Countess Widow. Sex, drugs and Rock n' roll.

22 E eu acho que gosto mesmo de você, bem do jeito que você é.


Notas iniciais
Acho que esse é o mais longo que já escrevi.

Ainda no breu do antigo hospital Sophia e André estavam sentados, mas nada falavam, e devido ao escuro mal podiam ver os rostos um do outro, por isso não se incomodavam com os olhares um do outro. A única coisa que podiam enxergar eram suas silhuetas. André já estava ficando impaciente com o silêncio que já durava quase 10 minutos. Ele põe a mão no bolso de sua calça jeans e tira algo. Depois estende a mão na direção da garota.

−Não to enchergando. Oque é? –Indaga a ruiva.

−Barra de cereal. Pegue.

−Obrigado −Quando Sophia pega as barras cereal André pode sentir sua mão gélida e levemente suada.

−Você ta fria. –Afirma o garoto afim de entender o motivo.

−É que... to com medo. –Fala a garota, depois sorri de si mesma. – É uma merda ter medo de coisas insignificantes.

−É natural. O medo não é uma coisa racional. –Faz uma pausa, André. Depois retoma. –Qual seu medo, Sophie?

−Você vai até rir de min. Tenho medo de escuro. Por isso esse lugar me assusta.

−Nossa, você deve ta amando estar aqui. –Diz ele enquanto se levanta. –Vem, vamos sair daqui. –Falou enquanto estendia a mão para a menina.

Eram quase 22 horas. No bar seu Luiz, quando ele se dirigiu até Alexandre e Jeronimo. Alexandre já havia ligado algumas vezes pra Sophia, mas o celular da menina havia descarregado. Os dois tentam persuadir o dono do bar à esperar até as 22:30 mas o homem era bem pontual. Eles conversam por alguns minutos depois o dono do bar se afasta. Os dois músicos continuam sentados e não perdem Seu Luiz de vista. Os três thrashers conversam alguma coisa com o homem e depois sobem ao palco. Alexandre reclama algo pra si mesmo que Jeronimo não pode ouvir, em seguida o baterista se levanta toca o ombro de Jeronimo se despendindo dele. O viking passa alguns segundos a mais ali, olhando pro chão, depois também se levanta e vai embora.

A sorte sorri para os dois mais persistentes. Urias e Raul após muito andar pelo prédio encontram uma saída pelo primeiro andar. Uma janela mal soldada que dava acesso ao teto do térreo foi a passagem para a liberdade de ambos. Eles se espremeram e passaram para o teto, em seguida pularam proo chão que não era muito estava mais que à mais de 4 metros de altura. Após saírem do hospital Urias e André se entreolham, sorriem e não exitam em sair correndo daquele terreno, deixando o baixista e a tecladista d banda para trás.

Ainda no interior do hospital, os dois restantes ainda tentavam encontrar uma saída. Os dois já tinham andado por várias alas do hospital, e agora se encontravam numa sala totalmente escura e sem janelas, bastante empoeiradas. A única luz que havia ali era do celular de André que agora sinalizava apenas 17% de bateria. O garoto parou de caminhar. Sophia imediatamente também parou e ficou próximo a ele. Os dedos ainda frios da garota tocam timidamente o pulso do baixista. Ele olha pra tela do celular e depois pra menina.

−Sophie.

−Oi.

−Meu celular ta descarregando, é provável que agente não consiga sair daqui hoje. Ta muito escuro. –Sophia ouve isso, mas continua calada, pensando a respeito. Então o garoto continua. –Agente vai ter que passar a noite aqui.

−Não... agente tem que... vamos... a saída...

−A única luz é da lanterna do meu celular. Os corredores são todos iguais já percebeu? Se agente ficar completamente no escuro, aí é que não conseguiremos sair daqui. –Mais um momento de silêncio. Então André retoma. –Agente ta no segundo andar, talvez se formos la pros andares de cima, seja melhor iluminado pra passarmos a noite. –André espera uma resposta da amiga, mas ela continua imóvel, ele segura em sua mão. –Vem. Vamos subir.

Eles começam a subir, ainda de mãos dadas, mas agora menos desconfortáveis por isso. A luz do celular ilumina uma placa próxima a uma escada, a mão do garoto limpa a poeira, revelando um número 6, em seguida André sai puxando a garota para o sexto andar. Ao chegar ao sexto andar começam a procurar os corredores mais superficiais, onde poderiam passar a noite próxima a uma janela. Encontram uma, como tantas outras, protegida por uma grade, mas sem um vidro que impedisse a circulação do vento. Eles sentam próximos, lado à lado. Sophia mais uma vez está abraçada às próprias pernas, dessa vez André consegue perceber, já que a luz da lua iluminava seus corpos quase por inteiro. A garota está encolhida, e seus braços e joelhos apertam seus seios, oque faz com que pareçam mais volumosos que já são. André olha pra eles mas desvia rápido o olhar, em seguida tira sua camisa, estampada com o Eddie the Head, e cobre a menina.

−Sophie. Espera aqui um minuto, vou buscar uma coisa.

−Você não pode me deixar aqui.

−É só um segundo. Se eu te levar vai demorar mais.

André corre pra um corredor e some em meio à escuridão. Sophia pôde ouvir um barulho de porta sendo forçada. Chamou por André mas ninguém respondeu. Em alguns minutos o garoto reaparece com um colchão de maca em cada braço. Ele põe os dois colchões mais ou menos à três metros de distancia. Eles deitam e passam alguns minutos. Quando André já estava quase dormindo, sente algo gelado encostar nas suas costas, agora nuas. Era Sophia.

−André. Não to conseguindo dormir. Parece que tem alguém próximo à min. Me deixa ficar aqui. –O garoto se vira esfrega os olhos e se senta junto Sophia. O colchão está próximo a parede os dois sentam-se e encostam-se nela. Sophia encosta no ombro do rapaz, oque permite que sintam um ao outro. André sente algo parecido com oque sentiu na noite do primeiro show que fizeram. Sophia sente-se protegida, e agora aquecida pelo corpo de André. O cheiro do suor dele não a incomodava. De certa forma, até a cativava.

−Sophie. Acho melhor agente não... –Sophia olha pra ele. Agora seus olhos se encontraram. A respiração de Sophia fica mais acelerada. Pra André estava obvio que a garota estava nervosa, e o motivo. A mão direita do rapaz envolveu a cintura da garota, agora pegajosa, devido ao suor. A pele dela não estava mais gelada. A mão esquerda se dirigiu até o rosto dela. Num gesto de carinho, tirou a mecha de cabelo de seu rosto. A boca corada da menina estava levemente aberta. Sophia viu um rosto determinado em André. Seus olhos estavam firmes nos seus. O rostos se aproximaram, Sophia pode sentir a barbicha de André em seu queixo. Fecharam os olhos e passaram um segundo sentindo os rostos colados, e as respirações um do outro. Os lábios se tocaram. Sophie abriu sua boca quente, e André a invadiu. As mãos do rapaz deslizou toda sua pele do queixo, passando pelo pescoço, e finalmente tocou um de seus seios. A menina que até o momento se mostrara tímida, empurrou o tronco do rapaz pra trás, o fazendo deitar. Em seguida passou a perna em volta da pelves de dele. O garoto deslizou uma das mãos pelas ancas alvas e fartas da ruiva. Ela vestia uma saia com um tecido bem leve, que logo foi puxado pra cima. Os corações estavam acelerados e eles podiam sentir, já que seus tórax se tocavam. A virilidade do rapaz fez com que Sophia não o impedisse de tirar sua calcinha, que já estava úmida. Uma forte chuva se iniciou no momento em que ouve a primeira penetração. As silhuetas aglutinadas do casal se violentavam, cada vez mais, e mais, e mais, até que saciaram-se.