Notas iniciais
Oieeeeeeeeeeeeeeeeeer ;3 Vamos lá a.a

Blaine caminhava distraído pelos corredores do McKinley. Ele estava tentando escapar de Tina e achar Sam. Os dois eram seus melhores amigos, mas ultimamente ela havia desenvolvido uma obsessão doentia pelo amigo. Ela não sabia que Blaine era gay, apenas Sam sabia. Não que o moreno tivesse confirmado, mas o loiro disse que percebia como o moreno ficava babando pelos jogadores de futebol.

– Hey! – Sam gritou do outro lado do corredor e Blaine foi até ele, parando um pouco mais distante ao perceber Tina junto com o loiro.

– Como vocês estão? – O moreno perguntou olhando apenas para Sam tentando ignorar a garota.

– Eu estava com saudades! Não nos vimos durante dois meses Blaine! – Tina disse abraçando o moreno demoradamente. Ele não gostava daquilo, não gostava de garotas o tocando com segundas intenções.

– Eu estive ocupado. – Ele respondeu simples arrancando uma risada de Sam.

– Do que você está rindo? – A garota perguntou confusa. Sam não respondeu. Ele e Blaine passaram as férias todas um na casa do outro jogando vídeo game, olhando filme, passeando, tudo, claro, sem a garota saber. Não que eles não gostassem dela, só que a paixão dela pelo moreno já tinha passado dos limites. Mais precisamente no dia em que ela agarrou Blaine.

“ – Hey, Blaine, me espera! – Tina gritava correndo no estacionamento. O moreno apenas parou de caminhar e ficou olhando a garota se aproximar.

– Nós precisamos conversar. – Ela disse nervosa.

– Pode falar querida. – Blaine disse carinhoso. Tina era a sua melhor amiga, ela era a garota mais doce que ele conhecia e se ela estivesse com problemas ele com certeza a ajudaria.

– E-eu.. N-não... Blaine e-eu... – A garota tentava falar, mas o nervosismo não deixava.

– Meu bem, – O moreno disse tomando suas mãos geladas. – Você pode me falar o que quiser, eu sou seu melhor amigo, você é quase uma irmã pra mim. – Ele terminou sorrindo.

– Esse é o problema Blaine Anderson Hummel. – Tina exclamou irritada. Como ele ainda não tinha percebido que ela era completamente apaixonada por ele?

– E-eu ainda não entendi. – O menino disse confuso.

– Eu mostro. – Ela disse firme dando um passo a frente e com as duas mãos segurando o rosto dele, o puxou com um pouco de força até que seus lábios se encontrassem. Blaine nunca tinha beijado ninguém na sua vida, mas nunca pensou que fosse se sentir assim tão... Enjoado.

O garoto que até então na tinha reagido, empurrou Tina para longe, limpando freneticamente a boca.

– MEU DEUS TINA! VOCÊ ENLOUQUECEU OU ALGO ASSIM??? – O moreno gritou.

– Eu amo você Blaine! Por favor... Diga que quer ser meu namorado... – Tina disse com os olhos brilhando.

– E-eu... Seu namorado? Você caiu e bateu a cabeça? Meu Deus que nojo! – O moreno dizia mais para si do que para Tina que, após ouvir as ultimas palavras de Blaine, ficou petrificada.

– Vo-você sente nojo de mim? – Ela perguntou com os olhos banhados em lágrimas. Só então Blaine havia se dado conta do que tinha dito. Tudo bem que beijar Tina tinha sido horrível, mas não só por ser Tina, mas sim por que ela era uma garota. Mas Blaine não estava pronto para “sair do armário”.

– Não... Não foi isso o que eu quis dizer, me desculpa. Você me pegou de surpresa. – Ele dizia tentando concertar.

– Tudo bem... – Tina fungou.

– Tina... Você é como uma irmã pra mim. Apenas. Eu não quero que isso se repita mais. Não quero perder a sua amizade, mas se isso acontecer de novo eu não poderei mais ser seu amigo. Ok? – Blaine disse tentando parecer sério.

– O-ok... – A garota disse derrotada, logo sendo envolvida pelos braços de Blaine em um abraço.”

– Blaine? Ei? – Sam dizia estalando os dedos na frente dos olhos de Blaine. – Acorda, temos que ir pra aula. – O loiro disse puxando o amigo pelo corredor.

Depois de dormir nas aulas de álgebra e ver Sam dormir na aula de história, era hora do intervalo. Como sempre fazia, Blaine correu para as arquibancadas do pátio para ver os garotos do time de futebol treinarem. Qualquer pessoa que visse a cena, achava que Blaine ali, com uma garrafa de agua gelada na mão, estava esperando pelo irmão Finn. Tudo bem que a agua era para Finn por que o grandão sempre esquecia de se hidratar corretamente, mas aquilo era só uma desculpa para o moreno ficar vendo os jogadores e quando eles tiravam sua camisa por conta do calor. Blaine, apesar de ter beijado apenas uma vez na vida (quando foi agarrado pela amiga maluca) ainda era um adolescente e seus hormônios estavam à flor da pele. Ele simplesmente não conseguia evitar a atração pelos meninos musculosos do time.

– Uma hora eles vão perceber esses seus olhares e vão vir tirar satisfações B. – Sam disse sentando-se ao lado do amigo.

– E-eu... Não sei do que você está falando... – O moreno tentou disfarçar.

– Qual é, quando você me contou que a Tina tinha te beijado e que sentiu nojo, eu já percebi que o seu lance são outros caras. E por mim tudo bem, contanto que não tente me agarrar. – O loiro falou sorrindo.

– Oh, não eu não faria isso. Eu com certeza avisaria antes de tentar alguma coisa. – O moreno falou e logo os dois caíram na risada.

– Ei maninho. – Finn apareceu todo suado logo pegando a garrafa de agua da mão de Blaine. – Obrigado. – Depois de tomar toda a garrafa, Finn se dirigiu a Sam.

– Eu consegui uma chance para você Sam. Vem comigo. – O maior falou e Sam olhou para Blaine recebendo um olhar aprovador. O moreno tentou não olhar para a bunda do loiro, mas foi impossível. Ele não queria nada com Sam, mas ele tinha que admitir que o amigo tinha um corpo lindo.

Blaine ficou ali sozinho vendo Sam ter a sua oportunidade de entrar no time. Quando a técnica gritou que Sam era o mais novo membro do time de futebol, Blaine ficou em pé na arquibancada gritando e batendo palmas, chamando a atenção de um jogador em especial. O moreno ao perceber que estava sendo observado, olhou na direção do jogador e perdeu a fala. Ele era simplesmente lindo, com olhos verdes e vibrantes, alto e no momento sem camisa mostrando um belo tanquinho que fez as bochechas do moreno ficarem vermelhas. Blaine caiu sentado quando viu o jogador piscando para ele. Sim, um menino lindo tinha piscado para ele! O moreno sorriu timidamente e desviou o olhar.

O caminho para casa havia sido estranho, Finn e Sam conversavam sobre o time e Blaine estava quieto apenas pensando que um garoto o havia notado. O moreno entrou correndo em casa e foi direto para o seu quarto. Ele nem percebeu que Carole e Burt estavam reunidos na sala na frente do notebook e Finn se juntou a eles.

Depois de um banho demorado, Blaine colocou uma roupa qualquer e desceu para o jantar, mas quando estava entrando na sala encontrou sua família reunida envolta do notebook.

– Kurt, fique calmo. Amanhã de manhã cedo eu vou para Londres. – Burt dizia penalizado com a cena que via. Kurt sempre fora vaidoso e no momento ele tinha olhos fundos, olheiras e o c cabelo completamente desarrumado.

– O-brigado papai... E-eu não tenho mais forças... P-pra continuar a-assumindo... Tudo isso... S-sozinho... – O castanho dizia se esforçando para não chorar principalmente por ter notado Blaine na sala. Fazia anos que o castanho não o via e teve que admitir que ele havia tornado-se um belo rapaz. Mas ainda assim, o bastardo.

Blaine assistia a tudo com os olhos cheios de lágrimas. Kurt, por mais ruim que fosse, não merecia passar por aquilo. O moreno se colocava no lugar dele. E se fosse com Carole? Com certeza Blaine não aguentaria.

– O-oi Kurt... – O moreno resolveu se pronunciar fazendo todos da sala e Kurt o olharem.

– Oi bastardo. – Kurt respondeu de má vontade fazendo Blaine morder a boca com muita raiva.

– Kurt! – Repreendeu Carole.

– Tenho que ir. Amanhã eu falo com você pai. Beijo Carole, tchau Finn. – Kurt se despediu rapidamente, desligando a tela do computador.

– Garoto idiota. – Blaine rosnou.

– Você vai ter que se acostumar filho. – Carole disse.

– Acostumar com o que? – O moreno perguntou confuso.

– Kurt vai vir morar aqui assim que... Você sabe... Elizabeth... – Burt tentava dizer.

Blaine ainda tentava processar o que havia acabado de escutar. Então a pessoa que mais o odiava no mundo iria morar com ele?

– V-vocês sabem que isso... I-isso não vai dar c-certo não é? E-ele me odeia... – O moreno tentava argumentar.

– Nós somos o que restou para ele. A avó dele está velha, ela pediu para que eu o trouxesse para cá. Ele apenas não te conhece direito filho, dê uma chance. Ele vai precisar de todos nós. Perder a mãe não é algo fácil. – Burt disse segurando as mãos de Blaine.

– Ok... Vou tentar, mas não prometo nada. – O moreno disse de má vontade. Ele apenas não queria contrariar o pai.

– Ótimo! Então vamos jantar. – Carole disse animada.

– Perdi a fome. – Blaine disse correndo escada acima.

Seria um grande problema ter Kurt ali. Ele o odiava por ser o bastardo e Blaine odiava Kurt simplesmente por que fora o castanho que começara com a implicância.

Blaine deveria se acostumar com a ideia por que em pouquíssimo tempo estaria dividindo o seu teto com a pessoa que mais o odiava na terra. Não, não seria fácil, e Blaine não iria facilitar as coisas para Kurt.

Notas finais
Gostaram? Não? Sim? Talvez? Reviews são bem vindas sempre a.a Semana que vem eu volto u.u MUAHAHAHAHAHA