Depois do susto, todos respiram aliviados, Jo ficou impressionada em como Yunho ficou preocupado com sua irmã, adorou aquele lado irmãozão dele.
- Você fica muito fofo preocupado – Disse ela indo em direção a saída do hospital, depois de um tempo que ele percebeu o que ela havia dito
- Ei, você disse o que? Repete – Falava, quase gritando indo atrás dela. Jo acabou ficando mais próxima de Yunho.
“Até que esse casamento arranjado não parece ser de todo mal” Ela não conseguia mais tirar ele de seus pensamentos, desde que ela vira aquele lado dele e descoberto que ele era o filho dos Jung, a quem queria uni-la. “Mas será que ele está agindo assim por causa dos pais dele? Será que ele só está investindo em mim por causa do matrimonio” Essa possibilidade não queria sair da cabeça de Jo, mas o que ela não sabia, era que Yunho nem desconfiava sobre quem ela realmente era, para ele, ela era apenas Jocasta, quem ele havia se apaixonado desde a tarde que almoçou no restaurante que ela trabalhava.
Todos ficaram olhando enquanto Yunho corria atrás de Jo.
- Que coisa fofa, seu amigo, Chan. A você quer ir até a lancheria comigo, eu ainda não consegui parar hoje e comer algo.
- Claro, você sabe que a refeição é muito importante para você. Você é uma médica, deveria saber. – Disse enquanto estendeu o braço para ela. Ela passou sua mão por aquele braço fino
- Nossa, você andou malhando – Disse enquanto apertava os músculos dele – está tão fortinho, quem vê não acha que seja um homem – Falava enquanto ria
- Ei, não fuja do assunto, eu disse que você tem que se cuidar... Eu me preocupo com você
- Que fofo – Ela apertou as bochechas dele, quando ela viu que ele a olhava sério, mas com uma carinha sexy, enquanto mordia o lábio inferior, ela sentiu que havia ficado vermelha, suas maças do rosto estavam queimando, ela abaixou a cabeça – É Chan, você cresceu, quanto brincávamos, a muito tempo atrás, você era mais baixinho que eu.
- Eu cresci, sabia, não sou mais um menininho, agora sou um homem que quer sempre proteger e estar ao lado da mulher que eu amo
- Ela é sortuda por ter você ao lado dela
“Sua idiota, esta é você... A Mah, como eu senti sua falta” Changmin não conseguia parar de olhar para Mah enquanto caminhavam e conversavam pelos corredores daquele hospital.
- Ei, Chan, escolha o que você quiser comer, eu pago... Afinal você ainda é um estudante – disse ela pegando sua carteira
- Não mesmo, eu pago... E o que você está dizendo ainda é uma residente, pelo que eu saiba, residente não ganha nada
- Ah, nem me fale, mas eu não permito que você pague
- E eu não permito que você pague, afinal, que tipo de homem eu seria se deixasse você pagar – Ele pegou a carteira da mão dela e levantou alto, ela começou a dar pulinhos tentando pegar
- É, eu precisava de um homem como você na minha vida – Disse ela desistindo e olhando para o menu acima da cabeça deles
“Como eu queria ser esse homem da sua vida... Te faria feliz todos os dias” Ele então começou a lembrar como se conheceram, como Mah sempre o protegeu dos garotos mais velhos que o importunavam. Desde pequenos, eles sempre foram unidos, até os pais dele se mudarem. Desde que ele voltou a Seoul procurou por ela, mas ela havia se mudado e ele nunca conseguiu achá-la, até aquele momento... “Nunca vou te deixar novamente...”
- Ei, Chan... Chan... Changmin – gritava tentando chamar a atenção dele e o tirando dos seus pensamentos – Você está dormindo acordado? Continua passando horas estudando é?! – ela ria enquanto pegava a bandeja com o lanche dos dois
- Deixa que eu carrego – Ele pegou e seguiu para uma mesa. Mah ficou admirando ele enquanto caminhada “Ele agora é um homenzinho, que fofo” ela pôs a mão na boca enquanto ria
- Do que você está rindo?! – Ele falou olhando para ela e pondo a mão na cintura
- De você, horas! – Ela continuou rindo, agora mais alto
- Se você continuar rindo, eu vou te dar motivos para isso – Ele foi em direção a ela e começou a fazer cosquinhas nela, ela acabou indo em direção os braços dele – Eu te disse que iria dar motivos – Ele falou meio envergonhado, mas estava um pimentão. Estavam com seus rostos tão próximos “Que vontade de beijá-la/lo” foi o pensamento dos dois naquele momento
- Ai que fome – Mah acabou se afastando, lembrando da diferença de idade deles, eram dois anos, mas ainda sim, dois anos
Eles se sentaram e começaram a comer. Ele ficava olhando Mah, enquanto comia e falava, ele não conseguia pensar em mais nada.
- Nossa, Chan, você mudou mesmo... Não está comendo nada – Ele percebeu que nem havia mexido em seu sanduíche, mesmo sua barriga roncando, ele só conseguia lembrar de Mah.
- Hm, é que eu comi faz pouco – ela se aproximou dele e colocou a mão na testa dele, ele ficou vermelho e se afastou
- Desculpe, não resisti, tive que ver se você estava com febre, afinal, Changmin sem fome, não é o Changmin que eu conheci – Ele então se tocou, viu como estava bobo ao lado dela, mesmo depois de crescer, Mah ainda mandava em seu coração. Ela era a única mulher para ele.
- Mah, você tem namorado? – Disse ele dando uma mordida em seu sanduíche
- Tenho sim e você? – Ele ficou desolado com aquela resposta, esperava que ela dissesse que não havia e que ela estava esperando por ele
- Hm, não... – Ele fez uma pausa – Seu namorado, como ele é... digo... com você, ele é legal?
- Hm, mais ou menos... Não fui eu que escolhi, foram meus pais... Ele é filho do diretor desse hospital – Ela parecia triste
- Você gosta dele? – Ele se segurou para não pegar na mão dela, queria ser ele o seu namorado
- Você o conhece, ele era nosso vizinho, Siwon... Você sabe, ele é um bom rapaz... estamos noivos...
- Eu perguntei se você gosta dele... – Ele disse em um tom mais sério
- Ei, que inquérito todo é esse senhor Changmin... Aparece de novo na minha vida e quer saber de tudo? – Mah ficou irritada, fazia mais de 4 anos que não o via, sentia falta dele, havia passado por muitas coisas e muitas vezes desejou que ele estivesse ao lado dela. Mas ele estava sendo um pouco de mais “Eu nunca amei ele, somente a você” estes eram os pensamentos de Mah ao se afastar da mesa, ela virou-se por um momento, olhou para Changmin, parado na mesa, atônito, ele não havia se mexido nem um centímetro. Com quem será/ Com quem será/ Com quem será que a Mah vai casar?!
É com o Siwon/ É com o Siwon, é com o Siwon que a Mah vai casar~

Ela continuou andando e seu telefone tocou, ela olhou no display, era a pessoa que ela menos esperava falar naquele momento
- Oi Si, o que foi?
- Não posso ligar para minha noivinha linda?
- Claro, o que foi?
- Nossa... Você está de mal humor, meu amor? Interrompi algo será?
- Não, não, estou voltando para meu plantão agora, já ia desligar o telefone, foi isso
- Ah, ok, você está onde? Eu estou no hospital
- Estou indo para a emergência – Ela agora parou, olhou em volta, mas não viu nada. Siwon tinha mania de vigiá-la, era inseguro, algumas vezes violento. Isso assustava Mah
- Ok, você está no corredor sul da lanchonete certo? – Ela parou novamente, sua espinha gelou “Será que ele está me seguindo” Antes que ela continuasse a porta ao seu lado abriu-se e alguém a puxou para dentro tampando sua boca. Então um beijo, ela viu quem era, Siwon “Novamente me seguindo” – Estava com saudades – Ele dizia em meio aos beijos, eram fortes, grosseiros, Mah odiava aqueles beijos, mas não podia fazer nada, seu casamento estava acertado. Ela era o pagamento das dividas de jogo de seu pai
- Para, Siwon, preciso voltar ao meu turno
- Para mim você não tem tempo, mas para aquele garoto que estava com você na lanchonete você tem! – Disse ele abrindo a blusa dela
- Para... agora... – Empurrou e começou a fechar sua blusa – Você está me seguindo?! Sabe que eu odeio isso – Ela colocou a mão na maçaneta e antes que pudesse sair, ele se ajoelhou diante dela
- Desculpe, desculpe, eu te amo, te vi indo para a lanchonete e acabei indo atrás, mas não consegui me aproximar ao vê-la com ele. Meu coração doeu com aquilo
- Siwon você é doente, precisa de tratamento e não de mim – Ela soltou sua mão dele, ele a puxou de volta. Ela sentiu o peso de suas palavras
- E você me pertence – Ela ficou com raiva e deu-lhe uma bofetada. Ela odiava quando ele tinha aquelas mudanças de personalidade. Infelizmente ele estava realmente doente. Nem os melhores médicos poderiam curá-lo, somente amenizar sua dor e os sintomas, que muitas vezes, Mah que sofria as conseqüências de suas paranóias e ataques de agressividade. Ele tinha Esquizofrenia e também sofria de Arterite de Takayasu, mesmo ele estando em estado terminal, ele parecia normal, não demonstrava muito dos sintomas. Ela saiu sem pensar duas vezes, seguiu para seu plantão, passando pelos amigos de Changmin “Espero que você seja sempre feliz com seus amigos”
Num canto da sala de espera, estava Daiana dormindo de mal jeito, escutou passos e acordou. Olhou para os lados e não viu ninguém passar. Olhou para seu ombro e viu Junsu, escorado nela e babando “Tá achando que eu sou escora, seu... seu... fofo *w*”. Ela ficou um tempo olhando para ele, ele parecia um ser tão meigo e inocente dormindo ali em seu ombro, não parecia aquele idiota que havia conhecido, por quem seu coração ficou cheio de raiva. Seu coração não conseguia decidir o que sentia. Um rapaz passou correndo, Daiana nem o notou, mas Junsu acordou, ao perceber que Daiana o olhava ele deu um sorriso e ela corou em seguida levantou-se. Ele esticou seus braços e depois começou a esfregar seus olhos.
- Ei, Junsu, tá sujo ai – Ela apontou para o rosto ele, ele começou a esfregar – Não, mais para baixo – Ele continuou esfregando – Ei, golfinho, aqui – Ela esfregava com o dedão aquela pequena sujeira de chocolate que havia no rosto dele, para sua própria surpresa, ela não conseguiu tirar a mão do rosto dele e começou a acariciá-lo “Como ele é fofo”. Ela soltou um pequeno sorriso abafado, ele retribuiu e a beijou. Ela não conseguiu repreendê-lo desta vez, pelo contrário, ela estava retribuindo o beijo, estava gostando cada vez mais.
- Que fofo o casalzinho – Paula e Jae começaram a rir perto deles. Daiana então voltou a si e separou-se dele, ficou envergonhada e Junsu ria, após ele a abraçou. Ela se sentia cômoda naqueles braços, algo que ela não sentia, a muito tempo.
- Neve – Os olhos de Daiana brilharam olhando para fora
- Vem – Disse Junsu pegando na mão dela e a puxando para fora do hospital
- Nossa, neve, que gostoso – Disse ela estendendo os braços e rodopiando em meio a neve que caia e derretia ao tocá-la
- Você gosta mesmo de neve – Disse ele se aproximando dela
- Alguém sempre me disse que eu iria gosta – Ela continuou rodopiando com os braços abertos
“Que fofa” – Parece uma bebezona brincando – Ele zombava dela, mas queria dizer outra coisa. Ela ficou vermelha e parou ao sentir ele ao seu lado, antes que ela se virasse, Junsu a abraçou. Eles ficaram um tempo assim, até Daiana tomar coragem e falar o que estava preso em seu coração, desde o primeiro beijo
- Estou gostando de você – Disse ela, quase que sussurrando. Junsu a soltou e se afastou um pouco, ela ficou sem entender “Por que eu disse isso? Será que foi muito súbito? Fui muito rápida?”.
Junsu ficou sem ação, seu coração ficou feliz ao escutar aquelas palavras dela, mas ao mesmo tempo triste. Seu plano havia dado certo, agora era sua vez, de dar o ‘grand finale’, só uma noite com ela e Hyuk estaria acabado, assim como ele ficou, mas ele não conseguiu seguir adiante, seu plano havia falhado “Não, não Junsu, siga em frente, siga em frente, seu plano...”
- Pena que você goste de mim... Eu não suporto você... Você me dá nojo – Ele simplesmente deu as costas e foi para dentro do hospital “Droga, Junsu, você estragou tudo... Por que dói tanto? Por que eu não consegui? Por que eu tive que dizer isso?”
Daiana ficou sem reação diante das palavras dele, elas ficaram ecoando em sua mente “Eu não suporte você... Eu não suporto você”, ela acabou desabando no chão, ficou de joelhos, sentiu alguma coisa quente escorrendo pelo seu rosto, colocando os dedos, sentiu, eram lágrimas – Por que eu estou chorando? Por causa daquele idiota? Por quê? Por que dói tanto? Por quê? – Ela nem percebeu, mas havia alguém a sua frente, ela olhou e viu Jo e Yunho.
- Daia, levanta, por favor – Daiana recusou aquela mão, Jo então se ajoelhou em frente a ela e a abraçou
- Jo, eu não entendo – Ela chorava cada vez mais alto – Eu não entendo ele, por que ele fez isso, ele me beijou, disse que gostava de mim... Quando eu disse que gostava dele, ele me desprezou, me machucou – Daiana continuava chorando, Jo chorava com ela
- Chora amiga, pode chorar, eu vou ficar aqui com você – Disse ela abraçando forte Daiana
Yunho saiu dali e foi correndo para dentro do hospital.
Que faço eu da vida sem você/ Você não me ensinou a te esquecer/ Você só me ensinou a te querer
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