Coven

13 Capítulo 12


Notas iniciais
Primeiramente, DESCULPEM pela enorme demora, meu computador estava com problemas e só pude voltar a usá-lo agora he he he tentarei postar novos capítulos diariamente a partir de agora. Grato pela compreensão.

— O que você quer dizer com isso? — Perguntou Helena.

Celta não respondeu. Em vez disso foi até a cabine do capítão pegar algo em sua bolsa. Ao retornar, estendeu a mão para que os amigos vissem o que tinha ido buscar. Tratavam-se de duas esferas azuis com quatro centímetros de diâmetro.

— Você acha que essas bolinhas de vidro vão servir de alguma coisa? — Debochou Helena. Henri, entretanto parecia não compartilhar do descaso da irmã. O jovem bruxo olhava para os pequenos objetos como se fossem o maior tesouro que viu na sua vida.

— Como você.. — Gaguejou o jovem bruxo. — Pensei que fossem impossíveis de produzir...

Celta assumiu um ar de orgulho profissional.

— Não gosto da palavra "impossível" . Ela é apenas uma invenção de mentes pequenas para limitar mentes mais perceptivas e ousadas.

— Alguém pode explicar o que está acontecendo? — Interveio Helena, confusa.

— O nome dessas esferas são Scutunny Saphirus; escudos azuis. — Celta começou a explicar. — Para explicar a teoria envolvida em seu uso seriam necessárias horas; coisa que não temos.

— E o que eles fazem?

— Eles criam um campo que impede qualquer magia não letal de afetar a pessoa que o estiver usando. — Disse Henri, ainda maravilhado pelo que via. — Vários tentaram desenvolver amuletos como esse durante séculos, mas nunca conseguiram tirá-los da teoria.

— Bom, isso aconteceu porque nenhum deles conheceu a nossa ruivinha aqui! — Exclamou Helena abraçando a amiga. — Então só precisamos usar um feitiço de locomoção espacial para irmos até a ilha, pegarmos a chave e voltarmos.

Celta franziu o cenho ao ouvir essas palavras.

— Não exatamente. — Ao ver os rostos confusos dos amigos, explicou. — Eles não são nada estáveis. Estou trabalhando neles há cerca de um ano e meio enão consegui fazer com que eles funcionem por mais do que dois minutos antes que... — A jovem hesitou.

— Antes que...? — Helena incentivou.

— Que eles explodam. — Os outros dois bruxos soltaram suspiros exasperados. — Eu sei, eu sei, não é muito tempo. Mas tenho certeza que é mais que o suficiente para usarmos só uma vez. Esses dois são os melhores que consegui fazer antes de começarem os Testes e eles serão o suficiente para que eu vá até a ilha e traga a chave.

Helena mordeu o lábio , a preocupação estampada em ses rosto. Entretanto, ela suspirou e deu de ombros.

— Acho que não temos muita escolha. — Falou de maneira sombria. — Se não pegarmos essa chave logo, vamos morrer de qualquer jeito.

Henri também concordou.

— Apenas tente não se explodir.

— Excelente conselho. — Disse Celta. Então ela lembrou do irmão, que ainda estava inconsciente na cabine e o segredo que agora compartilhavam oculto em sua mão. — Enquanto faço isso, tentem acordar o Finn. Precisamos dele pronto para os outros desafios se quisermos ter alguma chance. Sei que comigo demorou dois dias , mas não temos esse tempo,

— Vamos dar um jeito. — Disse Henri.

Helena e seu irmão foram cumprir o desejo de Celta. A jovem bruxa olhou para os amuletos em suas mãos.

— Agora, precisam apenas de um pequeno toque de magia para serem ativados. Mas apenas um de cada vez. — Celta guardou uma das esferas em seu bolso e usou um feitço simples para ativar o amuleto em sua mão esquerda, que emitiu um leve brilho azul que a cada segunda aumentava sua intensidade.

Ela não tinha muito tempo. Correu para a amurada e vizualizou a praia da ilhota que continha a coluna do Coven Dracul Al'Glacin, gravou rapidamente os detalhes em sua mente e falou as palavras certas.

— Autourium.

De repente Celta sentiu a dor e o incômodo horrível que era o processo de deslocasse magicamente para outro local. Não era por nada que os Bruxos haviam criado os portais, pois quanto maior a distância entre sua localização atual e se destino, mais doloroso e desgastante era o feitiço.

O mundo pareceu ficar fora de foco e nebuloso por alguns instantes e , quando tudo voltou ao normal, ela estava olhando para a enorme coluna que continha as chaves. Ela deveria ter facilmente mais de vinte metros de altura e quase isso de diâmetro. A um intervalo de aproxiamdamente dois metros, haviam pequenos ganchos e neles estavam penduradas as chaves por laços cinzentos.

Celta observou que finalmente os deuses a haviam abeçoado com um pouci de sorte. Em um gancho que estava na atura de sua cabeça, uma chave ainda balaçava violentamente devido ao forte vento. Nenhum integrante do Coven Glacin havia chegado ali. A jovem se aproximou para pegá-la.

Então sentiu uma dor enorme quando uma faca atravessou sua mão. Celta olhou atônita para o cabo prateado e ricamente entalhado daquela arma, que agora pintava-se de vermelho com seu sangue.

A bruxa olhou na direção de onde ela tinha vindo. Uma jovem de cabelos loiros vinha em sua direção. Celta lembrava-se vagamente dela na noite do baile do sangue. Era a filha de um empresário rico membro da família Lunna, um dos numerosos galhos do Coven Glacin.

— Acho que vou pegar isso aqui. — Disse enquanto pegava a chave e emourrava Celta no chão. — Desculpe, mas estamos ficando sem tempo. Eu não queria fazer isso.

Celta viu verdadeiros sentimentos de culpa e pesar passarem pelos olhos castanhos da garota antes dela sair correndo em direção ao bote que a havia levado até ali.

Celta viu a esfera em sua mão esquerda. Ela estava emitindo um brilho muito forte agora. O que significava que ela tinha apenas um minuto antes que ela explodisse.

A garota estava muito perto do bote.

Celta pegou o segundo amuleto e o ativou. Com um grito, retirou a daga de sua mão.

A ladra já estava dentro do bote.

" Desculpe." Foi o que Celta pensou antes de gritar um feitiço.

—Einfrien!

Ela ouviu o grito da outra bruxa quando seu sangue começou a congelar em suas veias. Celta a alcançou e viu que a garota estava deitada no chão , se contorcendo e gritando suas mãos já estavam completamente enegrecidas, queimadas pelo gelo que crescia dentro dela. Celta interrompeu o fluxo de magia que fazia o feitiço se manter e pegou a chave de uma das mãos destruídas da jovem.

A atenção de seu olhar fois desviada daquela violenta visão, por uma forte agitação na água. Celta teve um rápido vislumbre de um imenso corpo escamoso que se aproximava da ilha. Pelo silêncio repentino da outra garota, ela também havia visto.

— Por favor... Não me deixe aqui. — Falou a estranha, em completo desespero. — Eu não quero morrer.

— Sinto muito. — Disse Celta, sentindo lágrimas rolarem pelo seu rosto. E a dor do ferimento nada tinha a ver com elas.

Os Testes revelavam-se mais odiosos a cada segundo que passava. Celta não sabia que tipo de mente doentia havia criado aquilo. Os líderes dos Covens, os Conselheiros, todos assistiam enquanto todos aqueles jovens que a pouco tempo estudavam na mesma escola, morriam e tornavam-se assassinas. Pois Celta sabia que aquela garota iria deixá-la para morrer há poucos segundos.

Assim como ela a estava deixando agora. Celta deixou o primeiro amuleto cair próximo a jovem. Ele brilhava como uma pequena estrela.

— Nenhuma daquelas criaturas irão devorá-la. — A garota deu um pequeno aceno, demonstrando um misto de gratidão e pavor.

Celta murmurou as palavras e o mundo começou a sair de foco. Antes de partir, ela viu sombraas da enorme serpente saindo da água e de um enorme clarão azul.

Ela iria lembrar-se por anos dos gritos da primeira pessoa que havia morrido por suas mãos.