Cosa Nostra

10 Capítulo 9: Tem m**** que deve ser esquecida


Notas iniciais
Para todos que queriam que o clima entre Edward e a General esquentasse... aí está!!!

No outro dia, fomos acordados por uma buzina irritante e alta. Muito alta. Muito alta mesmo.

Imediatamente, eu me sentei na cama ainda meio perdido por ter acordado tão de repente e puto por causa da merda daquela buzina.

Eu abri os olhos, tentando me adaptar à luz que alguém tinha acendido. Demorou alguns segundos até eu entender onde eu estava: na merda de um treinamento das Forças Especiais.

Essa missão estava cada vez mais instigante. Depois de ontem, eu percebi como seria difícil terminar o treinamento. Mas eu sabia que conseguiria... e depois de um tempo, eu copiaria a merda do disco rígido do computador central das Forças Especiais, entregaria para Don Edward e missão terminada.

Falando assim parecia fácil, mas eu sabia que não seria. Por isso, era tão excitante para mim. Eu me amarrava nessa porra toda de máfia e missões. Eu não estava nessa por causa de dinheiro... até porque meus pais tinham grana e, desde que fui adotado, nada nunca me faltou.

Mas nada comparava ao perigo... à adrenalina. Era simplesmente viciante.

A buzina tocou de novo, me assustando. E mais uma vez Mike caiu da cama. Ele olhava assustado para os lados, procurando a buzina. Dessa vez, foi impossível não rir.

- Vai gostar assim de um chão, hein Mike? – eu falei o zoando.

Ele resmungou alguma coisa para mim e se sentou na cama de uma maneira meio desajeitada.

Eu olhei para a porta, esperando ver a General Swan e seu olhar frio, mas surpreendentemente, eu não a encontrei.

Na porta, estavam o Coronel Hale e a Major Brandon. Os dois usavam a farda preta e a boina verde das Forças Especiais, como sempre.

A Major segurava uma buzina com uma das mãos. O Coronel estava atrás dela, encostado no portal da porta. Diferentemente da Swan, os dois não escondiam como estavam se divertindo ao nos assustarem daquele modo.

Olhei pela janela e suspirei cansado. Mais uma vez, fomos acordados antes do raiar do sol. Com certeza havíamos dormido apenas algumas horas. Acho que isso seria de praxe nessa merda de treinamento.

- Estejam prontos em cinco minutos se os senhores quiserem tomar o café da manhã dessa vez, novatos. – a Major Brandon falou.

Os dois se viraram e saíram da cabana. Eu e Mike nos olhamos por alguns segundos e depois saímos correndo em direção ao banheiro comunitário.

Lá, encontramos Ben, Eric e Royce. Eles também estavam correndo para não perder a hora. É... pelo jeito ninguém queria ficar sem café da manhã de novo. E com razão.

Do meu lado, eu vi que Ben estava cuspindo sangue na pia.

- O que aconteceu? – eu perguntei para Royce, que estava do meu outro lado.

- Ele não acordou com a buzina. – ele me contou – Então, a General o acordou à la Swan.

Eu já imaginava como deveria ser esse jeito de acordar alguém da Swan.

- Caralho! – eu falei – O que ela fez?

- Bem, ele estava deitado, então, ela o levantou pela gola do pijama e o jogou do outro lado da cabana. Ele bateu na parede e caiu no chão. Ela mandou que ele levantasse e assim que ele levantou, ela deu um soco na boca dele.

Que bela forma de ser acordado... mas eu não esperava nada menos da General Swan. Aquela mulher era maluca. Só podia ser.

Eu tratei de escovar meus dentes, porque não tinha tempo a perder.

Com toda a correria, nós cinco entramos praticamente juntos no refeitório. E para variar, todos os ‘boinas verdes’ já esperavam por nós, sentados em uma mesa.

Imediatamente, a General Swan olhou para seu relógio. Ela não fez nenhuma feição, mas ela provavelmente estava puta por nós não termos chegamos atrasados, porque assim, ela não podia sacanear a gente.

Foi então, eu percebi que tinha algo diferente no refeitório. Algo muito diferente, na verdade. Em uma parede, tinha a foto bem grande de cada novato, com o nome e sobrenome em cima da cada foto.

A foto do Tyler estava pichada e tinha a palavra “fraco” escrita com uma tinta vermelha. Ele havia desistido do treinamento. Afinal, depois de quebrar o braço em dois lugares, com certeza ele não voltaria nem a pau para esse inferno.

Em cima da foto de Tyler estava escrito em letras garrafais: “Novatos 0 X 1 Boinas Verdes”.

Todos nós ficamos olhando as fotos por alguns segundos. Pelo jeito, eles, os ‘boinas verdes’, realmente não nos queriam por lá. Mais óbvio que isso, impossível.

- Gostaram da nossa nova decoração, novatos? – o Tenente Black perguntou se levantando.

Os novatos se entreolharam em dúvida, mas ninguém respondeu.

- Eu perguntei se os senhores gostaram? – ele repetiu a pergunta puto pelo nosso silêncio.

Fala sério! O cara não tinha a menor moral com a gente. Era visível como ele queria ser temido como a General Swan era... o problema era que ele não conseguia nem chegar perto. Ele era muito forçado. Dava para perceber. Não metia medo nem em uma barata.

Já a Swan... caralho... a maldita não precisava sequer abrir a boca para botar moral em um batalhão inteiro. E não era pelo físico, porque ela não era alta e muito menos musculosa.

Era por causa da postura dela. A forma de andar. O olhar. Tudo nela dizia que ela era perigosa e deveria ser respeitada, apesar do seu tamanho.

- Sim senhor. – nós respondemos ao Black sem nenhuma emoção.

Ele sorriu satisfeito. Nossa... como esse imbecil era um idiota!

- Eu apostei com meus colegas que até o fim da semana, eu irei fazer pelo menos mais um de vocês desistir. – ele falou olhando para mim, no que deveria ser uma maneira ameaçadora, mas não era – Então, não me decepcionem, novatos. Assumam logo que os senhores não servem para as Forças Especiais e desistam deste treinamento de uma vez por todas.

Se aquele idiota achava que estava me assustando ou coisa do tipo, ele estava terrivelmente enganado. O cara era um babaca e ponto final.

Na verdade, eu nem me importava de ter que cair na porrada com ele mais uma vez. Quem sabe ele apanhava mais um pouco e então parava de encher o meu saco?

E ele estava errado em uma coisa: ele não faria ninguém desistir... ele não tinha moral nenhuma para isso. Já a Swan...

A General se levantou e ficou ao lado do Black.

- Agora, sentem-se à mesa, novatos. Vocês terão exatamente dez minutos para tomar o café da manhã. – General Swan ordenou.

Ela parecia meio sem paciência com o Black. Mas ela era tão sem emoção, que era apenas o que eu achava.

Nós nos sentamos à mesa, imediatamente, porque ninguém era imbecil a ponto de irritar gratuitamente o cão da Swan.

Na nossa mesa, tinha uma garrafa de café e uma de leite, um pote de manteiga e pães em uma cesta.

Os ‘boinas verdes’ estavam sentados em outra mesa. Na mesa deles, tinha tudo o que você possa imaginar de café da manhã: bolo, donuts, chocolate, frutas, café, sucos, capuccino, leite, biscoito, pães, geléia, manteiga, torrada, queijo, presunto, etc...

Bem... quem pode, pode. Acho que esse era o ditado era para perfeito para a porra do exército.

Eu coloquei café em uma xícara e peguei um pão com manteiga. Royce, Eric, Ben e Mike estavam conversando sobre um assunto chato qualquer. E eu como sempre, comia calado e fazendo de tudo para não ouvir o que aquele bando de idiotas falava.

Eu fui o primeiro a terminar o café da manha, porque não perdia tempo conversando, como aqueles idiotas. Eu terminei meu café e fiquei sentado esperando todo mundo acabar.

Eu olhei para a minha foto dependurada na parede. A foto foi tirada no dia da formatura em Fort Hamilton. Antes da graduação, nós tivemos que tirar fotos para nossas fichas. Naquele dia, eu e meus pais fomos comemorar minha formatura em um restaurante japonês. O meu favorito.

Minha mãe falou com todos os garçons e com a hostess que eu tinha sido escolhido o melhor recruta do treinamento, enquanto meu pai era só sorriso, visivelmente orgulhoso de mim.

Eu sorri com aquela memória e tirei o cordão de ouro que ela havia me dado de presente de aniversário de dentro da minha camisa. Eu não o tirava por nada nesse mundo. Não por ter um crucifixo, porque eu não acreditava nessas coisas de Deus... igreja... Jesus e o diabo a quatro. Mas por me lembrar dos meus pais.

Minha mãe deveria estar louca em ficar todos esses dias sem poder se comunicar comigo. Mas era a regra do treinamento e eu tinha que respeitar. Além do mais, tanto ela quanto meu pai me apoiavam nas minhas decisões, apesar de não saberem a intenção obscura por trás delas.

Desde a minha adolescência, meu pai morria de medo de eu ir pelo o caminho errado. Acho que era uma espécie de sexto sentido de pai. O único problema é que ele já estava atrasado em suas preocupações, porque eu já tinha ido pelo caminho errado há muito tempo.

- Edward? – ouvi alguém me chamando.

- Oi. – eu respondi olhando para quem me chamava.

Era Mike. Ele sorria para mim, com aquele jeito de criança que ele tinha.

- Estamos te chamando há algum tempo. Está dormindo acordado, cara? – ele perguntou brincando.

- Mais ou menos isso. – eu resmunguei e coloquei o cordão para dentro da minha camisa novamente.

- O Royce te perguntou se você se lembra da Swan quando nós éramos recrutas, em Fort Hamilton. – Mike falou.

Eu olhei para a Swan, que conversava alguma coisa com o Coronel Hale, e depois olhei para Royce e Mike.

- Não muito. – eu respondi – Ela não foi muito presente no nosso treinamento. Eu me lembro mais do Coronel McCarty, pois ele foi o responsável pelo treinamento aquele ano.

- Eu te disse, cara. – Mike falou para Royce – Ela não nos treinou. Na verdade, nós mal a víamos.

- Por que você quer saber? – eu perguntei a Royce.

- Porque vocês dois são de Fort Hamilton e ela também. Então, eu pensei que vocês a conheciam. – ele falou dando os ombros.

- Nós estávamos conversando sobre a Swan ontem à noite e ficamos curiosos para saber se ela sempre foi desse jeito. – Ben falou.

- E nós pensamos que, às vezes, vocês poderiam saber. – Eric completou.

- Eu e Edward só tivemos o azar de ter contato com ela aqui mesmo. – Mike falou para eles – Mas eu acho que ela sempre foi desse jeito mesmo.

Mike morria de medo General Swan. Na verdade, era até engraçado. Ele parecia uma criança com medo do bicho papão. Eu não aguentei e ri da cara dele.

- Não é engraçado não. – ele falou.

- É sim, cara. – Royce falou rindo também – Você tem medo de uma mulher.

Apenas eu e Royce riamos.

- A mulher é um cão. – Mike falou.

- Eu concordo com o Mike. – Eric falou – Ela é um cão e eu não gosto de ficar muito perto dela.

- Eu também não gosto. – Ben concordou com Eric.

- Cara, vocês são muito frouxos. – Royce falou rindo mais ainda.

- Frouxa nada. – Eric falou para Royce – Me desculpe se eu não quero apanhar da General Swan como você e o Ben apanharam.

- Muito frouxos. – eu falei rindo, concordando com Royce – Nem parecem que pertencem a porra do exército.

Quando acabaram os dez minutos do café da manhã, a Swan mandou que nós fôssemos para o campo de treinamento.

Como bons cachorrinhos adestrados, nós fomos imediatamente para o campo de treinamento, esperar pela ordem da doce e meiga Swan.

- Em posição, novatos! – a General Swan ordenou.

Nós fizemos as duas filas de sempre e ficamos em posição.

- Descansar. – ela ordenou.

Nós colocamos os braços para trás e afastamos um pouco as pernas. Ela olhou para o McCarty e assentiu com a cabeça, lhe dando permissão para falar.

- Agora vamos fazer mais uma atividade, senhores. – ele falou tomando a frente da atividade – Vamos sortear o nome de um novato e o de um ‘boina verde’. O novato terá que impedir que o ‘boina verde’ chegue até a bandeira do outro lado do campo. – McCarty explicou.

Pelo visto, eles adoravam uma brincadeira de criança. No primeiro dia, foi caça ao tesouro. Agora, rouba bandeira. Só faltava brincar de verdade e consequencia ou pega-pega.

O Coronel McCarty tinha dois sacos nas mãos: um com o nome dos novatos e outro com os nomes dos ‘boinas verdes’. Ele começou a tirar os papéis dos sacos e sortear as duplas.

- Eric e Black, Mike e Hale, Royce e Brandon, Edward e eu e Ben e Weber. – Coronel McCarty anunciou.

Nós começamos a nos organizar, até que um soldado desconhecido para mim se aproximou correndo. Ao chegar perto, bateu continência para a General Swan totalmente sem jeito.

O soldado tentava esconder, mas dava para perceber que ele estava morrendo de medo dela. Ela retribuiu a continência com elegância.

- Sua permissão para falar, General. – o soldado pediu.

- Permissão concedida soldado. – ela falou sem qualquer emoção.

- A Tenente Hale está chamando o McCarty na enfermaria. Ela disse que era importante. – o soldado transmitiu o recado.

- Dispensado, soldado. – a Swan falou e se virou para o Coronel – Está liberado McCarty. Pode ir.

O soldado bateu continência e saiu.

- E a atividade, General? – McCarty perguntou.

- Depois que eu acabar com o meu novato, eu faço a atividade com o Cullen. Sem problemas. – Black se ofereceu, como se fosse o último biscoito do pacote.

O idiota tinha um sorriso tipo “agora você está fudido”. A Swan olhou para o Tenente Black e depois para mim.

- McCarty, vá ver o que a Tenente Hale quer. E não se preocupe Black, pois eu mesma farei a atividade com o Cullen. – ela falou sem dar margem para discussão.

McCarty assentiu e saiu correndo em direção á enfermaria. O babaca do Black me olhou com mais ódio ainda, mas não questionou a Swan. Até porque ele estava louco para me pegar, mas não tão louco a ponto de questionar a ordem da General.

Sinceramente, eu não sabia quem era pior. Black, que me odiava e estava com raivinha pelo fato de eu ter batido nele, ou o demônio da Swan. Sim... porque aquela mulher era o próprio demônio. Não tinha outra explicação.

Ela se aproximou de mim e mais uma vez eu senti o cheiro do perfume dela. Morangos. Eu ainda não conseguia entender aquela mulher. Como uma mulher fria como ela poderia ter um cheiro tão atraente? E pior era que nunca um cheiro havia sido tão apelativo para mim como o dela. Tudo era bizarro demais para eu entender.

Todos nós nos posicionamos ao longo do campo para começar a atividade. Eu e os outros novatos estávamos de costas para onde estavam as bandeiras que deveríamos proteger. Os ‘boinas verdes’ de frente para nós.

Um tiro avisou que a atividade tinha começado.

Todos os ‘boinas verdes’ correram em direção às suas bandeiras, se esquivando dos novatos que deveriam impedi-los.

Mas a Swan, ao invés de correr para pegar a bandeira, ficou parada, me analisando. Eu também fiquei parado, esperando alguma reação dela.

Será que ela tinha entendido a atividade? Eu realmente estava sem entender o que estava acontecendo. Por que ela não corria para pegar a porra da bandeira?

Então, ela se aproximou lentamente de mim... e me deu um soco no rosto. Caralho!

Realmente ela era louca! Por que ela estava me batendo? Mal acabei de pensar e tomei outro soco no rosto e um no abdômen. Filha da puta!

Sabe quando os homens falam que não batem em mulher? Então, eu nunca tive muito problema com isso. Sabe por quê? Porque para mim, inimigo era inimigo, independente do sexo, idade ou classe social.

Antes que ela me batesse de novo, eu revidei o murro, a acertando também no abdômen. Ela se afastou um pouco pela força que eu usei.

- É só isso que você consegue, novato? – ela me provocou sorrindo ironicamente – Que decepção! O senhor é bem fraquinho para um homem do seu tamanho.

Eu rosnei e avancei para cima dela. Eu queria tirar aquele sorriso maldito da sua boca! Eu tentei dar um soco nela, mas a maldita se esquivou e me deu um soco na costela. Eu ia acabar com aquela maldita!

Instintivamente, eu dei uma cotovelada no rosto dela. Ela se afastou, mas logo se aproximou e me deu um chute no joelho. Eu caí de joelhos e ela me deu um soco no rosto.

Eu a segurei pelos tornozelos e os puxei em minha direção, fazendo com que ela caísse de costas no chão com força. Rapidamente, eu subi em cima dela e segurei suas mãos em cima de sua cabeça na intenção de imobilizá-la.

E foi aí que toda a merda começou.

Pela segunda vez na minha vida, eu senti uma corrente elétrica passar pelo meu corpo e simplesmente paralisei. Foi uma das poucas vezes da minha vida que eu fiquei completamente sem reação.

Sabe... eu sempre tive reações rápidas e certeiras e quase todas as vezes que eu não tive, inexplicavelmente, eu estava perto da maldita da Swan.

Eu realmente estava alarmado por causa daquela sensação estranha. E mais. Por que aquela merda estava acontecendo novamente? E por que justamente com ela?

Eu a olhei nos olhos, buscando alguma resposta para as minhas muitas perguntas. O olhar dela era completamente neutro, assim como a sua feição. E mais uma vez, para a minha completa frustração, eu não conseguia saber se ela também havia sentido aquele choque ou não.

Então, ela se aproveitou da minha distração e não sei como, mas ela conseguiu me dar uma chave de perna, invertendo a nossa posição.

Agora, ela estava completamente em cima de mim, segurando minhas mãos firmemente em cima da minha cabeça. Eu estava entre as pernas dela. E suas pernas me seguravam com força e me mantinham preso.

Estávamos muito próximo um do outro. Perto até demais. O nariz dela roçava levemente no meu. Nossas respirações estavam desregulares. O seu hálito se misturava ao meu. Eu conseguia sentir cada centímetro do seu corpo, que estava grudado ao meu. E aquela maldita corrente elétrica passeava livremente pelo meu corpo, me fazendo estremecer e meu coração bater acelerado.

Caralho! Eu estava ficando excitado no meio de uma briga.

Ela se ajeitou em cima de mim, para me segurar melhor, mas acabou se encaixando mais ainda no meu corpo. E a minha recém adquirida ereção agora estava pressionada deliciosamente contra a sua virilha.

Eu trinquei o maxilar para não gemer. Eu tinha a impressão que eu iria explodir de tanto tesão naquele momento.

Tentando me controlar, eu parei de tentar me soltar, pois o roçar dos nossos corpos só piorava a minha situação. E muito.

Ela apenas me olhava nos olhos a apenas centímetros de distância, ainda me segurando com força.

E mais uma vez seu olhar não dizia nada. Contradizendo por completo as reações do seu corpo. Sim. Porque eu podia sentir os mamilos intumescidos dela pressionados contra meu próprio peito. Eu podia sentir seu peito subir e descer rapidamente contra o meu. Podia sentir seu coração batendo descontrolavelmente junto ao meu.

Minha respiração estava cada vez mais desregular, assim como a dela. E quando ela mordeu o lábio inferior com força... porra... foi fodidamente sexy.

Eu senti um frio inexplicavelmente gostoso na barriga. O meu pau pulsou tão forte que até ela sentiu. Nessa hora, ela prendeu a respiração por alguns rápidos segundos. Logo depois, ela voltou a respirar mais de uma maneira ainda mais descompassada.

Eu quase conseguia senti-la molhada. E eu queria senti-la desse jeito. Só para mim.

Eu tentei me concentrar na briga. Briga. Eu estava brigando com ela. Brigando. Socos, chutes e dor... ah... inferno... era tudo tão delicioso.

Então, eu respirei fundo.

E foi o meu maior erro, pois aquele cheiro delicioso de morango me atingiu em cheio. Eu senti meu corpo arrepiar todo. Eu ia enlouquecer. Com certeza.

Então, eu dei um solavanco e inverti a nossa posição. Eu fiquei em cima dela, olhando fixamente em seus os olhos. Nossos rostos estavam perigosamente perto um do outro. Ela também me encarava quase sem piscar.

Ela me abraçou com as pernas, roçando ainda mais a minha ereção contra seu corpo. Em resposta, eu coloquei suas mãos para cima de sua cabeça e entrelacei minhas mãos nas dela com força. Ela também apertava as minhas mãos fortemente, como se não quisesse me soltar.

Aqueles olhos castanhos pareciam estar frios como sempre. Só que eles tinham um brilho distante e também estavam um pouco mais escuros que o normal. Tudo era quase imperceptível, mas eu sabia que estava lá.

Sua boca estava um pouco aberta, como se esperasse pela minha. Em um convite silencioso. Eu senti todo o seu corpo todo estremecer embaixo do meu.

Era irracional... irreal... insano. Mas o meu único pensamento coerente era: como eu queria essa mulher! E muito!

Até que essa mesma mulher me trouxe de volta à realidade... com uma cabeçada.

Merda! Eu senti tudo rodar, mas pelo menos aquela cabeçada me tirou daquele estado de excitação. Só então me lembrei que estava no campo de treinamento com a General Swan. E com os ‘boinas verdes’ e com os novatos.

Ela conseguiu se desvencilhar de mim e se levantou. Eu também me levantei, ainda meio tonto. Mas não só pela cabeçada.

Droga. Mas em que merda eu estava pensando? Aquela maldita era a Swan e não uma mulher qualquer que iria para a minha cama quando eu quisesse. E eu não queria a Swan. Não mesmo. Eu até tinha dúvidas se ela era uma mulher, porque reencarnação do capeta com certeza parecia mais apropriado para descrevê-la.

Com esse pensamento, eu parti para cima dela e deu um soco em seu queixo. Ela revidou instantaneamente, me dando um murro bem forte no rosto. Mas que sinceramente, eu nem senti. Eu parecia estar anestesiado ou sei lá o que.

Ela me olhou com uma frieza fora do normal, até mesmo para ela.

- Você é um imbecil metido a espertinho, novato. – ela falou com raiva – Mas no fundo, é um merda de um incompetente, que não agüenta sequer uma lutinha com uma mulher.

Eu rosnei de raiva. Minha vontade era matar aquela desgraçada. Eu dei outro murro no rosto dela e ela me deu um no abdômen. Quando eu fui atacá-la novamente, ela me imobilizou, segurando meus braços nas minhas costas.

Ela estava quase quebrando meu braço e eu fiquei sem ação. Se eu me mexesse, ela o quebraria facilmente.

- Com toda essa força e não consegue sequer me bater direito. – ela sussurrou no meu ouvido – Como o senhor é patético, novato!

Ela me forçou a deitar de barriga no chão e às mãos para trás. E me algemou. Merda, merda e merda! A maldita me deixou no chão, algemado e sem qualquer possibilidade de me soltar.

Eu olhei ao redor, e percebi que todo mundo, tanto os ‘boinas verdes’ quanto os novatos, olhavam atentamente para a nossa briga.

Então, eu voltei meu olhar para a Swan. Ela me olhou e depois andou tranquilamente pelo campo até onde estava a bandeira. Ela se virou e me olhou e depois pegou a porra da bandeira.

Ela deu um sorriso sacana para mim e balançou a bandeira, em sinal de vitória. Eu bufei frustrado.

O Coronel McCarty tirou as algemas da minha mão e me ajudou a levantar. Eu estava puto por ter perdido para a maldita da Swan.

- Não fica assim não novato. – ele falou me zoando – Você jamais ganharia dela de qualquer jeito.

- Sim senhor. – eu o respondi ainda contrariado.

Ele deu dois tapinhas nas minhas costas, riu e saiu de perto de mim.

Eu olhei para a General Swan. Ela estava conversando com o Coronel Hale e o Tenente Black, mas ela olhava para mim.

Nossos olhares se encontraram mais uma vez. Os olhos castanhos me encaravam intensamente, como sempre.

Dessa vez, a troca de olhares foi rápida demais. Em poucos segundos, ela desviou o olhar e eu também.

Mas aquela troca de olhares foi o suficiente para nós dois nos entendermos. Tanto eu quanto ela sabíamos que jamais falaríamos sobre o que havia acabado de acontecer.

Jamais. Afinal, tem merda que deve ser esquecida. E às vezes, é para o seu próprio bem.

Notas finais
Espero que tenham gostado, meus amores!!!!

Muitoooooooooooo obrigada pelas recomendações a:

- Rayannereis

- Lady_Of_Mist

- mariastrada

- mandyx

Meninas, eu AMEI cada palavra... muito obrigada mesmo!!!

Nos vemos no proximo capitulo...
:D
Bjossssss