Cosmos.
10 Parte Dois: A ilha dos renegados
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KANON FALA...
A distância era longa, e os caminhos árduos, a ilha de Thera era o pior lugar que algum cavaleiro poderia estar, era uma região hostil em um arquipélago próximo ao mar Egeu, abaixo dela um vulcão com um poder imenso de destruição estava adormecido por um encantamento dos deuses, penso, como alguém poderia querer se estabelecer neste lugar? O clima era insuportável, a paisagem era árida e irregular, Laio me recomendou cautela, pois esta ilha era cheia de lendas que remontavam ao período da idade do ouro da Grécia.
Como aquele povo inofensivo de Pyrgos sabia de tudo isso? Levantei esse questionamento, já que o santuário mantinha distante do mundo comum. Mais um equívoco, esse povo ‘inofensivo’ remontava a uma árvore genealógica de povos sobreviventes a um período anterior a Guerra Santa, e desde tempos imemoriais Athena era reverenciada, devido ao fato de simplesmente a deusa proteger essa gente e a Terra das catástrofes que a ira dos deuses poderia fazer recair sobre a humanidade.
Então divaguei, à medida que caminhava furtivamente naquele lugar perigoso, quem era esse tal de Nicurgo? Sabia que a minha vida corria risco ali, o que aquele cavaleiro desertor poderia fazer contra mim? Mas eu era um cavaleiro, eu não iria retroceder jamais, enfrentaria todos os riscos para saber algo crucial, a vulnerabilidade do santuário já que Athena não habitava a terra. A intuição sempre me guiou, e naquele momento sabia que estava no caminho certo.
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Na ilha havia uma azáfama, jovens em grupos, inclusive os de tenra idade, se aglomeravam e murmuravam, todos trajavam vestes de cavaleiros aspirantes, treinavam arduamente na ilha, e o discurso proferido era sobre os caminhos de uma nova era de paz. Há poucas semanas Aioria havia desaparecido, seu irmão estava à sua procura, mas não poderia colocar os seus pés em Thera sem as ordens do Grão Mestre, como cavaleiro jamais poderia deixar o santuário sem permissão, Aioros o procurava por todas as proximidades do santuário em busca de notícias, contudo o jovem Aioria estava ali, no meio daquele conjunto de homens estranhos que pareciam flagelar sua existência, simplesmente pelo fato de ser proveniente do santuário.
Havia uma lei em Thera, uma espécie de treinamento, qualquer homem poderia entrar ali, contudo sobreviver era uma incógnita, mas Aioria tinha objetivo de romper tal lei, libertaria a todos que desejassem se livrar do julgo, e das mentiras escarnecedoras do senhor Nicurgo e seus cavaleiros. De súbito um soco corta o ar e Aioria vai ao chão com as mãos nos lábios, e o rosto contorcido de dor e raiva.
— Homens que lutam por Athena não são bem vindos aqui, o primeiro treinamento é passar por nós.
Aioria levantou-se limpando a roupa, era um menino corajoso.
— Meu irmão derrotará todos vocês quer apostar? Ele é um cavaleiro muito forte! E luta pela justiça, e não um covarde como o senhor que vocês seguem!
O jovem rival não se conteve e esbofeteou Aioria novamente, contudo desta vez ele se manteve em pé.
— Ah deixa isso pra lá, esse infeliz não sobreviverá às provas de nossa ilha. – ponderou um rapaz no meio de todos.
— Não! Esse seguidor de Athena zomba de nosso mestre, essa afronta só será perdoada mediante um castigo! – esbravejou o rival decidido.
Dita tais palavras, aplicou um chute circular que atingiu Aioria no pescoço, e o empurrou para trás com muita força, cambaleante apoiou-se nos braços de outros garotos que o seguraram de frente para seu algoz. Este, sob o domínio da violência, apertou o punho direito, ia desferir um golpe contra Aioria, concentrou a sua força em suas mãos, contudo, um outro rapaz, quase do mesmo tamanho segura os punhos, contendo o golpe.
— Pare já com isso, este menino não é diferente de nós!
— O que disse Kurazo? Por quê?
Aquele jovem que interrompeu a luta parecia ser alguém mais experiente e sábio no meio de tantos garotos ali presentes, tinha os traços asiáticos, era diferente dos povos do mediterrâneo, e de alguma maneira habitava Thera em treinamento. Naquele instante todos soltaram Aioria, que foi de joelhos ao chão.
— Ele luta pelo que acredita, e nós? Em que realmente acreditamos?
— Espera aí Kurazo! Sem filosofias! Não me diga que você não acredita nas palavras de nosso mestre, todos nós estamos aqui por um propósito: lutar e defender o nosso território!
O jovem de tez pálida, indiferente, foi caminhando no meio dos garotos para se aproximar de Aioria, e por fim deu de ombros à aquelas palavras.
— Não estou aqui por ele, estou apenas protegendo este lugar sagrado que não pode cair em mãos erradas, é isso que eu acredito.
O rapaz colérico balançou as mãos nervoso, meneando a cabeça negativamente:
— Grande asneira! Você também luta para manter o senhor Nicurgo aqui...
Aioria levantou a cabeça assimilando toda aquela discussão, e percebera que naquela ilha havia uma divisão ideológica, porém não conseguia compreender os ideais de Kurazo, o importante foi que aquele rapaz de quase sua mesma idade, o havia salvado da violência daquele grupo.
Kurazo aproximou de Aioria, e o ajudou a levantar, feito isso meneou a cabeça assertivo, dando lhe “o boas vindas ao inferno”, era a sua frase de costume, toda vez ele a proferia quando chegava algum novato na ilha.
— Então você é um cavaleiro de Athena...
Aioria balbuciou:
— Sim, estou em treinamento.
— Ouvi você dizer que tem um irmão muito forte, então se espelhe nele para sobreviver e dar o melhor de você, sair deste lugar com vida não é fácil, “ela” não permite! Bem, é melhor que sigamos em frente, temos muito treinamento durante o dia, espero que o nossos grupo consiga sobreviver aos próximos treinamentos, já perdemos muitos colegas pela fraqueza! Aliás, você poderia nos dizer o seu nome?
— Me chamo Aioria! – disse com se fosse um rugido, como se estivesse pronto para a batalha.
A partir deste momento Aioria agregou-se ao grupo para sobreviver, alguns ainda não o aceitavam, mas aquele tal de Kurazo parecia ser um veterano, não compreendia bem os seus interesses, contudo sentira o seu cosmo brando, porém o cavaleiro de Athena não partiria dali sem levar os inocentes que estavam ali tolhidos de sua liberdade. Jurou para si mesmo, que não envolveria o seu irmão na sua busca pessoal, como um homem ele mesmo deveria aprender a sobreviver, e faria de tudo para que Aioros tivesse orgulho de ser seu irmão.
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O grão mestre estava sentando em um banco no jardim das oliveiras, era um lugar arborizado rodeado por esculturas antigas, que remontavam ao período helenístico, naquele lugar o mestre procurava paz, as suas mais altas reflexões ele fazia naquele local, as aves rodeavam os pés do mestre, umas pousavam em seu ombro, seus cabelos brancos ondulavam em fronte, seu elmo estava junto de seu corpo, aquele sábio homem de alta confiança, já não gozava da saúde de outrora, mas mantinha-se firme a sua lealdade e ao poder, em manter o equilíbrio no santuário. Ora, tudo isso era o peso que carregava em seus ombros, manter a ordem no santuário, no seu âmago, pelos longos anos vividos, sabia que sempre quando Athena se aproximava da terra, significava igualmente que o mal está constantemente ameaçando a sua existência, e fora assim nos últimos séculos, contudo ele era uma lenda viva da epopeia do passado, e o que entristecia era saber que esse mal será enfrentado novamente, e o resultado de uma batalha não era apenas vitórias, mas fracassos também, e vidas eram ceifadas, para a dor de Athena. Gaios tinha razão, ponderou aquele ilustre homem, que também era um cavaleiro, e o seu poder emanado equiparava com o sol.
Sustentar o selo custa a nossa vida, e dado certo momento quando este fosse quebrado, a nossa mortalidade não poderia impedir os objetivos de um deus imortal. Naquele momento, temeu por ter sido rude com Gaios, talvez o tenha ferido mortalmente, ou sentira que estava lidando com uma força incontrolável, aquele homem de idade avançada era tão dúbio, assim como o céu e o inferno. Não duvido jamais de sua fidelidade à Athena, entretanto ele já fora o nosso algoz, mas fora perdoado por sua penitência, porém não vejo paz em sua alma.
O mestre delicadamente pousa as mãos ocultando seu rosto, não conseguia encarar o seu reflexo, preferia viver eternamente oculto pela sua máscara, nesse momento um gato branco de olhos azuis intensos o observa estático, estava escondido atrás de uma escultura de um jovem guerreiro brandindo uma espada, num rápido movimento salta no colo do mestre carinhosamente, o mestre, era um homem muito amado, mesmo oculto por uma máscara a sua bondade era sentida no tom da sua voz, o santuário mesmo sendo um lugar oculto, muitas pessoas tinham acesso a ele, o mestre se interessava por tudo que acontecia nas suas proximidades, e tudo de trágico que poderia ocorrer, feria o seu coração por sua impotência de não poder lidar diretamente com tudo, porém acreditava infalivelmente que os cavaleiros reunidos seria os propagadores da paz, lutaria para manter a justiça na terra.
O mestre deslizava suas mãos sob os pelos de Issa, enquanto o fazia os olhos do animal diminuíam em aprazia, e era possível escutar um leve ronronar. Naquele momento um jovem rapaz desce as escadarias de mármore, rumo ao encontro com o mestre, passando pelas esculturas, pausou os passos a uma certa distância, e curvou-se em mesura. Issa arregalou os olhos, e ficou com as orelhas em pé, porém logo diminuiu o olhar, e deu um salto muito alto e rápido indo em direção a aquele homem, que nada mais era que o belo Aioros. O mestre, ajeitou os seu elmo na cabeça, enquanto Issa fazia de tudo para chamar a atenção de Aioros, esfregando a cabeça em suas mãos, apertando as patinhas contra o chão fitando nos olhos em frenesi.
— Mestre, estou a sua disposição, perdoe-me por não estar o quanto antes, todos os dias estou à procura de meu irmão que desapareceu, embora eu tenha um palpite de onde ele possa estar, mas aguardo apenas a sua autorização para que eu possa partir do santuário.
— Aioria provavelmente está em Thera, e isso também faz parte do seu treinamento pessoal, contudo concedo minha permissão para que partas, para averiguar os acontecimentos antagônicos que tem ocorrido, antes quero que saiba que Thera não é um lugar qualquer, aquela região é antiga e inóspita, onde Athena procura guardar através de seu selo há mil anos. Aquela região foi responsável por uma grande catástrofe, e o seu início marcou uma batalha sangrenta entre deuses e titãs, contudo Athena junto de seus doze cavaleiros de ouro, apaziguou o seu processo de destruição, na verdade temo que algo possa ter ocorrido com Nicurgo, que é guardião deste selo, pois as pessoas referem a ele como um homem cruel em busca de um exército pessoal.
— Mas quem é este homem? Assim como Gaios, são cavaleiros posteriores a última guerra que ocorreu no santuário... — Argumentou Aioros.
O mestre fez uma pausa pensativo.
— Nicurgo foi um poderoso cavaleiro de prata, ele vem de uma árvore genealógica que remonta a antigos cavaleiros que lutaram nos últimos dois séculos, porém é um homem amargo que junto de outros não concordam com os meus comandos. Atualmente não consigo decodificar sua postura, se é um amigo ou inimigo de Athena, porém ativar a destruição de Thera apenas um deus poderia o fazer, já que a nossa deusa não está reencarnada, por mais que protegemos a terra em sua ausência, não poderíamos enfrentar um deus sem sua liderança. Portanto vá Aioros, e siga até a ilha e averigue todos este acontecimentos.
— Espere! – Uma voz rígida cortou aquele jardim, naquele momento os pássaros desbandaram e um vento forte soprou as copas das árvores, um homem alto misterioso descia as escadarias em direção ao mestre, e pausou os passos próximo a uma estátua de um homem agonizado por serpentes.
Aioros o fitou pelos ombros, e Issa abaixou as orelhas com um olhar maquinando um bote certeiro, já o mestre levantou-se de onde estava para fitá-lo em nível de sua altura, feito isso, incontinenti Aioros ergueu majestosamente.
Aquele homem robusto e esguio, com um olhar rude e imponente disse em tais palavras quebrando o silêncio de sua chegada:
— Mestre, permita-me partir para Thera, eu sou o cavaleiro mas indicado para este trabalho.
Aioros o olhou incisivamente.
— Sinto muito Shura, preciso que você permaneça no santuário – disse o mestre com autoridade, porém a sua voz era suave.
— Desculpe Senhor, mas eu conheço aquele lugar melhor que Aioros, além disso dois de seus guardiões que habitam esta ilha já foram meus oponentes quando ainda estive em treinamento no Japão. São adversários perigosos.
— Shura...você tem toda razão, mas permanecerei irredutível em minha escolha, Aioros tem pendências a resolver nesta ilha, e não posso ir contra o seu destino.
— O quê? – Aioros virou-se para o mestre atônito.
O mestre lentamente caminhou se entrepondo entre os dois cavaleiros onde o olhar de ambos o cruzavam, Shura era demasiado misterioso, tinha os olhos pequenos, parecia ter uma alma gélida, mas se estava entre o maior posto dos cavaleiros, era por que era alguém de hombridade.
O mestre pausara os passos de costas aos dois cavaleiros, neste instante Issa deu um salto em sua direção para acompanha-lo fielmente, olhou pelos ombros lentamente mesmo por debaixo de sua máscara e disse para Aioros:
— Que Athena o proteja!
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Em Thera, o treinamento era dividido em grupos, pois cada um destes grupos tinha missões e muitas tarefas a cumprir na ilha, o dia a dia era árduo pois tudo aquilo acabava que gerando uma disputa entre grupos, pois havia jovens que estavam em treinamento há mais tempo, por isso Aioria por ser jovem na ilha gerou uma grande hostilidade. “Ela” inflamava a competição entre grupos, mas quem é ela que Kurazo advertiu a princípio?
Homens fazia uma trabalho pesado debaixo do sol erguendo templos, e Aioria estava arrefecido, aquele lugar parecia uma escravidão eterna, os meninos trabalhavam sem reclamar, debaixo de chicotes de soldados vis. Um cortejo se aproximou, e era incrivelmente liderado por uma amazona para o espanto de Aioria, todos os homens faziam sua reverência, Kurazo o cutucou falando em voz baixa em seus ouvidos:
— É ela.
— Ela quem?
— A maldita, guardiã do inferno.
— É só uma mulher Kurazo...
— Ela é mestre da Naguinata...- dito isso Kurazo fez uma mímica de decapitação, com um vocábulo ao som de uma onomatopeia de uma lâmina cortante.
A amazona ditava ordens, e inspecionava todos os aprendizes de cavaleiros que estavam ali, ela tinha um jeito rude, seus olhos eram os mais belos já vistos, pequenos e claros em contraste de uma pele lívida, os cabelos negros eram longos, e trajava um armadura de cor escura, a cabeça era protegida por um elmo que ocultava suas maçãs do rosto. Todos os homens a obedeciam. Aioria ficou estupefato, nunca tinha conhecido alguém assim, ela se equiparava a coragem de Athena. O nome desta amazona era Orin, ela reclamava o tempo todo e enfatizava que covardes não eram bem vindos, dito isso aproximou de Kurazo e Aioria, sabia que aquele menino era um novato proveniente do santuário. Com as mãos apoiando na cintura olhou fatalmente para Aioria, que abaixou a cabeça receoso.
— Me diga o seu nome!
Aioria mais uma vez balbuciou.
— Me chamo Aioria...
— Eu não ouvi o que disse! Nunca um verdadeiro cavaleiro de Athena gagueja ao se apresentar! – reprendeu amazona com as mãos sobre sua lança, inclinando para olhar profundamente nos olhos do menino.- Nasci em uma ilha há quilômetros de distância daqui e minha família ensinou-me desde minha tenra idade, que os cavaleiros são os homens mais poderosos da terra, que podem destruir uma montanha apenas com um movimento dos dedos, e você se diz um cavaleiro de Athena, e não sabe mal pronunciar o próprio nome!
Aioria cerrou os dentes furioso e trêmulo:
— EU ME CHAMO AIORIA DE LEÃO!
Fez se um silêncio, Kurazo e todos os meninos ficaram assustados com a postura do jovem. Orin não se segurou, e começou a rir zombando.
— Menino, quem te deu este título tão honorável?
Aioria ficou furioso com o escárnio, de um menino inofensivo quando humilhado se tornava alguém com um poder amedrontador.
— Ninguém me deu este título, É O QUE EU SOU!
Orin calou-se.
— Então tenho um desafio para o seu grupo Aioria, vá para o Citeron que fica ao sul desta ilha e prove se é digno de ser chamado de Leão.
— O quê! – espantou Kurazo.
Dito isso afastou com seu séquito, e todos o jovens ali caíram num desespero coletivo, Citeron era um lugar muito perigoso, seu guardião era um Leão terrível que já assassinou muitos que se aproximavam de seu local sagrado.
Aioria que já tinha o seu rival, Kei que ficara furioso ameaçando matar Aioria por fazer aquela amazona imputar uma prova mortal para o seu grupo. Porém Kurazo intervém o contendo:
— Espere, se nos organizarmos há uma esperança de atravessar essa prova, afinal já sobrevivemos a coisas piores.
Kei soltou o braço e disse:
— Esperança contra um leão que Hércules lutou no passado? Você só pode estar de brincadeira!
— Mas os cavaleiros possuem uma força superior a de Hércules! – redarguiu Kurazo.
— Não me diga? Onde você leu essas fábulas?
— É tudo verdade! – interrompeu Aioria.
— Orin está certa, você cavaleiro de Athena, deveria provar tudo o que fala! – questionou Kei incisivamente.
— Não preciso, sou irmão de um dois mais poderosos cavaleiros de Athena, e isso é tudo.
— Você é um mentiroso Aioria! Está nos levando para a morte seu covarde!
E os dois mediram forças ali, pareciam que iam se enfrentar, porém ao ser chamado de covarde Aioria desferiu um soco violento contra Kei que foi a chão. Todos ficaram assustados não esperavam essa atitude de Aioria.
— Pare com isso vocês dois!- Ponderou Kurazo.
Contudo Kei não se dava por vencido, levantou limpando o sangue rubro no canto dos lábios, e olhou Aioria como uma fera selvagem, movimentou-se rapidamente e o agarrou pela cintura imobilizando seus braços, levando seu corpo ao chão, como nas antigas lutas greco-romanas.
Aioria estava no chão estático, e pelas costas imobilizado por Kei, parecia ser especialista nesta luta, porém Aioria movimentou o corpo com muita força tentando se desvencilhar de sua imobilização, no meio destes movimentos rápidos Aioria conseguiu estar por cima do seu rival, com o antebraço paralisou o pescoço de seu oponente, e com a mão direita fechada estava prestes a esmurra-lo, mas algo o fez desistir. E naquele instante Kei sentiu a sua derrota.
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