Notas iniciais
Olá, pessoas, olha eu aqui mais uma vez com outra fic o/ isso aqui vicia, MDS! Vamos lá!Desde já quero dar 4 avisos:1 - será atualizada uma vez por semana, provavelmente aos domingos.2 - Não será uma fic longa e será focada na relação de Emma e Regina, apenas.3- Cada capítulo terá uma música. Colocarei no inicio do cap, pra quem quiser. 4- Os caps terão no max 2mil palavras.______BOA LEITURA! ♥

Fix You

Estava parada no meio da lanchonete. O coração se contorcendo dentro do peito como se tivesse sido arrancado por mãos impiedosas e transformado em pó lentamente. Via escorrer por seus dedos sua segunda chance de compartilhar com alguém os planos, sonhos, futuro, a vida, o dia a dia, Era como segurar água nas mãos. Tomava um dos mais amargos venenos pela segunda vez. O que mal nascera se desfazia ali na sua frente em um simples abraço em família.

A primeira lágrima tremia numa tentativa frustrada de reprimir a decepção. Dentro dela os sentimentos se confundiam numa profusão mais confusa que um desenho de criança feito por uma aquarela molhada: sentia ódio, derrota; sentia o coração partido em pedaços ainda menores, pedaços negros desprendidos de si, a solta como papel no vento.

–Você fez isso? – Pergunta olhando os verdes olhos culpados a sua frente.

–Regina, eu... não sabia...

–Você é igual a sua mãe, Emma Swan! Nunca pensa nas consequências! Espero que não tenhas trazido mais nada além disso! – Interrompe raivosamente, com os olhos cheios de lágrimas que tentava impedir que caíssem a todo custo.

–Regina...

Todos no Granny’s olhavam a cena. Robin, Roland e Marian abraçados. Regina saindo disparada pela porta da lanchonete. Emma logo atrás dela tentando articular as palavras.

–Regina me des... – Fala franzindo a testa, alcançando o braço da morena.

–NÃO! – Vira-se para a loira agora não mais contendo as lágrimas que escorriam salgadas por seu rosto e pulavam de seu queixo ao abismo. – Poupe seu pedido de desculpas, Swan! Juro que se você não fosse mãe do meu filho já teria seu coração esmagado entre meus dedos!

–Você não faria isso. Você mudou.... – Diz com convicção. No rosto uma expressão pesada como se a qualquer minuto também pudesse se desfazer em lágrimas.

Nesse mesmo instante, rápido e sem pensar, agindo por mero impulso, Regina crava a mão dentro do peito de Emma e retira seu coração com facilidade.

–Não me subestime, Swan!

Emma olha para seu próprio coração com os olhos arregalados. Não passava por sua cabeça que a morena fosse realmente capaz de fazer aquilo. Mas, ao invés de sentir um desconforto mortal por ter seu coração pulsando fora do peito, sentia-se confortável? Era como se nada de mal ou ruim pudesse lhe acontecer naquele momento. Confusa e com várias perguntas na cabeça, Emma não tinha reação. Como Regina havia conseguido retirar seu coração com tanta facilidade? Não conseguia responder, muito menos pensar, pois algo ainda mais estranho perturbava seus sentidos. Apesar de toda a situação, sentir seu coração de uma luz branca forte e brilhante , nas mãos da mulher a sua frente, fazia sentir-se acolhida e não tinha nada mais estranho que aquilo, a não ser, perceber que talvez o mesmo acontecia com Regina.

Seus olhos iam do coração brilhante aos olhos castanhos. Era visível que a prefeita havia sentido algo ou se surpreendido com algo. Era perceptível a expressão desconcertante na face da outra, mas não demoram muitos segundos naquela situação. O coração é rapidamente devolvido ao seu devido lugar e em seguida Regina dá as costas à loira e desaparecer numa nuvem de fumaça roxa.

Emma fica lá, parada. A respiração descompassada e os olhos que não queriam voltar ao tamanho normal.

–Swan, você está bem? – Killian pergunta apoiando a mão sobre o ombro da loira.

–E-estou...

–Aconteceu alguma coisa, amor? O que Regina fez?

–Tirou meu coração...

–O quê? Emma, precisamos...

–Não... ela... ela já devolveu.

A loira retira a mão do pirata de seu ombro e sai andando em direção à rua. Não sabia direito o que fazer, mas precisava procurar Regina.

–Emma..., hey..., onde você vai?!

–Procurar Regina. Isso não pode ficar assim.

–Isso o quê? Pode ser perigoso, ela está com raiva, dá um tempo pra ela.

Emma para antes de seus pés atingirem a rua. Sim, era necessário dar um tempo, era necessário pensar sobre aquilo, pensar sobre algo que jamais passou pela sua cabeça, pensar sobre Regina... Emma queria pensar sobre Regina.

A loira volta ao convívio de seus pais e amigos. Dentro da lanchonete parecia que nada havia acontecido, era incrível como ninguém se importava se Regina estava mal ou se algo ruim havia acontecido com ela. Emma compreendia e ao mesmo tempo não compreendia aquilo. Havia visto a rainha má, olhado em seus olhos ávidos de vingança, mas não conseguia fazer com que aquela experiência ultrapassasse a imagem que tinha construído da prefeita de Storybrooke, da mulher que lutou contra sua própria escuridão por amor ao filho.

Senta-se ao lado de Henry.

–Está tudo bem com minha mãe? Ela parecia triste e raivosa.

–Sua mãe sempre parece raivosa, garoto. – Comenta bagunçando os cabelos de Henry, tentando parecer divertida.

–E você está bem? Está estranha.

–Tudo ótimo.

–E minha mãe?

–Acho que foi pra casa. Vamos dar um tempo a ela, ok? Talvez ela queira ficar um pouco sozinha.

–Mas e se ela estiver precisando de alguém? Não quero que volte a ser como antes. Ela não vai te odiar de novo, né?

–Não, garoto. Ela mudou, eu sei disso e sei que você também sabe. – fala segurando o queixo do garoto, olhando-o em seus olhos.

–Espero que não mesmo. – sorri um sorriso meio de lado, levantando as sobrancelhas levemente. Emma sorri para aquela expressão. Regina havia criado Henry tão bem que, mesmo após aquelas memórias falsas, conseguia perceber o quanto havia dela nele. Será que a morena estaria bem? Teria ido para casa? Teria se isolado em outro lugar? As vozes de todas as pessoas passavam por seus ouvidos como ruídos distantes e abafados quando foi retirada de seus pensamentos pela mão de Tinker em seu ombro.

–Regina, onde está? – A fada pergunta visivelmente irritada.

–Não sei, foi pra casa, acho. – Emma mal termina de falar e Tinker a deixa sozinha saindo em direção à porta.

Emma levanta o mais rápido possível e alcança a fada.

– Ela precisa de um tempo.

– Quem precisa de um tempo é você. Eu não ajudei Regina a encontrar uma nova chance para o amor pra que estragasse tudo!

–Eu não sabia! Também não sabia que se importava tanto com Regina.

–Claro que me importo, sou uma fada, esqueceu? – Solta do aperto de Emma em seu braço e sai da lanchonete determinada.

Iria segui-la, mas foi impedida mais uma vez pelo pirata.

–Melhor deixar isso pra lá, você se mete e é bem capaz de Regina se voltar contra você.

–Já se voltou contra mim. Não quero que ela seja novamente aquela mulher que vi na floresta encantada.

–Se esse for o destino dela não podemos fazer nada, amor. – Emma olha feio para Killian. O que ele pensava? Ele também já foi um vilão. – Acha que ela não merece uma segunda chance? Que ela não pode mudar? Você mudou.

–Sim, mas..., uma vez rainha má sempre rainha má.

–Isso é ridículo, Killian! Eu conheço Regina, eu sei quem ela é! – Diz exaltada, sem perceber os olhares de todos em sua direção.

–Emma? Está tudo bem? Você está gritando. – David fala se aproximando dos dois.

Emma corre os olhos pela lanchonete. Por que estava fazendo aquilo? Por que estava tão nervosa? Por que não saia de sua cabeça que precisava ir atrás de Regina? A lembrança das lágrimas rolando no rosto da morena pesavam. Por que estava tão preocupada?

– Onde você vai? – Killian pergunta enquanto Emma sai da lanchonete sob todos os olhares, sem dizer nada. Queria apenas respirar um pouco, por os pensamentos em ordem, deixar os pés guiarem seu corpo pelas ruas. Apenas pensar.

Não responde a pergunta do pirata, apenas lhe faz um sinal com a mão para que não a seguisse. Fecha a porta. Respira fundo. Olha a tranquilidade da rua. O cenário parado como se nada tivesse acontecido. Pensa. Queria que nada daquilo tivesse acontecido, queria não ter trazido Marian de volta, queria não ter quebrado Regina daquele jeito. Queria poder concertá-la, como quando quebra algo e é necessário apenas uma boa cola para tudo parecer novo. Mas aquilo não seria possível.

Além da culpa que a consumia naquele momento lembrava-se das mãos de Regina em seu peito segurando seu coração. Do sentimento confuso como se tudo naquele momento se tornasse claro e ao mesmo tempo turvo. Será que era assim ter o coração nas mãos de alguém?

Olha a rua mais uma vez e ensaia os primeiros passos quando percebe a sua frente aquela coisinha branca caindo leve, como uma pequena pluma na brisa. Levanta uma das mãos a frente e sente o toque gelado que logo se derrete em sua pele. Aquilo era neve?

Notas finais
É isso. Vc pode comentar agora. (risos)