Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.
10 A brandura da alvorada.
Notas iniciais

Sophia está pálida e tremendo, o amigo pede calma. Ela põe as mãos sobre os joelhos, e vomita, consequentemente se suja as pernas. André usa o refrigerante para limpa-la. Por um tempo sentam-se no banco e ficam em silencio, até que o gaoto fala alguma coisa. Sophia olha pra ele mas não fala nada. Então ele mostra sua irritação.
−Puta que pariu! Os caras só colocam agente em roubadas velho. É sempre assim. Se eu fosse você parava de andar com agente.
−Agora eu faço parte da banda, esqueceu?
−Como você mesma disse, isso não vai pagar suas contas.
−É verdade, mas pode até ser legal fazer parte de uma banda. Antes o único lá do prédio que eu conhecia era o Raul. Agora eu conheço você, o Urias. Pelo menos minha lista de amigos aumentou.
−E de problemas também. Vamos embora.
Eles vão pra casa a pé. Chegam no Brisa do Atlantico perto das 2 e meia da madrugada. Sophia está se sentindo melhor e já não está mais escorada no amigo. Os dois entram no elevador. A garota mora no sexto andar, e André no oitavo. Quando o elevador para no sexto andar, André espera Sophia sair, mas ela permanece imóvel e se mostra pensativa.
−Qual é o problema? –Pergunta André sem entender.
−Não posso ir pra casa, meu pai já falou que se eu passar de meia noite na rua não abrirá a porta pra min. E ele vai notar que eu bebi.
−Nossa! –Se espantou o garoto. Sophia da um sorriso sem graça pra ele, que por sua vez aperta o botão pra fechar a porta do elevador. –Você vai dormir na minha casa.
−E seus pais?
−Minha mãe está passando uns dias na casa da mãe dela, e meu pai... –André desiste do que ia falar.
−Fala... “meu pai”
−O seu Eduardo me incentiva a tranzar com o maior número de mulheres possível.
−Muitos pais são assim. Se quiser posso dormir no seu quarto, pra você pegar uma moral com seu velho... ou... não... você... –Sophia fica sem graça.
−ACEITO! – Eles se olham mais uma vez, e a ruiva percebe que André está sorrindo. Ele é um garoto esguio, moreno claro, e com cabelo liso, preto, sempre penteados para traz, até a nuca. É a primeira vez que ela percebe isso no amigo. Eles estão próximos, o elevador está escuro. André percebe a respiração acelerada de Sophia no seu pescoço. Ela nota que ele se aproximou mais. Seus rostos estão quase colados. Então o elevador chega ao oitavo andar e abre a porta.
André pega a chave para abrir o apartamento e a amiga vem logo em seguida, ela está atraz dele quase se escondendo. O garoto sente orgulho de si neste momento por está “protegendo-a”. Surpreendentemente seu Eduardo; um homem que aparentava ter uns 50 anos, alto, magro e semelhante ao filho; estava na sala digitando alguma coisa em seu notebook. Ele percebe que o filho está acompanhado, e fica feliz por isso.
−Boa noite filho! Quem é essa garota bonita? –Sophia cora, deixando seu rosto ainda mais vermelho− é a filha dos Ribeiro?
−É, é ela pai.
André a leva pra o quarto, e ela fica assistindo televisão enquanto ele toma banho. Pouco tempo depois ele aparece no quarto com uma toalha enrolada na cintura. Ele não tem o corpo definido, mas a senhorita Ribeiro se desconcentra olhando para o abdomem dele. Ele entrega uma toalha seca, e umas roupas de sua mãe pra ela. Ela se dirige até o banheiro. Enquanto a garota está tomando banho discretamente seu Eduardo vai até o filho com um sorriso no rosto.
−Mandou bem, campeão. –Diz isso entregando uma camisinha ao filho.
−Valeu, pai!
Alguns minutos depois Sophia sai do banheiro vestindo as roupas que pertencem a mãe do Amigo. Ela está usando um short de tecido fino, que permite André perceber o volume de suas ancas, e uma blusa do mesmo tecido, levemente decotada. A pele dela cativava os olhos de André, que procurou se conscentrar em outra coisa. Ele ofereceu um perfume que também pertencia a sua mãe. Uma série de pensamentos passa pela cabeça do garoto, e ele decido que é melhor os dois irem dormir.
−Sophie –André acabara de inventar um apelido para a menina.
−Oi.
−Você ainda quer assistir?
−Você quer?
−Estou morrendo de sono, vou dormir, se precisar de alguma coisa não exite em me acordar.
−Espera. Mais uma coisa. Onde vou dormir?
−Aqui. –Aponta André para sua cama e em seguida puxa a cama de baixo.
−Deixa que eu durmo na de baixo. –Fala Sophia enquanto prende o cabelo.
−Não. Você dorme na de cima. –Decide André. –Sophia.
−Oi.
−Você se importa se eu trancasse a porta pro meu pai pensar que agente fez alguma coisa? –Falou um pouco sem graça o rapaz.
−Não tem problema. Eu tenho muito que te agradecer cara. Te devo uma.
André feixa aporta e depois de desejarem boa noite um pro outro pegam no sono, já eram quase 3 horas.
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