Corações e Destinos
26 Capítulo 26
- Mah, volta para cama – SiWon a puxava com um braço direito e com o esquerdo puxava o lençol e cobria suas partes nuas
- Desculpe, SiWon, tenho que ir ao hospital, é meu turno hoje – Ela terminava de abotoar sua camisa
- Ah, mas inventa uma desculpa, eu quero ficar mais com você... Você ultimamente não tem me dado muita atenção – Choramingava esfregando os olhos
“Tenho dado mais do que eu queria” – Desculpe, mas nosso casamento é mês que vem, então depois te darei toda a atenção que você quer... E não se esqueça de tomar seus remédios – Ela fez menção aos remédios em cima do criado mudo
- Mas... – Ele se enfureceu e jogou o copo de água no chão, quebrando-o
- Sem mais, SiWon – Foram as ultimas palavras dela antes de cruzar a porta do quarto, foi até a sala, pegou sua bolsa e saiu.
...
- Olá Marianna – Um senhor grisalho batia na porta e colocava a cabeça para dentro – Parece que você está descansando
- Estou no meu intervalo e decidi ver algumas papeladas de pacientes – Ela abriu a primeira gaveta de sua mesa e colocou os papeis ali. – Mas como o senhor está senhor Choi? – Perguntava ela curiosa, era incomum o diretor do hospital, apesar de ser seu sogro, fazer visitas a ela em sua sala
- Estou bem, venho lhe trazer boas noticias – Ele demonstrou um leve sorriso e entregou alguns exames a Mah
- Isso – Os olhos dela brilhavam – São os exames do SiWon? – Perguntava ela incrédula ao ver os resultados
- Sim, fico muito feliz, a doença dele está se regenerando, ele está conseguindo se adaptar ao tratamento, isso quer dizer que ele talvez tenha uma vida normal e morra de velhice ao seu lado – Ele ainda demonstrava um sorriso acanhado, de canto de boca, enquanto Mah tentava forçar um sorriso “Eu realmente não esperava isso”
Desde que ela vira Changmin a pouco mais de um mês e já havia se acostumado com sua presença, tentava pensar positivamente, que talvez, depois de algum tempo que SiWon morresse, talvez, somente talvez, ela pudesse ser feliz de verdade com o grande amor de sua vida ao seu lado. Sabia que aqueles seus pensamentos eram horríveis, mas mesmo assim ela ainda sonhava em ser feliz “Bom quem sabe agora, se ele ficar curado, nós consigamos uma vida normal.” Ela tentava se consolar
- Fico feliz – Falava com um sorriso forçado – Agora nos iremos ter uma vida feliz juntos, envelhecer juntos – Aquilo estava fazendo voltas em sua cabeça, não era o que ela queria, mas, seria o melhor, será?!
Daiana ficava olhando pela janela de seu quarto, via Yasha e Hyunnie namorarem. “Como os dois são fofos” pensava ela, logo em seguida viu Junsu chegando e olhando para cima, ela deu um pulo para trás e caiu no chão, com medo que ela a visse, desde que ela anunciara que iria pedir a troca de universidade ela tentara evitar ele
“Não quero mais me magoar” Ela colocou as mãos nos olhos secando as lágrimas que insistiam em cair toda vez que lembrava do acontecido e lembrava de Junsu. Ela levantou-se, bateu com as mãos nas costas, sentia pontadas de dor devido ao impacto com o chão, olhou para sua luva em cima da escrivaninha, pegou e colocou-a, deitou-se em sua cama e olhando para o céu, aquele lindo céu azul, ela começou a se recordar de três anos atrás
- Ei... Não está com frio? – Gritou um rapaz, fazendo Daiana se virar
- Um pouco e você?! – Retornou ela ao ver o rapaz em plano inverno somente de camiseta, com as bochechas vermelhas
- Nem um pouco – Ele então passou o braço sobre o ombro dela e a abraçou – Eu vim correndo para te encontrar
- Hmmmm... Sei... Trovador – zombava ela tirando o braço dele de seu ombro e voltando a correr e colocando seus fones de ouvido
- Você esqueceu que dia é hoje?! – Perguntava ele tirando os fones de ouvidos dela
- Aposto que você vai me contar – Ela colocou a lingua para ele e tentou colocar o fone de ouvido, mas ele tirou da mão dela e se posicionou a sua frente
- Um dia muito especial – Ele se pôs com uma cara meio zangada, queria que ela lhe responde-se, pois não acreditara que ela havia se esquecido daquela data tão importante – Não vai dizer? – Ele arregalou os olhos, fazendo começar a rir
- Claro que eu sei, seu bobo – Ela então lhe deu um selinho – Nosso aniversário de dois anos, como eu poderia esquecer – Ela lhe abraçou – Te amo também – confessou ao pé do ouvido dele
- Tenho algo especial para você – Disse ele escondendo as mãos – Advinha onde está seu presente – Ele lhe mostrou então as duas mãos, em cada uma havia um pacote
- Mas tem dois presentes para mim, a ordem do que eu escolher é a ordem que eu vou ganhar? – Brincou ela pegando um dos pacotes
- Espertinha, abra – disse ele guardando o outro pacote em seu bolso da bermuda
- Nossa, que lindas – Eram um par de luvas azuis – Mas elas estão machadas?! – Ela fez menção a uma parte branca nas luvas
- É que eu fiz – Ele começou a coçar a cabeça e falar com um sorriso envergonhado – E na hora de costurar eu derramei clorofina, então manchou uma, daí para ficarem iguais eu manchei a outra... São para você usar quando for a Seoul comigo, quero te mostrar a neve do inverno de Seoul e ainda sim o lindo céu azul de lá
- Que fofo – Ela deu um beijo nele, mas mesmo assim não conseguia parar de rir
- Se não gostou, não precisa usar – Ele tentou pegar das mãos dela, mas ela já havia posto
- Eu adorei, muito mesmo, ainda mais que foi você quem fez – Ela deu mais uma olhada nas luvas, inspecionando-as – Foi você mesmo que fez, certo?
- C-c-claro – Ele gaguejou – Eu sei que não ficaram muito bem feitas... Você gostou mesmo? – Perguntou inseguro pela terceira vez
- E meu outro presente – Ela tentou pegar do bolso dele
- Como você pegou as luvas, esse é seu presente, o outro eu te dou no ano que vem – Ele colocou a mão no bolso, protegendo dela
- Ah, mas eu quero saber o que é! Foi você quem fez também? – Os olhos dela brilhavam
- Não... Eu comprei na joalh – Ele parou antes de concluir
- É uma correntinha?! – Os olhos dela continuaram a brilhar e ela ainda tentava pegar, fazendo-o correr na frente
- Se você for uma boa menina, eu lhe dou hoje à noite – ele começou a correr na frente
- Volta aqui agora Kyuhyun, se não eu te arranco a força – Ela gritava para ele, correndo atrás dele
Naquela noite, eles haviam combinado de se encontrar para comemorarem os dois anos juntos. Foram ao cinema, após iriam para o bar onde se conheceram.
- Carro do pai é? – Mexia ela
- Sim... – Ele respondeu seco
- Ei, o que foi? – Ela perguntou curiosa, desde que saíram do cinema ele havia ficado estranho
- Nada – Respondeu novamente em mesmo tom seco
- O que fez com o seu carro?
- Vendi – Ele parou no acostamento e tirou do porta luvas um embrulho, Daiana reconheceu
- Hmmm... Presente... – Ela brincou abrindo um sorriso, mas não obteve a resposta esperada
- Você sabe que ano que vem eu irei à Coréia – Iniciou, ela somente concordou com a cabeça – Ficarei lá por cinco anos, até me formar – Ela continuou concordando com a cabeça, lembrando que ele havia passado nos exames para a universidade de Seoul e ela havia ficado como suplente – Mesmo assim ainda quero que saiba que te amo... Te amo para sempre e nem mesmo a distância, nem o tempo irão mudar isso – os olhos dela estavam cheios de lágrimas – Por isso eu decidi – Ele abriu o pacote e colocou um anel de noivado na mão dela – Você quer casar comigo? – ele perguntou com um sorriso nos lábios, ela ficou sem falar nada. – Desculpe, muito repentino – Ele virou-se para frente novamente e ela apenas sacudiu a cabeça em sinal de negação, ela havia esperado por aquele momento, ela queria tanto aquilo, mas as palavras não saiam
Eles escutaram uma buzina, ao olhar pela janela dele, viram um caminhão vindo em direção ao carro, a primeira palavra, desde que ele começou a falar, saia agora da boca dela. Era um grito de desespero, ao ver o caminhão indo em direção a eles. Ele ao ver que a colisão era eminente, a abraçou forte e passou o cinto de segurança nela, sem pensar em se proteger, somente pensando nela.
Depois do impacto ela acordou e o viu abraçando-a enquanto ela era removida das ferragens do carro pelos bombeiros, sentia o corpo dele gelado, em seguida desmaiou
Depois de uma semana, Daiana acorda no hospital, cheia de bandagens, ao perguntar por Kyuhyun a resposta que recebeu a fez entrar em desespero, ele havia morrido no acidente. Seu primeiro pensamento, suicídio, ela tentou, mas infelizmente, não conseguiu sucesso, fora impedida as duas vezes que tentara.
A primeira, ainda no hospital, a encontraram quase sem vida, dentro da banheira, a segunda, ela havia cortado os pulsos, mas a encontraram. Ela desistiu de morrer, ao receber a correspondência do consulado a convidando para assumir uma vaga na universidade de Seoul. Ela se lembrou de como ele queria mostrar aquele céu para ela, a neve. Ela decidiu viver para conhecer o país onde ele havia nascido e que tanto queria levar para lhe mostrar.
Eu não direi Adeus
Embora, antes, eu fingi não te ver.
Você estará bem, você ainda estará em minha mente.
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