Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.
9 Madrugada adentro.
Notas iniciais
Agora no local estavam tocando um cover de “Tombstone City” de Matanza, e Urias e Raul derrubavam e caiam várias vezes na roda, e quando caiam André sempre ria da situação. Já era quase uma hora da manhã e o som continuava alto, e a dupla nem dava sinal de cansaço. Contunuavam batendo e apanhando, mas nem havia sinal de alguma briga de verdade. André sempre ficava esperando uma confusão dos amigos pra separar, mas desta vez não havia sinal de discordia. Por outro lado Sophia já mostrava leves sintomas de embreagues, e o garoto decide leva-la pra casa. Ele da um sinal pra os amigos e se retira junto com a ruiva.
Os novos músicos se afastam da festa e procuram por um taxi, mas não havia nenhum alí. Por alguns minutos eles procuram mas não encontram, a solução era pegar um onibus. Enquanto caminham André sente a cabeça de Sophia encostar no seu ombro, ela parecia cansada e devido ao alcool não estava caminhando direito. Ele passa o braço em volta da cintura dela devagar, exita em tirar, mas acaba por repousar sua mão na garota. Entram numa rua deserta e escura, apressam o passo para evitar de serem roubados, mas enquanto estavam alí, André sente algo diferente, ele só consegue pretar atenção ao perfume da garota ao seu lado. Por fim chegam ao ponto de onibus, que tambem estava deserto, e passavam poucos carros pelo local.
Longe dalí, Urias e Raul se preparam pra ir embora, colocam de volta suas camisas que já haviam retirado. O guitarrista pisca pra garota que estava segurando as camisas, pra se despedir. Eles caminham uns 10 metros quando uma voz chama a atenção de Urias. Ele olha pra traz e um cara com os olhos avermelhados e aparentemente embreagado repete oque disse com um sorriso cínico:
−Parceiro! Você me marcou na roda a noite toda. Você se acha macho o suficiente pra bater em min fora da roda? –Fala o homem rindo. Ele aparentava ter uns 30 anos, e Urias apesar de ter seus 15 anos, era bem alto, então confiante responde:
−Cara, agente pode se embolar por aqui, ou em qualquer lugar irmão. –Disse isso equipando sua mão direita do seu inseparável soco-inglês.
−Relaxa aí Uriel Júnior, fica frio cara. –É oque diz Raul, sem ligar pra isso Urias prossegue.
−Como é que vai ser, irmão? –Enqunto falava isso já foi tirando a camisa mais uma vez e jogando no chão. O homem se aproxima, e outros 4 caras olham pra ele aplaudem, “Vai lá, Anderson!”, é oque dizem enquanto aplaudem e riem.
Os dois se aproxímam, e Urias tenta acertar um soco no queixo do homem que era bem menor que ele. Anderson vai pra cima do garoto e o agarra, os dois rolam no chão, e a essa altura já tem uma multidão em volta dos dois olhando. Eles se levantam novamente, Anderson erra um soco, e isso dá brexa pra Urias acertar seu queixo com o soco inglês. Empolgado com os gritos da multidão, Raul sorri, em seguida corre em direção ao inimigo e acerta uma “voadora” nas costelas do homem que cai no chão. Nesse momento os 4 caras que antes só observavam entram em cene.
−Opaaa! 2 contra um já é covardia! –Eles vão pra cima de Urias e Raul, e os dois garotos correm. “Uriel Jr” nem se lembra de pegar sua camisa no chão.
Eles são perseguidos por alguns metros até que encontram um onibus, que nem passava perto do Brisa do Atlantico, parado no ponto. Quando chegam perto o onibus da a partida, mas ainda da tempo deles segurarem nas janelas. Quando os perseguidores chegaram perto do veículo, a velocidade os impossibilitou de derrubar os garotos, que estavam pendurados no onibus.
Quando o onibus para no ponto seguinte, eles largam das janelas e correm até a porta. Quando sobem o motorista está rindo, eles notam e agradecem ao motorista, que salvou a pele dos dois. Passam na catraca e vão para o fundo onibus, as duas únicas passageiras olham pra Urias que estava sem camisa e levemente arranhado, ele sorri pra elas e senta junto do amigo nas ultimas cadeiras. Eles olham um pro outro e riem da situação. Raul pega a carteira de cigarros e entrega um pro companheiro, em seguida começam a dialogar.

Enquanto esse pandemonio acontecia, André e Sophia estavam sós numa parada de onibus. Continuavam sentados, e a menina estava cochilando encostada em André. Calmaria é quebrada quando aparecem 6 jovens, todos entre 16 e 20 anos, André percebe que estão vindo de encontro aos dois e aperta o ombro de Sophia, e cochicha pra ela acordar. Ela arregala os olhos verdes e logo se dá conta doque está acontecendo. Eles se levantam e dão dois passos na direção oposta dos caras. Mas um deles quebra o silencio.
−Ei, corre não, corre não irmão. – Os dois param e o bando se aproxima.
−Fica tranquilo que agente não vai fazer nada com a ruivinha. Agente só quer o dinheiro e o celular. –Este falou segurando uma arma. André entrega seus bens e fala para a amiga fazer o mesmo, e ela tremendo o obedece.
−Fala pra ninguem não, fica com deus. –Diz um deles, e todos voltam pela mesma rua que vieram.
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