Após ligar várias vezes pra Urias e Raul e não ter sucesso, o dono da Air Guitar decide ligar para seu Luiz. Ele liga algumas vezes pro velho dono do bar até que uma voz já conhecida por ele responde:

−Alô. –Era Regina, a filha de Seu Luiz.

−Regina. Que surpresa. Como vai, meu anjo?

−Nicolau, to ocupada agora. Você quer falar com meu pai?

−Isso mesmo. Ele ta aí?

−Também ta ocupado.

−Por favor, me deixa falar com ele. É importante.

−Ok, espera um pouco. −Passam-se alguns segundos em silêncio.

−Nicolau, oque você quer? –Pergunta Luiz.

−To tentando falar com os garotos da banda, mas eles não atendem.

−Eles também não vieram tocar aqui ontem. Só dois deles apareceram, e não faziam ideia de onde estavam os outros.

−To precisando falar com eles urgente. A duas das músicas deles são as mais pedidas da rádio, e apareceu um organizador de um evento interessado na banda.

−Pra quem você ligou?

−Pra Urias e Raul.

−Tenta ligar pro Alexandre. É o mais velho deles. Deve ser mais responsável.

Mais tarde naquele dia e já fora dos muros do velho hospital, André levou Sophia pra casa, em sua moto. O céu ainda estava nublado, mas não chovia. E o percurso demorou menos de 40 minutos. Eles entram no elevador e ficam distante um do outro, temendo que alguém desconfie de algo entre os dois. Sophia se despede do rapaz e vai pro seu apartamento. Ao entrar em casa Sophia se depara com Alexandre e Seus pais. Todos esperando por ela. Durante todo o tempo ela sabia que estaria encrencada com os pais, mas as ultimas horas foram tão boas que ela nem se importa. O senhor Ribeiro é o primeiro a se pronunciar.

−Todo mundo tava preocupado com você. Pensávamos que você estava com Alexandre, mas nem pra ele você deu satisfação. –Sophia não responde, e então ele volta a falar. –Você não vai dizer nada?

−Por favor, eu estou cansada. Só quero tomar um banho quente e dormir.

−Menina, senta aqui. Queremos ouvir alguma satisfação. – Falou Seu Roberto, aumentando o tom de voz.

−Agora não pai. –Disse Sophia enquanto se dirigia ao banheiro.

−Sophia, por favor... –Falou Alexandre. Mas foi interrompido pela chamada do celular. –Com licença, seu Roberto, vou atender o celular. –Disse Alexandre, e depois foi até a varanda do apartamento, para se ventilar.

−Alô. –Disse Alexandre.

−Até que enfim alguém atendeu. –Falou Nicolau, parecendo surpreso.

−Ah é você. –Respondeu o rapaz mostrando desinteresse.

−Que história é essa de “ah é você”? Animação, jovem. –Brincou o radialista.

−Desculpa cara, é que to resolvendo uma coisa meio séria aqui.

−Eu duvido que seja mais sério do que oque eu tenho pra te dizer.

−Pode falar.

−Tem um organizador de evento querendo que vocês toquem pra eles. Duas músicas de vocês tão sendo as mais pedidas da rádio. Countess widow e Mensageiro de titãs é o maior sucesso. Isso é demais, nunca vi uma banda fazer sucesso em dois idiomas.

−Que legal cara. Ainda hoje vou tentar falar com os outros. Muito obrigado.

−Espera... não desliga.

−Fala.

−Quero falar com vocês pessoalmente, pode ser?

−Vou falar com a rapaziada. Onde você quer se encontrar?

−No Wisky. Um lugar que todos conhecem.

−Fechado.