Coven
14 Capítulo 13
Finn notou que a irmã estava muito quieta. Depois que Henri e Helena o acordaram com um tônico poderoso e lhe deram uma poção para recobrar um pouco de sua energia, explicaram brevemente o que havia ocorrido desde que havia apagado. Eles ouviram uma explosão ao longe.
Pouco tempo depois, a irmã apareceu. Seus olhos estavam inchados e suas vestes cobertas de sangue. A mão dela apresentava um corte profundo e pendia frouxamente ao lado do corpo. A garota nem pareceu notar quando Helena correu até ela e começou a curá-la. Também nãos respondeu nenhuma das perguntas que eles três fizeram.
Celta apenas caminhou até a amurada do navio e jogou a esfera azul para longe, seu brilho desaparecendo nas profundezas do mar.
O que aconteceu naquela ilha mudou a irmã. Finn pôde notar isso, assim como seus amigos. Mais tarde – se sobrevivessem, é claro. – ele teria uma conversa com ela.
O navio rapidamente fez o trajeto de volta até a praia, gastando menos do que dez minutos , pois dessa vez Helena e Henri imitaram a ideia de Celta e impulsionavam as velas da embarcação com fortes rajadas de vento. Os Golens ajudaram de alguma forma também, embora Finn não entendesse como funcionasse a estranha magia que mantinha as criaturas vivas.
Assim que estavam em terra firme, Celta saiu do torpor que havia se instalado desde seu retorno,
Temos que nos apressar, gastamos pelo menos meia hora nesse maldito desafio. Ainda faltam outros três.
Espero que eles sejam mais fáceis que esse. Olhem. – Henri apontou para a enorme coluna sulfurosa que subia aos céus em algum ponto mais ao norte da ilha. – Não temos muito tempo.
Helena indicou o conjunto de colunas, bem menores que aquelas que estavam nas ilhotas, que despontavam em meio ao manto de árvores que formavam a floresta.
Felizmente essas estão bem mais acessíveis. – A jovem de cabelos escuros retirou seu manto. – Acho bom nós corrermos.
Os outros a imitaram, deixando o conjunto de vestes, agora ensopados e pesados, ana praia enquanto corriam para o interior da floresta.
As árvores, a grama, a terra, tudo aquio atingiu Celta em cheio. Ali dentro parecia um local completamente diferente do cenário anterior. Para começar, estava muito mais quente. O suor logo começou a brilhar nos rostos de seus amigos tanto pelo esforço da corridaquanto pela temperatura. O zuindo de insetos e de outros habitantes da floresta substituiu o estrondoso som do mar revolto. Entretanto o que relamente intrigava Celta era que não importava o quanto procurasse e olhasse para trás, não havia mais sinal da praia. Era como se estivesse em há horas, embora soubesse que só estavam ali há poucos minutos.
Então ela viu algo.
Parem! — O aviso pegou os outros de surpresa. Helena até tropeçou em uma raiz e caiu, praguejando.
O que foi? – Perguntou Finn preocupado. Seu cajado já estava pronto para ser usado enquanto procurava inimigos ocultos.
Olhem . – A jovem apontou para uma grande rocha com uma grossa camada de musgo por cima e três cogumelos –da-noite crescendo em sua superfície. Quer dizer, aparentemente era uma rocha.
É uma pedra. – Falou Finn, confuso com a reação da irmã.
Não é uma rocha. – Ela fechou os olhos e buscou quanlquer fonte de magia próxima a ela. Além dos amuletos e deles próprios, aquela “rocha” emanava uma quantidade absurda de energia mágica. – Aquilo é uma fada da terra.
Celta mal disse essas palavras quando a rocha começou a proferir xingamentos em uma língua estranha. Rapidamente o que parecia ser um mineral ganhou pernas e braços e depois de alguns instantes pode-se vislumbrar pequenos olhos astutos e brilhosos em uma cabeça grande. O corpo todo era cinzento e a fada vestia uma espécie de capa feita de musgos. Ela sorriu para o grupo, revelando dentes perigosamente afiados.
Porra, de tdoas as criaturas do mundo tinha que ser justo uma maldita fada. – Xingou Finn.
Celta não podia deixar de concordar com o irmão. Haviam fadas de cada um dos quatro elementos, nenhuma era agradável, embora as do ar fossem mais suportáveis que as outras. Essas criaturas tinham a péssima mania de fazer viajantes se perderem e pouco tempo depois de enlouquecê-los com seus jogos e então os devorava.
Ora, ora, vejo que tenho katro hunmanos pra bricá! – Disse a fada em uma voz arrastada e carregada com um forte sotaque.
Olha, coisinha feia, nós estamos um pouco apressados, então, por favor nos deixe seguir nosso caminho em paz. – Disse Helena.
A fada gargalhou.
Ou então o quê? – Provocou a criatura. Helena sacou sua varinha e apontou para a criatura, que rosnou para o amuleto quando o viu,
Ou então eu te transformo em um belo bloco de gelo.
Não! – Exclamou Celta segurando o braço da amiga, deixando todos confusos.
O que você está fazendo?! – Perguntou Henri.
Fadas são seres extremamente habilidosos com magia, não deixe a aparência abobalhada enganá-los. – alertou Celta em voz baixa para o grupo. – Além do mais, se tentarmos atacar , ela pode fugir antes que sequer saia uma palavra de suas bocas; aí ficaremos verdadeiramente enrascados.
Então o que vamos fazer? – Perguntou Finn.
O que os hunmanos delixiososss estão cochichando? – Indagou a fada, que olhava curiosa para o grupo. Celta prontamente se aproximou da criatura.
Nobre fada, guardiã dessa floresta e devoradora de homens! Sua presença me honra enormemente! – A Fada logo abriu um sorriso e ficou exultante com o tratamento formal da bruxa.
Celta ,o que você está fazendo? – Sussurrou Finn para a irmã, que apenas indicou que eles deviam fazer silêncio com um olhar severo.
Uma huunmana que ssabe como tratá uma fada! Isso é muito diverrtido! – Exclamou a criatura que dava pequenos pulos de alegria.
Falando em diversão, tenho uma proposta para você, nobre predadora.
Adoro propoxtas!
Vamos jogar um jogo. Se ganharmos, você leva a mim e aos meus amigos aonde queremos ir. Caso sejamos derrotados, poderá fazer conosco o que bem entender.
Você enlouqueceu?! – Disse Helena, abismada.
A criatura sorriu sinistramente para Celta, como se já imaginasse o gosto de sua carne.
Você deve jurar pela pedra da qual nasceu que irá cumprir nosso acordo. – Disse Celta. Aquelas palavras fizeram a fada soltar um pequeno rosnado e ficar pensando um pouco. Celta sentiu-se aliviada que havia se lembrado das palavras certas. Se uma fada da terra fizesse aquele juramento, nunca poderia quebrá-lo ou então morreria.
Eu juro pela pedra da qual nasci. – A animação voltou ao seu rosto. – Qual será o jogo?
Celta pensou. Sabia que qualquer coisa que exigisse velocidade, uso de magia, ou até agilidade, seriam vencidos facilmente. Então olhou para Finn e viu por seu sorriso que ele pensava a mesma coisa que ela. Ambos jogavam aquele jogo com Irving desde que eles se entendiam por gente, eram um dos passatempos favoritos deles quando crianças.
— Disse Celta. – Como somos quatro, cada um terá o direito de responder uma charada e de fazer uma para você também. Quem acertar mais, ganha.
Mais uma vez a fada gargalhou.
Aceito suas condiçõeshh, comida! – Disse com os olhos brilhando de empolgação.
Para o azar dos quatro, parece que charadas também eram o passatempo favorito da fada.
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