Cosmic Love
12 Cosmic Love
Emma não desviava os olhos atentos de Regina, durante o caminho até o sofá. Se sentou afastada da mulher que encarava o chão, refletindo. – Regina. Dá pra falar alguma coisa?! Eu não to entendendo porra nenhuma! E absolutamente parece que você sabe do que eu to falando. Dos sonhos...? Era você lá, eu tenho certeza!- A prefeita passa as mãos, tremidas, pelo cabelo. Respirou fundo.
– Swan, você lembra porque brigou com a sua mãe?- seus olhos se encontraram. “É claro”
–É claro.- se ajeita, hiperativa.
–Porque, então? – Emma levantou uma sobrancelha. “Porque... porque...” os flashes da briga, ela conseguia ver, mas nenhuma voz saía de suas bocas. “Isso é impossível. Eu sei porque briguei com a minha mãe!” — Vou direto ao ponto, Emma. Acho que as coisas vão ficar meio esquisitas, principalmente porque...- deixa cair uma lágrima. – Você não se lembra. – espera, em vão, uma reação da mulher à sua frente. – Isso vai ser... enfim. Há dez anos atrás, quando você terminou o colégio, quando tinha dezessete anos, nós nos esbarramos, em frente ao Granny’s “como sempre”. Eu lembro que... não, eu não, te conhecia, antes disso. Você era... maravilhosa. – sorri. – Você estava com Jones, Neal, Ruby e com a Belle também, eu acho. – Regina não levantava a cabeça para ver a expressão de Emma. – aconteceram várias coisas e, agente... transou, aquele dia. E foi muito estranho pra mim, a princípio. Você despertava um sentimento em mim que eu não sabia que existia. Depois daquilo, eu não conseguia parar de pensar no que acontecera e eu fui te procurar. Quando bati na sua casa, depois de muita relutância, você me disse que também não tinha parado de pensar em mim e seus pais não estavam em casa, e então a gente... transou. De novo. Deu a hora e teve que sair, para fazer matrícula na faculdade. Naquela noite, você voltou pra minha casa... e a gente...
–Transou. – deu um breve sorriso de lado. Regina levanta a cabeça, atentamente
–É. – tenta estudar Emma – Nós ficamos juntas durante um ano. E-eu... te amava. E você também me amava. Nós não conseguíamos passar um minuto longe uma da outra. Depois desse um ano, você quis contar para sua mãe, o que eu não achei uma boa ideia, por... ela não gostar tanto de mim, porque bem... você sabe... mas, como sempre – ri – você não me ouviu. – o rosto de Regina cai sobre suas mãos e ela se afoga em lágrimas; a mulher à sua frente fica incomodada e não sabe o que fazer. Todas aquelas informações eram muito novas e inesperadas para ela; como não podia lembrar de nada disso? Mas o interessante, é que ela não duvidada. Realmente sentia um amor profundo por Regina, mas não sabia de onde via, de onde vinha começado... desde os sonhos sentia isso, mas não sabia direito por quem.
Emma levantou o rosto de Regina com cuidado e limpou suas lágrimas com os dedos, calmamente; segurou sua face cautelosamente. – Porque eu não lembro de nada?
– Sua mãe. Ela pegou a varinha da Fada Negra na loja do Gold e fez um feitiço pra você não se lembrar de nada. Ela não me suporta Emma, ela me odeia. Nunca ia aceitar que a gente tivesse juntas, e eu sabia disso, eu te avisei. – suas mãos se encontram.- Snow me procurou, quase arrombou minha porta, mas eu não ia desistir de você... eu também avisei que se fizesse esse feitiço, ia ter uma consequência... porque ela não é um ser mágico. – morde o lábio, acaricia a nuca da loira.
– Ela vai morrer... – Swan fala baixinho, olhando para o chão. A morena concorda levemente com a cabeça. – Porque ela fez isso?- falou mais alto
– Porque eu tentei matar ela e o David muitas vezes e depois disso tudo, a filha deles se apaixona por mim. – as duas riem. Emma segura o joelho da mulher, as duas se encaram, segura o maxilar da morena e a puxa para si; seus lábios se encontram em um carinhoso beijo, um beijo cheio de saudade. A lua saiu de trás das nuvens e agora era a única iluminação na sala, cortava os rostos das mulheres que agora estavam grudadas. O espaço feito pelo pulmão, era muito, então prendiam a respiração o máximo possível. As mulheres sentiam suas peles, e sentiam o sabor de suas línguas. A sintonia harmoniosa exalava pela sala.
Suas mãos tateavam desesperadas pelo corpo uma da outra. Emma estava em cima de Regina, segurando na barra de sua calça e agarrando sua cintura. Com os olhos fechados, sua pupila dilata, ela para o beijo ofegante e, joga a cabeça um pouco para trás. Seu corpo treme contra o corpo da prefeita, que segura seus braços. – Ah meu Deus, Emma?! – ela abre os olhos e produz um sorriso resplandecente. Uma lágrima salgada rola pela sua pele quente e rubescida; se inclina e cola os lábios, rigorosamente, com Regina.
–Eu lembro...! Eu lembro.
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