Notas iniciais
Terceiro capítulo :D
- O andar 13... corredor 13... corredor de Merubruclaflum... — a porta do elevador abre. Eu saio, suando, e com algumas lágrimas semi-secas. Começo a caminhar. A estrutura era completamente igual à dos outros andares. Até que sigo para a parte dos três corredores mais recentes. Dois deles estavam normais, mas um... era sinistro. Horrível. Parecia até que uma neblina estava ali. E tinham barreiras. Porém eram apenas cordas, daquelas que se usam para abrir a sua entrada em uma boate ou um evento VIP. Abri-a normalmente e segui. Até que me deparei com algo horrível: uma cabeça em um pote. Eu segurei o grito. Pessoas do andar 12 ou 14 poderiam escutar, mas saliva escorreu pela minha boca — e pela minha mão quando a botei na boca -, estava com vontade de vomitar. Olhei para o chão para tentar me esquecer daquela imagem, mas tinha um contorno desenhado, eu o segui todo, e percebi que era um contorno de um corpo. E eu estava bem no meio. Pulei para o lado.
- Que... horror... — uma mancha vermelha enorme estava espalhada por todo o corredor. Era sangue seco. Tentei esquecer essa cena também. Olhei para as portas. Eram quatro ao todo. Segui para uma. Estava destrancada. Abri-a e entrei. Era um quarto de luxo. Cama... divã, pilares, televisão. Mas a luz estava desligada, e, como eu não gosto nem um pouco de escuro, saí. E segui para a segunda porta. Era um quarto de luxo ainda maior. Também desligado. Saí. Fui para a terceira porta. E não tinha nada. Apenas algumas caixas Wired empilhadas e outras caixas de mudança. Havia um buraco na parede, dava para uma paisagem fora do hotel.
'BLAM!' — a porta bateu sozinha. Me desespero. Não havia ninguém no andar 13 quando eu entrei. Eu não sabia o que fazer. Estava trancada. Os Wired começavam a chiar, a fazer um barulho que pareciam vozes.
----CSSXTTSSSS...TSSSSS...MECSSS....-----
Eu tentei manter a calma, mas era impossível. Eu tinha que sair dali. Tentei derrubar a porta com toda a minha força, mas era impossível. Parecia feita de titânio. Então uma das caixas começou a soltar um cheiro. Pensei o que seria aquilo. As caixas Wired continuavam chiando, e agora mais alto. Reconheci o cheiro. Enxofre. Fiquei completamente tonta. Mas ainda não desmaiei por causa da abertura na parede. Fui lá para ver mais detalhadamente e vi que dava para uma sacada do andar de baixo. Então me joguei. Era o andar 12, virei-me e uma imagem de uma sombra segurando algo que parecia uma faca veio na minha direção. Meu reflexo me jogou para trás e acabei caindo do lado de fora da sacada do andar 11. Por sorte consegui segurar a barra de ferro, era a única coisa que me sustentava — se eu soltasse, cairia para a minha morte.
- SOCORRO!!!!! — gritei. Mas parece que foi em vão. Olhei para o céu e vi que estava completamente cinza. E senti gotas d'água no meu rosto. Estava chuviscando. Minha mão já estava escorregando mais, e eu não tinha mais forças para aguentar a mim mesma. Acabei me conformando. A culpa fora minha de ter vindo para cá. Para o Habbo Hotel.
- Ei! — uma voz fala. Voltei a olhar para o Hotel. Era Leandro. — Leand..? Ah! — minha mão escorrega por causa da chuva, mas ele consegue me segurar. Estou suspensa a uma altura indefinida. Só sabia que era uma altura que me faria morrer esmagada no chão por causa da pressão. — Não solte..! — Leandro fazia uma força enorme. Mas eu já nem tinha mais vontade de viver. Nem quero mais que ele me segure. — VOCÊ NÃO QUER RESOLVER ESSE MISTÉRIO COMIGO?? — foram as palavras que me despertaram. Voltei a segurar forte e ele consegue me puxar. Vamos para o quarto dele. As mesmas mobílias de antes, a coleção Romantique e o Globo Executivo.
- COMO VOCÊ FOI PARAR ALI?? — Leandro grita. Minha expressão já estava vazia, de tão confusa que eu estava. — Eu... fui para o 13° andar. — digo. Ele não acredita no que falo. — COMO?? SÓ PODE ENTRAR LÁ COM CHAVE! — ele volta a gritar. Eu simplesmente me jogo em cima dele, chorando. E o abraço.
- Muito... obrigada... — minhas emoções estavam tão misturadas que chegava a serem bipolares. Mas eu tinha que agradecer a ele. Eu provavelmente morreria ali. Saio de cima dele e sento.
- Por favor... me explique como você foi conseguir ir para lá...?? — ele pergunta. Eu realmente não queria explicar da pior forma. Mas era a melhor forma de se explicar. — Venha comigo. — digo. Ele me segue, e vamos para a sala dos elevadores. — Aperte o botão de todos desse lado que eu aperto todos os desse lado. — digo. Eu realmente não sabia por que haviam tantos elevadores no Hotel. Esperamos... até que um elevador de cada lado chega simultaneamente. Eu acabo entrando por puro reflexo, idem ao Leandro. Só que esquecemos de que tínhamos de ir juntos. Tento me virar para gritar a volta dele, só que ambas as portas se fecham em menos de 0,5 segundos.
- LEANDRO! LEANDRO! — grito. O elevador começa a cair. Mas as sombras que invadiram antes não aparecem. O espelho que passa a refletir a imagem de Leandro dentro do elevador. Ele estava subindo para o 14° andar. Porém quando para perto do 13°, cai bruscamente.
- Provavelmente ele irá para o 13° andar tamb-
Eu estava errada. O elevador dele estava caindo literalmente. Vejo todo o corpo dele se destroçar dentro do elevador por causa da pressão. A estrutura do cubículo se deformara completamente. Essa cena me fez ficar completamente paralisada.
- ...não...não... — digo.
Notas finais
:)
Quarto capítulo:
Dominus falcem rubrum, Maledictionem.
Fale com o autor