Coração De Neve
11 Capítulo 11 (EXTRA | +18) - Jacob
Notas iniciais
Abri o caminho para que ele pudesse entrar, respondo assim a sua pergunta. Fechei a porta e me dirigi à minha cama, oferecendo para que ele sentasse também. Ele se manteve de pé e sua expressão ainda era séria. Esperei ele começar a falar, uma vez que foi ele quem resolveu me procurar. Ainda é estranho ficar perto dele, depois do que aconteceu, mas ultimamente estou assustadoramente compreensível. Arqueei minha sobrancelha esquerda e comecei a balançar os pés que estavam suspensos. Acho que ele esta formulando o que vai fazer, por que ele parece bem nervoso. Ele deu um passo à frente e parou diante de mim. Isso é estranho, mas eu estou ouvindo dois corações batendo. Um é o meu e o outro só pode ser o dele. Estava tão acelerado que mais parecia uma escola de samba. Começo a analisar seu cabelo, que é bem despenteado, porém é um cabelo muito bom. Seu corpo e rosto são másculos, acho que isso é coisa de Filho de Are...
Perdi o fôlego e de repente minha mente se esvaziou. Sofri para relembrar como se faz para respirar e confesso que foi extremamente difícil. O que me fez ficar assim foi uma atitude que eu jamais esperaria dele ou de qualquer outro. Enquanto eu estava pensando na aparência do Jacob, ele avançou rapidamente na minha direção e me puxou pelos ombros com suas duas mãos. Ele me endireitou na sua frente e me puxou contra seu corpo. Seus lábios se encaixaram perfeitamente nos meus, porém ele era mais alto e precisou levantar meu queixo para poder me beijar. Seu corpo é quente e muito convidativo. Ainda não sei o que fazer, mas é irresistível. Não consigo parar de beijá-lo e retribuo sem qualquer outra reação. Por que resistir? Entrelaço meus braços em seu pescoço e ele cola seu corpo ainda mais no meu. Deslizo minhas mãos e apoio meus braços sob seu peito. Pena que ele ainda está de camiseta. Uso o apoio para afastá-lo de mim.
– Pensei que você estivesse gostando. – ele falou um pouco sério, mas querendo sorrir.
– Eu fiquei sem ar. – o respondi. — Você quer me matar de novo?
– Só se for de prazer. – ele respondeu com certa malícia e eu fiquei pasmo.
– Eu juro que não consigo entender você. – falei pouco antes de ser puxado novamente para os seus braços
Seus braços fortes fazem com que eu me sinta confortável. Seus lábios devoram os meus e sua língua se entrelaça com a minha. Já estou sem camisa, então já é meio caminho andado. Por que estou pensando isso? Nunca nem me relacionei com um garoto e não faço ideia de como agir. Seus braços percorriam minhas costas e me pressionava de maneira feroz. Sinto um pouco de dificuldade em respirar, mas estou gostando disso. Cravo minhas unhas em sua nuca e ele se arrepia todo. Separo nossos lábios e sorrio. Vejo-o sorrindo pela primeira vez e ele consegue ficar ainda mais bonito. Ôh homem gostoso.
– Fiz algo que você não gostou? – ele me perguntou já me puxando pelos braços.
– Deixou de fazer. – respondo. – Já devia ter tirado a camiseta.
– Aqui quem dá ordens sou eu, mas vou tirar. – e assim ele fez.
Parece que o sol nasceu dentro do meu quarto. Seu abdômen era bem definido e sua pele bronzeada quase me deixou inerte. Ele sorriu novamente e eu estou começando a pensar que posso me acostumar com isso. Desta vez sou eu que me impulsiono sobre seu corpo. Não estou nada disposto a aceitar sua dominação. Seu beijo se tornava cada vez melhor e cada vez eu o sentia mais quente. Ambos sem camisas estávamos nos tocando cada vez mais. Ele apertou meu quadril contra ele e eu pude sentir sua “empolgação” pela primeira vez. No começo pareceu estranho, por que eu também estava excitado e confesso que nunca me imaginei nessa situação. Arranhei suas costas e ele urrou entre o beijo.
– Vai continuar me atrapalhando? – ele falou sério.
– Ainda não cantei “Slave 4 U”. – também estava bem sério. – Não ouse...
Ele já me puxou e jogou meu corpo na cama. Foi meio brusco, mas foi gostoso. Ele se deitou sobre mim e senti o peso do seu corpo. O beijei intensamente e mordi seus lábios. Ele gostou e pediu para repetir a dose. Começo a mordê-lo dos lábios ao seu pescoço. Giro e fico em cima dele. Mordo seu pescoço e vou até seus ombros. Fico sentado em cima do seu corpo, exatamente onde eu o deixei maluquinho. Desço meu corpo e mordo seu peito e desço até a sua barriga. Passo a língua em seu abdômen sarado e ele se contorce de prazer. Desde quando eu sei fazer isso? Acho que não precisa saber, é necessário apenas ter a malícia certa. Ele me puxa pelo cabelo e nossos lábios se entrelaçam novamente. Sugo seu macio e carnudo lábio, como se aquilo fosse à melhor coisa do mundo e estou começando a achar que realmente é.
Ele conduz minha cabeça para baixo, passando sob seu peitoral e sob sua barriga. Logo compreendo o que ele quer e não me faço de rogado. Ele segura meu cabelo um pouco selvagem e eu desabotôo a sua bermuda, puxando-a através de suas pernas logo em seguida. Ele sorriu com muita malícia e eu admirei o volume que estava bem na minha frente. Sua cueca era uma Box branca, bem ligada, porém do tamanho perfeito. Fechei os olhos e inspirei o seu cheiro de homem e fiquei extasiado. Logo ele já estava pelado e eu o satisfiz como ele tanto queria. Jacob se contorcia, gemia e urrava. Quanto mais ele fazia barulho mais eu o instigava. Sugava avidamente o seu membro. Porém não era somente ele que estava sentindo prazer. Estou parecendo uma criança se saciando com um pirulito muito interessante. Minha língua variava quanto a movimentos, subindo e descendo.
Suas mãos estavam presas ao meu cabelo, conduzindo assim a minha cabeça em movimentos de vai e vem sob seu falo. Fui puxado e surpreendido com o beijo mais doce e sutil que eu poderia imaginar receber dele. Sua maneira rude de agir, também possuía uma maneira sutil. Trocamos muitos beijos e logo eu também estava sem roupa. Meu corpo era menor que o dele e eu não possuíamos nenhuma definição. Já o dele era forte e bem maior. Seu calor me atiçava e eu comecei a arranhá-lo. Se levantou, me deixando sentado. Voltei a sugá-lo e ele estava cada vez mais insaciável, gemendo de prazer. Segurava minha cabeça e movimentava com bastante força e velocidade. Havia momentos em que meu nariz encostava no pé de sua barriga. Mas okay, não me peça detalhes sobre o tamanho daquilo que eu estava na boca ou como eu faço para não perfurar minha garganta. Mas por que eu estou comentando e pensando nisso? Mas que tosco.
– Levanta. – ele ordenou com ferocidade.
O obedeci e ele me pegou no colo e eu entrelacei nele com as minhas pernas. Creio que infelizmente ele não é nenhum pouco versátil, mas não vou reclamar do que estou gostando. Beijamos-nos e desta vez é ele quem está a me mordiscas. Suas mãos estão em meu bumbum e ele estava me pressionando e de vez em quando ele acertava algumas tapas. Isso está ficando muito hard pro meu gosto. Parar? Nem pensar. Ele me empurrou contra a parede e começou a beijar meu pescoço, alternando com algumas mordidas. Agora sou eu quem está a se contorcer e a gemer. Ele pediu para gemer em seu ouvido e eu atendi. Jacob deve gostar muito de se sentir dominador, então nem vou questionar.
Ele foi até a sua bermuda, comigo ainda em seu colo. Retirou um pequeno pacote que na verdade era uma camisinha. Sua força é admirável, pois ele estava me segurando com apenas uma mão e com a outra ele estava colocando nossa proteção. Sorri com este tipo de cuidado dele. Com tudo pronto e ainda entrelaçado em seu corpo, o ajudei a conduzir o seu membro pelo caminho. Estava um pouco nervoso, confesso. Era a minha primeira vez e eu temia pela dor. Por que ser paciente e ir devagar? Isso não existe para um filho de Ares. Ele não foi nada gentil e logo ele estava por completo dentro de mim. Senti uma dor imensa ao ser invadido de tão forma. Mordi tanto meu lábio e não me contive o suficiente, gritando assim de dor. Ele não falou nada, mas seu olhar me pedia desculpas. Mas agora já é tarde, devo ficar sem sentar por vários dias.
– Dá próxima vez avisa antes. – falei com um pouco de dificuldade e juntos sorrimos.
Embora seu tamanho, foi até fácil me acostumar com a dor e logo se transformou em prazer. Eu subia e descia em seu corpo, com uma velocidade que ia alternando desde os movimentos mais lentos, até os mais rápidos. Ele me empurrou na parede novamente e apertava bastante meu quadril. Ele urrava junto comigo, cada vez que eu gemia de prazer. Sua cabeça vez ou outra decaia levemente para trás e seu corpo se contorcia com o meu contato e suas estocadas. Deitei minha cabeça em seu ombro, enquanto ainda estávamos nesse galopar. Que analogia mais estranha esta. Ele acelerou seus movimentos e eu mordi seu ombro com força, o fazendo gritar junto comigo. Mas não o machuquei. Ele estava gostando disso.
– Vamos pra cama. – eu quase implorei e isso o deixou mais insano.
Ele me jogou na cama e alternamos em diversas posições. Não preciso detalhar, mas ele parecia um lobo em seu período de acasalamento. Era como se estivéssemos na lua cheia e ele em um pleno cio, louco para me devorar. Ele prendia minhas mãos e quanto mais eu protestava, mais ele sentia prazer em me ver em tal situação. Ele estava literalmente me usando, mas eu também estava recebendo prazer tanto quanto ele. Fui mordido, beijado, preenchido e saciado. Mas ele parecia cada vez mais insaciável. Ele sorria e isso me deixava um pouco mais contente e confortável. Okay, eu não estou sendo meloso, mas é inevitável sentir essa ligação carnal com ele. Porém temo que essa ligação ultrapasse o desejo da carne. Montei em cima dele e desta vez a analogia com galopar e ou cavalgar parece bem mais apropriado. Engraçado, cavalo tem uma relação com filhos de Poseidon.
Chegamos ao ápice da nossa relação e juntos nós estendemos o nosso prazer além do interior do corpo. Liberamos um no outro o nosso orgasmo e ele sorriu para mim, me puxando para deitar ao seu lado. Ele me beijou e eu o mordi. Inspirei novamente o seu cheiro e quase fico embriagado. Nossa, é muito bom. Ficamos calados por alguns minutos, até que eu me levanto e o arrasto para o banho. Noto que ele pega outra camisinha em sua bermuda, antes de irmos. Eu não sei se vou aguentar outra rodada. Estou cansado e não sei como posso continuar a lhe dar prazer. Mesmo sem saber, repetimos a dose debaixo do chuveiro (claro que com a torneira fechada). Desta vez não senti dor alguma e foi bem melhor. Nossos corpos molhados e quentes só tornavam cada vez mais excitantes. Trocamos vários beijos e depois de nossa segunda ejaculação, terminamos o nosso banho e nos vestimos. Ele olha para mim, bastante sério e assim eu entendo por que em meu beijo com a Chris, foi a sua imagem que eu vi.
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