kat comentou.

— Não é um segredo, é só uma coisa que eu tenho e não costumo usar. — Ally respondeu.

— Que tipo de pessoa tem um carro e não o usa? — Kat questionou.

— Não é um carro! — Ally respondeu e alguém tocou a campainha fazendo com que a garota atendesse a porta e encontrasse Amy preocupada. — Está tudo bem?

— Posso entrar? — Amy parecia estar preocupada.

— Pode! — Amy entrou e Ally fechou a porta.

— Se for sobre o projeto “CQFI”, eu tive alguns avanços fascinantes. — Kat disse.

— O que é “CQFI”? — Ally perguntou curiosa.

— É uma sigla para…

— Não é sobre isso. — Amy interrompeu. — É algo realmente muito sério. — Amy mostrou o celular com uma notícia recente.

Assalto frustrado termina em uma morte e no sequestro de uma criança

— Acha que ela pode estar viva? — Carrie perguntou preocupada.

— Eu espero que sim.

— Então, nós vamos resgatar a menina? — Kat perguntou.

— E como vocês esperam encontrá-la? Telepatia? — Ally questionou.

— Cara Ally, já que você não vai entrar na equipe e também não vai ajudar, faça o favor de não atrapalhar! — Carrie respondeu já bem irritada com as respostas de Ally.

— Ela está certa, não temos nenhuma pista de onde eles possam ter levado a menina. — Kat constatou.

— Se vocês soubessem quem são os bandidos isso seria meio caminho andado. — Ally comentou.

— Como é? — Carrie perguntou.

— Se vocês soubessem a identidade deles, vocês só teriam que pesquisar o passado deles, pessoas relacionadas, propriedades, propriedades de pessoas relacionadas, últimas movimentações. Acho que é mais ou menos isso que a polícia faz. — Ally explicou.

— Ally, você é uma gênia! — disse Kat que se sentou ao lado de Amy. — Você é hacker, né? — Kat perguntou para Amy.

— Eu sei fazer algumas coisas, mas nada muito impressionante. — Amy respondeu.

— Você conseguiria hackear os computadores da polícia? — Kat perguntou.

— Provavelmente, mas as chances de eu ser pega são muito maiores do que as de eu conseguir entrar no computador deles. Quer dizer… Eu não sou nenhuma Dama Vermelha. — Amy respondeu.

— Quem é Dama Vermelha? — Carrie perguntou curiosa.

— É uma hacker bastante habilidosa. — Amy respondeu.

— Mas você conseguiria, né? — Kat perguntou mais uma vez.

— Se eu conseguisse mascarar o meu IP e algo para que não descubram qual servidor eu estou usando, aí talvez, eu conseguiria. — Amy respondeu.

— E se eu te ajudasse a mascarar o IP e o servidor? — Kat perguntou.

— Você conseguiria fazer isso? — Amy questionou.

— Eu sou um gênio da ciência, lembra?

— Mas uma coisa é uma bomba de fumaça e outra coisa é ciência da computação. — Amy explicou.

— Mas continua sendo ciência, certo? — Kat constatou.

— Sim. — Amy percebeu o quanto Kat conseguia ser convincente e manipuladora quando queria, restava saber se isso era algo bom ou ruim.

— Vamos fazer isso ou não? — Carrie perguntou.

— Ok, mas eu preciso do meu notebook. — Amy respondeu.

— E onde ele está? — Kat perguntou.

— No meu apartamento. — Amy respondeu.

— Ok, eu vou lá com você para pegarmos o notebook e a Carrie fica aqui com a Ally. — Kat disse.

— Tudo bem por você? — Amy perguntou para Carrie.

— Desde que vocês não demorem muito, por mim tudo bem. — Carrie respondeu.

— Ok, nós voltamos daqui a pouco. — Kat disse saindo junto com Amy. As duas foram até o apartamento onde Amy mora com o pai e entraram lá.

— Oi pai! — Amy disse entrando no apartamento e sendo seguida por Kat.

— Oi Amélia! — Josh respondeu contrariando a filha.

— É Amy pai! — Amy explicou irritada com o nome de batismo.

— O que você tem contra o nome Amélia? — Kat perguntou curiosa.

— Pai, você viu o meu notebook? — Amy perguntou mudando de assunto.

— Acho que está em cima da sua cama. — Josh respondeu e as duas foram até o quarto de Amy que pegou o notebook em cima da cama.

— O seu pai é legal. — Kat comentou.

— É, eu sei. — Amy respondeu ligando o notebook.

— O que você tem contra o nome Amélia? — Kat perguntou curiosa.

— Quando alguém diz que se chama Amélia, qual é a primeira coisa que vem a sua cabeça. — Amy questionou.

— Eu sei lá! Não costumo ligar nomes à estereótipos — Kat respondeu.

— Mas a maioria das pessoas ligam e eu não quero ser vista como uma Amélia. — Amy explicou.

— Mas Amy não é um nome muito forte. — Kat comentou.

— Mas já é bem melhor que Amélia.

***

Enquanto isso…

— O que você está fazendo? — Carrie perguntou ao ver Ally rodeada de cadernos.

— Dever de casa. — Ally disse o que provavelmente era a resposta mais óbvia no momento.

— Qual matéria? Carrie perguntou curiosa.

— Não sabia que éramos tão amigas! — Ally observou.

— Você é a minha babá, amigas ou não, é necessária uma boa convivência entre nós. — Carrie respondeu.

— E o que você sugere que façamos para que isso aconteça? — Ally questionou.

— O que você gosta de fazer? — Carrie perguntou tentando achar algo em comum com a babá.

— Não correr riscos. — Ally respondeu sem hesitar.

— Isso é um problema. — Carrie comentou e a tia de Ally chegou ao apartamento.

— Sobre o que estão conversando? — a tia de Ally perguntou curiosa.

— Tarefa de casa. — Ally respondeu.

Kat e Amy tocaram a campainha e Carrie e Ally saíram do apartamento e fecharam a porta.

— Amy achou uma lista de potenciais suspeitos. — Kat começou a explicar.

— E depois de estudarmos todos eles, cheguei aos sequestradores e a um possível cativeiro. — Amy completou.

— Então nós iremos até lá e veremos se é mesmo o cativeiro. — Carrie disse.

— E se for mesmo? — Amy perguntou.

— Então teremos que fazer alguma coisa. — Carrie respondeu.

— Isso parece ser um pouco arriscado. — Ally observou.

— Mas nós somos a última chance daquela garotinha. — Kat respondeu.

— Ally, já que você vai ficar, eu queria te pedir um favor. — Carrie disse. — Eu queria pedir que você nos desse cobertura até voltarmos.

— A não ser que você queira ir conosco. — Kat ainda tinha esperanças de convencer a amiga a participar da equipe.

— Ok! Eu dou cobertura. — Ally respondeu deixando Kat desanimada. A garota voltou para dentro do apartamento e foi até a tia que estava na cozinha. — Tia, eu só queria avisar que eu e as meninas vamos sair e voltamos logo, logo!

— Logo quando? — a tia de Ally questionou.

— Acho que em três horas no máximo. Talvez quatro. — Ally respondeu.

— Ok, vocês podem ir, mas lembre-se do que discutimos. Se quebrar a minha confiança, a liberdade acaba. — a tia de Ally lembrou a regra essencial delas. Ela não colocaria muitas imposições à Ally e a daria um pouco de liberdade, mas a liberdade acabaria no primeiro tropeço da sobrinha.

— Pode deixar! — Ally respondeu e voltou para o lado de fora do apartamento. — Vocês têm quatro horas. Quando terminarem, me encontrem na lavanderia.

— Então você não vem mesmo? — Kat perguntou.

— Não. — Ally respondeu.

— Que pena… — Kat disse decepcionada. — Caso mude de ideia, o seu uniforme está no fundo da segunda gaveta do seu guarda-roupas.

— Eu não vou mudar de ideia. — Ally esclareceu.

— Então quando tiver a oportunidade jogue o uniforme fora. — Kat respondeu e logo em seguida saiu com Carrie e Amy.

***

Quatro anos antes…

Amy e Joshua estavam esperando por notícias no corredor do hospital. Desde que Josie havia dado entrada na emergência nenhum dos médicos havia dito nada sobre o estado dela. Os dois temiam pelo pior.

— Senhor Clark? — um médico chamou e Josh foi até ele. Amy ficou no corredor olhando de longe a conversa entre o pai e o médico. Ela percebeu a cara que o médico fez e a tristeza no rosto do pai. Ela sabia que algo muito ruim havia acontecido. Josh voltou até a filha que ainda tinha esperanças de que a mãe estivesse bem.

— Amélia… — Josh não conseguia falar, era difícil demais, mas ele nem precisou. Amy havia entendido tudo. Ela abraçou o pai enquanto as lágrimas corriam pelo rosto. Ela sabia. Ela sabia que a mãe havia morrido.

***

Dias atuais…

Ally estava na lavanderia exatamente como havia dito para as meninas. Ela estava escondida em um canto e mexendo no notebook, esperando o tempo passar. Depois de algum tempo, Roger entrou na lavanderia e se sentou ao lado de Ally e ele também estava com um notebook. Ele percebeu que Ally estava tentando acessar uma página que estava demorando para carregar.

— Eu não sei se deveria dizer isso, mas se quer tanto pegar o wifi do prédio, por que não pega o da recepção? — Roger perguntou. — O sinal lá é bem melhor.

— É que eu preciso estar invisível para todas as outras pessoas. — Ally respondeu. — Eu lembro que o Ethan tem internet no apartamento dele. Por que você iria querer pegar o wifi do prédio?

— Na verdade eu estou tentando me esconder do Ethan. — Roger respondeu.

— Ele fala muito, né? — Ally perguntou em tom de brincadeira.

— Você não faz ideia! — Roger respondeu.

— Acredite, eu faço. — Ally respondeu.

— Mas, e você? De quem está tentando se esconder? — Roger perguntou curioso.

— Na verdade, eu estou dando cobertura para as minhas amigas. — Ally respondeu.

— Cobertura? — Roger perguntou confuso.

— É complicado. — Ally respondeu. — Está preparando um post para o “Liberdade sem fronteiras”?

— Na verdade é para um futuro post. — Roger respondeu.

— E sobre o que é esse futuro post? — Ally perguntou.

— É sigiloso. — Roger respondeu.

— Ah sim, claro! — Ally respondeu. — Eu li o seu post sobre aquelas heroínas da lanchonete.

— Ah sim… As heroínas de Seattle. — Roger disse ao entender do que Ally estava falando.

— Olha, eu tenho quase certeza que elas não gostam desse nome. — Ally respondeu.

— Desse jeito, até parece que você é uma delas. — Roger observou.

— Bem… Eu não sou… Mas, se eu fosse, provavelmente não gostaria desse nome. — Ally respondeu.

— Tudo bem, vou tentar pensar em um nome melhor. — Roger respondeu. — Afinal, a primeira equipe de super-heróis de Seattle merece um nome digno.

— Uau, você é muito fã delas. — Ally comentou.

— Na verdade, está mais para admiração e identificação. — Roger explicou.

— Admiração e identificação? — Ally perguntou confusa.

— Admiração, porque por mais que os vingadores sejam legais, eles não podem salvar uma velhinha de ser assaltada, ou ajudar aquela criança que sofre bullying a enfrentar um valentão. E identificação porque elas fazem a mesma coisa que nós do “Liberdade sem Fronteiras” fazemos, mas de modo diferente.

— De modo diferente?

— Elas ajudam as pessoas impedindo assaltos e salvando vidas, enquanto nós do “Liberdade sem Fronteiras” ajudamos as pessoas mostrando a verdade que tentam esconder, dando esperança, derrubando governos e governantes maus, lutando contra a corrupção. Nós ajudamos as pessoas e trazemos esperanças, de diferentes maneiras, mas ainda assim, estamos ajudando.

— Uau, do jeito que você fala, vocês parecem até mais heroicos que os próprios vingadores. — Ally comentou.

— E teoricamente somos. Vinte seis pessoas, de dezessete países diferentes, postando em um blog, tentando mudar o mundo, não importam as consequências. E sem receber nada por isso. Os vingadores salvaram o mundo um dia, nós tentamos salva-lo todo dia. — Roger respondeu.

— E você não tem medo de que isso seja arriscado demais?

— Tenho, mas alguém precisa fazer para deixar de ser arriscado, certo? — Ally ficou pensativa com a resposta que Roger havia dado. Ela ainda não havia percebido que mesmo arriscadas e inconsequentes, as atitudes de Carrie, Kat e Amy também eram bastante nobres. Roger havia conseguido em minutos o que Kat estava tentando fazer há um mês. Faze-la correr riscos por uma causa maior.

***

Um pouco longe dali…

Após verificar o tal balcão, Carrie voltou até o local onde Kat e Amy esperavam por ela.

— E então? — Kat perguntou ansiosa.

— Ela está lá. — Carrie respondeu informando que a menina sequestrada estava realmente no galpão.

— E vocês têm algum plano? — Ally perguntou surpreendendo as outras três.

— Você veio? — Kat perguntou surpresa.

— Sim, mas eu tenho algumas condições para fazermos isso. — Ally respondeu.

— Quais? — Carrie perguntou.

— Não sairemos por aí enfrentando tudo o que acharmos pela frente sem um plano no mínimo convincente. Não somos justiceiras, então nada de sairmos por aí matando todo mundo, e principalmente, protegeremos nossas identidades secretas de todas as maneiras possíveis. — Ally propôs.

— Mais alguma coisa? — Carrie perguntou.

— Por enquanto é só. — Ally respondeu.

— Espera um pouco! Como você descobriu onde estamos? — Amy questionou.

— Digamos que “hitman47” não é uma boa senha. — Ally respondeu.

— Que tipo de senha é “hitman47”? — Kat perguntou olhando para Amy.

— Essa é uma senha muito idiota! — Carrie comentou.

— Será que dá para nos concentrarmos em resgatar a menina? — Amy pediu.

— Qual é o plano? — Ally perguntou novamente.

— Precisamos arrumar um jeito de tirar a menina de lá para que os policiais possam chegar e prender os bandidos. — Carrie disse.

— Espera, esse não parece ser um plano suicida. — Ally comentou.

— Você não achou que lutaríamos com bandidos armados e colocar a vida da menina em risco, achou? — Carrie questionou.

— Mas não foi isso o que fizemos aquele dia no restaurante? — Ally questionou.

— Sim, mas aquele dia nós tínhamos a vantagem da falta de visibilidade do local, o que seria inviável hoje e o treinamento da Kat e da Amy ainda não está em um nível satisfatório. — Carrie respondeu.

— Espera um pouco, vocês fazem um treinamento? — Ally perguntou curiosa.

— Sim, se somos heroínas temos que treinar para lidar com diversos tipos de situação, até porque nós somos doidas, não suicidas. — Carrie explicou.

— Provavelmente o seu treinamento começará amanhã. — Kat disse para Ally.

— E se uma de nós distrair o bandido enquanto outra tira a menina de lá e as outras duas vigiam. — Amy propôs.

— Meio infantil, mas se fizermos do jeito certo pode funcionar. — Carrie concluiu.

— O que faremos? — Kat perguntou.

— Ally ligará para a polícia, Kat ligará para um dos sequestradores e o distrairá enquanto eu e Amy tiramos a menina lá de dentro antes da polícia chegar para que os bandidos não tentem usa-la como moeda de troca. — Carrie explicou.

— Como eu ligarei para eles se eu não sei o número do celular de nenhum deles? — Kat questionou.

— Na verdade, eu já cuidei disso. — Amy respondeu entregando um papel com um número de telefone para Kat.

— Como conseguiu o número deles? — Ally perguntou curiosa.

— Isso envolve uma rede wifi, bluetooth e um pouco de sorte. É difícil de explicar. — Amy respondeu.

***

Ally e Kat foram até um telefone público e Ally discou o 911 (número do serviço de emergências dos Estados Unidos e de alguns outros países também).

— Alô, emergência? Eu sei para onde levaram a menina que foi sequestrada no domingo, a Anika. — Ally disse no telefone.

***

Enquanto isso no galpão, um bandido estava vigiando a entrada e o outro vigiava a porta de um cômodo onde a Anika estava trancada. Um terceiro bandido havia saído para comprar comida. Carrie e Amy entraram por uma janela e se esconderam atrás de algumas caixas.

— Que a Kat não demore muito. — Carrie disse para si mesma.

***

Enquanto isso, Kat que estava ao lado de Ally e assim que a amiga desligou a telefone, a garota colocou algumas moedas no telefone e discou o número que estava no papel.

***

O celular do bandido que vigiava a porta do cômodo tocou e ele se afastou de lá para atender a chamada.

— Alô?

Carrie e Amy aproveitaram a brecha e foram até a porta do cômodo. Amy pegou uma chave mestra e conseguiu abrir a porta e as duas encontraram a Anika assustada em um canto.

***

— Senhor, esse número foi premiado. — Kat mentiu.

Mas eu não me lembro de ter participado de nenhuma promoção.

— É que nós sorteamos pelos números de telefone registrados nos sistemas da operadora. Eu preciso que me passe alguns dados, para que eu possa conferir algumas coisas, está bem?

Ok. O que eu ganhei?

— Uma viagem a Amsterdã, um carro e uma mansão. — Kat mentiu compulsivamente. — Agora, eu preciso que diga o seu nome.

Está bem!

***

— Está tudo bem. — Carrie disse tentando acalmar a menina Anika. — Nós vamos te tirar daqui.

— Eu quero o meu pai. — Anika chorou.

— Não se preocupe, nós a levaremos até ele. — Carrie respondeu.

— Verdade? — a menina perguntou.

— Juro pela minha mãe. — Carrie respondeu e então as três saíram daquele cômodo e foram para o lado de fora usando a mesma janela pela qual haviam entrado antes. Enquanto isso Kat fazia perguntas aleatórias ao sequestrados pelo celular.

De qual cidade e estado você é?

— Seattle, Washington.

Qual o nome dos seus pais? — Kat já estava ficando sem saber o que perguntar.

— Clementine e Oswald.

Qual o seu tipo sanguíneo?

— O quê? — o bandido já não estava mais entendendo o rumo da conversa.

***

— Tá de brincadeira, né? — Ally disse para Kat ao perceber o quanto aquela pergunta era estúpida.

— Eu estou sem ideias. — Kat respondeu tampando o telefone.

***

O bandido que havia saído para comprar comida voltou e ficou surpreso ao ver o colega falando com alguém no celular.

— Que merda que você está fazendo? — ele tomou o celular do amigo e o jogou no chão.

— O meu número foi premiado. — o outro tentou explicar.

— Isso era trote de alguma criança, seu idiota! — ele respondeu e reparou que a Anika não estava mais no cômodo. — Ela fugiu!

— Polícia, parados! — os policiais gritaram rendendo os bandidos.

***

O lado de fora do galpão estava completamente cercado por policiais armados.

— Onde está a minha filha? — o pai de Anika perguntou preocupado a um policial.

— Papai! — Anika correu e abraçou o pai.

— Filha!

***

Quatro anos antes…

Amy estava pegando alguns documentos em uma gaveta antes de ir ao funeral da mãe. Quando ela tirou um monte de papéis da gaveta alguns caíram no chão fazendo-a se agachar para pega-los. Sem querer ela acabou lendo um deles.

“Registro de adoção de Amélia Clarke”

— O quê… — Amy estava confusa. Ela não sabia direito o que estava acontecendo, mas aquilo mudava tudo.

“Pedido de aposentadoria – Agente Josie Mitchell – SHIELD”

Aquele pedido era de oito anos antes, quando Amy supostamente nascera. Amy era adotada e a mãe adotiva já havia sido uma espiã. A garota não sabia o que pensar. “Seria boa parte da vida dela uma mentira? ” A menina se perguntava. Ela precisava saber a verdade.

***

Atualmente…

“Nesta tarde, a polícia recebeu uma denúncia anônima de onde a menina Anika, que havia sido sequestrada este domingo, poderia estar. Mas quando a polícia chegou ao local e prendeu os sequestradores, eles ficaram surpresos ao saberem que a menina já havia sido resgatada pelas “Heroínas de Seattle”. O pai da menina preferiu não falar com a imprensa. — a repórter dizia na televisão.

— “Heroínas de Seattle”, nome mais merda de super equipe que já existiu. — Carrie reclamou.

— O importante é que a Ally faz parte da equipe agora. — Kat disse. — O que te fez mudar de ideia?

— Um amigo. — Ally respondeu enquanto Amy não parava de digitar no celular.

[H47]: conseguiu descobrir alguma coisa com os dados que eu enviei?

[Jerome432]: Não muito, os arquivos são superprotegidos. Seja lá quem for essa tal de Amélia, o passado dela deve ser um segredo bastante obscuro.

***

Enquanto isso longe dali…

Três homens entraram no que havia restado de um prédio que havia sofrido um incêndio há pouco tempo. Havia corpos semicarbonizados pelo chão e algumas manchas de sangue ainda estavam nas paredes. Em uma delas algo havia sido escrito usando sangue.

“Que comecem os jogos! ”

— Quem faria isso? — um dos homens perguntou.

— Alguém muito perigoso e aparentemente insano. — Jason respondeu.

— Aposto que foram aquelas malditas heroínas de Seattle. — outro homem disse.

— Não, elas são amadoras e infantis demais para algo nessa escala. — Jason respondeu. — Foi alguém treinado perfeitamente para matar.

— Quem?

— Eu não sei, mas a simples existência dele já coloca todos nós em risco. — Jason respondeu.

— Acha que ele conseguiria…

— Vencer os prodígios? — Jason respondeu. — Ele desativou as câmeras de metade da cidade de Seattle e conseguiu destruir um prédio inteiro com os nossos melhores soldados. Ele não apenas poderia derrotar os prodígios, poderia destruí-los também.

— Anos de trabalho, que podem ser jogados no lixo por causa dessa coisa.

— Precisamos fazer uma transferência.

— Não, estamos vulneráveis demais. Uma transferência seria a oportunidade ideal para ele nos destruir. — Jason explicou.

— E o que faremos.

— Por enquanto teremos que tomar o máximo de cuidado possível. — Jason respondeu.

— Tomar cuidado… Espero que essa não seja uma péssima decisão, afinal não queremos outro desastre como a Anastasia.

— Não se preocupe, seja quem for esse cara, cuidarei pessoalmente pra que ele vá visitar o inferno o mais rápido possível. — Jason respondeu.

Notas finais
Olha eu aqui de novo! O que acharam desse capitulo? Seria esse treteiro misterioso um aliado das garotas ou um novo inimigo? Descubra nos próximos capitulos! kkkkkk Referências e outras coisas: #1: A vizinha da Ally é loira e se chama Bell. Tinker Bell! Entenderam a referência? . #2 Afrodite: uma personagem da mitologia greco-romana (que inspirou os livros de Percy Jackson) ------ Como se ninguém soubesse disso ¬¬ . #3 Tagaryen-Stark: Famílias importantes de Westeros na série de livros "As crônicas de gelo e fogo" e em "Game of Thrones" . #4 CQFI: Teorias? . #5 Dama Vermelha: apesar de nunca ter sido diretamente mencionada em Sammy, ela apareceu lá. Dica: é o apelido de uma certa ruiva hacker da fic da Sammy. . #6 Heroínas de Seattle: Quem leu a primeira versão da fic entendeu a referência. . #7 Menção aos vingadores . #8 Hitman47, por favor, vocês têm que ter entendido essa . #9 o 911 é o número do serviço de emergências nos EUA e em vários outros países, por ele você pode chamar a policia, os bombeiros etc. . #10 SHIELD! A mãe da Amélia era uma agente da SHIELD! . #11 H47 outra referência ao Hitman . . . . . É isso ai! Espero que tenham gostado e nos vemos no próximo capitulo ;)