Cosa Nostra
9 Capítulo 8: Início da p****do treinamento
Notas iniciais
Nos vemos lá embaixo!!!
Bjins
- Cada equipe possui um mapa da fazenda. – o Coronel Hale falou – O objetivo é seguir as pistas até chegar ao lugar onde os seqüestradores estarão com a vítima. A equipe que voltar com a vitima a salvo, será a vencedora. Mas tem uma regra: os senhores não poderão se separar. Vocês são uma equipe e deverão agir como tal.
Eu sorri. Era uma espécie de caça ao tesouro. Essa atividade parecia brincadeira de criança.
Então, esse que seria o treinamento das Forças Especiais? Tirando a querida General Swan, esse treinamento seria fácil demais.
...
Puta que pariu!
Nunca em toda a minha vida, eu senti tanta dor. Sério mesmo. Nem mesmo quando Harry e Sue me espancavam.
Eu estava molhado, cheio de cortes e hematomas pelo corpo e não tinha uma parte do meu corpo que não doía.
Mike, Tyler e eu estávamos no meio da floresta. Já tínhamos pegado todas as três pistas da atividade que estávamos fazendo e já estávamos procurando pela pista final.
Eu ainda nem acreditava o que nós três tivemos que passar para chegar até esse ponto da atividade. Mas digo uma coisa: esses merdas desses ‘boinas verdes’ são um bando de filhos da puta. Só pode ser isso.
Para pegar a primeira pista, tivemos que seguir uma trilha à cavalo. O percurso tinha aproximadamente 120 km.
O problema é que os cavalos não tinham sela. Isso mesmo. Você já cavalgou em um cavalo sem sela? Pois então, eu só te falo uma coisa: dói para caralho! Não só as pernas, mas principalmente a coluna, que recebe todo impacto do cavalgar.
E mais. Não foi por apenas alguns minutos. Foram 120 km de ida e 120 km de volta.
No início, você nem sente, mas depois de um tempo, seu corpo começa a dar os primeiros sinais de dor. Já no meio do caminho, você só sente dor. E ponto.
Finalmente, no final da trilha, nós conseguimos encontrar a primeira pista. Ela estava em cima de uma árvore alta. Eu subi na árvore e peguei a pista. Nela tinha outro mapa, que levava até a segunda pista.
Depois de mais de duas horas caminhando pela fazenda debaixo do sol de meio dia, encontramos a segunda pista. Ela estava protegida em um campo cheio de teias parecidas com de aranha, mas feitas de arame farpado. Estruturas de ferro davam o suporte para as teias.
Nós tínhamos que passar pelos arames farpados para chegar até a pista. Na maioria das vezes, o espaço para passarmos era tão pequeno que não tinha como não se cortar.
Resumindo a merda da “brincadeira”: eu estava todo cortado. Braços, pernas, pescoço, rosto, mãos, abdômen, peito, costas. Acho que não havia um lugar no meu corpo que não estava cortado. Não eram cortes profundos ou grandes, mas eram inúmeros e o suficiente para doer para caralho.
No meio do campo com teia de arama farpado nós achamos a segunda pista. Ela nos dava coordenadas de como chegar à terceira pista.
Mais uma hora andando na floresta e avistamos a terceira pista. A pista estava em um barquinho no meio de um lago.
Imediatamente, Mike jogou sua mochila no chão e começou a tirar a roupa.
- O que você está fazendo, porra? – eu perguntei para Mike.
Ele me olhou confuso e depois olhou para o lago. Então eu entendi. O idiota estava tirando a roupa para entrar no lago.
- Caralho Mike! Você não entra em um lago que você não conhece sem roupa não, seu idiota! – eu falei – E se tiver algum bicho? Vai querer ficar sem suas bolas?
Ele engoliu seco.
- Mike, o Edward tem razão. – Tyler concordou – É melhor entrar com roupa. Está sol forte e logo a gente se seca.
Mike assentiu e nós três entramos no lago. Eu na frente, Mike alguns metros atrás de mim e, por último, Tyler. Nós nadamos até o barquinho e peguei a pista no barco.
Depois que saímos do lago, Mike começou a gritar que eu estava cheio de bichos grudados em mim. Eu olhei para os meus braços e vi que eram sanguessugas.
Ah... caralho! Eu estava todo cortado por causa do maldito arame farpado e tive que mergulhar num lago infestado de sanguessugas??? Só uma coisa vinha à minha mente naquele momento: puta que pariu!
Olhei para Mike e Tyler e eles também estavam com várias sanguessugas grudadas neles. Argh... definitivamente era nojento. Aqueles bichos grudavam na pele e ficavam ali sugando o sangue.
- Ainda bem que estávamos de roupa, senão seria pior. – Tyler falou e eu concordei.
Nós três tivemos que tirar as sanguessugas que estavam grudadas em nossos corpos. Mas tinha um lado positivo: apesar de nojento, não doía.
A terceira pista dava informações de como chegar até a cabana onde estava nossa vitima.
Agora estávamos no meio da floresta, procurando a cabana onde estaria os seqüestradores e a nossa vitima. Pela posição do sol, já estava no meio da tarde.
- Eu estou cansado, dolorido e com fome. – Mike reclamou enquanto andávamos pela floresta.
- Reclamar não vai adiantar nada. – eu falei – E se concentre na nossa missão ao invés de ficar choramingando igual a uma menininha.
Mike resmungou alguma coisa, que eu não entendi.
- Achei!!! É ali. – Tyler falou apontando para uma cabana de madeira entre as árvores.
Sem esperar, ele saiu correndo em direção à cabana. Estava tudo muito silencioso, ou seja, alguma coisa estava errada.
Ninguém deixa um refém sozinho. Sempre tem alguém tomando conta. Eu sabia disso muito bem. Todas às vezes que a Cosa Nostra seqüestrava alguém, a primeira precaução era ter pelo menos uns três soldati para vigiar o seqüestrado.
- Tyler. – eu gritei – Espera, porra!
Mas era tarde demais. Ele simplesmente caiu em um buraco no chão. O buraco estava disfarçado com alguns pedaços finos de madeira e folhas de árvores. Claro que era uma armadilha.
Mike ia correr em direção ao buraco, mas eu o segurei.
- Porra Mike! Vai cometer o mesmo erro que o idiota do Tyler? – eu esbravejei.
- Desculpa Edward. – Mike falou.
Nós nos aproximamos do buraco com cuidado. Andando bem devagar e olhando para todos os lugares antes de darmos mais um passo. Assim foi até chegarmos onde Tyler estava. O buraco era fundo demais para Tyler sair de lá sem ajuda de alguém.
- Você está bem Tyler? – Mike perguntou.
- Não. – ele respondeu com a voz trêmula – Acho que quebrei o braço.
- Me dá a sua camisa. – eu pedi para o Mike.
- Para que? – ele perguntou.
- Me dá a porra da sua camisa logo! – eu ordenei.
Ele reclamou algum coisa que eu não entendi e nem quis entender. E com muita má vontade, ele tirou a camisa e me entregou. Eu também tirei minha camisa e fiz uma espécie de corda com as duas camisas.
Eu e Mike ficaríamos apenas com a calça preta do exército, mas como o sol estava forte, não teria nenhum problema.
Segurei em uma ponta da “corda” e joguei a outra para Tyler.
- Segura com o braço que não está machucado. – eu falei – Nós vamos te puxar.
- Pronto. – ele disse – Podem puxar.
Eu e Mike começamos a puxar a “corda” que eu tinha feito com as camisas. Tiramos Tyler do buraco e o colocamos sentado encostado em uma árvore. O braço dele estava completamente torto. Realmente ele havia quebrado. Eu podia ver o osso quebrado quase cortando sua pele.
- É só o braço que está machucado? – eu perguntei olhando para ver se ele não tinha machucado outro lugar.
Ele assentiu.
- Fica sentado aí e vê se não faz mais nenhuma merda. Ouviu bem? – eu falei para Tyler e ele concordou prontamente.
Eu me virei para Mike e disse:
- Mike, fica aqui com ele que eu vou ver o que tem na cabana.
- Não! Eu vou com você. – Mike falou.
- Não, mesmo! Fique com Tyler, que está machucado. Eu vou e volto rápido. – eu respondi.
Mike assentiu e se sentou ao lado de Tyler. Eu me virei e fui em direção à cabana. A porta estava fechada. Tentei olhar pela janela, mas os vidros estavam sujos demais para conseguir enxergar qualquer coisa.
Eu abri a porta devagar e vi o boneco que deveríamos resgatar. O tal de John. Eu dei um passo para dentro da cabana e percebi que tinha alguém atrás de mim. Anos de defesa pessoal me deram um bom instinto sobre essas coisas.
Eu me virei em tempo de ver o Tenente Black me atacando. Eu consegui me desviar e ele passou por mim, socando o ar.
Eu sorri um pouco. Aquela era a hora de eu ia me vingar daquele filho da puta. Era fácil demais bater em alguém amarrado. Agora, eu queria ver se ele conseguiria me bater igual tinha feito naquele suposto seqüestro. Mas dessa vez, nada me impediria de revidar.
Rapidamente, ele veio em minha direção. Ele tentou me dar um soco, mas eu desviei e dei um soco em seu estômago.
Ele se afastou, mas rapidamente me chutou no abdômen. Pela força que ele usou, eu caí de costas no chão. E ele se aproximou.
Ainda no chão, eu dei uma rasteira nele e ele também caiu. Idiota! Nós dois nos levantamos, mas antes que ele se equilibrasse, eu o empurrei jogando em cima da mesa, que quebrou com o peso dele.
Eu parti para cima dele, dando socos tanto nas costelas, como no rosto. Ele tentava se defender, mas não estava adiantando muito.
Não adiantava mais socá-lo. Então, com uma mão segurei seus braços e com a outra eu apertei seu pescoço com força. Ele começou a se debater, mas não adiantava. Ele estava totalmente imobilizado.
Eu senti que o ar dele estava acabando. Eu não queria matá-lo, apenas deixá-lo desacordado, para sair daquela cabana. Assim, que ele desmaiou, eu o soltei e me levantei.
- Babaca! Não conseguiu sequer me machucar. – eu falei com desdém olhando para o Tenente desacordado no chão.
Eu o deixei caído no chão da cabana. Peguei John, o boneco, e o joguei no meu ombro. Eu saí correndo da cabana até onde Mike e Tyler estavam.
- Vamos embora. Rápido. – eu falei para os dois.
Eu tinha pressa. Queria sair daquele lugar antes que outro ‘boina verde’ chegasse ou o idiota do Black acordasse.
- Vamos. – Mike falou e se levantou, ajudando Tyler a se levantar.
Fomos andando apressadamente até o campo de treinamento onde os ‘boinas verdes’, exceto o Tenente Black, nos esperavam.
Eles estavam conversando tranquilamente, apenas esperando pelos grupos. Até que a Major Brandon nos avistou e falou alguma coisa para os outros. Certamente ela os alertou que estávamos chegando, porque todos olharam em nossa direção.
- Brandon, leve o novato machucado para a enfermaria. – a Swan ordenou olhando para o braço de Tyler.
A Major Brandon assentiu e seguiu com Tyler para a enfermaria. Eu coloquei o boneco no chão.
- Missão cumprida. – Mike falou orgulhoso.
- Não fez mais que a sua obrigação, novato. – a General falou com desdém – Ou o senhor quer receber “Parabéns”?
- Não senhora. – ele respondeu rapidamente.
Ela nos olhou de cima a baixo.
- Cadê a camisa dos senhores? – ela perguntou.
- Nós usamos para fazer a corda para tirar Tyler do buraco, senhora. – Mike respondeu.
- Por um minuto pensei que haviam desistido de serem ‘boinas verdes’ e decidiram ser strippers. – McCarty falou rindo.
- Gosta do que vê, McCarty? – a Swan perguntou para o Coronel, o sacaneando.
- Não senhora. – ele respondeu resmungando.
O Coronel Hale e a Major Brandon e a Weber começaram a rir dele.
- Weber, traga duas camisas para os novatos, antes que McCarty não consiga se controlar e os ataque. – ela comandou.
Os ‘boinas verdes’ riram do Coronel McCarty. A Major Weber assentiu e saiu.
- E o Tenente Black? Cadê ele? – o Coronel McCarty perguntou tentando desviar a atenção.
Eu respirei fundo e passei a mão pelo meu cabelo. Merda. Eu tinha que contar o que aconteceu na cabana. Até para eles não pensarem que eu tentei matar de verdade aquele maldito, o que convenhamos não seria uma má ideia.
- Eu o deixei desacordado na cabana, senhor. – eu falei.
- Você o quê, novato? – a General Swan perguntou.
- O Tenente Black estava lá?– Mike perguntou confuso – Eu não o vi...
Caralho! O Mike sempre perdia a oportunidade de ficar calado. A General Swan olhou para Mike e depois para mim. Então, ela arqueou a sobrancelha.
- Acho melhor você nos contar o que aconteceu, novato. – ela me advertiu.
- Sim senhora. – eu falei e comecei a contar.
Contei o que aconteceu com Tyler e a minha decisão de deixá-los para averiguar o que tinha na cabana. Tentei explicar o motivo da minha decisão de fazer aquilo. Quem sabe eu me safava de algum castigo.
Contei também sobre o ataque do Tenente Black e como eu havia o deixado desacordado na cabana.
Enquanto eu contava o que havia acontecido, a General me olhava de uma forma indiferente. Eu sabia que estava fudido, porque a ordem era não se separar do grupo. Quando eu acabei de contar toda a história, todos ficaram em total silêncio.
- Os senhores precisam ir à enfermaria? – ela perguntou depois de alguns segundos.
- Não senhora. – eu e Mike respondemos.
- Então, vamos esperar pelo outro grupo. – ela falou, se virou de costas para nós e se afastou.
Uns minutos depois, a Major Weber chegou com as duas camisas pretas e as entregou para Mike e para mim.
Nós vestimos a camisa, nos sentamos no chão e ficamos esperando o grupo chegar. Na verdade, eu queria um banho e alguma coisa para comer, mas pelo visto, isso não seria possível.
- Black deve estar furioso por ter apanhado de um novato. – o Coronel McCarty comentou.
Ele parecia estar se divertindo com a situação.
- O Cullen acabou de ganhar um inimigo. – o Coronel Hale assentiu – Eu não acho que Black vai deixar passar isso de graça.
- Ele nunca deixa. – McCarty falou.
- Caramba Edward. – Mike falou baixo só para eu ouvir – Precisava deixar o Tenente desacordado?
- Como você queria que eu saísse de lá, caralho? – eu perguntei puto – E outra coisa. Eu estava apenas me defendendo.
- Pode ser... mas acho que você está fudido. – Mike respondeu e depois, por algum milagre, ficou calado.
Nisso eu concordava com Mike. Eu estava fudido. Mas eu já estava fudido desde a hora que eu aceitei essa merda dessa missão.
Depois de alguns minutos, Royce, Eric e Ben chegaram ao campo de treinamento juntamente com o Tenente Black.
O Tenente estava com o lábio e o supercílio cortados e me encarava com ódio. É.... pelo visto, o Coronel Hale e o McCarty estavam certos. Eu tinha ganhado um inimigo. Que merda! Como se eu precisasse de mais um.
Mas pensando bem... foda-se! Aquele filho da puta precisava de uma lição e eu não me arrependi de nenhum soco que deu nele.
Eu e Mike nos levantamos, esperando alguma ordem da General Swan, mas ela continuou um pouco mais distante, apenas observando. Que mania mais irritante dessa mulher de ficar observando tudo e todos.
- Em posição, novatos. – o Coronel Hale gritou.
Nós cinco entramos em posição: fizemos duas filas. Todos com as pernas um pouco separadas, o peito estufado e as mãos para trás.
- O grupo vermelho foi o primeiro a chegar e trouxe a vítima. – o Coronel Hale falou – Por isso, é a equipe vencedora. A equipe azul...
- Desculpe, Coronel. – o Tenente Black o interrompeu – Mas a equipe vermelha se separou, quebrando as regras do jogo. Eles devem ser desclassificados.
Os ‘boinas verdes’ se entreolharam sem saber o que fazer ou falar e... caralho... o olhar da General Swan era mortal.
- Um momento, novatos. – A General falou – Venham aqui agora ‘boinas verdes’.
Eles se juntaram em volta da Swan e começaram a conversar. A General se manteve calada, enquanto todos falavam e gesticulavam. Quando todos se calaram, ela falou alguma coisa. E mesmo de longe, deu para perceber não foi bem “falar”, mas sim “mandar”.
De repente, o Tenente Black saiu do campo batendo o pé e a General Swan veio em nossa direção.
- A equipe vermelha é a vencedora. – ela anunciou sem qualquer emoção – E como prêmio, terão direito de almoçar. Os vencedores se dirijam imediatamente ao refeitório. – ela se virou para a Royce, Eric e Ben – Quanto aos perdedores, os senhores irão imediatamente para o banheiro comunitário para limpá-lo. O material de limpeza já está lá, aguardando os senhores.
Graças a Deus nós tínhamos vencido a atividade, porque eu realmente estava morrendo de fome. Satisfeitos, eu e Mike fomos ao refeitório.
No caminho, nós encontramos com a Major Brandon, que voltava da enfermaria.
- Tudo bem com o Tyler, Major? – eu perguntei.
- Ele quebrou o braço em dois lugares e tivemos que levá-lo para um hospital para engessar. – a Major Brandon falou – Aqui não tinha a estrutura necessária para esse tipo de ferimento.
- Será que ele vai ficar bem? – Mike perguntou.
- Acho que sim, novato, mas ele não poderá continuar no treinamento. – ela disse – Ainda é o primeiro dia de treinamento e já temos um novato a menos. Realmente esse treinamento promete. – ela falou mais para ela mesma do que para nós dois.
Ela se virou e saiu pelo corredor a fora.
- Que azar do Tyler! – Mike comentou entrando no refeitório.
- Se ele não fosse tão apressadinho, com certeza não teria caído naquele maldito buraco. – eu falei.
Mike deu os ombros, mas não falou mais nada. Ah! Qual é? O idiota se fudeu por culpa dele mesmo! Não adiantava ficar com peninha dele igual Mike estava.
No refeitório, eu e Mike almoçamos. Na verdade, estávamos com tanta fome que praticamente engolimos a comida. Eu nem sentia o gosto dela. Eu só queria comer e comer.
Mike parecia tão faminto quanto eu. Tanto que ele não deu nem um pio durante o almoço. Estava ocupado demais comendo. Mas pelo menos foi uma oportunidade de almoçar sem ouvir os papos irritantes do Mike.
Sabe que era até uma boa ideia? Deixá-lo quase morrer de fome para calar a boca dele durante as refeições. Eu acho que só assim para ele ficar calado.
Depois do almoço, tivemos mais uma atividade extremamente exaustiva. Tínhamos que ficar em cima de uma árvore, com uma sniper apontada para o campo.
Vários cartazes com fotos de pessoas apareciam no nosso campo de visão. Os cartazes eram do tamanho real de uma pessoa.
Nosso objetivo era matar todos os integrantes da Cosa Nostra. A única diferença entre os mafiosos e os civis das fotos era o símbolo do Assassino da Cruz na roupa de cada um. O símbolo era pequeno e quase invisível.
A munição de cada novato tinha uma cor diferente para diferenciar os tiros. Cada novato, tinha a missão era “matar” vinte membros da Cosa Nostra.
A posição em cima da árvore não poderia ser mais desconfortável, mas eu estava acostumado. E eu também sabia que precisava de calma e paciência para matar alguém assim. Afinal, era isso que eu fazia há quase cinco anos para a Organização.
Se matássemos algum civil, seríamos eliminados da atividade imediatamente.
Aos poucos os cartazes iam aparecendo. Eu olhava os possíveis alvos pela lente acoplada ao rifle. Eu não tinha pressa de acertar os alvos. Para essa atividade, eu podia dizer que eu tinha anos de prática.
Quando vi o símbolo na calça de um cartaz, atirei. Eu sempre atirava na cabeça ou no coração. E sempre certeiro.
O tiro foi bem no coração do boneco no cartaz. Sorri e voltei a prestar atenção nos cartazes que apareciam.
Aos poucos eu percebia que os novatos erravam os tiros. Royce foi o primeiro a sair. Depois Eric e Ben.
No final, ficamos apenas eu e Mike. Os anos de tiro com Mike o ensinaram a ser bom em mira, mas eu era melhor. E eu sabia que Mike não agüentaria mais e logo erraria.
O tempo foi passando e a luz do sol estava cada vez mais fraca. Um pouco antes do pôr do sol, as luzes da campo foram acessas.
Depois de um tempo Mike errou e acabou atirando em um cartaz de uma menina. Eu sorri. Agora só o que eu tinha que fazer era acertar o último alvo.
Ainda em posição, em cima da árvore, eu vi quarto cartazes aparecerem simultaneamente. Olhei minuciosamente os quatro ainda pela lente da arma. O alvo era a mulher com uma criança no colo. O símbolo estava na manta do bebê.
Mirei com cautela para não acertar na criança. Só me restava atirar na cabeça da mãe. Respirei profundamente e dei meu último tiro. E como sempre, um tiro certeiro. Desci da árvore e tomei um puta de um susto.
A Swan me esperava perto da árvore.
- Boa mira, novato. – a Swan falou – O senhor teve 100% de aproveitamento na atividade.
- Obrigado General. – eu a respondi.
Ela olhava no fundo dos meus olhos, sem sorrir ou transmitir qualquer emoção. Eu retribuí o olhar, focando os meus olhos nos olhos de chocolate derretido que me olhavam de maneira completamente diferente. Diferente de todos os olhares que eu já tinha visto em toda a minha vida. Não sei quanto tempo ficamos assim.
Eu não sei o porquê, mas tinha a impressão que ela queria me falar mais alguma coisa, como se soubesse algo sobre mim. Eu cheguei a abrir a boca para perguntar se ela queria alguma coisa, mas todos os novatos se aproximaram de nós dois.
Eles queriam me cumprimentar pela minha mira, ou sei lá o quê. Então, ela se virou e saiu de perto de mim, indo na direção dos ‘boinas verdes’ que se mantinham um pouco afastados.
Eu fiquei olhando a Swan se afastar. Mas que merda! O que aquela maldita sabia sobre mim? Por que ela me olhava daquele jeito? Inferno!
Eu mal escutava o que os novatos me diziam. Minha mente estava focada na maldita da Swan. Até que Mike me cumprimentou, me tirando dos meus pensamentos.
- Porra Edward... você é foda, cara. – ele falou animado.
- Você também, Mike. – eu falei – Fiquei impressionado com sua mira, cara.
Ele sorriu, como uma criança que acaba de ganhar um presente de natal. Ele havia treinado muito para chegar até ali. Eu era prova da sua persistência.
- Valeu Edward. – ele disse sorrindo – Sabe como é... eu aprendi com o melhor.
Eu sorri.
- Caralho Edward! – Royce falou – Sua mira é perfeita!
- Verdade, cara. Fala sério! – Eric falou – Acho que nunca vi ninguém atirar tão bem assim.
Nós trocamos algumas palavras e só. Eu não tinha muita vontade de conversar com eles. Logo, os ‘boinas verdes’ se aproximaram de nós.
- Em posição, novatos. – a Major Brandon gritou.
Ela e a Swan estavam lado a lado, enquanto os demais ‘boinas verdes’ estavam atrás das duas. Nós, novatos, entramos em posição rapidamente.
- Esse foi o primeiro dia de treinamento. – a Major Brandon falou – E que decepção!
- Sim! Os senhores se mostraram uma grande decepção. – a General Swan falou friamente.
- Isso só reafirma que os senhores são um bando de merda. – Major Brandon disse.
- Isso reafirma que os senhores não servem para nada... Nada! Quem dirá proteger o nosso país. – a General falou e se virou para a Major – Brandon, a senhora já viu grupo pior de novatos?
- Não General. – ela respondeu – Eles definitivamente são os piores que já tivemos aqui. Incompetentes e inúteis.
A Swan nos olhou com aquele olhar frio e superior.
- Vou perguntar pela última vez: algum dos senhores quer desistir do treinamento? – a General perguntou.
- Não senhora. – todos nós respondemos.
- A escolha é dos senhores. Amanhã eu não serei tão condescendente quanto fui hoje. Estejam avisados. – ela nos ameaçou.
Condescendente? Ela estava de brincadeira, certo? Porque se ela piorasse, eu tinha certeza que a porra do chão ia se abrir e o diabo ia falar que estava com saudade dela e ia chamá-la para voltar para casa.
Então, ela jogou um saco de papel no chão.
- Aqui está o jantar dos senhores. Façam bom proveito. – ela falou com desdém e olhou friamente para cada um de nós – Depois de comer, tomem um banho e se dirijam imediatamente ao dormitório.
A General Swan e a Major Brandon saíram e os ‘boinas verdes’ a acompanharam, nos deixando sozinhos no campo.
Mike pegou o saco e olhou o que tinha dentro.
- Tem pão com manteiga. Um para cada um. – ele falou distribuindo os pães.
Nós nos sentamos no chão e começamos a comer.
O pão estava duro para caralho, mas era melhor que nada. Eric, Ben e Royce devoravam seus respectivos pães, pois eles não tinham comido nada até àquela hora.
Eu e Mike estávamos com fome, mas não tão famintos quanto os outros. Quando acabamos de comer, fomos para o banheiro, tomamos banho e fomos para a cabana, dormir.
Agora, só me restava dormir e esperar pelo próximo dia de treinamento. E algo me dizia que não seria fácil...
Notas finais
1º. Eu queria agradecer muitoooooooooo às lindas manchester e Anandika pelas recomendações.... eu adorei demais!!! Valeu mesmo!!!!
2º. Agora o treinamento começou mesmo... e Edward vai começar a cair na real sobre o treinamento...
3º. Amei todos os reviews... muito obrigada a todos...
4º. Em alguns capitulos, a coisa vao começar a esquentar entre Edward e nossa querida General Swan...
5º. Quem quiser, meu twitter é Su__Cullen...
Bjos a todos e até o proximo capitulo
=*
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