Corações e Destinos
25 Capítulo 25
Yunho correu o mais rápido que pode para o restaurante, chegando lá, jogou a chave do carro para o manobrista e entrou correndo, foi até a sala de sua mãe
- Achei que você tinha desistido, meu filho – Disse ela batendo em suas costas, ele se jogou no sofá e tentava recuperar o fôlego
- Eu? Minha mãe, desistir não faz parte de meu vocabulário. – Ele serviu um pouco de água e tomava
- Então vamos, vou lhe apresentar aos responsáveis – Ela saiu da sala e ele lhe seguiu, começaram a descer as escadas
- Escadas? Vamos de elevador – Dizia ele sem fôlego
- Caminhar faz tempo, parece que você não está em forma – Ela debochava dele enquanto descia cada degrau cuidadosamente e majestosamente
Após chegarem a cozinha, ela solicitou que um rapaz qualquer chamasse os responsáveis, o chefe da cozinha, a recepcionista do looby, a chefe da nutrição que era responsável pelo cardápio.
Todos foram rapidamente como solicitado até a cozinha para se apresentarem para quem seria o chefe deles pelos próximos três meses.
- Nossa, mal chego e já querem me encher de trabalho – Reclamava Jo, indo para a cozinha, enquanto escutava múrmuros das garçonetes, todas estavam extasiadas com o rapaz que iria substituir a mal humorada senhora Jung.
- Bom, deixes apresentar, este é Yunho Jung, meu filho, irá tomar conta de todos pelos próximos três meses, o respeitem da mesma forma que me respeita – Exclamou um curtas palavras
- Olá, meu nome é Yunho, não gostaria de estar aqui, mas espero contar com a colaboração de todos. Darei meu melhor pelo próximos três meses – Ele falava num tom de brincadeira, deixando sua mãe constrangida, o chefe de cozinha, um senhor de cabelos grisalhos e gordo, tirou sua luva branca e estendeu a mão para Yunho – Espero que não esteja aqui de brincadeira meu rapaz e vamos dar nosso melhor – Disse o Chefe
Yunho olhou para cada funcionário, mas uma em especial chamou sua atenção, ele acenou para ela, fazendo as outras funcionárias sentirem ciúmes
- Vejo que já conhece nossa chefe da equipe de nutrição, Jocasta Bessone – Disse a mãe dele, enquanto fazia sinal com a mão para Jocasta se aproximar.
Yunho abriu um sorriso de orelha a orelha, agora o nome Bessone bateu em sua cabeça “Minha noivinha” pensava ele indo ao encontro dela. Ele a recebeu com um abraço
- Que bom saber que você trabalha aqui, vamos dar nosso melhor, certo?! – Disse ele após solta-la e olhar em seus olhos castanhos escuros
- Sim, sim, mas por favor, sem apelos afetivos dentro do trabalho, se era somente isto, estou voltando a minha sala – Disse ela friamente e dando a volta
- Espere querida, quero falar com você em particular – Disse a senhora Jung pegando Jo pela mão e a levando para sua sala
- Ela é sua namorada? – Perguntou um ajudante da cozinha
- Ainda não, mas será – Disse ele fantasiando com a marcha nupcial – Será minha esposa.
...
- Jo, minha querida, achei que você e Yunho não se conheciam, mas pelo que vejo tem um grande afeto um pelo outro
- Cuma? Quem tem afeto por quem? Ele que me agarrou
- Fora contra sua vontade minha filha? – Jo baixou sua cabeça e não respondeu – Vamos parar de brincadeira querida eu quero ver vocês dois casados, ainda quer tentar esses três meses?!
- Eu já disse que não irei me casar sem amar a pessoa, Yunho é somente um amigo
- Você quem sabe minha filha, mas não se esqueça que tem três meses, nesses três meses, se não conseguir o seu objetivo, terá que casar mesmo sem amá-lo.
A senhora Jung saiu da sala de Jo com um sorriso de vitoriosa
“Será que eu já não estou gostando dele?”
Jo foi até a cozinha e viu Yunho conversando com o chefe, dando opiniões sobre o cardápio
- Ei, este é meu trabalho – Falava em tom de deboche interrompendo a conversa de Yunho e do chefe, ela olhou para a face de Yunho, e viu vários machucados. Ela pegou o kit de primeiros socorros e puxou ele para sua sala.
- Como você vem trabalhar assim?! Sua mãe não o viu?!
- Acho que ela estava preocupada com outras coisas que nem reparou em meu rosto. Mas você reparou que bom – Jo então passou com força o algodão e ele soltou um grito de dor – Aiiiii... isso doeu... Mas que bom que você está fazendo os curativos, quer dizer que você se preocupa comigo. – Ele abriu um sorriso, como se fosse uma criança que havia recebido um doce e fez o coração dela derreter no mesmo instante “Para Jo, para, concentra”
- Não – Respondeu tentando ser fria — Apenas acho horrível alguém que está numa posição de gerencia apareça perante os clientes todo machucado, acho que hoje você nem deveria dar muito as ‘caras’ por aí – Ela terminou os curativos e guardou tudo e pegou a caixinha, antes de sair da sala ele a puxou e a beijou, ela acabou por deixar cair a pequena caixa, espalhando tudo pelo chão, mas ela nem havia percebido, ela estava o abraçando, passando as mãos na nuca dele, enquanto ele a puxava pela cintura, a enrolando em seus braços.
“O que diabos estou fazendo” Pensou ela voltando a lucidez
- Ei – Ela se soltou dos braços dele – O que você pensa que está fazendo, sabe o que é assédio sexual?! – Ela juntou o que havia caído e saiu da sala “Ai meu Zeus, que beijo, que homem, o que eu faço?”
Ela guardou a caixinha e escutou múrmuros, algo que ela detestava, estavam falando dela e de sua relação com Yunho
- Ehhh... ela só conseguiu entrar aqui por que tem um caso com o patrão – Ficavam falando as garçonetes baixo, sem perceber que Jo estava ao lado delas
- Bom, se vocês duvidam de minha capacidade querem ver meu currículo? Ou preferem perguntar à senhora Jung. — As fofoqueiras..er.. as garçonetes ficaram estáticas – Se vocês tem tempo para ‘papinho furado’ não deve haver nenhum cliente para ser atendido, certo? – Perguntou ela cruzando os braços e com um sorriso sínico na face. No mesmo instante elas saíram dali e foram para seus respectivos postos.
“Eu mereço... Mas aquele beijo” Ela não conseguiu se concentrar em seu trabalho o resto do dia, Yunho ia aonde quer que ela fosse, despertando mais inveja das outras funcionárias
Após o expediente Jo estava na parada de ônibus, esperando-o para poder ir para casa quando viu um carro parando e abrindo o vidro, ela viu então que era Yunho
- Vamos, te dou uma carona – Ela estava relutante, mas como já havia perdido o ônibus e o próximo iria demorar muito, ela decidiu subir no carro do lobo mal...er... Yunho.
Mais de um mês se passou, Jo e Yunho continuaram a trabalhar juntos, Yunho sempre tentando investir nela. Jo cada vez mais perne...er... caída...hmm... mais interessada pelo rapaz.
Quase todas as noites ele ficava importunando Jo para ela perder o ônibus e assim ele aparecia com bom cavalheiro e lhe levava até em casa, ainda com o carro de Jae. Aquela noite estava estrelada, como de costume Yunho apareceu para dar carona a sua ‘amada’, mas dessa vez ela recusou
- Está tão bonito o céu, acho que vou caminhando – Ela passou a bolsa por cima da cabeça, posicionando-a na diagonal, e começou a caminhar a passos largos, enquanto Yunho ia de carro ao seu lado
- Mas as ruas não são seguras... Pode acontecer diversas coisas – Ele tentava persuadi-la a não continuar a pé e seguir com ele
- Obrigada – Recusava ela – Prefiro seguir a pé do que me aventurar com você, acho que ficar nesse carro é mais perigoso – Debochava em quando caminhava a largos passos
- Mas... Mas... E se aparece um tarado e tenta te agarrar ou um assaltante
- Acho que isso é mais seguro do que andar com você – Retrucou ela, enquanto continuava pela calçada.
Yunho freia, rapidamente fecha o carro e começa a correr atrás de Jo
- Então eu irei te acompanhar – ele exclamou meio sem fôlego
“Isso não vai prestar” Jo mantinha isso em seus pensamentos enquanto continuava. Ela sentiu a mão de Yunho passar por seu ombro – Assim é mais difícil de algum malandro tentar dar em cima de você, quer dizer, tentar algo – disse rapidamente antes de ela lhe falar algo. Assim continuaram até chegar em frente ao prédio dela.
- Você já tem que entrar?! – Perguntava ele, demonstrando seu desespero
- Acho que não, as luzes do quarto de Paula estão apagadas – ela olhava para cima vendo o sinal de que Paula estava com Jae, as luzes do quarto de Paula apagadas e da sala acesas – Vou ter que ficar aqui fora pelo jeito – Retrucou ela indo em direção ao pequeno parque que havia em frente ao prédio, para felicidade total de Yunho. “Aquele poio serve para algo” pensou Yunho acompanhando Jo até o pequeno parque
- Jo, eu tenho algo para te dizer “É agora”
- Fale “Será que é o que eu to pensando?”
- Hm, no último mês eu tenho adorado trabalhar com você... Você é uma ótima companhia...
“Será que é mesmo isso?” Pensava Jo fazendo uma cara de não interessada no que Yunho falava
- Então eu queria saber se você...
- Hyunnnnngggg – Gritava alguém atrás dos dois
- Quem é?! – Yunho arregalou os olhos, em meio ao breu, tentando desvendar o dono da voz, mas pelo som agudo, já tinha ideia “Eu mato o Junsu”
- Hyunnngggggg – Continuava ele gritando, vindo em direção aos dois, que estavam nos balanços
“Que cara chato” Pensava Jo, forçando os olhos para tentar ver Junsu
- O que houve Junsu? – Yunho se levantou e pegou Junsu pelo colarinho da camiseta – Fala tuas ultimas palavras
- O que eu faço?! Eu amo ela... Não sei o que fazer – Lágrimas escorriam dos olhos de Junsu.
- Junsu? Onde você esteve no último mês?! Todos estávamos preocupados... E quem é ela?
- Ué... Mas eu deixei um bilhete em cima da mesinha de centro do teu quarto e do Jae avisando que eu iria para a casa de meus pais para pensar... – Respondeu ele confuso
- Bilhete? Eu não vi nenhum bilhete! – Yunho começou a lembrar-se do dia que ele teve a briga com Yoochun... “Provavelmente se perdeu no meio da confusão”
- Então, se resolveu?! – Perguntou Jo confusa
- Sim, eu amo a Daiana, mas agora não sei o que eu faço – Respondia enquanto sentava no banco do balanço onde antes estava Jo. Ela sabiamente pegou seu telefone e mandou uma mensagem para Daiana
[Não precisa mais se preocupar, o Junsu voltou e ele quer falar contigo] A confidenciou no pequeno texto
- Acho que você deve falar com ela, tenho certeza que ela irá querer falar com você!
- Você acha mesmo Jo? – Perguntou ele com os olhos brilhando
- Sim, tenho certeza
Daiana ao receber a mensagem fica eufórica “Ele voltou” Os olhos dela brilhavam, mas ao mesmo tempo se enchiam de lágrimas – Ele voltou – Disse ela com pesar ao se jogar em sua cama
Uma ferida que estava aberta em seu coração e estava quase cicatrizando foi ‘arrombou’ por Junsu e não deixando nem espaço para fechá-la novamente. “Será que eu devo?” Ela pensava sem parar, naquela noite ela não conseguiu dormir pensando nele. Pensando que não queria mais se machucar, aquilo que aconteceu há três anos “Não quero que aconteça de novo” Ela somente pensava nisso. Tudo que ela queria, não se machucar novamente. Em meio a seus pensamentos confusos ela manda uma mensagem a Jo
[Estou pedindo transferência. Vou embora... Foi um prazer te conhecer e não quero perder contato contigo]
Jo ao receber a mensagem leva um susto “O que será que aconteceu?” Ela imediatamente repassa a mensagem para Nathy que repassa para Yoochun e assim o ciclo vicioso continua até chegar em Junsu.
Todos ficam sem entender ao certo o que acontecia.
Hyuk fica sabendo e vai falar com ela, pedindo que ela não vá embora. Todos vão até o apartamento dela, ela estava abraçada em Hyuk o que faz Junsu ficar furioso e sair dali de imediato.
- Por que tu vai embora?! – Jo pergunta enquanto a abraça
- Junsu – Daiana confidencia em seu ouvido – Eu o amo e não suporto a dor no meu coração
- Mas ele disse que gosta de você e ele pareceu ser sincero – Nathy a abraça também
- Assim até eu vou ficar EMO.cionada – Disse Mar indo abraçar as três.
Hyuk ao escutar o nome de Junsu desce correndo as escadas e o seguro, dando um soco em seu queixo, fazendo-o cair
- Levanta conversa – Gritou ele
- O que foi? – Retornou Junsu, confuso enquanto se levantava
- Ela vai embora por tua causa seu idiota – Gritou novamente com Junsu
- Mas Jessica me disse que vocês dois estão saindo juntos – Retornou Junsu confuso, antes de ser abordado por Hyuk, Jessica havia falado com Junsu, dizendo que Daiana e Junsu estavam tendo um caso e ela havia provas, queria ajuda dele para fazer a garota sofrer, mas ele havia negado
- Eu nunca tive nada com ela, infelizmente, pois diferente de você, eu não queria fazê-la sofrer – Hyuk estava alterado e gritava com Junsu enquanto chorava
Junsu que havia levantado se jogou no chão, sentando-se e encolhendo as pernas, tentando pensar no que fazer
- Seu covarde, você machucou ela, ela realmente gosta de você! Imbecil – Hyuk desceu as escadas, não queria mais ver Junsu. Ele ficou ali, nas escadas segurando as pernas, olhando para o nada. Enquanto alguém o observava
“Meu plano não funcionou, mas ainda tenho cartas na manga” Pensou “Tiffany pode ter me abandonado, mas eu vou ainda acabar com aquela garota”
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