Could be, Who Knows?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
– Blaine! Querido, você vai se atrasar para o seu primeiro dia de aula. – Carole dizia batendo na porta do banheiro.
– Estou pronto mãe. Que tal? – Blaine disse saindo do banheiro vestido com uma camiseta vermelha, uma gravata borboleta e um óculos de sol ambos amarelos e uma calça preta com um belo sapato combinando.
Carole tinha imenso orgulho de seu filho. Desde o dia em que batera seu olho no pequeno menino com cachos escuros e com gravata borboleta que dançava e cantava na frente da velha televisão do orfanato, seu coração gritou dizendo que esse seria o seu filho. Tão pequeno, tão esperto, tão talentoso em tudo que fazia. Tão único.
– Você está lindo meu filho, você faz moda no McKinley. Mas realmente precisava passar tanto gel no cabelo B? – A mulher disse passando a mão levemente nos cabelos do filho. Ela não sabia de onde Blaine tinha tirado aquela mania de passar tanto gel no cabelo.
– Sim, mãe. Gel faz parte de mim. – O moreno respondeu piscando e correndo em disparada pela escada. Blaine quase caiu por cima de Finn que estava no meio dos degraus.
– Que animação é essa B? É o seu último ano na escola, deveria estar triste. – Finn disse abraçando o irmão. Desde o dia em que Blaine colocara os pés na casa dos Hummel-Hudsons, antes mesmo de serem apresentados, Finn abraçou o pequeno levantando-o do chão e chamando-o de irmão. O que deixou Carole e Burt extremamente emocionados. Finn sentiu uma simpatia imediata pelo garotinho com gravata borboleta.
– Você tem que ficar triste por que Rachel vai comigo pra NY ! Vamos para a Brodway! Eu estou mais do que feliz. – Blaine dizia batendo palmas, empolgado. Sentando-se de frente um para o outro, Finn continuou;
– Eu não tenho ciúmes de vocês Blaine. – E aproximando-se mais do irmão, Finn quase sussurrou. – Eu sei que você é gay.
O moreno se engasgou com o suco que havia pegado logo que chegou à cozinha. Tudo bem que ele era gay, mas apenas Finn sabia disso. E ele sabia pelo simples fato de que quando Finn estava treinando futebol americano, Blaine dava a desculpa de que estava esperando o irmão mas na verdade ele ficava de olho nos jogadores.
– Eu ainda acho que devia contar para os nossos pais. Eles vão te apoiar. Você sabe disso Blainey. – Finn disse.
Blaine concordava com o irmão, sabia que Burt e Carole o apoiariam. Mas ele não tinha coragem de contar.
– Pode ser. Quem sabe um dia. – O moreno respondeu antes de encher a boca com um grande pedaço de bolo.
– Você que sabe. Eu estarei aqui para você. Tenha isso em mente. – Finn disse e Blaine apenas assentiu com a cabeça engolindo junto com o pedaço de bolo, o nó na sua garganta.
Quando estavam quase terminando o café da manhã, Carole entrou na cozinha e se juntou aos garotos.
– Mãe, cadê o Burt? – Finn perguntou.
– Está no telefone com Kurt. – Carole disse.
Blaine bufou. Kurt era o seu outro meio-irmão, mas diferente de Finn, Kurt o odiava e claro que o moreno não pensava diferente. Eles haviam se visto apenas uma vez, quando ambos tinham 12 anos e Kurt fingiu ser gentil, carinhoso e até abraçou Blaine, que ficou extremamente feliz já que estava receoso sobre conhecer seu outro irmão que morava em Londres. Kurt fingiu aceitar o meio-irmão na frente dos pais, mas assim que Burt e Carole saíram, Kurt lhe disse coisas horríveis. Disse que ele nunca seria mais do que um bastardo, que eles nunca seriam irmãos, que Blaine era feio, chato e não sabia se vestir e ao ver o moreno em lágrimas, Kurt disse que falaria com seu pai para devolvê-lo ao orfanato.
Blaine passou o resto daquele final de semana dentro do seu quarto chorando e quando Kurt foi embora, o moreno contou tudo para o pai que imediatamente ligou para Kurt e brigou com ele. Resultado: Kurt nunca mais havia aparecido em Ohio, Burt era quem viajava até Londres, uma vez ou outra para ver o filho.
– Blainey? – Finn chamava o irmão que estava perdido em seus pensamentos. Como Blaine não respondia, o mais alto deu um beliscão no braço do menor.
– AI! – O moreno gritou, logo esfregando o local da dor.
– Eu estou te chamando, vamos, estamos atrasados. – O mais alto disse dando um pulo da cadeira e depois de beijar a mãe saiu correndo e gritando – TE ESPERO NO CARRO B!
– Tchau mãe, eu te amo. – Blaine dizia beijando a bochecha de Carole que o abraçou forte.
– Tchau querido, eu também te amo. Se cuide e se aqueles garotos mexerem com você ou se Tina tentar te beijar a força novamente corra ou chame Finn. – A mulher disse sorrindo e Blaine gargalhou indo até a porta correndo.
– Eles já foram? – Burt apareceu na porta da cozinha.
– Sim querido.
– Ótimo. Falei com Kurt... – O homem dizia preocupado. – Ele não conseguia parar de chorar, estava tão desolado... A situação de Elizabeth não é nada boa. Ela não vai durar muito, o câncer está totalmente espalhado e não há mais nada que se possa fazer à não ser esperar. – Burt suspirou pesadamente. Carole o envolveu em seus braços. – Kurt está cuidando dela junto com sua avó, mas ele prevê o inevitável. Sabe, apesar de Elizabeth ter me traído, eu não a odeio. Estou com pena dela. Sexta viajarei para Londres, tentarei trazer Kurt para morar comigo... Você sabe... Assim que Elizabeth partir...
– E como você acha que vai ser isso? Com Blaine quando Kurt vier morar aqui? – Carole já previa problemas.
– Vai ser difícil. Eu conheço o temperamento dos meus dois filhos. Só espero que não se matem, e que Finn e Deus nos ajude. – Burt falou rindo e Carole apenas lhe deu um tapa leve na nuca.
Apesar de ser engraçado, o que Burt havia dito estava certo: Não ia ser nada fácil.
Notas finais
Beijooos
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