Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.
23 Ressaca. Seja do que for.
A madrugada foi agradável para todos, ao som de trovoadas e das gotas que caíram sem cessar durante toda a madrugada. Urias depois de toda a aflição de estar num local mal cuidado tratou de compensar as horas anteriores. Duas garotas de programa dormiam junto dele e uma garrafa de wisky barato, já vazia encontrava-se em sua mão. Raul também não voltou pra casa, passou a noite bebendo moderadamente numa boate. Jeronimo passou seu tempo em casa assistindo filmes e acariciando a cabeça de sua inseparável Astrid. Alexandre passou seu tempo em casa com Miguel Martins, seu pai, e único familiar vivo. André passou as melhores horas de sua vida acordado, ouvindo o som da chuva e sentindo as batidas do coração de sua doce Sophie, que repousava encostada em seu tórax.
A manhã veio ainda nublada. O senhor Martins foi até a cozinha, onde seu filho estava à tomar um suco enquanto olha pra tela de um smartphone. Ele vai até Alexandre enquanto veste seu paletó. Beija a testa do filho e chama por Cecília, sua empregada. Uma moça de 24 anos, morena, de cabelo ondulado, longo e dentes impecáveis aparece na cozinha com um sorriso cativante. Ela não usa uniforme pra trabalhar. Está vestida com uma saia que vai até os tornozelo e uma camisa verde, discreta. Ela da bom dia aos dois homens que respondem com o mesmo grau de simpatia. Miguel senta-se à mesa e Cecília serve o café da manhã. Alexandre continua mexendo no celular.
−Você não tem costume de usar o celular por tanto tempo. –Diz o pai, encarando Alexandre, que continua calado. –Ta preocupado com alguma coisa?
−Só to tentando falar com Sophia.
−Você ta ligando desde ontem, e ela não atende. To te dizendo, deixa essa menina pra lá. Tem várias por aí.
−Não entendo por que você não gosta dela, pai. Sério.
−Desde que conheceu ela você não é o mesmo. Ela faz oque quer com você. Até te convenceu a participar de uma banda de barzinho. Você mal aparece no Hotel agora. Se dedica dia e noite à essa menina.
−É por que é a primeira que gostei de verdade.
A ruiva abre os olhos verdes ainda sonolentos. André sorri ao perceber que a garota acordou. Ela o cumprimenta com um selinho e durante um tempo continuam abraçados em silencio. Após uns minutos eles se levantam e começam a se vestir. Nenhum deles se importava com a nudez ou os olhares do outro. Com a luz do dia, por mais que estivesse nublado, à seu favor seria mais fácil encontrar uma saída.
Urias acordou embriagado num lupanar, ele se vê na companhia de duas meretrizes. Nem ele sabe como foi parar ali, põe uma das mãos na cabeça tentando aliviar a dor que sentia, sorri consigo mesmo, prende o cabelo com um elástico e se levanta. Ele atravessa cuidadosamente uma sala cheia de boêmios dormindo no chão amontoados, pega uma garrafa de conhaque que estava num balcão e vai embora. Ao pegar o ônibus Urias vai até as ultimas cadeiras, que estão todas vazias e se deita e começa a cochilar. Após um tempo recebe um telefonema. Ele olha pro celular e vê que a chamada é de Nicolau. Pensa um pouco no que é melhor a fazer, e então encerra a chamada e volta a dormir.
Fale com o autor