Cotidiano de um casal feliz.
60 Capítulo 60 - Orfanato.
Notas iniciais
— Posso te fazer uma pergunta? – Pergunta Lorena quebrando o silêncio.
— Tudo o que quiser querida – Respondi Regina sorrindo.
— Como é lá fora? – Pergunta e levanta cabeça do colo de Regina e a encara com seus grandes olhos brilhantes. Regina fica triste com a pergunta, mas disfarça. Passa as mãos no cabelo dela ajeitando já que bagunçara quando ela deitou no colo da morena e sorri para ela.
— Você nunca saiu daqui? – Pergunta cuidadosamente.
— Não... Quer dizer sim – Fala ela meio confusa – Às vezes que tive que ir em uma tal de... de... – Ela fica estalando seus pequenos dedinhos tentando lembrar a palavra e faz uma careta como se lembrasse – ‘diênça’ é isso – Sorri – quando tive que ir a ‘diênça’ pra falar de quando o carro do papai quebrou na estrada.
— Audiência querida – Fala Regina rindo.
— Aé – Fala ela sapeca e de forma espontânea ela deita no colo de Regina de novo, que retorna com os carinhos na cabecinha da pequena.
— Ei, pequena... – Fala Emma se aproximando delas – Acho que esse colo é meu, hum? – E sorri para ela – Eu saio um minuto e você já acha outra princesa para deitar no seu colo, Dona Regina Mills? – Emma coloca a mão na cintura encarando Regina de forma engraçada e vai falando arrancando tímidos sorrisos de Lorena – Só porque ela tem essa roupa de princesa e esses olhinhos lindos, hum?
— A gente pode dividir? – Ela pergunta para Emma.
— Huum, não Sei não... – Fala Emma que coloca a mão no queixo fingindo pensar – Eu não só uma princesa igual a você – Fala fingindo tristeza.
— É sim – Fala ela empolgada – Você e a dona Regina são as mais bonitas que eu já vi. E a madre disse que todas as princesas são lindas, então você também é princesa. – Sorri por fim.
— Garota – Fala Emma se sentando em frente a elas – Assim não vale. – Viu amor, eu sou uma princesa também – Fala Emma para Regina e se aproximando e dando um selinho na morena. E a pequena Lorena faz um sonzinho de espanto, colocando a mãozinha na boca sorrindo baixinho. Então Regina e Emma se afastam e a encaram.
— O que foi querida? – Pergunta Regina.
— Vocês se beijaram – Fala sorrindo de forma tímida – A madre não deixa a gente ver beijo na televisão. – Então Emma e Regina sorriem meio sem graça.
— Não nos beijamos não garota – Fala Emma fazendo cosquinha nela e ela começa a gargalhar gritando que ela tinham se beijado sim.
— Lorena, nós podemos nos beijar porque nós somos praticamente casadas e somos adultas, entende? – Regina explica pacientemente e ela balança a cabecinha dizendo que tinha entendido.
Elas ficam mais um tempo ali com a pequena, conversando. Ela fazia diversas perguntas, por viver sempre no orfanato sua sede por conhecer as coisas de fora, do mundo era muito maior do que as do demais. Algumas perguntas pegavam as duas desprevenidas, mas como sempre Emma com seu jeito brincalhão tirava a tensão das perguntas.
Passado algum tempo umas freiras chamaram as crianças para almoçarem, convidando Emma e Regina para acompanha-las. Lorena ouviu e pediu para elas ficaram. Emma de imediato aceitou falando que também estava com fome passando a mão na barriga, a pequena achou graça e imitou o gesto de Emma gargalhando deixando Regina com cara de boba olhando para as duas.
Infelizmente chegou a hora de ir embora e a garotinha ficou com uma carinha que estava cortando o coração não só do casal, mas das freiras que gostavam muito garotinha também.
Elas se despediram da garotinha, prometendo voltar em breve e quando elas estavam quase saindo Lorena sai correndo e abraça Regina em um abraço bem apertado.
— Tchau moça bonita – E Regina esta com os olhos marejados e aperta ela nos braços, quando a solta ela vai para o lado de Emma que a pega no colo e beija a bochecha dela várias vezes de forma estalada, arrancando sorrido da garotinha.
— Amor já volto – Fala Regina para Emma que assente e ela vai em direção as madres. Depois de um tempinho ela volta toda sorridente. – Querida, o que você acha de passar um dia inteirinho comigo e com a Emma, fora daqui do orfanato? – E vê a menina abrir um sorriso tão lindo que iluminou o orfanato de Storybrooke inteiro.
— De verdade? – Pergunta feliz – Na rua? Fora daqui? – Regina sorri e mal consegue dizer um sim, apenas balança a cabeça.
— Ebaaaa – Grita ela – Você ouviu princesa? – Pergunta passando a mão nos cabelo de Emma
— Ouvi sim princesa. – Fala Emma sorrindo feito uma boba para a menina.
Passado isso elas despedem da garotinha a deixando mais feliz para trás. E partem para a mansão.
= = = = = = = = = = = = = =
Emma e Regina estão agarradinhas, deitadas no sofá da sala assistindo a um filme. Estão em casa sozinhas, já que sua mãe e Jones tinham saído. E elas estão apenas esperando seus pequenos terremotos chegarem do colégio.
— Há quanto tempo não temos a casa vazia e essa paz? – Fala Regina.
— Eu nem me lembro de ter ficado tanto tempo sozinha com você – Fala Emma sorrindo
— É verdade... mas tivemos uma tarde diferente e agradabilíssima com a Lorena.
— Amor, eu tô apaixonada por aquela garota – Fala Emma brincando com os dedos de sua namorada.
— Ela é uma gracinha, né vida? – Regina fala empolgada – Acredita que ela nunca saiu do orfanato? A primeira coisa que me perguntou era como era aqui fora. Me cortou o coração.
— Nunca vou entender como alguém tem coragem de abandonar um filho – Fala Emma com a voz baixa e triste. E Regina aperta em seus braços e a beija, passando forças a ela.
— Sim, mas o caso dela não foi abandono, foi tragédia mesmo. – Conta triste – Os pais morreram em um acidente de carro e eles não tinham família e ela teve que ficar no orfanato.
— Ela é tão fofinha amor – Fala Emma sorrindo como se tivesse lembrando da garota – Posso confessar algo? – Regina sorri a incentivando a continuar – Eu sempre quis ter uma menina. Elas são tão meiguinhas eu acho uma graça.
— Sabe o que é uma graça? – Pergunta Regina a encarando sorrindo e ela nega – Você – Passa o dedo no nariz dela – Minha princesa.
Elas ficam se encarando fazendo carinho uma na outra e se olhando de forma apaixonada sem conseguir parar de sorrir. Regina leva uma mão ao rosto de Emma e lentamente elas foram se aproximando, até seus lábios se tocarem. De forma lenta e delicada, elas ficam roçando um no outro e enfim se beijam, mas calmamente, como se fosse o primeiro beijo delas. Transmitindo todo o carinho e cuidado que uma tinha pela outra naquele beijo, sem pararem de fazer carinho uma na outra.
Emma começa a subir e descer suas mãos de forma preguiçosa e lenta no corpo de Regina, como se ela fosse a mais delicada das flores. Trocando sorriso a cada quebra de beijo, toda vez que o ar era necessário ela iam doando e recebendo o amor através daquele gesto.
— Eu te amo – Sussurra Emma.
— Eu amo mais – Responde Regina.
Elas ficam nesse chamego e troca de carinho, sem saber ambas com o mesmo pensamento na garotinha de cabelos castanhos e olhinhos verdes, nesse pensamento agradável daquela tarde, sem notarem acabam pegando no sono no sofá, abraçadinhas, se sentindo completamente realizadas e não poderiam estar mais felizes.
Fale com o autor