Cosmic Love

7 Hard to Explain


Notas iniciais
Desculpe pela demora novamente, agora com certeza vou postar mais rápido. :) Música do título: Hard to Explain - The Strokes

–Oi Mãe.- Emma lança um sorriso contido

–Como você? Você?- agarra a filha mais uma vez, encaixando a cabeça em sua nuca –Que saudade. – percebe a expressão distante de Emma e recua, ainda segurando os ombros da mesma –Não mudou nada. – Mary Margaret sorri com os olhos marejados.

Quando era pequena, as duas, junto com David, eram só alegria, raramente se desentendiam, e quando acontecia, não era mais que uma hora de afastamento. Passeavam todos os dias por Storybrooke, no parque, no Granny’s, cumprimentando os mesmos todos os dias; Archie com Pongo, Blue, de vez em quando Rumple, e Regina sempre na janela da prefeitura.

Se lembrava da vez, em época de Natal, era a primeira vez que nevava em anos. Emma tinha cinco anos e ficou muito entusiasmada; correu para fora, apropriadamente vestida. Logo seus cachos loiros estavam cobertos de flocos de neve; ela se jogava e rolava, corria para a mãe na porta de casa, pedindo cenoura, botões e cachecol, para seu, não tão bem sucedido boneco. Mary Margaret nunca tinha visto a pequena tão agitada.

O resto do dia, a loirinha passou cantando e dançando músicas da Disney e, em seguida resolveu ajudar a mãe a assar um bolo. O resultado foi farinha para todo lado, logo após que o pai chegou e fingiu ser um cavaleiro defendo a princesa Mary Margaret contra a terrível vilã de nariz grande, verrugas e pele verde, Emma.

– Você também não- Swan diz dando um sorriso carinhoso, mas tremendamente falso, considerando que sua mãe estava mais magra do que lembrava, pálida e seus cabelos já não tinham tanta cor.

A consequência da inocente falsidade, foi um estranho silêncio que a morena deixou de lado, falando dessa vez com o homem que havia ficado impassível durante o reencontro das duas. –Hook – ela deu um passo para o lado direito –Você que foi atrás dela? – ele sorriu e maneou a cabeça, pois não saberia o que dizer, porque talvez um “sim, você precisava passar seus últimos dias com a sua filha” seja bruto demais. –Obrigada. – ela anda em direção a ele devagar e o abraça – Muito obrigada mesmo- Mary Margaret sussurra.

Emma ficou no hospital sozinha com a mãe durante aproximadamente uma hora, conversando sobre como estava sua vida na Holanda; Mary Margaret trouxe a vida amorosa de Emma à tona, perguntando se ela estava namorando, ou algo do tipo; a filha foi breve e respondeu que não, pois tinha um leve pressentimento que a sua mãe não iria querer saber quantos parceiros (as) teve no último mês. Em vários momentos as duas encaravam o chão e não tinham nada para dizer. Era como se Mary Margaret encarasse a merda que fizera.

Na hora seguinte, David chegara e fora outro cansativo reencontro. Cheio de alegria, entusiasmo e dúvidas da parte dele; de Emma, com certeza, a felicidade foi mais explícita que com Mary Margaret e ela percebeu. Os pais ofereceram a casa pra ela, na segunda intenção de fazê-la ficar mais tempo, já que eles ficavam dia e noite no hospital, David só passava uma vez na semana para lavar roupa; e como eram nessas condições, ela aceitou.

Foi pra lá e, Hook logo em seguida a encontrou e entregou as malas que ainda estavam no seu Jeep. Se sentaram na mesa da sala, conversando como tinha sido no hospital. – Obrigada mesmo assim, precisava revê-la. – Emma sorri de lado, Jones se levanta.

–Disponha – ele se dobra ligeiramente em cima de Emma

–Se eu me lembro bem, sua bebida favorita era rum. – Swan se erguem, o fitando de perto. –Posso te oferecer?

–Não, dessa vez eu quero estar sóbrio. – ele passa rapidamente um braço pela cintura dela, e o outro agarra sua nuca. Os dois tinham seus corpos colados, e se beijavam calorosamente. Jones posiciona Emma em cima da mesa, e ela encoxa sua cintura. A loira começa a sentir seu coração bater muito rápido, um fogo nascia dentro dela, a alimentando por dentro. Abre os olhos e vê a sala rodeada por uma fumaça roxa, que adentrava pela janela. –HOOK!- ela se afasta e olha para os lados.

– O que?- ele encara fundo em seus olhos, apoiando uma mão em um lado de seu rosto. Emma olha para os lados desesperada. Sumiu, a fumaça havia sumido. Ela pisca e olha ao redor novamente.

–Nada. –Emma sente sua cabeça pesar; ignora, e puxa Hook, continuando a beijá-lo. Os dois escutam batidas incansáveis na porta. Jones resmunga alguma coisa e, Swan levanta para atender quem quer que fosse. Abotoa os primeiros botões da camisa, ajeita o cabelo, e abre porta.

Seus joelhos falham, mas ela se apoia na maçaneta. Suas pupilas dilatam. – Re-Regina – a morena sorri desdenhosamente, prendeu uma mexa atrás da orelha; olhou para o chão e em seguida para a loira em pé a sua frente.

–Irá gaguejar toda vez que me ver, senhorita Swan? –Regina dá um passo a frente, fazendo Emma recuar e, enxerga Hook apoiado na mesa, com o cabelo desgrenhado, ela encara durante alguns segundos, seus olhos não se desviavam do que estava acontecendo ali, não conseguia se mover. – Acho que a avisei sobre os cortejos do Hook. Certo Swan?- ela virou a cabeça devagar e encarou Emma, que não conseguia formular nenhuma palavra, só murmúrios sem significado. –Bem, a escolha é sua. Só vim avisá-la, que o carro em frente a esta casa, foi multado e rebocado, porque estava parado em lugar indevido. – Emma olha para Hook.

– oqu...? –Hook fecha os olhos respira fundo, bota seu casaco e anda em direção a porta, encarando Regina. – Prefeita. – ela dá um sorriso irônico.- Já volto. – ele diz olhando para Emma.

–Não. Não.. – Hook para e se vira, confuso. – Eu.. eu preciso, rever algumas coisas do trabalho. – Ela coça a cabeça e o olha.

– O que você disser. – ele sorri e pisca. – Boa noite, Swan.- Hook sai porta afora. Ela continua encarando a rua, durante alguns segundos; Regina sente seus músculos mais leves e sorri ligeiramente para o chão, se dirige a porta.

–Até mais, Swan. – ela aperta o casaco com os punhos e sai da casa.

– Porque todos aqui adoram me chamar de Swan? – Emma dá um passo para fora, numa tentativa, sem saber o porquê, de conter a morena. Regina vira e estreita os olhos.

–Oque? – Emma se depara com a cicatriz no lábio superior de Regina; já era a segunda vez que era entretida por ela.

–Você... você.. quer entrar?- Regina franze o cenho. – Café..? Chocolate quente? – ela solta um breve riso constrangido

Regina dá um pequeno sorriso de lado. –Fica para a próxima, Swan. – a loira faz uma careta ao ouvir seu sobrenome de novo. Não sabia por que havia feito o convite, e também não sabia se estava aliviada ou desapontada pela morena recusá-lo. Não sabia por que havia despachado Hook. Não sabia por que tinha visto a fumaça roxa na sala. Não sabia por que ficava tão nervosa quando Regina aparecia. Mas sabia que aquela mulher despertava desejos estranhos nela; e achava que sabia que só tendo aquela mulher por uma noite, esses desejos talvez sumissem. Emma fecha a porta.

Notas finais
Ah, observação pro final do episódio 11, onde o Hook bate na porta da Emma hahahahahaha. Acho que leio o futuro hahahaha ;P