Cosmic Love
13 Love is Here
Notas iniciais
O frio azulado preenchia o quarto e cada extremidade do corpo das mulheres. Apesar desta temperatura constantemente ser apontada como melancólica, triste... o clima não podia estar mais diferente. As ondas magnéticas que acompanhavam s duas se moviam freneticamente desde um mês atrás, quando Regina se expôs e declarou todo o seu amor por Emma, mesmo com a chance dela absolutamente não sem lembrar e a execrável frustração voltar a se instalar no psicológico da morena. Regina abriu o seu coração em meio ás lágrimas, esbravejando seus conflitos internos contidos por anos. Em todos os toques, cálidas faíscas se faziam sentir, atordoando-as. Para a sua glória, depois do terremoto de emoções, discursos e um beijo que executava paixão até as extremidades, Emma Swan havia lembrado do amor de sua vida.
A loira acordou cedo, fez um café e descansava perto da lareira. “O amor, uma palavra tão banal, mas um sentimento tão forte. Impactante. Quando a vi pela “primeira vez”, todas aquelas falsas memórias implantadas na minha mente começaram a ruir lentamente. Era só questão de tempo para eu relembrar que ela era a maior parte da minha vida. De todos os momentos em que fui sua Salvadora, no significado mais clichê da palavra. De como nos beijamos e todos os lugares possíveis. De como ignoramos uma massa de pessoas, depois de assumirmos nossa relação. Talvez fosse a sua empáfia e sua alma extremamente impenetrável que me atraiu (desafiou) no momento em que nos conhecemos. E a partir daí, eu era só, apenas e completamente dela... me lembro de tempos que chorava e dizia que não iria me deixar, não iria me largar. De todas as manhãs em que eu me levantava mais cedo só pra ter o prazer de te ver descendo as escadas com sua altivez característica.”
Emma sentiu um revigorante sopro de ar vindo da direção da porta. Afastou uma mecha de cabelo grudada na testa e olhou em direção ao quarto. Regina tinha as pálpebras entreabertas de sono; vestia uma camisa branca longa um pouco acima do joelho e cabelo perfeitamente bagunçado. “Você é só minha, Regina Mills.” A morena quase que lendo o pensamento da amada, sorri de lado e anda calmamente até ela. Os olhos das duas transmitiam uma familiar cumplicidade; A prefeita colocou o café de Emma no chão e sentou no colo dela, encoxando sua cintura. –Bom dia. – A loira agarra sua coxa, apoiando seus lábios cálidos na clavícula descoberta da mulher; movia suas mãos pelas costas de Regina, sentindo cada centímetro de sua pele; aperta sua escápula, a fazendo liberar um quase inaudível gemido. A morena se curva e chupa o pescoço de Emma, deixando automaticamente, uma latente marca roxa; knock knock knock.
– Ahhhhhh não não, me recuso- Emma joga a cabeça para trás com uma expressão de desgosto. Regina ri.
– Você ainda tá na puberdade ou é impressão minha?- ela se desvencilha da mulher e se dirige a porta, a entreabrindo, com o corpo escondido atrás desta. Sua expressão divertida se desfaz e seus olhos reviram, inevitavelmente. – Neal. – Regina dá o seu clássico irônico sorriso.
–Oi, Regina. – ele sorri com a ridícula barba por fazer e espera um convite para entrar durante alguns segundos. Regina o encara. – Então... desculpe vir tão cedo, só queria avisar pra Emma que passei no hospital e o Dr. Whale me disse que Mary Margaret está bem melhor... o processo vai ser lento, mas deve ficar cem por cento dentro de seis meses. – Regina não fala nada e continua sorrindo. – Ta, era só isso... avisa pra Emma, da mãe, ok? E avisa também que eu vim.
– Tchau tchau.
Horas depois, chuva caía sobre Storybrooke e limpava as nuvens de preocupação de dez anos. Emma finalmente foi visitar a mãe e contar-lhe as notícias, depois de semanas; e Regina optou por ficar em casa, para não haver conflitos à parte com os sogros. Se sentou na janela e contemplou as gotas se aglomerarem e escorrerem pela janela. “Isso definitivamente é magia. Uma pessoa te completar de tal forma. Arrisco-me a dizer que Emma é uma extensão do meu corpo, da minha alma. Me recordo do nebuloso tempo que passamos separadas... fui mais forte do que achei que era possível. Hoje em dia, acordar todos os dias com aquele cabelo dourado espalhado pelo travesseiro, sentir seu cheiro misturado com o cheiro do café da manhã. O jeito em que nos desafiamos intelectual e emocionalmente. O jeito como ela me toca em cada momento de desejo, tristeza, felicidade. É único. Ninguém jamais me fez sentir desse jeito. Me satisfazer do jeito que ela faz... isso é mágica. Desde que resolvemos morar juntas na Holanda, meus dias nunca foram tão plenos e maravilhosos. Emma me arranjara um emprego na VOGUE, trabalhando para a chefe dela, como organizadora de edições. Ainda estamos nessa fase lua-de-mel de emoções, nos dando prazer todos os minutos, vinte e três horas por dia. Mas quando nos mudarmos definitivamente, vamos ser... como uma família. Vou a fazer feliz cada segundo em que respirarmos. Ah meu deus, como eu a amo.”
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