Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.
5 O poder do capitalismo.
Notas iniciais
Após dois dias a turma marca um encontro com Jeronimo numa quarta feira à tarde, na praia de Boa Viagem, ponto turístico da cidade. Quando chegam ao local marcado avistam ele sentado abaixo de um guarda sol bebendo cerveja na própria garrafa, ele vê os caras chegando e acena levantando a garrafa como quem faz um brinde. Todos se apróximam e cumprimentam o barbudo. Em seguida sentam junto com ele e mais uma vez a iniciativa foi de Raul:
−Bem, estamos aqui por que precisamos de um tutor que nos ensine como tocar, mas acho que se você também quiser tocar com agente, todos vão aceitar numa boa né pessoal? –Cada um sinaliza concordar a sua maneira e Raul retoma− Precisamos de alguém que saiba tocar, e de preferencia já tenha se apresentado em algun lugar.
−Eu preciso de uma banda de verdade, pessoal. Pra ensinar a tocar leva tempo, e mesmo assim ainda não é garantias de que todos aprenderão no mesmo ritmo e muito menos toquem a nível profissional.
− Dependendo doque você saiba tocar agente até pode te pagar, o baixo André já domina, Urias sabe tocar violão, que vai ajudar ele na guitarra. Oque você sabe tocar?
−Um pouco de tudo, baixo, violão, guitarra, bateria, teclado...
−É tudo oque precisamos, cara. E se você souber tecnicas vocais também pode me ajudar. O pai do Alexandre é rico, ele pode te dar um bom dinheiro... né... Alexandre? –Alexandre lança um olhar de desaprovação para ele, mas sinaliza positivamente com a cabeça para Jeronimo.
−Money no is problem, man− Fala Urias sorrindo.
−Quanto vocês me pagariam? –Interessou-se Jeronimo.
−Posso te pagar 900 reais por cada mês ensinado. –Adiantou-se Alexandre.
−Cara, isso aí mal paga meu equipamento. –Respondeu depois de um gole de cerveja.
−Talvez se não gastasse tanto em cerveja conseguisse pagar suas contas. –Falou André para si mesmo.
−Eu te dou 2000 se você ensinar e tocar com agente 2 vezes na semana, e o resto dos dias você fica livre pra procurar outros trabalhos. Esse é o meu limite. É pegar ou largar. –Desafiou Alexandre.
−Primeiro me diga uma coisa. Qual estilo vocês vão tocar? –Indaga
−Power metal –Simultaneamente respondem Urias e André.
Jeronimo ri discretamente e em seguida prosegue:
−Isso não vai dar certo cara. Eu curto metal viking, um estilo mais agressivo usando gutural. O estilo que vocês querem usa uma voz muito aguda, não me agrada.
−Mas todos na banda terão autonomia pra misturar novos elementos mudicais a nossa música. Se quiser fazer parte disso fique à vontade. Se não quiser é só falar, eu arrumo outro tutor fácil. Como é que vai ser? –Deu seu ultimato, André.
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