Enquanto Junsu ia adentrando no hospital, ia sem rumo, a cada passo que dava seu coração ficava mais apertado, ele ia olhando para aquelas paredes brancas, um branco meio encardido, seus pensamentos eram somente um, Daiana, ele ficava pensando em como ela havia ficado, seu plano havia dado certo, em parte, ele não esperava se sentir daquela forma. Ele havia imaginado coisas piores, mas seu coração não permitiu seguir adiante com seu plano ao ouvir ela dizer “Estou gostando de você”, aquelas palavras ecoavam na mente dele, “Será que eu realmente deveria ter terminado aqui?”, “Por que eu fiz aquilo? Eu não odeio ela, eu odeio Hyuk”, “Por que meu coração ta doendo tanto ao vê-la daquele jeito”, “Por que eu tive que machucá-la?”. Ele parou em um corredor, viu que estava de frente a sala de espera, foi até um banco ao lado de Jae e Paula e sentou.
- Junsu? – Paula tentou chamar a atenção dele, mas ele estava avoado – Junsu?! – Ela prosseguia tentando falar com ele – O que será que aconteceu com ele? – Sussurrava Paula no ouvido de Jae, que somente deu de ombros. Jae lhe deu um soco no ombro
- Ai – Reclamou ele
- O que aconteceu, meu, tu ta estranho! – Perguntava Jae preocupado. Junsu se olhou pelo reflexo do vidro da porta da sala de espera e viu “Realmente não pareço eu” pensava ele, passando a mão no rosto. Ele viu Yunho cruzando furioso por aquela porta.
- Eai Hyung o que houve? – Disse Jae indo em direção a Yunho, mas ele ignorou Jae e foi até Junsu
- Levanta e se defende – Disse Yunho, Junsu sem entender levantou-se
- Me defender do que? – Disse ele brincalhão, fazendo uma pose de defesa. Levando um gancho certeiro de Yunho. Isto o fez cair na cadeira, Jae tentava segurar Yunho que queria continuar a socar Junsu, enquanto Paula ficava na frente dele, tentava ver se Junsu estava bem.
- Porra, hyung, o que ta acontecendo aqui? – Jae gritava com Yunho, enquanto segurava-o
- Me deixa Jae, ele merece – Gritava tentando se soltar dos braços de Jae que o envolviam
- Não, não, não... Explique-se
- Se foi por vingança... – Dizia Yunho ignorando o pedido de Jae — Não deveria ter feito ela sofrer. Quem deveria sofrer era seu amigo, não? Quem você queria fazer sofrer era ele e não ela, estou errado?! – Gritava ainda com Junsu, tentando obter a consciência do amigo — Por que fez isso com ela?! Eu realmente achei que você tinha mudado. – Disse ele agora um pouco mais calmo, Jae começava a soltar ele e olhar com desprezo para Junsu, ele havia entendido
- Ei, alguém me explica o que está acontecendo?! – Questionava Paula olhando para Yunho e Jae, depois para Junsu.
Junsu agora apoiava seus cotovelos sobre os joelhos, Paula via lágrimas escorrendo dos olhos dele. O soco que levou de Yunho e aquelas palavras o fizeram acordar, aquelas palavras mexeram profundamente com ele, a tal ponto de lhe fazer chorar.
-Acorda, Junsu, você está gostando dela. – Dizia Yunho com passando a mão nos cabelos e bagunçando-os — Dá para ver nos seus olhos. – Ele soltou um grito e uma enfermeira que passava chamou sua atenção. Ele então foi até Junsu e colocou a mão em seu ombro — Você e suas criancices, se continuar assim irá perder ela meu amigo, se é que ainda tem alguma chance.
Junsu levantou-se e saiu correndo, ia para a saída do hospital, aonde havia deixado Daiana chorando. Quando chegou lá viu Daiana sendo levada por Hyuk, seu coração apertou ainda mais ao vê-la indo embora com ele.
- Essa você não vai me levar hyung – Dizia ele com um sorriso no rosto “Eu estou realmente gostando dela”
Ele voltou para dentro do hospital, arrancou a chave do carro de Yunho das mãos dele.
- Ei, meu carro – Gritava Yunho, levou mais uma bronca da enfermeira – Mas ele seqüestrou meu bebê
- Chame a policia então – Disse a enfermeira, mandando-o se aquietar e sentar na sala de espera ou sair dali.
- Onde ele vai? – Perguntou Paula para Jae
- Reparar um erro – Disse Yunho abraçando Jo
- Ei? Que isso? – Disse ela soltando-se dos braços dele
- Onde está Daiana? – Perguntou Paula curiosa
- Ela ligou para Hyuk e ele veio pegá-la – Disse se sentando em uma cadeira
- Se ele riscar meu bebê, ele vai ter que me dar um novo
- Duvido – Zombava Jae, enquanto beijava Paula – Ainda bem que agente não complica, né, amor!
- Se você fosse que nem seus amigos, não existiria ‘agente’ – disse ela, sentando ao lado de Jo
- Então é assim, nenhum dos amigos do seu amorzinho presta, é Paula?! – zombava enquanto olhava séria para Yunho
- Não amiga, nenhum – respondia Paula aos risos
- Ei, eu presto, minha Deusa – Jo lhe fez uma cara de poucos amigos – Quer dizer, Jo – Ela continuou encarando ele – Jocasta – Choramingava ele.
...
Chegando no dormitório Junsu correu até o quarto de Daiana, batia na porta, com força
- Ela não está – Disse Jessica saindo do quarto de Hyuk
- Onde está Hyuk!? – Perguntou ele segurando forte nos braços dela
- Não sei, o telefone dele tocou e ele saiu correndo, não me deu nenhuma explicação – Disse choramingando, aquela carinha de choro que fez muitas vezes o coração de Junsu ficar apertado, já não exercia nenhum controle sobre ele. – Junsu, por favor, me ajuda, acho que ele está tendo um caso com aquelazinha – Continuava chorosa, abraçando Junsu, enquanto apontando com a cabeça para a porta de Daiana
- Há um tempo atrás se você me pedisse isso, eu não iria pensar duas vezes, mas, não sou mais seu brinquedinho Jessica. — Ele então a empurrou e descia as escadas correndo, enquanto olhava para seu telefone e ligava para o celular de Daiana “Atende, atende” o telefone somente tocava. Jessica descia as escadas correndo atrás dele
- Junsu, me ajuda a separá-los, por favor, me ajuda a afastar Hyuk dela.
- Você não precisa me pedir isto Jessica, eu a quero somente para mim – Aquela declaração surpreendeu Jessica a fazendo ficar com mais raiva de Daiana.
Junsu foi até o carro de Yunho e começou a dirigir sem rumo “Onde você está?”, ele parou em uma sinaleira e bateu com força no volante “Onde você está?” Ele olhou para seu telefone e mandou uma mensagem de texto para Daiana
-“Me perdoa... Me desculpe... Eu não queria realmente dizer aquilo... Por favor, atende o telefone, preciso ouvir sua voz, preciso falar com você! Eu te amo” Após mandar a mensagem ele seguiu, foi para o hospital, queria saber se ela havia voltado para lá, era essa sua esperança.

Continua... Quando vc estava chorando sozinha/ Se eu apenas tivesse corrido até vc/ Vc ainda estaria ao meu lado


*Stand by U Acho perfeita para esse momento*

http://www.youtube.com/watch?v=iIt-94EGn-E

Num bar qualquer, Daiana bebia todas enquanto Hyuk tentava fazê-la parar.
- Maldito... hic... Malditooooo... hic... Por que ele fez isso?! Ele vivia tentando me agarrar... hic... Ei garçom, tá vazio o copo, pode encher — Daiana só sabia praguejar o nome de Junsu e tentar entender o que ele fizera com ela enquanto bebia.
- Daiana, já chega — Hyuk tentava fazê-la parar – Fazia sinal de não com a mão para o garçom para ele não encher mais o copo dela, mas ela insistia “Por que todo bêbado é chato... Por que você está assim por aquele meu amigo idiota?” Hyuk amaldiçoava o dia que havia ficado amigo de Junsu ao ver a garota que ele estava gostando, pela primeira vez, naquele estado por causa do amigo. O desespero em tentar fazê-la entender seus sentimentos e parar de pensar em seu amigo tomavam conta, agora do inseguro Hyuk, ele a abraçou
- Por favor, pare, você só está machucando a si e a mim também, pare agora, eu gosto de você! – Sussurrava no ouvido dela
- Me solta, nenhum homem presta... – Continuava praguejando – Primeiro Yuki, agora Junsu, você quer ser o próximo a me magoar?! – Chorava ela, tentando se soltar dos braços dele.
O coração de Hyuk doía ao vê-la assim. – Prometo que nunca irei te magoar, por favor, dá uma chance para nós dois – Disse ele beijando-a. Ela tentou resistir aquele beijo, mas conforme passava, ela começou a imiginar que era Junsu que estava ali beijando ela, lágrimas escorriam sem parar por sua face, dando um sabor triste aquele beijo. Conforme foi passando os beijos iam ficando mais caliente.
...
Um despertador tocou... Daiana olhou em volta
- Ai, minha cabeça... – Deu mais uma olhada – Onde eu estou?! Ela arregalou os olhos e levantou correndo daquela cama, percebeu que estava nua, olhou em direção a cama, torcendo para que não houvesse ninguém ali, mas o susto, Hyuk estava nu, com uma mínima parte coberta pelo lençol. Daiana colocou a mão na boca ao sentir que iria gritar. Olhou em volta, viu suas roupas e as pegou, vestiu e saiu correndo do quarto, sem acordar Hyuk e sem perceber que alguém escondido tirava fotos.
Ao chegar em seu quarto, não sabia o que fazia primeiro. Lembrou-se da prova que tinha, olhou para o relógio, passava das 16 horas. “Droga, perdi a aula e a prova”. Ela jogou-se em sua cama e começou a tentar colocar suas memórias em ordem, tentava raciocinar, mas era quase impossível com a dor de cabeça que sentia. Lembrou-se “Nathy” Será que sua amiga já havia recebido alta?! Ela então pegou seu telefone e ligou para Jo
- Amiga, sou eu... Não diga meu nome – Disse Daiana quase que sussurrando
- O que foi? – Perguntou Jo assustada
- Nham... Nathy já foi liberada?
- Sim, estamos indo para a casa dela...
- Ah, Ok, eu vou para lá então, me passa o endereço... e... – Ela fez uma pausa e Jo entendeu
- Não, ele não está conosco
- Ok, Já estou indo para aí!
Ela trocou de roupas, escovou os dentes e amarrou seus cabelos, quando estava a ponto de sair, alguém bateu em sua porta “Será que é o Hyuk? O que eu faço?” Ela ficou receosa em atender, mas a pessoa do outro lado era insistente. Ela abriu a porta com uma cara ‘Estou normal, nada aconteceu, continuamos amigos’ e um sorriso forçado, que logo foi substituído por ‘Eu te odeio’ ao ver que era Junsu.
- Daiana, precisamos conversar! Onde você foi com o Hyuk ontem a noite?! Eu vim até o seu apartamento e não te achei. Eu... er... Todos estavam preocupados com você! – dizia ele cobrando dela uma explicação – Eu vi você saindo com o Hyuk, onde vocês foram? – Ela somente o ignorava, trancou o seu quarto e seguia descendo as escadas, ele continuava perguntando sobre ela e a noite anterior
Quando chegaram ao térreo, ele não agüentando mais aquela indiferença segurou no braço dela, ao ver a cara que ela fez, seu coração doeu, partiu-se em mil pedaços. Soltou-a e ela pegou um táxi que passava ali.
...
- Nathy, bichinho, explica para nós o que aconteceu – Todos estavam em volta da cama de Nathy, questionando sobre sua queda
- Maninha, tu não é tão desastrada como o Jae, como você conseguiu aquilo? – Disse Changmin com uma maça na boca e zombando
- Changmin – Disse Mah, séria, tentando fazê-lo parar de zombar. Mah foi com Nathy até em casa para acompanhá-la em sua recuperação, havia sido pedido pelo diretor do hospital, outro grande amigo do poderoso Reitor
- Ai, gente, não sei, mas eu senti como se alguém tivesse me empurrado, depois acordei hoje de manhã no hospital
- Como assim alguém te empurrando – Disse Jo se exaltando
- Não sei, Jo, mas eu senti como se alguém me empurrasse
- E você viu o rosto? – Perguntou aflita Paula
- Não, Paulinha, não vi... É só uma sensação, não sei se é real – Falou ela se ajeitando na cama
- Bom, é normal, pessoas que passam por esse tipo de trauma terem uma perda de memória recente ou imaginarem algo relacionado ao próprio acidente – Explicava Mah
- Mas isso nós podemos resolver, papai pode conseguir a fita da segurança – Disse Yunho, chamando seu pai que estava no escritório
Após um tempo, o poderoso senhor Jung havia conseguido a fita, ela tinha sido levada até a casa deles. Chegou junto com Daiana, meio desnorteada ainda
- Daiana, depois quero explicações – Disse Nathy brincando com ela
- Ei, eu que quero – Disse Jo olhando séria para Daiana – Eu tentei te ligar a noite toda, fui até seu apartamento e você não estava e teve um golfinho que não me deixou dormir, te procurando por todos os cantos, só faltou olhar pela fechadura do meu apartamento para ver se eu não estava te escondendo lá. – Zombava Jo
- Ok, ok, mas eu quero ver essa fita – Disse ela pegando a fita da mão de Jae e colocando no aparelho de TV para assistirem
Todos ficaram surpresos ao verem quem havia feito aquilo com Nathy
- Nossa aquela víbora chegou a tal ponto – Disse Paula a ver novamente a cena.
Yoochun queria sair dali correndo e esganar Tiffany, mas fora segurado por Nathy
- Não precisa se preocupar, você não deve devolver na mesma moeda – Dizia Nathy segurando-o e o impedindo de fazer algo mais drástico.
O reitor, pai de Nathy ao ver a fita, decidiu administrar uma suspensão para Tiffany, ele ligou para os pais dela do seu escritório, após voltar e lá ele disse que não iria fazer queixa na policia o que deixou todos ali, menos a senhora Jung, furiosos. Nathy ao ver a expressão de seu pai aceitou a punição que Tiffany iria ter, Yunho pensou duas vezes, e por fim aceitou também.
Tirando os membros da família, ninguém havia aceitando a ideia muito bem.
- Esse é um assunto da família deles mesmo – Dizia Paula, já conformada, após tentar por diversas vezes convencer o Sr. e Sra. Jung a fazer a denuncia na policia – Nós infelizmente não podemos nos meter
- Como assim não?! Eu não irei ficar de braços cruzados, Nathy poderia estar numa situação muito pior – Reclamava Daiana – Imagina se ela tivesse ficado paraplégica
- Vira essa boca para lá – Disse Jo, dando um tapa no ombro de Daiana e vendo um chupão em seu pescoço, ao mostrar a amiga a deixou roxa de vergonha
- Ah, mas eu vou dar o troco – Dizia baixinho Daiana – Mar vem comigo – Ela puxou Mar na frente e pegaram um taxi, sabia que Mar não suportava Tiffany tanto quanto ela.
As duas chegaram ao dormitório e ficaram em um canto, esperando que Tiffany viesse. Daiana Já havia pedido a Hyuk que a chamasse ali em nome de Jessica e ela deveria estar chegando a qualquer momento.
Quando as duas a viram se aproximando, pegaram-na pelos cabelos e a puxaram para trás do dormitório
- O que vocês querem? – Gritava ela furiosa – Duas contra uma, assim é fácil – esbravejava ao ver as duas indo para cima dela, depois de a jogarem contra a parede. Daiana e Mar jogaram no Jo-ken-po e Daiana perdeu
- Beleza, para acabar contigo eu não preciso de ajuda – Disse Mar indo para cima da Tiffany. Daiana ficou vigiando para ver se ninguém aparecia, enquanto escutava os gritos de Tiffany enquanto Mar batia nela. Eram sequências de socos e chutes. Daiana entre uma espiada e outra via Tiffany cada vez pior, Mar sempre esperava ela se levantar para voltar a bater nela. Cada vez que ela ia ao chão, Mar gritava para ela levantar, ‘Não vou bater em gente caída, mas se você não levantar vai ser pior’. Daiana já estava assustada com o estado de Tiffany. Mar deveria estar de divertindo, er, vingando, uh, socando Tiffany a aproximadamente umas duas horas, a cara de Tiffany parecia uma bola de futebol de tão inchada e cheia de gomos, estava desfigurada. Daiana deu um grito para Mar parar
- Mar – Gritou Hyun. Ela levou um susto ao vê-lo, ela nunca tinha mostrado aquele seu lado a ele. Ele ficou assustado, tirou Mar de cima de Tiffany e a levou para dentro, Daiana foi até Tiffany, a puxou pelo queixo
- Se você tentar algo contra a Nathy novamente, ah, você vai se arrepender de ter nascido, por que o que a Mar fez com você não é nem metade do que eu queria ter feito e eu não tenho pena de alguém caído como ela – Dito isso ela deu um chute na boca do estomago de Tiffany, fazendo-a cuspir sangue. Após levar Mar para seu quarto Hyun chamou uma ambulância para Tiffany, fez uma ligação anônima. Mar ficou relutante, dizia que ela deveria sofrer mais
- Não faça isso, por favor, você não é assim – Disse ele passando as mãos no cabelo dela e a fazendo derreter
- Quem disse? Eu sou muito pior – Dizia ela virando o rosto
- Eu disse – Ele então a beijou, e deitou-se sobre ela – Eu te amo – Falava enquanto acariciava os cabelos dela
- Hyun, para, por favor – Falava ela tentando afastá-lo
- Por que você é assim comigo, eu te amo, você me ama... Você mesma admitiu isso para mim ontem, por que agora muda? – Ele estava com os punhos cerrados e chutava com força a porta
- Desculpe – Ela o abraçou por trás – Mas eu não sei como agir ou pensar... Nos sempre formos criados como irmãos, todos sempre dizem que somos irmãos... Tenho medo – Ele virou-se a abraçou forte
- Tem medo do que os outros vão pensar? – Perguntou ele, apertando o rosto dela contra seu corpo
- Não, tenho medo do que eu penso... Minha cabeça está confusa... Eu sempre pensei que você me odiasse... Eu sempre pensei que odiava você...
- Tudo bem, mas saiba que eu te amo, nunca te odiei, você sempre esteve ao meu lado, foi a primeira mulher que eu amei, desde que eu tinha 8 anos, foi você meu primeiro amor, você é a única pessoa que eu quero ao meu lado, sempre – Ele terminou beijando-a

Kaze ni natte sotto tsutsumitai /Kimi ga iru sekai ni sugu tonde yukitai/ Aitakute mo aitakute mo/ Matteru kara tada wasurenaide